2 Teoretisk rammeverk
2.3 Kartleggingsverktøyet «OASES-T»
Nessa etapa da análise examinou-se a crença de controle percebido (constructo da Teoria do Comportamento Planejado), buscando-se compreender o conhecimento e as competências pessoais do respondente no atendimento dos requisitos em relação ao cumprimento das regras formais e informais no sistema de informações contábeis. Desse modo, perguntou-se se o respondente julgava ter as competências pessoais e o conhecimento necessários para atender aos requisitos do sistema de informações contábeis e se, em consequência, isso contribuía para o cumprimento das regras formais e informais na empresa (Questão 10 do instrumento de pesquisa).
Outra crença de controle percebido examinada nessa subseção foi a percepção por parte do respondente de autoeficácia em relação ao sistema de informações contábeis e reflexo no seu comportamento no atendimento das regras formais e informais. Para tal, investigou-se se quando o profissional de contabilidade percebe autoeficácia no uso do sistema de informações contábeis, no cumprimento das regras formalizadas e não formalizadas, se esse fator determina sua intenção em utilizar o sistema de forma apropriada na empresa (Questão 11 do instrumento de pesquisa).
Uma vez respondidas essas questões, obteve-se os posicionamentos que estão expostos na Tabela 8.
Tabela 8 – Competências em Atender Regras Formais e Informais e Autoeficácia no Uso do Sistema versus Caracterização da Pesquisa (continua) Competências em Atender Regras Formais e Informais
Tipo Societário S. A. Capital
Aberto S. A. Capital Fechado Ltda. Escritório Contábil
Outro Tipo
Societário Total
Discordo parcialmente 0% 0% 0% 1,4% 0% 0,4%
Discordo 8,3% 0% 6,1% 1,4% 2,2% 3,6%
Não concordo - nem
discordo 16,7% 15,4% 8,1% 5,8% 6,5% 8,3%
Concordo 58,3% 34,6% 33,3% 34,8% 39,1% 36,1%
Concordo parcialmente 8,3% 19,2% 18,2% 30,4% 28,3% 23,0% Concordo totalmente 8,3% 30,8% 34,3% 26,1% 23,9% 28,6%
Total 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Função ou Cargo Assistente Analista Supervisor Gerente ou Diretor Cargo Outro Total
Discordo parcialmente 1,3% 0% 0% 0% 0% 0,4%
Discordo 6,3% 1,8% 2,7% 2,2% 2,9% 3,6%
Não concordo - nem discordo 7,6% 7,0% 5,4% 13,3% 8,8% 8,3% Concordo 44,3% 38,6% 24,3% 33,3% 29,4% 36,1% Concordo parcialmente 19,0% 17,5% 24,3% 26,7% 35,3% 23,0% Concordo totalmente 21,5% 35,1% 43,2% 24,4% 23,5% 28,6% Total 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Tabela 8 - Competências em Atender Regras Formais e Informais e Autoeficácia no Uso do Sistema versus Caracterização da Pesquisa (conclusão) Nível de Instrução Graduação Pós-Graduação/ Especialização Pós-Graduação Mestrado Total
Discordo parcialmente 0,5% 0% 0% 0,4%
Discordo 4,4% 0% 0% 3,6%
Não concordo - nem discordo 8,7% 5,4% 11,1% 8,3%
Concordo 36,4% 35,1% 33,3% 36,1%
Concordo parcialmente 21,4% 35,1% 11,1% 23,0%
Concordo totalmente 28,6% 24,3% 44,4% 28,6%
Total 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Autoeficácia no Uso do Sistema de Informações Contábeis e Gerenciais Tipo Societário S. A. Capital
Aberto S. A. Capital Fechado Ltda. Escritório Contábil
Outro Tipo Societário Total Nunca 0% 0% 2,0% 2,9% 6,5% 2,8% Ocasionalmente 41,7% 15,4% 12,1% 10,1% 15,2% 13,9% Com frequência 25,0% 19,2% 27,3% 31,9% 32,6% 28,6%
Com muita frequência 8,3% 7,7% 9,1% 8,7% 8,7% 8,7%
Quase sempre 8,3% 26,9% 25,3% 31,9% 21,7% 25,8%
Sempre 16,7% 30,8% 24,2% 14,5% 15,2% 20,2%
Total 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Função ou Cargo Assistente Analista Supervisor Gerente ou Diretor Cargo Outro Total
Nunca 2,6% 0% 5,4% 4,4% 2,9% 2,8%
Ocasionalmente 12,7% 10,5% 18,9% 15,6% 14,7% 13,9%
Com frequência 36,7% 22,8% 24,3% 31,1% 20,6% 28,6%
Com muita frequência 3,8% 10,5% 10,8% 8,9% 14,7% 8,7%
Quase sempre 25,3% 31,6% 18,9% 20,0% 32,4% 25,8%
Sempre 19,0% 24,6% 21,6% 20,0% 14,7% 20,2%
Total 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Nível de Instrução Graduação Pós-Graduação/ Especialização Pós-Graduação Mestrado Total
Nunca 3,4% 0% 0% 2,8%
Ocasionalmente 14,6% 13,5% 0% 13,9%
Com frequência 29,1% 27,0% 22,2% 28,6%
Com muita frequência 7,8% 13,5% 11,1% 8,7%
Quase sempre 24,3% 29,7% 44,4% 25,8%
Sempre 20,9% 16,2% 22,2% 20,2%
Total 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
Fonte: Dados da pesquisa (2017).
Os respondentes foram indagados se percebiam que ter as competências e o conhecimento para atender os requisitos do sistema de informações contábeis torna mais favorável o cumprimento das regras formais e informais na empresa. Com base nos percentuais decorrentes dos posicionamentos dos respondentes que constam na Tabela 8, a maioria absoluta respondeu que entende que ter conhecimento contribui de forma direta no
atendimento das regras no processo de informações, isso em todas as caracterizações como: tipo societário (maior representatividade: escritório contábil e outro tipo societário); função ou cargo (maior representatividade: cargo de supervisor, analistas e outro cargo ou função); e nível de instrução (maior concordância: especialistas, graduação).
Ao se questionar se as competências e os conhecimentos para atender os requisitos do sistema de informações contábeis tornam mais favorável o cumprimento das regras formais e informais na empresa, a maioria dos profissionais de contabilidade entrevistados com titulação de mestrado concordou que ter as competências necessárias reflete diretamente, de forma positiva, no cumprimento das regras. Mas enfatizaram que a busca de conhecimento para a consolidação e o aprimoramento deve ser uma busca constante, pois ter mais conhecimento resulta em ter mais propriedade sobre o processo de elaborar informações da empresa e criar relatórios. Então, o conhecimento ajuda no cumprimento dessas obrigações.
Os profissionais da contabilidade que possuíam nível de especialização também acreditam que ter as competências facilita o trabalho no cumprimento das regras, e mencionaram que estão sempre em constante busca do aprimoramento para poderem cumpri- las. Em seus depoimentos também assinalaram que devem sempre estar atualizados e atentos às mudanças visando o aprimoramento das suas competências pessoais e dos conhecimentos para cumprir as regras formalizadas e não formalizadas, considerando que o aperfeiçoamento dá mais confiança e credibilidade no trabalho, porque acreditam que agrega para que possam fazer a interpretação das regras formais e para atender também as regras não formais.
O grupo de entrevistados com nível de graduação apresentou a mesma visão dos demais grupos, afirmando que quando se tem os conhecimentos e as competências necessários, o processo de cumprimento das regras é mais efetivo, mais fácil e mais seguro. Mas todos os entrevistados reconheceram a necessidade de buscar mais conhecimento e aperfeiçoamento para ter todas as competências requeridas no cumprimento das regras formalizadas e não formalizadas nos sistemas de informações, comentando, ainda, que o sistema contábil pode ser muito mais explorado.
Com base nos percentuais apresentados na Tabela 8, depreende-se que a maioria dos respondentes percebe que a autoeficácia no uso do sistema de informações contábeis repercute em um comportamento mais positivo no cumprimento das regras formalizadas e não formalizadas, levando ao uso do sistema de forma apropriada. Esse posicionamento foi observado nas diferentes caracterizações da pesquisa, como tipo societário (maior representatividade: escritório contábil, empresas do tipo limitadas e S.As. de Capital
Fechado); por função (maior representatividade: analista, assistente, e outro cargo ou função); e nível de instrução (maior representatividade: pós-graduação em mestrado, especialistas).
Considerando os depoimentos do grupo de profissionais entrevistados com titulação de mestrado, destaca-se a opinião de um dos profissionais que assinalou que a autoeficácia do sistema está relacionada com uma parametrização adequada. Outro profissional, considerando a rotina existente, mencionou que o sistema é eficaz, mas quando são necessárias atualizações, apresenta certa inflexibilidade, tornando o processo mais oneroso e dificultando o cumprimento das regras no tempo oportuno. Também considerou que existe certa ineficácia no que se refere às rotinas gerenciais, em função de não haver um sistema integrado, dificultando a uniformidade, a padronização e a confiabilidade das informações gerenciais geradas.
Os especialistas entrevistados manifestaram a mesma percepção de que a autoeficácia, em termos de segurança, agilidade, disponibilidade, consistência e flexibilidade é importante na execução das rotinas e, consequentemente, no cumprimento das regras. Observaram, ainda, que o sistema apresenta autoeficácia e que têm a intenção de sempre utilizá-lo de forma apropriada, buscando o conhecimento sobre as informações para ter confiança nos relatórios e nas demonstrações contábeis que são geradas. Um dos profissionais manifestou que o sistema tem uma eficácia parcial, porque poderia ser mais claro no fornecimento de algumas informações, o que faz com que muitas vezes tenha que acionar o suporte para melhorar algum relatório. Outro profissional argumentou que o sistema em termos de agilidade é eficaz, mas em relação à confiabilidade nem sempre dificultando, então, o seu uso de forma apropriada no cumprimento das regras.
Os entrevistados do grupo de graduados, assim como os dos demais grupos, perceberam que a autoeficácia, no uso do sistema de informações contábeis é importante para o cumprimento das regras. Consideraram que quando existe autoeficácia dos programas e processos, isso ajuda no tempo de trabalho, otimizando as demandas e, dessa forma, contribuindo para as rotinas realizadas no sistema, bem como auxiliando na geração de relatórios mais fidedignos.
Na subseção a seguir dá-se continuidade às análises, mediante a análise fatorial exploratória e confirmatória para o entendimento da relação das crenças com as regras, a partir da pesquisa com os questionários.