4.1 FØRST TIME - Utfordre ideer
4.2.1 Klasseromsdiskusjon
No porto de Paranaguá, assim como no de Santos, os terminais também recebem o açúcar destinado à exportação através dos modais rodoviário e ferroviário. O carregamento do açúcar no modal ferroviário pode ser realizado direto na usina exportadora, sendo que com destino a este porto somente uma usina produtora de açúcar possui o carregamento direto. As demais usinas que transportam açúcar com destino a este porto através de ferrovia utilizam necessariamente de uma unidade de transferência de carga do denominado terminal de transbordo do modal rodoviário para o ferroviário.
As regiões de origem de exportação de açúcar com este destino são:
• Região produtora do Estado do Paraná: praticamente toda localizada no Norte do Estado.
• Região Sul do Estado do Mato Grosso do Sul.
• Regiões Oeste e Sul do Estado de São Paulo: nessas regiões, os fluxos de açúcar para exportação são arbitrados entre os portos de Santos e Paranaguá. A arbitragem é realizada de acordo com condições logísticas do exportador, ou seja, dependem basicamente da disponibilidade e custos de transporte e elevação.
Na Figura 19, podemos verificar a localização geográfica das referidas regiões, bem como dos principais pontos de carregamento e de transbordo de açúcar, do modal rodoviário para o ferroviário, com destino aos terminais exportadores no porto de Paranaguá.
Maringá
Londrina
Paranaguá
Santos -
Região Norte do Paraná Região Sul do Mato Grosso do Sul
Regiões Oeste e Sul de São Paulo
Ourinhos Jacarezinho
Figura 19 - Regiões exportadoras de açúcar e principais pontos de carregamento ferroviário com destino ao porto de Paranaguá
Fonte: Copersucar.
Os principais pontos de transbordo do modal rodoviário para o ferroviário estão localizados nas cidades paranaenses de Maringá e Londrina e na cidade paulista de Ourinhos. Nestas três cidades existem diversas estruturas para a operação de transbordo da rodovia para ferrovia. Parte desta infraestrutura foi concebida para operações com grãos e parte já foi construída para as operações com açúcar a granel. Na cidade de Jacarezinho (PR), está localizada a Usina que efetua carregamento direto da usina exportadora para a ferrovia, com destino ao porto de Paranaguá.
A concessionária ferroviária que acessa o porto de Paranaguá é a ALL, em linha de bitola métrica. Neste trecho, as condições dos vagões para o transporte de açúcar são melhores que a dos utilizados para o porto de Santos e isto se deve principalmente ao fato de que a malha ferroviária Sul do país quando foi privatizada já possuía a carga de grãos como sua principal carga, portanto a frota de vagões já era graneleira.
A participação da ferrovia no transporte de açúcar com destino ao porto de Paranaguá é bastante significativa. Segundo informações da ALL, no ano de 2008, a
concessionária ferroviária transportou 2.236.000 t de açúcar com destino ao porto de Paranaguá.
No ano de 2008 as exportações de açúcar neste porto somaram 3.036.000 t, portanto, a participação de mercado ferroviário no transporte de açúcar para Paranaguá é de aproximadamente 74%.
Observamos que a participação de mercado de transporte ferroviário nas exportações de açúcar pelo porto de Paranaguá é aproximadamente três vezes superior à participação no porto de Santos. Esta é uma forte indicação das oportunidades existentes para a ampliação da utilização deste modal para as operações de exportação de açúcar através do porto de Santos.
Outro fator relevante é que, no ano de 2008, somente açúcar a granel foi transportado pelo modal ferroviário com destino às exportações nos portos do Centro-Sul do Brasil. Não foi transportado açúcar em embalagens de 50 kg ou de 1.200 kg. Os principais fatores para concentração nas operações de transporte ferroviário em granel são:
• A comercialização das exportações de açúcar em embalagens de 50 kg ou de 1.200 kg é para clientes de distribuição e consumo, portanto sujeitas às oscilações, o que provoca dificuldades no planejamento.
• As operações de carregamento e descarga do açúcar em embalagens de 50 kg ou de 1.200 kg exigem o uso mais intensivo de mão de obra.
• As avarias nas operações de transbordo do modal rodoviário para o ferroviário em embalagens de 50 kg ou de 1.200 kg são maiores quando comparadas ao açúcar a granel.
• Reduzida escala de transporte: no ano de 2008, as exportações de açúcar em embalagens de 50 kg ou de 1.200 kg representaram apenas 20% do total de açúcar exportado no Centro-Sul do país.
Pelos fatores apresentados neste capítulo podemos afirmar que existe a tendência de crescimento da utilização do transporte ferroviário nas exportações de açúcar e que este crescimento ocorrerá através do açúcar a granel, pois ainda existe a necessidade de atendimento neste tipo de embalagem. Somente após o atendimento dos volumes de açúcar a granel é que serão desenvolvidos projetos ferroviários para o açúcar de exportação em embalagens de 50 kg ou de 1.200 kg.
Pelleissone (2008, p. 28), destaca que o sistema de ferroviário de exportação de açúcar pelo porto de Paranaguá é um dos mais desenvolvidos em logística, com terminais concentradores de carga altamente produtivos, tanto na recepção do modal ferroviário, quanto na expedição ferroviária e na conexão com os terminais exportadores no porto. Neste sentido o atual market share ferroviário nas exportações de açúcar pelo porto de Paranaguá já está sendo utilizado em sua capacidade plena e o aumento do transporte ferroviário de açúcar com destino a ele somente deverá crescer de acordo com o crescimento das exportações.