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Key  findings  and  implications  for  managing  innovation  in  Telenor  Pakistan

4.5   Telenor  Pakistan

4.5.5   Key  findings  and  implications  for  managing  innovation  in  Telenor  Pakistan

Tal como se apresenta na tabela 5, em resposta aos problemas colocados no início deste capítulo, considera-se que foram observadas evoluções positivas em várias competências relativas às três áreas:

1. Verificaram-se alterações positivas no desempenho das crianças no que refere às competências de adaptação ao meio aquático, nomeadamente que: adquiriram autonomia no meio aquático assumindo uma postura exploratória, aceitando melhor o seu contacto, desenvolveram as capacidades respiratórias neste meio, desenvolveram as competências de deslocamento na horizontal e ainda de imersão na água sem evidenciar grandes alterações no comportamento.

2. Verificaram-se alterações positivas no desempenho das crianças ao nível psicomotor, nomeadamente: cerca de metade das crianças melhorou no que refere às noções de lateralidade, evoluíram no respeita ao equilíbrio nas posições horizontais, desenvolveram alguns aspectos relativos à noção corporal, verificaram-se poucas evoluções no que refere ao desenvolvimento da estruturação espacial e temporal, desenvolveram a motricidade global e algumas capacidades de imitação.

3. Verificaram-se alterações positivas no comportamento das crianças, nomeadamente ao nível da: interacção social, no que refere à relação com o técnico, com os colegas e no jogo, relativamente às capacidades e comunicação e linguagem, bem como nos comportamentos, verificando-se menos comportamentos disruptivos.

1. ADAPTAÇÃO AO MEIO

AQUÁTICO

2. PERFIL PSICOMOTOR 3. COMPORTAMENTO

 Maior autonomia no meio aquático assumindo uma postura exploratória;  Desenvolvimento das competências respiratórias;  Melhoria nos deslocamentos horizontais;  Melhoria nas capacidades de imersão, não evidenciando desconforto.  ≈ 50% das crianças melhorou a lateralidade;  Desenvolvimento do equilíbrio horizontal;  Desenvolvimento da motricidade global;  Desenvolvimento de algumas capacidades de imitação.  Melhoria na interacção com as técnicas, com os colegas e em contexto de jogo;  Melhoria na adequação da comunicação e linguagem;  Diminuição dos comportamentos disruptivos – hetero-agressão e birras.

Tabela 5 – Síntese das evoluções positivas no desempenho do grupo

De uma forma geral, e numa visão grupal, relativamente às competências subjacentes à adaptação ao meio aquático, bem como aos factores psicomotores, foram observados progressos e desenvolvimentos positivos nas várias áreas e objectivos de terapêuticos traçados. Neste sentido, tal como sugere Maria José Vidigal no perfácio do livro de Pedro Onofre (2004) já mencionado, e ainda Fonseca (1975, cit. in Matias, 2005) e Núñez (2002, cit. in Matias, 2005), verificou-se uma evolução na construção da imagem e esquema corporal em algumas das crianças deste grupo, permitindo assim a algumas a elaboração do gesto antes da sua execução, de forma a poder controlá-lo e corrigi-lo. Assim, também a coordenação dos movimentos requeridos para as competências natatórias e deslocamentos na piscina sofreram alterações positivas em termos da motricidade global das crianças. Estes são ganhos consideráveis, tendo em conta que, como refere Fonseca (1985, cit in Coleta, 2006), os indivíduos com PEA apresentam uma desintegração da sua imagem corporal e uma motricidade alterada. Foi também encontrado por algumas crianças o nível tónico pretendido, adquirindo assim uma tonicidade e equilibração adequadas para a autonomia motora destes participantes, uma vez que uma dificuldade ao nível do equilíbrio pode proporcionar um mau desempenho na mobilidade. Assim, verificando- se um melhorado no equilíbrio, as crianças puderam já deixar de pensar neste aspecto e dedicar-se ao aperfeiçoamento da performance no que respeita aos deslocamentos e consequentemente à sua motricidade global. Para a maioria das crianças, este aspecto encontra-se ainda em desenvolvimento, observando-se que muitas manifestam ainda alguns receios no meio aquático, ou requerem ajudas extra, não se desprendendo deste estado emocional e consequentemente do apoio físico das técnicas, e assim dificultando a sua progressão neste nível para uma maior autonomia. De forma a controlar melhor o estado tónico-emocional e ainda treinar esta competência para futuros desenvolvimentos no meio aquático, foram verificadas várias evoluções respeitantes ao controlo da respiração, para uma respiração mais lenta e prolongada e ainda observando-se a expiração subaquática permitindo assim a imersão de forma controlada. No que respeita à lateralidade, essencial, não só no que refere à especialização hemisférica referida no enquadramento teórico, mas também à organização das referências espaciais, foi apenas alcançada por algumas crianças. Este factor reflectiu-se consequentemente na estruturação espacial das mesmas. Sendo as relações espaciais e temporais factores algo abstractos, verificou-se uma maior dificuldade da parte destas crianças para adquirir as noções subjacentes a estes factores psicomotores, tal como refere Fonseca (1985, cit in Coleta, 2006) os indivíduos com PEA podem evidenciar dificuldades na orientação espacial e temporal

devido a défice respeitante à sensibilidade, que será compreensivel se existe alguma dificuldade na integração do esquema corporal.

Relativamente ao comportamento, verificou-se um aumento na participação e cooperação das crianças nas actividades, com as técnicas e entre os pares, bem como um progressivo desenvolvimento, positivo, da interacção social e relação com o outro. Observou-se ainda uma melhoria das capacidades de comunicação verbal e não-verbal, vindo ao encontro com um dos objectivos terapêuticos referidos por Fonseca (1975, cit. in Matias, 2005) e Núñez (2002, cit. in Matias, 2005). Nesta área verificou-se assim uma adequação da comunicação e ainda uma redução da ecolália observada em algumas crianças. Foi observada uma intensificação da manutenção atenção das crianças nas actividades, tal como indicam Fonseca (1975, cit. in Matias, 2005) e Núñez (2002, cit. in Matias, 2005) nos objectivos da terapia psicomotora em meio aquático. Ainda no que refere às competências sociais, verificou-se uma evolução relativa ao respeito e cumprimento de regras, bem como na capacidade de aguardar a sua vez, inibindo assim alguma impulsividade observada. Vários comportamentos disruptivos foram também abandonados, permitindo um melhor desenvolvimento das actividades e participação no seio do grupo.

Desta forma, diversos objectivos terapêuticos traçados para o grupo foram alcançados, permanecendo ainda algumas aquisições em desenvolvimento, sugerindo-se que a intervenção psicomotora tenha continuidade no próximo ano lectivo. No que refere ao facto de ser uma intervenção grupal, permitiu também que se verificassem vários progressos no que respeita às principais áreas afectadas nos indivíduos com PEA, respeitantes à tríade sintomática, principalmente relativos às competências sócias e de comunicação.