Part II: Production and text 4.0 Production and text 4.0 Production and text
4.3 The Christian Democratic Party 2013: Personalizing the political platform
Categorias
Actividades Desenvolvidas
Descrição da reacção da jovem
Acção do Psicólogo
Caracterização das estratégias utilizadas na
terapia
Nível Cognitivo
Aplicação da Bateria do Torrence (avaliação)
A criança aderiu bem às tarefas propostas, uma vez que esta prova exige a realização de desenhos, actividade que a paciente adora fazer.
Procedeu-se a este tipo de avaliação para que mais tarde se pudesse comparar o grau de criatividade da criança com o seu nível cognitivo.
Aplicação da WISC-III (avaliação)
Perfeita aceitação por parte da criança, mostrou-se entusiasmada com todos os jogos e queria sempre saber se estava a ter um bom desempenho.
Procedeu a este tipo de avaliação para que mais tarde pudesse comparar o nível cognitivo da criança com o seu grau de criatividade.
Aplicação do Modelo de Resolução Criativa de Problemas – CPS
A aplicação deste modelo foi realizada através de jogos faz-de-conta com animais, bonecas e histórias por completar. Como o conceito da resolução de problemas foi introduzido no meio de inúmeras actividades ludicas, a criança aderiu favorávelmente. Deste modo, este modelo vai ser introduzido e trabalhado de modo indireto, sempre a partir da brincadeira.
A aplicação deste modelo relativamente à resolução criativa de problemas focaliza, neste caso, a superação dos medos. Esta metodologia foi escolhida de modo a desenvolver na adolescente maior flexibilidade no seu pensamento, perceção e processamento de informação.
Óculos Positivos
Esta estratégia foi introduzida como forma de combater alguns medos que a Rafaela ainda apresenta, embora sejam normais para a sua idade. A adesão foi total, uma vez que foram utilizados acessórios, como óculos de sol coloridos e imagens de fantasmas assustadores e fantasmas simpáticos. Depois foi explicado à Rafaela o objetivo de utilizar este tipo de óculos. A paciente demonstrou compreender bem a atividade, no
A aplicação desta ideia deve-se à boa receção que a paciente do outro caso (Bárbara) teve relativamente a esta técnica. Portanto, com algumas adaptações à idade desta paciente e associação a algum tipo de brincadeira, é favorável que se introduza também neste caso este
jogo de mimica que realizámos posteriormente. tipo de estratégia. Há assim o aproveitamento da noção de fantasia ainda presente na perceção da criança e torna-se importante aproveitar isso para realizar algo divertido e criativo com ela.
Nível Motivacional
Progressos que foram sendo alcançados
A capacidade da criança em enfrentar os seus medos com ajuda das sessões semanais, das metas delineadas e dos incentivos da mãe, promoveu o aumento da confiança da criança e incentivou-a a experimentar de novo sensações que já não vivia à muito tempo (e.g. entrar no seu quarto e estar rodeada das suas coisas). As mudanças que foi alcançando motivaram-na e fizeram com que aparecesse mais contente nas sessões, sentindo-se muito entusiasmada por poder contar todos os progressos.
O facto de terem sido trabalhados os objetivos iniciais trazidos à sessão pela mãe, levou a que a criança conseguisse voltar às suas antigas rotinas e se sentisse mais confiante. Indiretamente, o papel do psicólogo ajudou a aumentar a auto-gestão das emoções da Rafaela. É uma grande vantagem, pois quanto mais confiança tiver em si própria, mais progressos terá.
Nível Emocional
Óculos Positivos
A mesma actividade descrita anteriormente a nível cognitivo pode também ter benefícios para a criança a nível emocional, uma vez que esta pode aprender a lidar melhor com as emoções negativas (e.g. revolta, medo pela morte do pai e saudades) e transformá-las em emoções positivas.
Aplicação do Modelo de Resolução Criativa de Problemas – CPS
Mais uma vez este modelo foi introduzido em sessão, desta vez através de imagens de bonecos que representavam diferentes tipos de sentimentos. O que foi pedido à criança era que ela criásse uma pequena história em que os
A versatilidade deste modelo permite que este possa ser aplicado para trabalhar não só a cognição, mas também o processamento e perceção que
sentimentos negativos dos bonecos passassem para positivos. Os estímulos que foram apresentados eram conhecidos da criança, o que fez com que ela se empenhásse na tarefa que acabou por ser fácil para ela.
influenciarão o estado emocional das pessoas.
Exploração de sentimentos com vernizes
Esta atividade foi introduzida como brincadeira faz-de-conta, uma vez que foi proposto que fingissemos que estavamos num salão de beleza, onde a psicóloga iria arranjar as unhas à paciente e ao mesmo tempo conversar. Deste modo a adesão foi muito boa e a criança conseguiu expor os seus sentimentos.
A ideia surgiu através do facto de saber que a criança é vaidosa, como a maioria das meninas da sua idade. Por isso, seria interessante e contribuiría para um aumento da relação terapeutica se transformássemos a sessão num momento de estética e ao mesmo tempo falássemos dos sentimentos. Cada verniz tinha um sentimento associado, o que permitiu pintar cada unha com uma cor diferente e ter acesso a 7 sentimentos diferentes. Tendo em conta que a Rafaela tem 7 anos, esta estratégia pode ajudar a conhecer pensamentos e sensações que se fossem questionados diretamente não seria possível ter acesso.
Desenvolvimento de uma maior autonomia na criança
Uma vez que desde a morte do pai, a Rafaela ainda se encontrava muito apegada à mãe, foram criados alguns desafios e histórias que desafiaram a criança a entrar na brincadeira e cumprir alguns objetivos. Através da externalização do problema com histórias infantis e da exposição gradual às situações que lhe provocavam medo (e.g. o medo de estar no quarto e dormir sozinha), conseguiu-se
Neste caso, foi útil trabalhar a criação de alternativas para a resolução de problemas, assim
como estratégias
comportamentais de exposição gradual aos estímulos negativos. Esta junção resultou bem e conseguiu obter resultados
que a criança ultrapassasse alguns bloqueios e voltásse às suas antigas rotinas (e.g. dormir no seu quarto e entar e estar lá sozinha a brincar).
favoráveis à jovem.
Nível Social Eliminar os estímulos distrativos na
sala de aula
Sendo um problema assinalado pelos professores a dificuldade que a criança tem em concentrar-se na sala de aula, foi desenvolvido uma pequena actividade de role-play, onde terapeuta e paciente tinham papéis definidos e faziam de conta que estavam na sala de aula. Promoveu-se o desenvolvimento de competências que permitissem à paciente contornar alguns elementos distratores na sala de aula.
Com o intuito de ajudar a criança a manter-se mais silenciosa e concentrada nas aulas, desenvolveu-se alguns possiveis truques.