6 Miljøverndepartementet
Resultatområde 2: Friluftsliv: Området foreslås opprettholdt på samme nivå som i 2004
9 Kommunal- og regionaldepartementet
Conforme já discutimos, acreditamos que, nas instituições/organizações, o sujeito é constitutivo (é parte integrante), constituído (incorpora-a pelo movimento de apropriação) e constituinte (é parte que age, isto é, garante o movimento das forças internas desta unidade). Reiteramos ainda que esse mesmo sujeito é portador da historicidade do gênero humano e que realiza coletivamente atividade reprodutora/produtora da realidade social (Trabalho) e, ao mesmo tempo em que a produz (a atividade), é por ela produzido.
No e pelo desenvolvimento sócio-histórico da atividade social, Trabalho, se constitui, por meio de forças contraditórias, modos de produção dele mesmo. No nosso caso, o modo capitalista de produção, em sua versão atual. Nesse movimento, o modo de produção vigente impregnará a configuração e as possíveis re-configurações de necessidades, expectativas individuais/particulares/universais, rumo à configuração de motivos que, por sua vez, serão determinantes da e na ação objetiva/subjetiva empreendida pelo sujeito.
A escola, instituição/organização e lócus de “conversão das relações sociais em funções mentais”, pode contribuir para reprodução das condições objetivas/subjetivas, que são constitutivas/constituídas/constituintes das, nas e pelas relações que nela se estabelecem.
Malgrado a escola, na maioria das vezes, funcionar majoritariamente como instituição/organização “reificada” e mantenedora dessas condições, em seu contexto e a partir dele, os sujeitos criam espaços para produção
de novos sentidos e significados sobre suas condições objetivas/subjetivas de existência, possibilitando a manifestação de momentos de síntese (negação da negação).
No contexto escolar, os sujeitos estão implicados com a multiplicidade de elementos determinantes do modo como eles constituirão sentidos e significados acerca da atividade escolha, na condição “em-si” ou “para- si”.
Assim como Cortella, (2001), afirma a produção da crise da educação como “(...) um projeto deliberado de exclusão e dominação social” (p.10), Aguiar e Bock, (2003), discutem o distanciamento escola-realidade, como medida pedagógica e como situação não-natural. E, alertando para a configuração da necessidade de uma atuação compromissada, na psicologia educacional, as autoras pontuam que:
“(...) Nas teorias pedagógicas da escola tradicional e da escola nova a realidade social foi substituída pela [suposta] realidade escolar. A escola se pensou como uma fortaleza da infância e da juventude, que
trabalha para proteger os educandos de si mesmos
(escola tradicional) ou das corrupções da sociedade (escola nova). Um espaço purificado pela cultura,
capaz de realizar um trabalho de aperfeiçoamento
dos educandos, formando-os como pessoas capazes de servir à sociedade, melhorando-a. A escola se
pensou capaz de formar cidadãos para a sociedade
distanciando-os da mesma sociedade que os receberá cultos, formados. Essa idéia perdura há muitos anos, criando um distanciamento escola-realidade.” (p.133, grifos e acréscimos nossos)
Corroboramos integralmente com o posicionamento que as autoras supracitadas explicitam, a respeito da necessidade de uma atuação compromissada,
dos profissionais da área da educação, na e da escola. E, particularmente, conhecemos e compartilhamos a fundamentação teórica que substancia a produção das mesmas. Mas, neste momento, autorizar-nos-emos a nos servir, novamente do excerto acima, desta vez, considerando-o tão somente como proposição lingüística.
Acreditamos que, assim, podemos ratificar nossa posição e precisar nosso entendimento sobre o processo de reificação da instituição/organização como uma objetivação “em-si”.
Retomemos, então, nossa significação acerca de tal processo: apesar de nosso percurso evolutivo humano-genérico, produzimos/constituímos, via movimento da mediação da individualidade/particularidade/universalidade, instituições/organizações, como “coisa em si” (“Ding an sich”), como “entes” a- históricos e, supostamente, pseudocapazes de impedir o movimento de superação por incorporação, via atividade (Trabalho) dos sujeitos, do e no seu entorno social. Uma vez reificada, a instituição/organização escola, apesar de ter sido por nós criada, passa a existir, em nosso discurso e, conseqüentemente, em nossas configurações objetivas/subjetivas, como concernentes a um “ente” capaz de ações humanas. Assim, acostumamo-nos a nos referir às ações humanas, efetivadas nela, como se não fossem mais pertencentes a nós mesmos, como se não tivessem autores humanos. Enfim, como se as ações humanas fossem da própria instituição/organização (da escola).
A propósito de ilustração, grifamos as “supostas ações” da escola, na citação anterior. Tomemo-las, literalmente descritas: “A escola se pensou (...)
trabalha para proteger(...) Um espaço capaz de realizar um trabalho (...) formando (...) A escola se pensou capaz de formar cidadãos (...)”.
Certamente, não pretendemos com a reflexão acima, dizer que somente o cuidado discursivo mudaria o complexo e multideterminado processo de reificação das instituições/organizações. No entanto, o excerto citado confirma- nos a abrangência/riqueza implícita na constituição de sentidos e significados, via produção da linguagem, quer seja oral, quer seja escrita.
Ao discutirmos as multideterminações presentificadas durante o processo de constituição de sentidos e significados, a respeito de espaços/momentos/situações de escolha, na escola, discutiremos a escolha como atividade humana resultante do processo mediatizado/mediatizante de apropriação das objetivações individuais/particulares/universais e, portanto, concretizada na inter-relação aprendizagem e desenvolvimento.
Vale lembrar que os processos de aprendizagem e desenvolvimento são engendrados dialeticamente, entre si, constituindo-se mutuamente, desde o nascimento do sujeito.
Ampliando a discussão sobre a constituição da instituição/organização escolar, Aguiar e Bock (2003), destacam-na como instância socialmente produzida e que,
“(...) serve o Estado (...) ensina regra de conduta, divulga conhecimentos, privilegia valores, reforça visões de mundo e leituras da realidade, ensina uma relação com o trabalho e promove a formação para a produção da vida; a escola interessa à sociedade porque cumpre essas tarefas.”(p.137)
Adiante, as mesmas autoras, enfatizando o papel ativo dos sujeitos, sobretudo, o dos educadores como produtores da e na escola, destacam que, por meio da e na prática educativa, temos possibilidades de produzir/constituir a
instituição/organização, a sociedade, onde esta se constitui, como também de forjar e de sermos forjados objetiva/subjetivamente, via multideterminantes sócio- históricos.
4. A ATENÇÃO ESPECÍFICA DADA AOS