9 Landsleiebolken (Tenancy)
9.1.1.8 Kommunikasjon
Segundo Paiva (2001, p. 2), os principais tipos de avaliação baseados em demonstrações contábeis, são:
3.3.1.1 Valor Contábil (ou Book Value)
O Valor Contábil é o valor do patrimônio líquido da empresa reconhecido a partir dos registros contábeis originais ou históricos e é um valor conhecido. Contudo, devido à diversificação dos métodos contábeis (depreciação dos ativos permanentes, amortização,
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correção monetária, alterações na legislação, etc.), pode implicar significativos erros interpretativos.
O aspecto crítico desse método é que os valores dos ativos e passivos são representados por seus custos históricos, não levando em consideração alguns aspectos como inflação e obsolescência, distanciando-se muito de seus valores de mercado.
Para Paiva (2001, p. 2), o valor contábil é apenas um mero valor matemático e não representa o valor econômico da empresa.
Ademais, não são capturados ativos intangíveis altamente valorados como, por exemplo, marcas, patentes e aspectos não-quantitativos, mas que geram benefícios pela sinergia, como confiabilidade dos fornecedores, qualidade dos clientes, capital intelectual,
status da empresa, entre outros itens não escriturados no Balanço.
Uma das maneiras de aproximar o valor contábil do valor de mercado é proceder alguns ajustes no Balanço. O ajuste mais comum é reavaliar os ativos da empresa pelos seus custos de reposição ou pelos seus valores de liquidação
Segundo Helfert (2000, p. 279), sendo o valor contábil geralmente elaborado de acordo com os objetivos contábeis, ele normalmente tem pouca relação com o valor econômico corrente. É um valor histórico que, algum dia, pode ter representado um valor de mercado, mas que com o passar do tempo e com as mudanças econômicas, foi fortemente distorcido. Sua utilidade para análise econômica é, portanto, questionável na maioria dos casos.
3.3.1.2 Valor de Mercado dos Ativos
Para Martins (2001, p. 269), o modelo de avaliação patrimonial pelo mercado consiste na mensuração do conjunto de ativos e passivos exigíveis com base no valor de mercado de seus itens específicos. Os valores de entrada (fontes de recursos) ou saída (uso dos recursos) são aplicados de acordo com a natureza e a intenção de uso de cada item. Pode representar, em alguns casos, um valor de troca perfeitamente realizável em termos reais.
A fraqueza desse método é que, apesar da possibilidade de ser aplicado por uma boa parte de situações específicas, não considera os benefícios líquidos futuros que o conjunto de ativos e passivos exigíveis possa gerar.
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3.3.1.3 Valor de Substituição
Para Helfert (2000, p. 280), valor de reposição é o montante que seria exigido para substituir um ativo fixo existente. Em outras palavras, é o custo de substituição de uma máquina, de instalações ou outros ativos semelhantes. De fato, o valor de reposição é uma das várias medidas de avaliação utilizadas no julgamento do valor de uma empresa em funcionamento. Determinar o valor de reposição é uma estimativa amplamente baseada em critérios de engenharia.
O valor de substituição significa o montante de capital necessário para a formação de uma empresa nova, idêntica à empresa analisada, menos os valores de ativos intangíveis como marcas, patentes, rede de distribuição, modernidade do processo de produção, carteiras de clientes, etc. Em outras palavras, o valor da empresa é encontrado tendo por base os valores correntes de reposição de equipamentos e instalações, isto é, procura-se determinar quanto vale atualmente a recomposição de toda a capacidade instalada.
Para Martins (2001, p. 88), a principal vantagem desse método consiste em elevar o nível de utilidade de informação quando se espera significativas alterações de preços para as futuras compras dos recursos consumidos, e, por outro lado, possui uma desvantagem que consiste na elevação do nível de subjetividade inerente à previsão do custo da próxima aquisição do item avaliado, associado à dificuldade de geração de informação decorrente do dimensionamento das expectativas dos preços das reposições futuras.
3.3.1.4 Valor de Liquidação
Para Helfert (2000, p. 279), o valor de liquidação está relacionado à situação particular de uma empresa que precisa liquidar parte ou todos os seus ativos e obrigações. Em essência, é uma situação anormal, na qual as pressões do tempo e mesmo das restrições distorcem as avaliações de valor feitas pelos compradores e vendedores. Helfert (2000, p. 279) assinala ainda que:
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Diante da ameaça de falência da empresa ou de intensa pressão de credores, a administração perceberá que os valores de liquidação estão consideravelmente abaixo dos valores potenciais de mercado. O cenário econômico é afetado negativamente pela desvantagem em que se encontra a parte vendedora na transação. Como conseqüência, o valor de liquidação somente é aplicável com um objetivo delimitado. Não obstante, às vezes é utilizado para avaliar os ativos de empresas a respeito das quais não foi feita uma análise do índice de sua capacidade de endividamento.
O valor de liquidação representa o valor que o empreendimento tem na sua liquidação. Segundo Hendriksen (apud NEIVA, 1992, p. 30-33), é utilizado esse método quando a empresa não consegue vender seus ativos pelos mercados regulares, ou especificamente, nas seguintes circunstâncias:
a) quando mercadorias ou outros ativos perderam sua utilidade normal ou tornaram-se obsoletos; ou
b) quando a empresa espera entrar em liquidação (deixar de funcionar).
Nessa situação, os recursos tendem a se desvalorizar (pois diminui a utilidade para o adquirente), o que implica uma avaliação do valor mínimo da empresa.
O Valor de Liquidação é o valor que cada acionista comum espera receber após a venda dos ativos da empresa pelo valor de mercado e a liquidação das obrigações com os credores e acionistas preferenciais.
Para Ferrari (1996), essa metodologia aplica-se para empresas em situação desfavorável técnica, mercadológica ou financeiramente, mas que possuem ativos tangíveis e intangíveis importantes.
Igualmente, essa alternativa de avaliação não captura a expectativa de benefícios futuros da empresa.
3.3.1.5 Valor de Utilização
Valor de utilização, como o próprio nome diz, é o valor que a empresa vale para os seus proprietários atuais ou futuros, representando tanto os ativos materiais quanto o potencial futuro do negócio e aspectos intangíveis a ele associados. Possui um elo objetivo (que pode ser o Valor de Substituição e de Rendimentos Futuros) e um elo subjetivo (percepções e expectativas dos empresários).
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3.3.1.6 Valor Patrimonial /Valor de Avaliação
Segundo Helfert (2000, p. 281), o valor de avaliação é subjetivamente determinado e utilizado quando o ativo em questão não tem um valor de mercado claramente definido. Normalmente, busca-se encontrar casos de transações razoavelmente semelhantes às do ativo que está sendo avaliado. É freqüentemente utilizado em transações de montante considerável, especialmente no caso de bens comerciais ou residenciais, o valor de avaliação é determinado por um especialista imparcial, aceita por ambas as partes envolvidas na transação, que, por seu conhecimento do tipo de ativo envolvido, pode reduzir a distância entre o comprador e o vendedor, ou, pelo menos, estabelecer uma faixa para barganha.
O método do valor patrimonial representa a atualização do patrimônio líquido da empresa após uma reavaliação de seus ativos e passivos, porém sem a intenção de venda do negócio. Essa metodologia é uma posição intermediária entre o Valor de Substituição e o de Liquidação.
Ferrari (1996) assim descreveu a forma de cálculo do valor de um negócio por esse método:
(=) Patrimônio Líquido Contábil
(+) Reavaliações de Imobilizados, Estoques (-) Contingências
(=) Patrimônio Reavaliado
Damodaran (1997, p. 394) faz comentários que demonstram a desvantagem desse método:
Primeiro, os valores contábeis, assim como os lucros, são afetados pelas decisões contábeis sobre depreciação e outras variáveis. Em segundo, o valor contábil não tem muito significado para empresas de serviços, que não têm ativos fixos significativos. Em terceiro, o valor contábil do patrimônio líquido pode se tornar negativo, se uma empresa tiver uma série sustentada de lucros negativos, levando a um índice preço/valor contábil negativo.
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