Part I: Theory and method
3.4 Two key limitations
Categorias
Atividades
Desenvolvidas
Descrição da reação da jovem
Ação do Psicólogo
Caracterização das estratégias utilizadas na terapia Nível Cognitivo Aplicação da Bateria do Torrance (avaliação)
A jovem aderiu bem às tarefas propostas, notou-se que houve alguma preocupação em fazer tudo bem feito.
Procedeu-se a este tipo de avaliação para que mais tarde se pudesse comparar o grau
de criatividade da adolescente com o seu nível cognitivo.
Aplicação da WISC- III (avaliação)
Perfeita aceitação por parte da jovem, mas foi evidente algum nervosismo por saber que o seu conhecimento inteletual estava a ser avaliado. Esta reação vai de encontro aos medos e ansiedade inicialmente demonstrados pela Bárbara.
Procedeu a este tipo de avaliação para que mais tarde se pudesse comparar o nível cognitivo da adolescente com o seu grau de
criatividade.
Aplicação do Modelo de Resolução Criativa de
Problemas – CPS
Segundo a adolescente, estas foram as actividades que trabalhámos em sessão que lhe permitiram olhar para os vários lados de um problema e para a variedade de possíveis soluções que cada um pode ter. Este facto contribuiu para que se sentisse mais calma e segura quando se depara com algum problema.
A aplicação deste modelo relativamente à resolução de problemas do dia-a-dia, focalizados na socialização, foi escolhida de
modo a desenvolver na adolescente maior flexibilidade no seu pensamento, perceção e
processamento de informação.
Óculos Positivos
Esta estratégia, foi considerada a melhor pela adolescente, na medida em que a pode utilizar em diversas situações. Faz com que a jovem se centre no que é importante/essencial e por isso que ganhe mais confiança em si mesma para enfrentar os seus medos.
Ideia versátil com vários pontos de aplicação, que neste caso serviu como reestruturação cognitiva, na medida em que permite à adolescente ultrapassar o bloqueio que a sua perceção irrealista criou e flexibilizar o seu pensamento. Foi uma ideia que surgiu espontaneamente em sessão, onde com uns óculos de sol que estavam no gabinete, se implementou e deu a conhecer a ideia à paciente.
problemáticas e análise crítica da sua resolução.
outras, mas há ainda respostas muito retraidas por parte da adolescente. Tem ainda tendência a responder com o que pensa ser politicamente correto.
trabalhásse não só a resolução de problemas, mas também fosse capaz de olhar para os problemas do dia-a-dia e desenvolvesse um sentido e opinião crítica. É importante que desenvolva confiança suficiente para identificar o que está ou não de acordo com a sua opinião e o que fazer em qualquer uma dessas situações, uma vez que esta capacidade também é uma mais-valia para o processo de socialização.
Nível Motivacional
Óculos Positivos
Progressos que foram sendo alcançados
A capacidade da jovem para enfrentar os seus medos com ajuda das sessões semanais e das metas delineadas, fez com que a própria fosse surpreendida com a sua capacidade de alcançar sucesso e superar obstáculos. O que lhe revelou uma outra faceta das suas potencialidades e consequentemente motivou a jovem e foi gradualmente devolvendo a sua confiança.
Esta conquista esteve apenas indiretamente relacionada com a intervenção do psicólogo. Incialmente houve a necessidade de motivar a jovem através de diálogo, o que a levou a arriscar e a tentar mudar os comportamentos que eram desasjustados. No entanto, foram as mudanças alcançadas que diretamente e constantemente foram devolvendo a confiança à paciente.
Discurso Motivacional – Reestruturação Cognitiva
Desde o início a adolescente demonstrou muita necessidade e interesse em ter alguém que lhe transmitisse confiança e segurança de que tudo ia correr bem. Como tal, houve de imediato uma empatia nos diálogos e conversas que tivemos e não foi necessário muito para que a adolescente se motivásse e pusesse em prática o que lhe foi sugerido, facilitando deste modo o processo. A base de cada conversa era tentar dar a conhecer à jovem outras perspetivas para a mesma situação, o que posteriormente levava a adolescente e pensar noutros aspectos, que antes eram negligenciados.
A reestruturação cognitiva é uma técnica utilizada quando existem crenças negativas que afetam os comportmentos e pensamentos dos paciente. Como se revelou ser este o caso, não houve criativade por parte do psicólogo em escolher a técnica. No entanto, tem de haver alguma criatividade no modo como se desenvolve a técnica e como a adaptamos ao problema dos pacientes. Nesse sentido, e uma vez que teve resultados imediatos, o modo de atuação parece ter sido o adequado.
música que lhe transmitisse algum tipo de significado positivo, falar para o espelho.
diária da paciente, houve uma receção muito positiva e não foi necessária qualquer tipo de
adaptação.
aproveitar os gostos e interesses da jovem e torná-los algo que lhe transmitam poder,
confiança e autoestima.
Estratégias de Relaxamento: Robot vs boneca de trapos
Mais uma vez estas técnicas foram bem recebidas pela adolescente, uma vez que a ansiedade e o medo eram algo que ela queria que desaparecessem.
No entanto, foi uma técnica que não deu os resultados esperados, pois só poderia ser feita em casa, impedindo a adolescente de a utilizar em todas
as situações em que ficasse nervosa.
A ideia de aplicar este tipo de técnicas surge devido à ansiedade e medo que a adolescente referia. A técnica resulta e foi bem recebida, mas não é flexivel o suficiente para ser utilizada e ajudar a jovem no relaxamento sempre que ela necessita. Daí que os óculos positivos sejam o método preferido da paciente para tal objetivo.
Nível Emocional Óculos Positivos Aplicação do Modelo de Resolução Criativa de Problemas – CPS, com problemáticas do dia-a-dia adolescente.
Ao início era notório o bloqueio que a adolescente tinha para resolver estes problemas, tentava dar as respostas politicamente aceites. Com o tempo e com algum incentivo para dizer o que lhe viesse à cabeça, começou a ser evidente o aumento na sua fluência quanto ao número de alternativas dadas pela jovem.
Na sequência da aplicação deste modelo, começaram a explorar-se assuntos relacionados com a vida da adolescente, para
que mais tarde ela esteja à vontade para utilizar este método de resolução de
problemas no seu dia-a-dia.
Exploração de sentimentos com vernizes
A jovem aderiu bastante bem à tarefa, não só por gostar de vernizes como também por gostar de falar do que internamente a preocupa. Com esta atividade ficou a saber-se quais as mudanças que têm vindo a surgir no seu estado interno e o que ainda a preocupa.
A ideia surgiu através do facto de saber que a jovem gosta de arranjar as unhas e pintá- las, como tal, seria interessante e contribuir para um aumento da relação terapêutica se transformássemos a sessão num momento de estética e ao mesmo tempo falássemos dos sentimentos. Cada verniz tinha um sentimento associado, o que permitiu pintar cada unha com uma cor diferente e ter acesso a 7 sentimentos diferentes.
Nível Social Estratégias para lidar com a
ansiedade perante a turma
O efeito destas estratégias foi muito positivo, ajudou a jovem a arriscar mais uma vez e a enfrentar um dos seus receios. Para além disso, a
Com o intuito de ajudar a jovem a ultrapassar a sua ansiedade nas apresentações dos trabalhos de grupo,
paciente afirma que estas técnicas a ajudaram a ser mais sociável com os seus colegas dentro da sala de aula, de quem se tentava isolar. Tornou-se deste modo mais participativa e atenta ao que realmente importa.
desenvolvemos alguns possíveis truques.
Nível Moral
Aplicação do Modelo de Resolução Criativa de Problemas – CPS, com
dilemas morais.
Tendo em conta que esta actividade não foi a primeira em que se utilizou o modelo CPS, começam a existir alguns progressos, a fluência com que a jovem pensa nas alternativas é maior e resolve os problemas com mais facilidade e rapidez.
Através da flexibilidade do Modelo de Resolução Criativa de Problemas, podemos
aplicá-lo a vários tipos de estratégias, seja com problemas do dia-a-dia, morais, etc.
Discussão sobre problemas éticos e morais
Foi um pouco difícil introduzir esta actividade, uma vez que a adolescente ainda não se interessa por
assuntos da atualidade que sejam controversos. Contudo, inicialmente é capaz de falar de alguns temas mais gerais, como o racismo e aplicá-lo aos
modelos que tem no dia-a-dia.
Este tipo de discussões, abre horizontes para que pontos de vista possam ser alterados e flexibiliza opiniões e pensamentos. Será uma
boa atividade para desenvolver a capacidade intelectual da adolescente e para que de modo mais eficaz e criativo consiga resolver