4.1 Teoriutredning
4.1.1 Kjøretøystatikk og dynamikk
Para coleta dos dados quantitativos utilizou-se dados secundários resultantes do banco de dados do Sistema de Informações sobre Internações Hospitalares (SIH-SUS), disponível em www2.datasus.gov.br, através do software TabWin 32, que permitiu a tabulação dos dados segundo os critérios necessários para o estudo. Para análise utilizou-se o método de Componentes Principais através do software R versão 3.0.3 disponível em www.r-project.org.
4.3.1 Etapas de coleta e análise de dados
1ª etapa: Seleção das cidades com mais de 100.000 habitantes em bancos de dados do Censo Demográfico do IBGE relativos aos anos de 2009 a 2014:
A coleta de dados foi realizada utilizando municípios brasileiros com mais de 100.000 habitantes selecionados em banco de dados disponível em www.cidades.ibge.gov.br. Para o ano de 2010, utilizaram-se dos dados provenientes do Censo Demográfico 2010 do IBGE (BRASIL, 2013a), porém para os ano de 2009, 2011, 2012, 2013 e 2014 utilizou-se as Estimativas do Censo Demográfico que são realizadas anualmente pelo IBGE a partir da projeção populacional para as Unidades da Federação do país pelo método das componentes demográficas, com data de referência em 1º de julho de cada ano, elaboradas a partir dessa projeção para cada estado, incorporando os resultados dos parâmetros demográficos calculados com base nos resultados do Censo Demográfico 2010, nas informações mais recentes dos registros de nascimentos e óbitos e na contagem populacional (BRASIL, 2009; BRASIL, 2010b; BRASIL, 2011d; BRASIL, 2012b; BRASIL, 2013b, 2013c; BRASIL, 2014).
Os dados populacionais dos municípios brasileiros com mais de 100.000 habitantes estão distribuídos conforme tabela a seguir:
Tabela 3 – Dados populacionais das cidades brasileiras acima de 100 mil habitantes segundo
estimativas do Censo Demográfico do IBGE para o ano de 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014
Ano Região População
Total Nº cidades > 100.000 hab População das cidades % População do Brasil Norte 15.359.608 21 7.018.529 45,69 Nordeste 53.591.197 55 21.243.494 39,64 Sudeste 80.915.332 136 55.539.601 68,64 2009 Sul 27.719.118 46 12.852.527 46,37 Centro-Oeste 13.895.375 15 75.116.99 54,06 Brasil 191.480.630 273 104.165.850 54,40 Norte 15.864.454 19 7.031.075 44,32 Nordeste 53.081.950 58 21.192.355 39,92 Sudeste 80.364.410 139 55.463.812 69,02 2010 Sul 27.386.891 48 12.913.712 47,15 Centro-Oeste 14.058.094 18 7.810.914 55,56 Brasil 190.755.799 282 104.411.868 54,73 Norte 16.094.959 24 7.466.629 46,39 Nordeste 53.500.965 59 21.510.124 40,21 Sudeste 80.974.794 139 55.901.848 69,04 2011 Sul 27.561.827 48 12.817.625 46,89 Centro-Oeste 14.243.951 18 7.926.522 55,65 Brasil 192.376.496 286 104.315.781 54,96 Norte 16.318.163 24 7.765.257 47,59 Nordeste 53.907.144 59 21.722.397 40,30 Sudeste 81.565.983 139 56.325.568 69,06 2012 Sul 27.731.644 48 12.920.160 46,59 Centro-Oeste 14.423.952 18 8.038.358 55,73 Brasil 193.946.886 288 106.771.740 55,05 Norte 16.983.484 26 8.301.148 48,88 Nordeste 55.794.707 61 22.738.972 40,75 2013 Sudeste 84.465.570 141 58.461.493 69,21 Sul 28.795.762 52 13.965.462 48,50 Centro-Oeste 14.993.191 19 8.497.398 56,68 Brasil 201.032.714 299 111.964.473 55,69 Norte 17.231.027 26 8.436.645 48,96 Nordeste 56.186.190 61 22.947.490 40,84 2014 Sudeste 85.115.623 142 59.023.075 69,34 Sul 29.016.114 52 14.098.434 48,59 Centro-Oeste 15.219.608 19 8.647.488 56,82 Brasil 202.768.562 300 113.153.132 55,80
Os percentuais acima de 50% das cidades com mais de 100 mil habitantes em relação a população brasileira nos anos de estudo, proporciona ao estudo uma abrangência territorial majoritária.
2ª etapa: Coleta dos dados brutos (frequência) segundo variáveis previamente selecionadas na ferramenta TabNet Win32 2.7 e utilizando os arquivos provenientes da transferência de arquivos do SIHSUS – RD – AIH Reduzida, ambos disponíveis para download e tabulação em www2.datasus.gov.br / Serviços / Transferência de Arquivos (Arquivo de Dados; Arquivos de Programas; Download de TabWin; Arquivos de definições para tabulação).
A planilha resultante com as frequências por cada diagnóstico selecionado foi transferida para o Excel for Windows e ajustadas segundo os grupos de patologias de ICSAP expostos anteriormente no Quadro 1, extraído da Portaria nº 221, de 17 de abril de 2008 (BRASIL, 2008).
Figura 3 – Janela do Microsoft ExcelR com apresentação do dados brutos
3ª etapa: Ajuste dos dados brutos segundo a população de cada cidade (Taxa por 10.000 habitantes) para tornar as cidades comparáveis entre si.
As variáveis G1 a G20 utilizadas estão descritas a seguir:
G1 – Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Doenças Preveníveis por imunização (Meningite Tuberculosa, Tuberculose Miliar, Tétano, Difteria, Coqueluche, Febre Amarela, Sarampo, Rubéola, Hepatite B, Sarampo e Meningite por Haemophilus);
G2 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Condições evitáveis (Tuberculose Pulmonar, Outras Tuberculoses, Malária, Ascaridíase e Febre Reumática);
G3 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Gastroenterites e suas complicações (Gastroenterites e Desidratação);
G4 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Anemia (Anemia por deficiência de ferro); G5 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Deficiências Nutricionais (Kwashiokor e outras formas de desnutrição proteico-calórica e Outras deficiências nutricionais);
G6 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Infecções de ouvido, nariz e garganta (Otite média supurativa, Nasofaringite aguda, Sinusite aguda, Faringite aguda, Amigdalite, Infecção Aguda VAS, Rinite, nasofaringite e faringite crônicas);
G7 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Pneumonias bacterianas (Pneumonia Pneumocócica, Pneumonia por Haemophilusinfluenzae, Pneumonia por Streptococus, Pneumonia bacteriana NE, Pneumonia lobar NE);
G8 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Asma;
G9 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Doenças Pulmonares (Bronquite aguda, Bronquite não especificada como aguda ou crônica, Bronquite crônica simples e mucopurulenta, Bronquite crônica não especificada, Enfisema, Bronquectasia, Outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas);
G10 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Hipertensão (Hipertensão essencial e Doença cardíaca hipertensiva);
G11 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Angina (Angina pectoris);
G12 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Insuficiência Cardíaca (Insuficiência cardíaca e Edema Agudo de Pulmão);
G13 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Doenças Cerebrovasculares;
G14 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Diabetes Melitus (Com coma ou cetoacidose e Com complicações - renais, oftálmicas, neurológicas, circulatórias, periféricas, múltiplas, outras e NE; sem complicações específicas);
G16 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Infecção no Rim e Trato Urinário (Nefrite túbulo-intersticial aguda, Nefrite túbulo-intersticial crônica, Cistite, Uretrite, Infecção do trato urinário de localização NE);
G17 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Infecções da pele e tecido subcutâneo (Erisipela, Impetigo, Abscesso cutâneo furúnculo e carbúnculo, Celulite, Linfadenite aguda, Outras infecções localizadas na pelee tecido subcutâneo);
G18 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Doença inflamatória de órgãos pélvicos femininos (Salpingite e ooforite, Doença inflamatória do útero exceto o colo, Doença inflamatória do colo do útero, Outras doenças inflamatórias pélvicas femininas, Doenças da glândula de Bartholin, Outras afecções inflamatórias da vagina e da vulva);
G19 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Úlcera gastrointestinal;
G20 - Taxa por 10 mil habitantes de Internações por Doenças relacionadas ao Pré-Natal e Parto (Infecção no Trato Urinário na gravidez, Sífilis Congênita e Síndrome da Rubéola Congênita).
Em virtude da quantidade de cidades no estudo, a análise descritiva será apresentada para as regiões seguindo a fórmula:
4ª etapa: Processamento das taxas por cidades através da aplicação da técnica de Análise de Componentes Principais utilizando o software R versão 3.0.3 disponível em www.r- project.org, seguindo o script disponível no APÊNDICE A, utilizando o comando princomp:
O comando princomp executa a análise de componentes principais a partir da matriz de dados. Este comando armazena em um objeto os desvios-padrão das componentes principais (raízes quadradas dos autovalores da matriz de covariância / correlação), os
loadings (matriz de cargas variáveis cujas colunas contêm os autovetores), a proporção de
variância, a proporção acumulada em cada componente principal e os scores dos dados fornecidos sobre os componentes principais (score=TRUE). Quando o argumento cor=TRUE, a análise é realizada utilizando a matriz de correlação, e cor=FALSE, a matriz de covariância. Os sinais das cargas das colunas e scores são arbitrários, e por isso podem ser diferentes entre os diversos programas de PCA, e mesmo entre diferentes versões de R (princomp {stats} R Documentation, 2014).
5ª etapa: Construção do Indicador Sintético e hierarquização das cidades selecionadas em estudo de acordo com o indicador:
6ª etapa: Análise de Situacionalidade dos dados subsidiados pela literatura pertinente e pelas publicações da atualidade versando sobre os seguintes pontos:
Correlação do perfil das ICSAP na perspectiva do contexto sócio-político-econômico do país;
Descrição da constituição histórica e as implicações sócio-político-econômicas das cidades com escores extremos no indicador no ano de 2014 e;
Perspectivas futuras no contexto da saúde pública com foco na ICSAP.