4 Venturesome consumption and company culture, 1976-8 culture, 1976-8
4.3 Jacobsen’s escape from the weapons factory
Inicialmente, foi necessário sistematizar bancos de dados e informações técnico- científicas como subsídios para a caracterização geoambiental e a gestão dos sistemas ambientais litorâneos do Município de Icapuí. Essa etapa se assemelha à fase de organização e inventário, quando se realizam a coleta e a sistematização de informações que serão utilizados durante a investigação. Portanto, realizou-se aqui a pesquisa com a coleta de dados secundários, como imagens de satélite, mapas, trabalhos acadêmicos, relatórios técnico-científicos e outras informações que serviram de base para as fases posteriores.
O levantamento bibliográfico é uma atividade imprescindível em qualquer pesquisa acadêmica e este ensaio deve ser orientado a leituras que envolvem a geomorfologia e a dinâmica costeira, bem como a análise da paisagem com SIG, de modo que se tenha acesso aos principais periódicos relacionados a essas temáticas (nacionais e internacionais), além de livros e outros tipos de publicações. O levantamento cartográfico refere-se ao mapeamento básico do Município e às bases matriciais e vetoriais necessárias ao desenvolvimento da pesquisa, coletadas em fontes secundárias, além de mapas temáticos sobre o assunto focalizado e a área de estudos.
Assim, tendo como principal referência os periódicos da CAPES, disponíveis na internet, onde se encontram publicações de revistas científicas com a produção acadêmica do mundo inteiro, organizou-se um banco de dados com publicações referentes às seguintes temáticas i) enfoque sistêmico na Geografia; ii) planejamento e gestão de zonas costeiras; iii) dinâmica geoambiental, erosão costeira e o uso do DSAS; iv) evolução espaçotemporal da paisagem; v) geologia e geomorfologia litorânea; vi) geoprocessamento, sensoriamento remoto e geotecnologia; vii) impactos ambientais e conflitos na zona costeira; viii) ocupação da zona costeira; ix) legislação e x) mudanças climáticas e prognósticos ambientais.
Ainda à procura de bibliografias especializadas, foram feitas buscas no banco de teses e dissertações da Universidade Federal do Ceará e da Universidade Estadual do Ceará, assim como nas bibliotecas físicas dos Centros de Ciências e de Tecnologias e Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR-UFC), além de outras instituições de pesquisa e ensino superior.
Demandaram-se informações em matérias de jornais de Fortaleza sobre as mudanças da linha de costa no Ceará, com destaque para as versões digitais do “Diário do
costeira local e projetos de contenção do avanço do mar nas secretarias municipais de Icapuí. A Estação Ambiental Mangue Pequeno (EAMP) também foi uma importante fonte de informações sobre as questões ambientais do Município, por meio de projetos de Educação Ambiental e publicações, com destaque para o Atlas de Icapuí (MEIRELES & SANTOS, 2012). Sobre a coleta de dados cartográficos, deve-se destacar a importância, para esta pesquisa, de produtos de sensores remotos multitemporais (imagens de satélite e fotografias aéreas) para a análise da evolução da linha de costa. Assim, a coleta de dados foi realizada tanto em visitas a instituições como o LABOCART-UFC e a EAMP, como pelo acesso a plataformas institucionais online que possibilitam o acesso e o download de produtos sensores remotos, como o IBGE, a DGI-INPE, a USGS e o MMA.
Como o estudo propõe a análise da evolução dos sistemas ambientais costeiros nos últimos 27 anos, o uso de técnicas de geoprocessamento exige um embasamento também dessa área do conhecimento vinculada à Geografia para que se possa fundamentar os procedimentos que deverão ser adotados ao longo da pesquisa. Sobre esta fundamentação, entende-se que existem inúmeros trabalhos que podem servir de referência a este estudo, tanto na Geografia Física como em outras áreas do conhecimento como Oceanografia, Geologia, Ciências Ambientais e demais que se utilizam das técnicas e procedimentos em sensoriamento remoto, geoprocessamento e geotecnologias. Nesses estudos, percebe-se que a evolução da paisagem pode ser realizada por meio da análise de produtos de sensores remotos multitemporais (imagens de satélite e radar, fotografias aéreas etc.) em um Sistema de Informações Geográficas (SIG) (LANG; BLASCHKE, 2009; FLORENZANO, 2011; FITZ, 2010).
Os produtos de sensores remotos possuem diversas especificidades, dentre as quais se ressaltam as variadas resoluções espaciais, temporais e espectrais dos sensores para a análise da superfície terrestre. Um satélite/sensor pode ter excelente resolução temporal, como é o caso dos satélites Landsat, que, desde os anos de 1970, fornecem imagens da mesma área da Terra a cada 16 dias, mas com média resolução espacial (30 m no sensor Thematic Mapper), o que dificulta trabalhos com a escala de detalhe como é o caso das variações da linha de costa (NOVO, 2010). Outros satélites podem ter resolução espacial inferior a 1m, como o WorldView ou QuickBird, mas com uma disponibilidade de imagens bastante restrita, pois são de elevado valor comercial. Está posto, então, o principal desafio deste trabalho: a busca por produtos de sensores remotos que tenham resolução espacial e temporal adequadas para a análise dos sistemas ambientais costeiros do Município de Icapuí.
Em razão de tal fato, optou-se por coletar imagens multitemporais de variadas características e sensores e posteriormente selecionar as que melhor se adequam ao trabalho.
Assim, deve-se mencionar a coleta das seguintes imagens: i) missões Landsat de 1984 a 2015 (limitando-se pela resolução espacial de 30 metros desde o satélite Landsat 5) disponibilizadas pela USGS; ii) fotografias aéreas de 1987/1988, do INCRA, e coletadas no LABOCART-UFC; iii) imagens de alta resolução do satélite Quickbird dos anos de 2002/2003/2004 e 2009, com resolução espacial de 60 cm, disponibilizadas pelo IPECE ao LABOCART-UFC; iv) imagens do sensor HRC do satélite CBERS 2B, no período de 2007 a 2009, com resolução espacial de 2,5 m, disponibilizadas pelo INPE; v) imagens de alta resolução do satélite WorldView II, do ano de 2011, com resolução espacial de 50 cm, disponibilizadas pela Estação Ambiental Mangue Pequeno e Fundação Brasil Cidadão; vi) imagens do satélite RapidEye, com resolução espacial de 5 m fornecidas pelo MMA; e, por fim, vii) as imagens de alta resolução de vários sensores disponibilizadas pelo Google Earth Pro, no período de 2003 a 2015.
Ainda se necessitou de bases vetoriais de mapeamento básico, disponibilizadas pelo IBGE, IPECE, MMA e a base físico-ambiental utilizada no Atlas de Icapuí (MEIRELES & SANTOS, 2012), disponibilizada pelos autores e pela Fundação Brasil Cidadão.