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6. Kunnskapsdepartementet

6.21 Kap. 275 Høgskular

O mercado financeiro está cada vez mais integrado mundialmente e os efeitos desse fenômeno nas decisões de investimento de alocadores de recursos não podem ser desprezados: um investidor local não deveria se restringir ao seu mercado na tomada de decisões. Diante desse cenário e das inúmeras alternativas de investimentos disponíveis ao redor do globo, esse trabalho tem como objetivo auxiliar os alocadores de recursos na decisão de onde concentrar seus esforços e recursos para selecionar as melhores opções de fundos de investimento no mercado de ações global.

Grande parte da literatura sobre gestão ativa e os determinantes de retornos dos fundos de investimento são baseadas em estudos de um único país. FERREIRA, KESWANI, MIGUEL E RAMOS (2011) citam que são os primeiros a fazer uma análise ampla sobre os determinantes do “alfa” entre países ao incorporar dados de desenvolvimento econômico, desenvolvimento financeiro, qualidade das instituições legais e estrutura da indústria de fundos local como possíveis determinantes de performance dos fundos, além das usuais características dos fundos. Inspirado na publicação desses autores, este trabalho relacionou algumas dessas características com a geração de valor de gestores ativos em cinco blocos regionais, representando o mercado de ações global, para o período entre 2008 e 2015. Foram também incorporadas variáveis relacionadas à participação da gestão passiva na indústria de fundos, uma vez que esse estilo de gestão ganhou grande relevância no período. Os resultados obtidos mostram que os investidores devem focar seus esforços em busca de bons gestores ativos em regiões onde o acesso a informação seja bem difundido, o mercado de ações bem desenvolvido, seja por uma participação relevante na economia ou por altos volumes negociados, a indústria de fundos seja menor e a participação da gestão passiva seja baixa. Todas essas características regionais favorecem a geração de alfa. Já em relação às características de fundos, fundos maiores e que estejam recebendo fluxo de investimentos positivo devem ter a preferência dos investidores.

Uma possível extensão desse trabalho seria realizar um estudo semelhante, porém contendo somente os fundos realmente ativos conforme CREMERS E PETAJISTO (2009). No entanto, é necessário ter acesso às carteiras dos fundos para executar

essa próxima etapa, o que não foi possível nesse estudo. Essa variação eliminaria os fundos passivos e quase-passivos da amostra, referenciando-se exclusivamente para a gestão ativa. É inegável que instrumentos de gestão passiva e quase-passiva sejam parte estrutural da indústria, no entanto esses dados trazem ruídos quando se analisa a gestão ativa através de dados consolidados da indústria.

Outra área de estudos que pode ser melhor explorada são temas relacionados à dinâmica de competição de capital pelas mesmas oportunidades de investimento e a consequente eficiência de mercado. FAMA E FRENCH (2010) dizem que a aritmética da gestão ativa soma zero, ou seja, para algum participante do mercado gerar um alfa positivo, há outro participante com alfa negativo. Em teoria, a informação mais disseminada aos agentes criaria um ambiente mais desafiador para gestores ativos, o que não foi demonstrado nesse estudo.

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