3 Hovedtyper av stordatasystemer
3.1 Tabulære databaser
3.1.1 Aggregatorienterte databaser
3.1.1.3 Kolonneorienterte databaser
tudo aconteceu quando ler a reflexão desse dia.
Apesar da formalidade apresentada nas trocas das mensagens, há momentos em que as participantes fazem usos de supressão de sintagmas, como, por exemplo, “você” para “vc”, “também” para “tbm”, uso de reticências em substituição à vírgula, ou de letra maiúscula com o objetivo de chamar a atenção para aquilo que estava sendo dito. Ao contrário da análise da mensagem enviada pela pesquisadora, pedindo a re-elaboração do diário, que revelou uma informalidade na interação e uma proximidade dos participantes, nesse corpus, o uso desses elementos parecem indicar apenas, como afirmado por Jonsson (1998:14), uma te ntativa de acelerar a comunicação, conforme exemplificado no trecho a seguir:
Recorte do Diálogo sobre o Diário de 23/05/05 desenvolvido via e-mail
(5)Márcia: [...]O que geralmente acontece quando vamos prepara r nossas aulas? .. acabamos tbm esquecendo desse conhecimento espontâneo.. muitas vezes “achamos” (síndrome do achismo) que pelo fato de determinado assunto ser discutido, passar na TV, rádio, etc... achamos que nossos alunos sabem sobre o assunto e acabamos escolhendo determinado assunto para discutir em sala de aula a partir no nosso “ACHISMO” (essa é u ma doença muito comum entre os professores). [...]Veja bem ... nessa parte do seu diário vc, provavelmente, achou que a linguagem era clara – o que não era,[...]
H
á ainda alguns momentos em que a pesquisadora faz uso de acréscimo de sintagmas “muuuuuuuuuito”, de palavras “(risos)” ou de símbolos conhecidos como emoticons “
☺☺☺☺”
, para indicar um estado emocional. O uso desses elementos, além de também aproximar a comunicação à linguagem oral, foi utilizado, naquele momento, provavelmente, com o propósito de modalizar o discurso, para que aquilo que seria dito não fosse tomado como negativo, grosseiro ou interpretado como uma crítica em relação às ações “éRecorte do Diálogo sobre o Diário de 23/05/05 desenvolvido via e-mail
(5)Márcia: Bem, se vc não entendeu minha pergunta, vc chutou muuuuuuuuuito bem (risos) ao afirmar que vc exigiu dos alunos um conhecimento científico que eles ainda não tinham domínio Todo esse meu questionamento... e às vezes, algumas reflexões ( que pelo jeito não fica assim tão clara ☺☺☺☺ ) é para que vc se atente para esse fato, de que precisamos estar partindo do
conhecimento espontâneo do aluno, inserindo o conhecimento científico para que mais tarde esse conhecimento científico se torne conhecimento espontâneo.
Se pensarmos que a CMC tem provocado mudanças na sociedade e na maneira como as pessoas interagem, como apontado por Merchán, Marcos & Perales (1998:191-192), pode-se dizer que a utilização desses elementos inseridos na comunicação permite o uso da linguagem que, como colocado por Jonsson (1998), transgride não somente o oral e o escrito por possibilitar a atualização sintática e semântica do texto, mas também, como dito por Lévy (1996/2003), serve de pretexto à atualização do nosso próprio estado mental.
Ainda se pensarmos que a atualização se constitui como a resolução de um problema, a partir de uma configuração dinâmica de forças e finalidades, e de que as reflexões sobre os diários reflexivos realizadas nesse ambiente surgiram da necessidade de se agilizar a atividade de formação, pode-se afirmar que as reflexões sobre os diários reflexivos realizadas nesse ambiente são a primeira atualização das sessões reflexivas presenciais. Isto porque esse ambiente propiciou a realização e continuidade do trabalho iniciado presencialmente.
Em relação à reflexão da descrição desenvolvida no diário, a análise das mensagens revela que ainda há a preocupação com organização do trabalho desenvolvido em grupo, mas essa preocupação ocupa um espaço secundário, uma vez que as questões levantadas sobre o diário do dia 23/05/05 estão mais voltadas em aprofundar a compreensão dos acontecimentos em sala de aula, e em proporcionar reflexão sobre questões de ensino-aprendizagem, como veremos a seguir.
Ao recuperar a descrição realizada por Neiva sobre a formação dos alunos em grupo (§4º) 2, retomo a discussão desenvolvida por nós durante a SRP de 04/06/05, na qual sugiro que, ao invés de ela se responsabilizar pela formação dos grupos, retirasse apenas os monitores e deixasse que os próprios alunos se organizassem “pra você fazer a tentativa.. deixar que ... com que eles formem os grupos”, a fim de verificar como ocorreria o desenvolvimento da interação e/ou aprendizagem entre eles.
Diante do meu questionamento como pedido de confirmação se havia feito a tentativa sugerida “Você fez essa tentativa? Se sim, qual o resultado?”, Neiva confirma a realização do trabalho avaliando positivamente a sugestão e o trabalho desenvolvido. Essa afirmação pode ser percebida pelas escolhas lexicais utilizadas por ela, como, por exemplo, o uso de adjetivos subjetivos “ótima” e “bom”, precedido do modalizador de intensidade “muito” para enfatizar e reforçar sua avaliação positiva quanto ao trabalho, conforme demonstra o recorte a seguir:
Recorte do Diálogo sobre o Diário de 23/05/05 desenvolvido via e-mail
(4º§) Para que começássemos então a fazer a leitura do texto, pedi que os alunos se organizassem em grupos, mas fui eu quem decidiu a formação dos mesmos, deixando assim, um monitor em cada um deles.
Acredito que se eu deixasse que eles se escolhessem, alguns monitores estariam no mesmo grupo e outros grupos não teriam monitores.
(1)Márcia - Lembro que em nosso último encontro (face-to-face) discutimos essa questão e eu sugeri que você retirasse os alunos-monitores e pedisse para que os demais alunos formassem os grupos, e somente depois os monitores se integrariam aos grupos. - Você fez essa tentativa? Se sim, qual o resultado?
(2) Neiva:Sim, é o que estarei relatando no diário reflexivo do dia 06/06. Foi ótima a idéia. Acho que o resultado foi muito bom. Não vou relatar os detalhes porque você poderá perceber como tudo aconteceu quando ler a reflexão desse dia.
Nessa troca conversacional, pode-se perceber também o quanto as possibilidades de reflexão e mudanças podem estar apoiadas nas trocas dos sentidos produzidos e no compartilhamento dos significados entre os participantes, culminando na transformação do trabalho. É interessante notar que, apesar de minha pergunta como pedido para explicação, o que poderia
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4º§ Para que começássemos então a fazer a leitura do texto, pedi que os alunos se organizassem em grupos, mas fui eu quem decidiu a formação dos mesmos, deixando assim, um monitor em cada um deles.
Acredito que se eu deixasse que eles se escolhessem, alguns monitores estariam no mesmo grupo e outros grupos não teriam monitores.
entrar em detalhes naquele momento. Para reforçar sua decisão, argumenta que o desenvolvimento do trabalho seria percebido no relato que faria sobre os acontecimentos daquela aula: “Não vou relatar os detalhes porque você poderá perceber como tudo aconteceu quando ler a reflexão desse dia.” Essa posição vertical assumida por ela também pode ser percebida, por exemplo, no momento em que envio a mensagem pedindo à re-elaboração do diário, e Neiva envia o novo diário somente dezessete dias depois, impigindo assim, uma nova regra para o prosseguimento do trabalho.
Ao buscar a descrição do diário do dia 06/06/053, para compreender como se deu a tentativa de realização do trabalho em grupo, pela escolhas lexicais utilizadas durante seu relato, e ao estabelecer as regras de escolhas dos grupos, conforme discutidas com a pesquisadora na SRP de 04/06/2005, “eu deixaria que eles se escolhessem para trabalhar juntos”, “que eles [monitores] seriam encaixados nos grupos através de sorteio”, deixa implícito que quando os alunos têm conhecimento das regras que regem o trabalho em sala de aula, ou quando têm possibilidades de uma participação maior nas decisões, muitos dos problemas que, usualmente, ocorrem podem ser minimizados e/ou sanados. Essa afirmação encontra respaldo na descrição realizada por Neiva quando afirma que o aluno que apresentava problemas de relacionamento se adequou bem ao grupo “o aluno, que sempre tem problemas de se relacionar, não teve problemas de rejeição no grupo”, e em sua argumentação para sustentar sua explicativa, ao afirmar que o problema não ocorreu pelo fato do aluno ter tido a oportunidade de escolher em qual grupo trabalharia “já que ele pôde escolher com quem trabalhar”.
É interessante notar, ainda, que a retomada da descrição dos parágrafos 3º, 5º e 6º 4 para levantar questionamentos sobre o diário,
3 É importante lembrar que esse diário não foi utilizado como corpus para a análise, mas utilizado
como meio para possibilitar o acompanhamento do processo de reflexão. 4
3º§ - (...) Escolhi esse texto primeiramente porque ele era pequeno e tinha a linguagem bem clara e depois porque ele poderia ser um gancho para eu trabalhar questões sociais como a poluição do ar já que ele dizia que as estações do ano estão cada vez mais indefinidas devido ao enorme buraco na
evidenciam o discutido por Lévy (1996/2003), quanto ao ato de leitura possibilitar uma atualização do texto, ao me permitir negligenciar, desprender, cartografar, ligá-lo a outros textos “Quando li esses parágrafos fiz relação com a Teoria vygotskyana”, e dar a ele novas significações na medida em que o interpretava.
A retomada e/ou a atualização do texto permite que eu, ao refletir sobre a escolha do texto realizada por Neiva “Escolhi esse texto primeiramente porque ele era pequeno e tinha a linguagem bem clara”, me engaje também em um processo de reflexão. Esse processo, pode ser percebido por meio das escolhas lingüísticas que faço ao apresentar meu ponto de vista “Veja, através das suas colocações é possível visualizar o que normalmente ocorre em nossas escolas – trabalhar a partir do conhecimento científico”. Isso pode ser percebido, por exemplo, pelo uso do advérbio “muitas vezes”; pela utilização do pronome pessoal de primeira pessoa do plural “nós”, seguido do substantivo feminino “professoras”, e dos verbos “achar” e “escolher” no presente do indicativo “achamos”, “escolhemos”, para sustentar meu argumento, evidenciando aqui, o início do meu engajamento reflexivo.
Recorte do Diálogo sobre o Diário de 23/05/05 desenvolvido via e-mail
3) MárciaQuando li esses parágrafos fiz relação com a Teoria vygotskyana - quanto à questão