II. Utfordringer ved gjennomføring
5. Analyse: fra mulighet til politisk realitet
5.6 Jo flere entreprenører – jo større mulighetsvindu!
4.1 INTRODUÇÃO.
Algumas notas introdutórias foram já explanadas na introdução deste trabalho, nomeadamente, em sede de considerações específicas do caso Algarve (Cap. 1.3.2.).
Cumpre, agora, assinalar quais as opções que estiveram na base da selecção da Região de Turismo do Algarve adiante designada RTA e dos materiais por ela publicados ou apoiados em termos de promoção do destino turístico Algarve, na análise do nosso estudo.
Ultrapassa-se a referência óbvia que é o facto da RTA ser o organismo responsável pela promoção do destino turístico Algarve, pois o que nos interessa é enquadrar, na perspectiva dos “sinais geo-turísticos”, o modelo deste organismo que, como vimos no sub-capítulo do actual enquadramento legal e promocional (Cap.2.7.), apoia-se numa base associativa municipal.
Tal base associativa, assentando numa vontade de transferência de competências dos municípios para a RTA, a nível, designadamente, da promoção turística, legitima a RTA como entidade promotora do destino turístico Algarve em possíveis e diferentes níveis territoriais de actuação, e é essa perspectiva que se defende nesta investigação, permitindo comparar se existem diferenças de simbologias e significados territoriais, consoante a RTA promove uma área territorial local, sub – regional ou regional.
Estando as áreas locais (coincidentes com a área dos municípios) e a área regional (coincidente com toda a região do Algarve) perfeitamente identificadas, as áreas sub- regionais (que cobrem mais de um município, mas não toda a região) merecerão atenção redobrada nesta investigação.
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As expressões, os sinais, os símbolos, as associações de palavras, as imagens utilizadas em brochuras, folhetos promocionais e material institucional da RTA são considerados como veículos de comunicação privilegiados da promoção turística e consequentemente serão enquadrados como códigos de conduta valorativos e qualificativos dos espaços que estão a ser promovidos.
Assim, verificando-se diferentes níveis de utilização desses códigos de conduta, será possível concluir em que escalas territoriais de promoção turística estão a ser mais ou menos utilizados tais símbolos ou sinais, com manifesto interesse para o estudo dos “sinais geo-turísticos”, enquanto códigos valorativos e qualificativos ligados a determinadas escalas territoriais.
Tais comparações são fundamentais para se atingir massa crítica de investigação e fundamentar um estudo suficiente sobre a utilização de “sinais geo-turísticos” num determinado destino turístico, pretendendo-se que o estudo do Algarve, como destino turístico mais conhecido no nosso país, possa modelizar estudos sobre a utilização, significado e importância dos “sinais geo-turísticos” noutros destinos turísticos, sejam eles locais, sub-regionais ou regionais em Portugal.
4.2. OBJECTIVOS DA INVESTIGAÇÃO.
Enunciamos essencialmente quatro objectivos de investigação no estudo de caso Algarve.
Tais objectivos são os seguintes:
a) Validar o conceito de “sinais geo-turísticos” na região turística mais importante de Portugal, detectando primeiro, a consistência do conceito e depois, os seus diferentes níveis de utilização em diversas escalas territoriais de promoção turística;
b) Concluir pela associação ou não dos “sinais geo-turísticos” a mecanismos institucionais, não só de promoção turística, mas também de organização e qualificação da oferta e dos serviços turísticos;
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c) Associar os “sinais geo-turísticos” a significados valorativos e qualificantes dos territórios promovidos, fornecendo indicadores de gestão para a criação de valor nos territórios turísticos;
d) Enquadrar uma bateria de indicadores para os “sinais geo-turísticos”, que sirvam de modelo orientador para qualquer investigador detectar níveis de utilização e seus significados na aplicação a qualquer território turístico.
Estes os objectivos da investigação. Vamos ver em que grau os mesmos serão atingidos, o que se fará referência nas conclusões deste capítulo.
4.3. METODOLOGIA UTILIZADA.
Como se referiu na introdução deste trabalho, concretamente no sub-capítulo metodologia da investigação (Cap. 1.3.), as fontes de investigação são essencialmente brochuras, folhetos promocionais e material de promoção institucional que a RTA publica para promoção de destinos turísticos no Algarve, por si ou em colaboração com outros organismos institucionais.
Como assinalei na altura, os materiais escolhidos foram seleccionados numa perspectiva actual, identificando-se material promocional e institucional actualizado de campanhas de promoção em curso e publicado até à data escolhida em termos de âmbito da investigação (30.09.03).
As fontes de investigação também foram seleccionadas, tendo em atenção uma perspectiva pública e de fácil e livre acesso conhecido aos turistas, excluindo-se material confidencial ou privado ou de difícil acesso, como o baseado em sistemas de informação geográfica.
Estas opções foram tomadas tendo em atenção a validação de um “sinal geo-turístico” como símbolo de comunicação. A sua utilização e avaliação do seu valor estratégico só poderão ser obtidos se, na prática institucional e pública de promoção turística corrente
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os mesmos forem efectivamente utilizados, podendo ser avaliados, seja numa perspectiva quantificadora (níveis de utilização) ou qualificadora (associação de códigos, leituras, expressões ou imagens àqueles sinais). Assim, para se enquadrar a análise e interpretação dos dados, propõem-se quatro grelhas ou modelos que constituem o caminho crítico da investigação prosseguida.
A grelha um com o título Identidade pretende validar o conceito de sinal geo-turístico no Algarve, ou seja se ele existe enquanto prática de comunicação do organismo responsável pela promoção de vários destinos turísticos no Algarve. Tal validação é proposta segundo um conjunto de indicadores que identificam o conceito de sinal geo- turístico e que medirão o “peso” da sua utilização a nível das diferentes escalas territoriais.
A grelha dois com o título Valor pretende validar a associação de áreas territoriais, nas suas diferentes escalas, a mecanismos de qualificação e valorização do território, propondo-se um conjunto de códigos de referência espacial como indicadores dessa validação. Esta grelha será complementar da grelha um, na perspectiva de associação dos “sinais geo-turísticos” a mecanismos de qualificação e valorização territorial.
A grelha três com o título Gestão/ Organização pretende demonstrar a que escalas territoriais estão ligados indicadores de gestão e organização territorial turística com maior intensidade. Desta forma, completam-se as indicações da grelha dois, mas agora referenciadas a acções e serviços concretos de gestão e organização turísticos que completam a valorização ou qualificação abstractas do território.
A grelha quatro, por sua vez, com o título Dinâmica/ Envolvência pretende também demonstrar a que escalas territoriais estão associados mecanismos de envolvência e participação institucional autónomos com relevante expressão territorial. Esta grelha perspectiva a conclusão do acompanhamento institucional das dinâmicas de gestão e organização de acções e serviços turísticos concretos em determinadas áreas territoriais.
Desta forma, penso, estar em condições de analisar e interpretar os dados recolhidos. Os mesmos processaram-se essencialmente por contacto com a RTA, algumas das suas
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delegações locais, tendo também sido recolhido material num evento que constitui a maior manifestação comercial e institucional do Algarve no Verão, a saber, a Fatacil - Feira de Artesanato, Turismo, Comércio e Industria de Lagoa que decorreu nesta localidade de 22 a 31 de Agosto de 2003.
No total, recolheram-se 32 brochuras e folhetos sobre destinos turísticos locais (dois por cada município) e 20 publicações de material institucional e promocional publicado ou apoiado pela RTA sobre destinos turísticos regionais ou sub-regionais.
4.4. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS.
De seguida, apresentam-se os dados recolhidos e enquadrados nas grelhas de investigação propostas, por referência aos indicadores propostos para o estudo dos “sinais geo-turísticos”, com explicação dos seus significados.
1.IDENTIDADE