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Chapter 6 Self-induced Stresses in Hardening Concrete, Experimental Results

6.5 Test Results From The TSTM

6.5.1 Isothermal tests

final do século XIV”

Fig.6 .O beijo de judas de Giotto. Fonte: https://pt.wikipedia.org/ wiki/Giotto_di_Bondone#/ media/File:Giotto_-_ Scrovegni_-_-31-_-_Kiss_of_ Judas.jpg

pintura. Podemos constatar que o desenho auxiliou várias áreas, diferenciando- se pelas características dos meios, técnicas e materiais utilizados.

Simões (2001,p.25) afirma que “O Renascimento italiano vem então revolucionar toda a conceção do desenho com a introdução de novos processos de trabalho, instituindo-se como elemento gerador da criação, trabalhando no espaço entre a intenção da obra e a sua execução.”, referindo também que foi a partir desta nova utilização que surgiu o conceito atual de desenho.

Segundo Silva (2009), a arte procura uma imitação mais fiel à realidade nesta época. O conceito de beleza passa a ser regido pela matemática e pela geometria e o artista deixa de ter um dom passando a ter mais crédito pelas suas experiências e empenho na sua arte, dando mais importância agora ao estudo de observação.

No séc.XV, em Itália, o desenho era então considerado uma atividade independente que variava de artista para artista através de esboços representativos da natureza. Na figura 7 podemos observar um estudo da natureza em Antonio Pisanello, uma utilização do desenho como instrumento do conhecimento científico que se tornou crescentemente preponderante e afirmou a utilidade do desenho na ilustração científica. Giorgio Vasari, figura central no renascimento, institui o desenho “como arte do intelecto, visto que se tinha [agora] a capacidade de fazer existir o que era apenas conceito ou ideia no pensamento do artista.” (Patrão 2013.p.33). Vasari vai colocar o desenho noutro patamar, pois para ele através do gesto o ser humano conseguia expressar visualmente conceitos através do estudo intensivo da natureza (Simões 2001).

Silva (2009) fala-nos de Vasari e de como a ideia e o desenho estão ligados, sendo estes resultado do estudo da observação. O desenho ajuda na perceção de proporções, seja de homens ou plantas e o autor afirma que “ao desenhar estamos a integrar este conhecimento em nós, e ao desenharmos estamos ao mesmo tempo a revelar este entendimento em imagens.” (Silva 2009,p.33).

O estudo intenso de observação, através do desenho, dá capacidades ao ser humano para entender o mundo à sua volta assim como materializar a ideia. A ideia materializa-se, num primeiro momento, esquissando. A ideia do que é o esquisso, segundo Silva, é referida por Francisco de Holanda quando afirma que anterior ao desenho nasce um esquisso que tem como base a ideia. Iremos abordar mais à frente esta definição.

Segundo Côrte-Real (2001), o aparecimento da perspetiva começa com Filippo Brunelleschi, um arquiteto renascentista, que através da invenção de

Fig.7 .Antonio Pisanello, Study

of a head hourse, 1437-38 Fonte: http://tweetytwee.tumblr. com/post/45904268027

um engenho ótico consegue ter mais noções das proporções de um objeto ou edíficio [Fig.8]. O autor menciona ainda que Brunelleschi transcende Giotto no que respeita à representação fidedigna da realidade. Na pintura, onde o desenho auxilia o pintor na criação, no tratado Della Pittura de Leon Battista Alberti é relatado que a pintura não é só uma arte que se rege por princípios estéticos mas também pode estar lado a lado com a matemática no que reporta à representação do real, querendo mostrar que a pintura é também uma ciência (Côrte-Real 2001).

Paixão (2008) também refere Alberti como a primeira alusão ao vocábulo desenho definindo uma ciência ou disciplina. Embora Alberti esclareça que a pintura possa ser uma arte onde existe a criação de formas, o desenho ganha um carácter mais absoluto do que Cennini teria mostrado antes. Isto deve-se à tentativa de Alberti de colocar a matemática e a pintura no mesmo patamar, tornando o desenho “principal suporte do paradigma do rigor partilhado entre a matemática e a pintura” (Côrte-Real 2001,p.24). No entanto Côrte-Real afirma que o tratado tem como conclusão que o pintor deve estar apto a desenhar as ideias que lhe surgem na mente.

Citando Calado (2015,p.155),“relacionada com a escrita e publicação de tratados está a luta dos artistas para se libertarem dos vínculos oficinais e corporativos da Idade Média, e pelo reconhecimento da sua arte como liberal e não mecânic,” observamos que o surgimento de tratados que nascem com a arquitetura contribuiu para um desenvolvimento da área do desenho, elevando o desenho e a pintura a um estatuto científico. A autora revela ainda que a disseminação do papel foi um dos fatores que, juntamente com a criação da imprensa, facilitou também o crescimento da área.

A primeira metade do Quatrocento foi o momento onde se verificou esta mudança na arte do desenho (Paixão 2008). O desenho passa a ser definido como uma arte liberal e não uma arte mecânica.

Surgem assim os primeiros esquissos em diários e o desenho passa também

Fig.8 Reconstituição da experiencia pespectica de brunelleschi Fonte: http:// aartemodernaeantesedepois. blogspot.com/2011/02/ suspensao-mas-coca.html

a ganhar um carácter colecionista mostrando assim que o desenho tinha ganho valor em si para além de constituir uma técnica projectual, pois é o desenho propriamente dito que contém e expõe a ideia (Côrte-Real 2001). Citando Paixão (2008,p.25) em relação ao novo valor do desenho,

“O desenho, com a sua capacidade de dar a ver e de estudar o «projeto» e as leis íntimas que governam e produzem a natureza, permite agora, ao invés, que o arquitecto, o escultor ou o pintor, eles mesmos, operem como autores - como projetistas ou

criadores, indivíduos capazes de engegno, i.e., de exercitar os seus próprios poderes intelectuais nas encomendas que recebem. Trata-se da descoberta de um novo horizonte que administrava, mesmo se dissimuladamente, a produção das mais diversas artes.”

notamos que o desenho, além do carácter projetual, confere agora ao artista a possibilidade de colocar as suas ideias nos projetos que lhe são encomendados, permitindo assim a criação de conceitos e a execução dos mesmos.

No séc.XVI, em Florença, surgem estúdios de artistas e é no renascimento que nascem as primeiras academias de arte (Gury 2017). A Encyclopaedia Britannica (s.d., p.2) diz-nos acerca do propósito dos estúdios e academias que:

”... drawing served not only for the probing realization of creative ideas, it was not only study and mediator between the conception and the master’s finished work; it functioned also as teaching aid for the assistants who worked with the master and as a vehicle for

the formation and preservation of an individual workshop tradition.” 8

Constatamos então que o desenho não só ganha importância na formação individual dos artistas, mas também é preponderante na identidade de cada estúdio ou academia.

De acordo com Gury (2017), o ensino nas academias passava pelo desenho de observação de estátuas e de modelo nu, por serem considerados os