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4.3   Research  and  development  (R&D)  and  innovation  in  Telenor

4.3.1   Innovation  and  research  expenditures

 Nome: A.C.  Género: Feminino

 Data de Nascimento: 29 de Setembro de 2000  Ano de escolaridade: 3.º Ano

 Diagnóstico: Síndrome de Down com défice cognitivo grave e autismo atípico DADOS DE CARACTERIZAÇÃO

A A.C. tem 10 anos de idade e apresenta um diagnóstico de Síndrome de Down, com défice cognitivo grave e Autismo Atípico. Actualmente a aluna frequenta o 3.º ano de escolaridade e encontra-se diariamente na UEEA, estando parcialmente integrada na turma de ensino regular. Ainda UEEA beneficia de Terapia da Fala, Apoio Psicopedagógico e Psicomotricidade em meio aquático.

A A.C. é uma criança simpática e afectuosa, evidenciando, contudo, um grande comportamento de oposição quando contrariada. Caso contrário mostra ser uma aluna participativa. Esta não apresenta uma linguagem verbal muito desenvolvida, apenas dizendo algumas palavras ou nomes das pessoas com quem se relaciona. A A.C. apresenta ainda uma grande fixação por determinados objectos.

DADOS DA ANAMNESE E BREVE HISTÓRIA EDUCATIVA

A A.C. nasceu de cesariana, às 38 semanas de uma gravidez com acompanhamento pré-natal e sem problemas registados. Os índices de APGAR registados à nascença foram de 9/10, tendo a criança nascido com Trissomia 21.

A A.C. foi descrita como um bebé agitado, que chamava com frequência. Dormia bem e comia bem, não tendo sido amamentada. A passagem para as papas foi fácil, contudo, mais difícil para os sólidos. Quando bebé não respondia ao nome e só por volta dos 3 anos começou a mandar beijinhos. As suas primeiras palavras surgiram por volta dos 2 anos, ―mamã‖ e ―papá‖, tendo-se verificado posterior regressão. Actualmente verbaliza algumas sílabas. A marcha foi adquirida por volta dos 4 anos, sem nunca ter gatinhado. Aos 6 anos foi sujeita a uma cirurgia relacionada com uma cardiopatia detectada à nascença.

A partir dos 5 meses de idade até cerca dos 3 anos esteve com uma ama, manifestando uma boa adaptação à mesma. Nesta altura entrou para o JI, onde permaneceu durante 2 anos lectivos, tendo a adaptação sido igualmente positiva. A A.C. mostrava gosto em ir com as outras pessoas, mas quando era contrariada iniciava birras de difícil gestão. Interagia com o seu grupo durante as actividades, principalmente na ginástica, que tentava imitar. Após um ano de adiamento de escolaridade, entrou para o 1º ciclo. A aluna está actualmente no 3º ano de escolaridade e beneficia do apoio da UEEA. Pela UEEA, e através do CRI da APPDA- Lisboa, beneficia de Psicopedagogia, Terapia da Fala e Psicomotricidade em meio aquático. Privadamente mantém Terapia da Fala (2 x semana) e Fisioterapia (1 x semana), ambas pelo CEBI.

Do ponto de vista médico frequenta a consulta de desenvolvimento, otorrinolaringologia e estomatologia no Hospital D. Estefânia. Mantém também consultas de cardiologia e de ortopedia. A A.C. já tomou risperidona não se encontrando, actualmente, medicada.

1.1.2. Criança 2 – B. IDENTIFICAÇÃO (CONFIDENCIAL)

 Nome: B.

 Data de Nascimento: 31 de Outubro de 2002  Ano de escolaridade: 3.º Ano

 Diagnóstico: Perturbação do Espectro do Autismo DADOS DE CARACTERIZAÇÃO

A B. tem 8 anos de idade e apresenta um desenvolvimento atípico compatível com uma Perturbação do Espectro do Autismo. Actualmente frequenta o 3.º ano de escolaridade, beneficiando da UEEA, onde encontra o apoio didáctico e diversas terapias, nomeadamente Terapia da Fala, Apoio Psicopedagógico e Psicomotricidade em meio aquático. A B. frequenta também, a tempo parcial, a turma de ensino regular.

A B. é uma criança simpática e participativa. Contudo, evidencia um comportamento de oposição quando contrariada, demonstrando-o por vezes através de pequenas birras. Este comportamento é também desencadeado devido à sua falta de auto-confiança, traduzida nalguns medos em realizar determinadas actividades. DADOS DA ANAMNESE E BREVE HISTÓRIA EDUCATIVA

A B. é a filha mais nova de dois irmãos e nasceu de uma gravidez com acompanhamento pré-natal, por parto eutócico e sem incidentes clínicos a relatar.

No primeiro ano de vida, a B. foi descrita como um bebé interactivo que dava atenção ao adulto e que sinalizava a fome através do choro. Comia e dormia bem, tendo a passagem para os sólidos sido fácil, embora actualmente mostre algumas particularidades alimentares. A criança mantinha contacto ocular regular, e com 6 meses já se registavam algumas lalações intencionais. Até aos 6 meses gostava do colo de todos e a partir desta altura apenas dos pais. Também nesta fase começou a mostrar medo de pessoas estranhas, a esconder-se e a agredir. Surgiram as estereotipias motoras (hand flapping8 quando ansiosa ou contente) e começou a

desenvolver birras de muito difícil consolo, em que batia com a cabeça no chão e tentava agredir os pais. A B. deixou de manter o contacto ocular, regrediu na linguagem que já apresentava e passou a encaminhar as pessoas ao desejado em vez de pedir, mantendo contudo o apontar. A família começou a registar o isolamento físico apresentado pela criança, escondendo-se, ela, atrás de uma porta ou cortinado. A criança deixou de brincar e quando pegava num brinquedo era para o atirar ao chão. Só muito pontualmente entrava em pequenas brincadeiras de interacção e reciprocidade com a família. Deixou também de ver televisão e ainda de responder ao chamamento do nome. Mediante uma birra, mordia-se e trepava aos móveis.

Preocupados, os pais aconselharam-se com o médico que, mais tarde, a encaminhou para a consulta de desenvolvimento. Aos 18 meses a B. começou a ser acompanhada no Hospital D. Estefânia, onde realizou um leque alargado de exames complementares de diagnóstico, com resultados dentro da norma. Teve o diagnóstico de PEA. Através desta consulta a família passou a beneficiar de acompanhamento domiciliário, semanal, de uma psicóloga que, mais tarde passou a ir ao JI. Por volta dos 2 anos voltou a surgir a linguagem. Embora as birras ainda fossem de muito difícil gestão, ela começou a adequar melhor o seu comportamento: começou a manter mais

regularmente o contacto ocular, a interagir mais e a brincar de forma mais adequada. Do ponto de vista educativo entrou para o JI com 2 ½ anos tendo estado, até

lá, em casa. A adaptação inicial foi difícil, mas a B. acabou por se adaptar. Aqui a criança começou a comer melhor e a desenvolver algum jogo simbólico. A família registou evoluções satisfatórias. A B. manteve-se nesse JI apenas esse ano lectivo, passando no seguinte para o JI da EB1/JI da Bobadela, escola que frequenta actualmente, e onde passou a beneficiar de educadora de ensino especial.

8

Hand flapping – trata-se de um movimento repetitivo que consiste em abanar as mãos para cima e para baixo do pulso, possivelmente como auto-estimulação de comportamentos associados às características das perturbações do espectro do autismo (Kennedy Krieger Institute, 2011).

Actualmente está no 3º ano de escolaridade e a beneficiar da frequência na UEEA da sua escola. Pelo CRI da APPDA-Lisboa, que se desloca à escola, ela beneficia também de Psicopedagogia, Terapia da Fala e Psicomotricidade em meio aquático.

Do ponto de vista comportamental faz hand flapping quando satisfeita, mostra uma boa memória, mantém algumas birras, apresenta menos ecolália imediata e mantém a retardada. Começa ainda a mostrar um jogo simbólico mais desenvolvido.

1.1.3. Criança 3 – L.