Del I Bakgrunn, formål, metode mv
03 Metode og begreper
3.5 Kapabiliteter – kritisk funksjonsevne
DIANA CRISTO1 E MAFALDA NUNES1 1
Instituto Politécnico do Porto - Escola Superior de Tecnologia da Saúde. Área Científica de Saúde Ambiental. Rua Valente Perfeito, 322, 4400-330 – Vila Nova de Gaia. Tlf: 222061130;
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Resumo: Eco-eficiência é uma forma de gestão que com menor utilização de recursos consegue efectuar as actividades normais a que uma instituição se destina, minimizando os custos e os impactos ambientais. Este estudo envolveu 8 Centros de Saúde do distrito do Porto e teve como objectivos avaliar o estado de Eco- Efieciência dos Centros de Saúde seleccionados; analisar a sensibilidade dos profissionais que trabalham nos Centros de Saúde em relação às questões ambientais e estudar estratégias a implementar para promover a Eco-Efociência nos Centros de Saúde. A metodologia utilizada foi a aplicação de uma check-list associada a uma entrevista para caracterizar os Centros de Saúde em termos de Eco-Eficiência e de questionários para fazer uma análise de hábitos dos funcionários. Concluiu-se que os consumos de água e electricidade são variáveis e que os consumos de água não são influenciados pela área ou idade do edifício nem pelo número de utentes inscritos. Relativamente à identificação de equipamentos economizadores que os edifícios analisados possuíam, pode-se aferir que ainda estão um pouco longe do considerado ideal. No que diz respeito aos hábitos dos funcionários nos Centros de Saúde, conclui-se que em relação à temática da água apenas em determinadas situações agem correctamente. Quando se trata de hábitos relacionados com a energia verificou-se a possibilidade de melhorar os comportamentos relativos à utilização de equipamentos informáticos; no que concerne aos resíduos, no geral, afirmam agir de forma correcta. Considerou-se que a sensibilização seria a forma mais eficaz de conseguir uma mudança da situação, propondo medidas que minimizem o consumo de recursos. Desta forma, foram elaborados cartazes sobre o tema e um manual com medidas e equipamentos Eco-Eficientes que foram entregues à gestão dos Centros de Saúde, para que desta forma se consiga cativar um pouco mais o interesse e incutir preocupação com este género de temáticas.
1. Introdução
O consumo de recursos naturais em Portugal tem sofrido um aumento significativo nos últimos anos sobretudo devido ao desenvolvimento socioeconómico que se tem observado (EDS Norte, 2004).
A eco-eficiência nas instituições surge como uma forma de gestão que, com menor utilização de recursos, consegue efectuar as actividades normais a que uma instituição se destina. Do ponto de vista económico minimiza os custos associados ao consumo de energia e água (para além de diminuir os gastos associados ao tratamentos das águas residuais). De igual modo, a compra de produtos sustentáveis surge como uma forma de economizar e contribuir para a sustentabilidade ambiental (Ecoempresas, 2005). As instituições públicas, em Portugal, são numerosas e a promoção da Eco-Eficiência nos seus edifícios teria um impacto global significativo.
De facto, em Portugal a gestão de água ainda não é feita da forma mais eficaz, já que existe normalmente um desperdício (Euclides, 2006). De um modo geral, pode afirmar-se que os recursos hídricos que temos disponíveis são suficientes para a satisfação das necessidades (actuais e futuras) das actividades consumidoras, pelo que a disponibilidade de água não
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constituirá, em princípio, o factor de ameaça determinante no que respeita à sustentabilidade dos respectivos sectores económicos. No entanto, condicionantes ambientais poderão por em causa essa sustentabilidade, particularmente em sectores economicamente importantes (Relatório do Estado do Ambiente, 2004).
Quanto à produção de energia, no nosso país ainda se verifica uma grande e precária dependência da utilização de combustíveis fósseis, que resulta numa elevada produção de gases com efeito de estufa (EDS Norte, 2004). A melhoraria da eficiência energética surge como um instrumento essencial para uma eficaz gestão da energia.
No que diz respeito aos resíduos, estes têm sido considerados um problema da sociedade moderna, sociedade de consumo, cujo modo de vida adoptado privilegia a produção de bens de consumo de uso único com consequência “directa” na quantidade e qualidade dos resíduos produzidos. A gestão adequada dos resíduos constitui um dos grandes desafios a enfrentar (Vasconcelos et al., 2006).
A actual política de resíduos da União Europeia baseia-se na aplicação da designada "hierarquia de gestão de resíduos". Isso significa que, preferencialmente, se deve optar pela prevenção e que os resíduos cuja produção não pode ser evitada sejam, preferencialmente, reutilizados, reciclados ou valorizados sempre que possível, sendo a sua eliminação em aterro reduzida ao mínimo indispensável.
As aquisições sustentáveis permitem uma mudança em direcção a uma produção e um consumo mais sustentáveis. Se a maioria dos compradores públicos optar por este tipo de produtos, haverá uma procura maior que estimulará uma oferta maior, que conduzirá, por sua vez, a um preço mais baixo. Aquisições públicas podem ajudar a criar um grande mercado para negócios sustentáveis, aumentando as margens de lucro dos produtores através de economias de escala e reduzindo seus riscos. Além disso, as autoridades públicas podem incentivar a inovação e, consequentemente, estimular a competição da indústria, garantindo aos produtores recompensas pelo melhor desempenho ambiental de seus produtos, através da procura do mercado ou de incentivos concretos (Clemente et al., 2006).
O tipo de edifícios públicos escolhido para efectuar este estudo foi os Centros de Saúde já que estão presentes em todo o país (sendo aproximadamente 347) e constituem um dos locais onde os Técnicos de Saúde Ambiental exercem a sua actividade. A implementação de medidas de Eco-eficiência nestes locais teria repercussões, não só para a própria instituição, mas também para a qualidade ambiental de todo o país. Paralelamente, pretendia promover-se hábitos ambientalmente mais sustentáveis nos profissionais e utentes, não só aplicáveis nos Centros de Saúde, mas também nas suas próprias casas, o que se reveste de grande interesse.
Os objectivos específicos do estudo foram:
• Avaliar o estado de Eco-efieciência dos Centros de Saúde da área metropolitana do Porto;
• Avaliar a sensibilidade dos profissionais que trabalham nos Centros de Saúde em relação às questões ambientais;
• Estudar estratégias e implementar medidas de promoção da Eco-Eficiência nos Centros de Saúde.
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2. Metodologia
Estudou-se uma amostra constituída por 8 Centros de Saúde da área metropolitana do Porto (onde existe um total de 24 Centros de Saúde).
A metodologia utilizada para proceder à identificação dos equipamentos que os edifícios em causa possuíam e as suas características em termos de consumo de água e electricidade e de eco-eficiência foi a realização de uma entrevista baseada numa check-list que foi efectuada à pessoa mais indicada no Centro de Saúde para responder à tipologia de questões preconizadas.
As check-lists foram escolhidas para esta situação específica, pois constituem um instrumento que permite verificar um elevado número de parâmetros por parte do utilizador, minimizando o risco de omissões, para além de que com a sua utilização se consegue uma sistematização de informação bastante eficaz, permitindo uma maior rapidez na sua análise posterior.
Optou-se por aplicar as check-lists associadas a uma entrevista, pelo facto de através desta se conseguir reduzir o número de questões mal interpretadas já que o entrevistador pode fornecer explicações sobre o tema questionado. Consequentemente obtêm-se menos respostas não respondidas/incompletas, ou seja uma maior taxa de respostas. Esta associação garante assim resultados mais completos (Estrela, 1984).
Para a análise de hábitos dos funcionários dos Centros de Saúde, entregou-se um questionário aleatoriamente a 33 pessoas dos Centros de Saúde em causa, onde figuravam 26 perguntas fechadas relativas às formas de actuação no Centro de Saúde no que diz respeito à utilização da água, economia de electricidade, separação de resíduos e boas técnicas de poupança de outros recursos.
O questionário aplicado tinha questões com respostas fechadas, facilitando assim o tratamento e análise da informação e exigindo menos tempo para o seu preenchimento; este aspecto é bastante importante, pois a maioria das pessoas que trabalham nestas instituições são profissionais de saúde, que regra geral, têm pouca disponibilidade para este género de iniciativas. Uma das desvantagens é o facto de facilitar a resposta para uma pessoa que talvez numa outra situação de questão aberta poderia não saber ou ter mais dificuldade em responder (Rojas, 2001).
O tratamento estatístico dos dados foi assegurado através da utilização do programa SPSS
16.0 e do programa Microsoft Excel.
3. Resultados
Verificou-se que os consumos de água e electricidade são muito variáveis ao longo dos meses e dos anos e que não são directamente correlacionáveis com a área ou idade do edifício, nem com o número de utentes inscritos.
A quantificação dos equipamentos economizadores de água e energia permitiu observar que, a maioria dos Centros de Saúde, não os possui num número suficiente para atingir um bom nível de Eco-Eficiência. Relativamente à separação de resíduos, todos os Centros de Saúde possuíam equipamentos que permitiam a sua correcta separação. Quanto à
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sustentabilidade das compras verificou-se que as opções eram efectuadas por uma entidade central não sendo as escolhas da responsabilidade dos Centros de Saúde.
Na abordagem aos funcionários das instituições em causa procurou-se avaliar se os seus hábitos no local de trabalho seriam os mais correctos do ponto de vista da Eco-Eficiência. Relativamente à temática do consumo da água verificou-se uma dualidade de situações correctas e incorrectas. No que diz respeito à energia verificou-se a possibilidade de melhorar alguns hábitos, nomeadamente ao nível da utilização de equipamentos informáticos. Já quando se trata de atitudes adequadas relacionados com os resíduos, os funcionários dos Centros de Saúde, de uma forma geral, afirmam agir de forma correcta. Após esta avaliação fez-se a compilação, num manual, das medidas e equipamentos passíveis de aplicar nos Centros de Saúde, para estes se tornarem mais Eco-eficientes. No entanto, sabendo que muitas medidas implicariam algum investimento económico que as inviabilizava a curto prazo optou-se por definir uma estratégia de sensibilização dos profissionais e utentes destas instituições.
Como forma de sensibilização foram elaborados cartazes apelativos em A3 e A1, já que são uma das melhores formas de assegurar que, tantos os funcionários como os utentes que frequentam os Centros de Saúde, tenham um fácil acesso a informação relativa a hábitos menos lesivos do ambiente.
4. Conclusões
Relativamente à avaliação do estado de Eco-Eficiência dos Centros de Saúde os resultados obtidos revelam bastante heterogeneidade nestas instituições apresentando algumas uma limitada preocupação com as questões ambientais.
O “Manual de Eco-Eficiência para Centros de Saúde” que foi entregou aos gestores dos Centros de Saúde e os cartazes colocados pretenderam contribuir para tornar estas instituições mais Eco-eficientes e incutir um maior interesse por esta temática.
Seria pertinente efectuar uma nova avaliação para verificar se houve uma evolução dos Centros de Saúde intervencionados no sentido da sua melhoria em termos de sustentabilidade ambiental.
Referências Bibliográficas
EDS Norte (2004). Eficiência Energética em Edifícios Municipais.
Vasconcelos E., Farias M., Diniz J., Maciel J., 2006. Diagnóstico do problema dos resíduos hospitalares: o caso de Campina Grande.
Clemente S., Erdmenger C., Held T., Barth R., Oehme I., Pierrard R., Lackner B., Führ V., 2006. Uso do poder de compra do governo para a promoção de um desenvolvimento sustentável.
Estrela, A., 1984. Teoria e prática de observação de classes. Rojas, R., 2001. El Cuestionario.
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