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7   ANALYSE OG DISKUSJON

7.1   K VANTITATIV UNDERSØKELSE

Todas as figuras são binárias. Simpson (1667, p. 15) descreve que se não houver sinal grafado, supõe-se ser este Modo. Este Modo também é conhecido como Tempo Ordinário.

Figura 124. Imperfeito de Menor (PLAYFORD, 1655, p. 22).

O sinal deste Modo é um semicírculo assim

¡

, e algumas vezes cortado desta maneira

¢

(Figuras 125 e 126).

Figura 126. Imperfeito de Menor (THE PATHWAY..., 1596, f D1a).

Playford (1655, p. 21) esclarece que este Modo também é chamado de Dupla ou

Tempo de Semibreve e comum em Fantasias, Pavanas34 e Allemandes35. Para Morley, o

¡

é

apropriado para Madrigais, Canzonetas, enquanto

¢

, para Motetos.

Segundo Morley, compositores usam o mesmo sinal

¢

antes de canções cujo tactus é a

Semibreve. Sobre tal prática, Tettamanti (2010, p.253) informa que

a diferença de significado pode ter sido herdada de um fenômeno interessante ocorrido no final do século XVI, quando os músicos, devido à busca pelo virtuosismo da diminuição e pela inauguração de notas cada vez menores que a breve e a semibreve, começaram a executar o sinal de tempo ¢ da mesma maneira que o ¡, isto é, contando uma semibreve por battuta [tactus].

Portanto, para a escolha do tactus, deve-se levar em consideração a escrita, pois se a canção for composta de muitas figuras cujos valores são pequenos, é apropriado executar uma Semibreve para cada tactus; se for composta de figuras cujos valores são grandes, é conveniente cantar uma Breve para cada tactus.

Morley apresenta dois exemplos para ilustrar este Modo. O primeiro, apesar de indicar o sinal

¢

, possui o tactus de Semibreve (Figura 127), enquanto o segundo apresenta o tactus

de Breve (Figura 131).

Figura 127. Excerto do início das vozes do primeiro Duo Imperfeito de Menor – Tactus Menor.

34 Tipo de dança renascentista, de origem italiana. 35 Dança renascentista.

O tactus do Duo da Figura 127 é Menor, ou seja, uma Semibreve é executada no movimento de cair e levantar a mão. Lembrando que isto se deve pelo fato da canção ser notada com figuras cujos valores são pequenos, pois o sinal

¢

indica, na verdade, tactus

Maior.

¢

3

$

$

Figura 128. Tactus Menor do Duo em Modo Imperfeito de Prolação Menor.

Para transcrever este Duo, portanto, deve-se considerar o tactus de uma Semibreve. Harman o transcreve utilizando o compasso 4/4:

Figura 129. Transcrição do Imperfeito de Menor (HARMAN, 1973, p. 38).

Esta prática, no entanto, é perigosa, já que se trata de uma divisão binária e não quaternária. Segundo Tettamanti (2010, p. 253),

A divisão quaternária, se não bem observada, tenderia a deixar a battuta [tactus] mais lenta do que deveria ser para corresponder à velocidade de um tempo binário cômodo; tal equívoco acarretaria a perda da clareza rítmica entre as vozes, uma das principais características deste repertório.

Logo, optei por transcrevê-la com o sinal

¡

que demonstra tactus de Semibreve:

Figura 130. Excerto da transcrição do Imperfeito de Menor (¡).

O Duo da Figura 131 também apresenta o sinal

¢

. Há vários exemplos de notas em

Ligadura devido à notação com figuras musicais de valores grandes. Para facilitar a leitura, Morley acrescenta na parte inferior das Ligaduras um número que corresponde ao seu valor em Semibreves. Por exemplo, a primeira nota da primeira Ligadura do Soprano vale duas Semibreves, lembrando que toda primeira nota sem haste que é seguida por uma nota ascendente corresponde a uma Breve. A primeira nota da segunda Ligadura, no entanto, deve ser executada no tempo de quatro Semibreves, já que se trata da nota sem haste seguida por uma nota descendente.

Figura 131. Fragmento do início das vozes do segundo Duo Imperfeito de Menor – Tactus Maior.

O tactus do Duo da Figura 131 é Maior, isto é, uma Breve é encaixada em seu movimento, como pode ser verificado a seguir:

¢

2

3

3

Harman (1973) transcreve este Duo utilizando o compasso 2/1:

Figura 133. Trecho da transcrição do Imperfeito de Menor (HARMAN, 1973, p. 39).

Optei, no entanto, por transcrevê-lo com o sinal

¢

que expressa tactus Maior, ou seja, uma Breve por tactus:

3.2.7. Proporções

Em linhas gerais, a Proporção é a comparação de duas coisas de um gênero, como por exemplo, duas linhas, dois números etc. Para Lossius (1563), Proporção

Est numerorum perpendiculariter positorum collatio: Vt, 2 ad 1 dicitur proportio dupla, 3 ad 1 Tripla, 4 ad 1 quadrupla, et sic deinceps. (LOSSIU, 1563, liv. 2, cap. 12, f K5v).

é a comparação de números posicionados perpendicularmente: a Proporção de 2 para 1 é dita Dupla; de 3 para 1, Tripla; de 4 para 1, Quádrupla e assim por diante.

Portanto, Proporção é a comparação de dois números colocados um acima do outro desta forma: .

De acordo com Bluteau (1720, p. 782), Proporção é a “correspondencia de huma cousa

com outra, ou das partes com o todo, & do todo com as partes”. O autor descreve que, além das Proporções segundo as regras da Pintura e Arquitetura, há ainda Proporções Aritméticas, Geométricas e Harmônicas. A Proporção Aritmética consiste em achar a mesma diferença entre dois números. Em 2, 5, 8, 11 há Proporção Aritmética porque a razão aritmética entre 2 e 5 é a mesma entre 5 e 8, ou seja, a diferença é o número 3. Proporção Geométrica é quando ocorre a mesma razão entre dois números. Por exemplo: 8 é para 16 da mesma forma que 4 é para 8, ou seja, 16 contém duas vezes 8, assim como 8 contém duas vezes 4. Proporção Harmônica se acha entre três números quando as diferenças do primeiro e segundo números têm entre si a mesma Proporção que entre o segundo e terceiro números. Exemplo: 60, 30, 20. Segundo Bluteau, o 30 difere do número 60 pela sua metade e a diferença entre 20 e 30 também é a sua metade, a saber, 10.

Morley esclarece que as Proporções em Música são úteis para indicar a alteração dos valores das notas. A Proporção pode ser de Igualdade ou de Desigualdade.