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IOM - Economic and Social Stabilization Program for Vulnerable Groups residing

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II. Executive Summary

5. Review of Two Projects in BiH and Three in Macedonia

5.3. IOM Projects in Macedonia

5.3.2 IOM - Economic and Social Stabilization Program for Vulnerable Groups residing

Segue a descrição do piloto correspondente a aplicação e análise do item 4.4.1 apresentado no capítulo 4 (Método).

Descrição dos procedimentos

Cinco atores, entre 18 e 45 anos, foram convidados oralmente para participar do projeto piloto, sendo três homens e duas mulheres. Todos aceitaram. Porém, alguns obstáculos no caminho impediram que três não comparecessem no dia da coleta. Apenas dois participaram do projeto piloto, um homem e uma mulher. A seguir o piloto será apresentado em 7 passos, com descrição e observações decorrentes da execução.

1- Primeiramente, o equipamento no Teatro 2 do Teatro Escola Macunaíma, foi organizado conforme procedimento descrito anteriormente no método desta pesquisa. Como a coleta foi numa escola, no intervalo entre um período e outro de aula, alguns alunos esperavam pelo horário de suas aulas. Dessas, duas pessoas foram convidadas a se sentarem na plateia e assistir a todo o processo de coleta e intervenção. Os sujeitos da pesquisa participaram separadamente, ou seja, para que o segundo participasse, o primeiro deveria ter passado por todas as etapas previstas no método. Ao entrarem na sala, foi explicado a cada um deles que suas vozes seriam gravadas e ao final alguns exercícios realizados. Inicialmente foi solicitado que preenchessem o questionário. Fiz uma breve avaliação de voz para ver se tinham ou não alteração vocal. Ao se constatar ausência de alteração vocal, participaram do piloto.

2- O segundo passo foi entregar a eles o texto da peça Hamlet de Shakespeare. Foi solicitado que lessem de forma silenciosa para se familiarizarem com ele, uma vez que as gravações seriam desse texto. Não foi estipulado tempo para essa leitura. Quando se sentissem prontos, deveriam avisar. O tempo estabelecido por cada um foi inferior a um minuto (sujeito 1 (S1) = 49 segundos e o sujeito 2 (S2) = 53 segundos.

3- O terceiro passo foi a gravação ANTES da intervenção, nos moldes apresentados no método (item 3.2).

4- O quarto passo foi a realização da intervenção também de acordo com o método apresentado (item 3.3). Foi constatado certo receio no momento da intervenção com cada um deles, quanto a realização dos exercícios 3 e 4 (específicos de registro vocal), provavelmente por ser o primeiro contato com os mesmos. Foi necessária a exemplificação por pelo menos três vezes para realizarem. No momento da realização foi observado que os vocalises foram melhorando a partir da execução dos mesmos.

5- O quinto passo foi a gravação do mesmo texto após a intervenção. Não houve nenhuma intercorrência.

6- O sexto passo foi entregar para a plateia o questionário (Anexo 5) para responderem se houve diferença ou não nas duas emissões, justificando a resposta. Ao mesmo tempo, o ator recebeu o questionário (Anexo 3) sobre como sentiu sua voz depois da técnica, igual ou diferente, justificando a resposta. Em seguida, o áudio das gravações ANTES e DEPOIS foi apresentado para que o ator escutasse e respondesse ao questionário (Anexo 4), que perguntava se ao ouvir achou que ficou igual ou diferente, justificando. Neste momento, as pessoas da plateia haviam respondido os seus questionários, mas continuavam presentes no teatro. Elas se supreenderam ao escutarem as duas gravações (ANTES E DEPOIS) seguidamente, sem o intervalo da própria intervenção. Afirmaram ter mais certeza de suas respostas. Como a proposta não era essa, não foi permitido que escrevessem mais após escuta da gravação. Manteve-se a resposta que deram antes. Todos, atores e plateia, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido ao final do processo para que não interferisse no olhar, no fazer e na escuta dos participantes.

7- Avaliação perceptivo-auditiva - As gravações antes e depois da intervenção foram identificadas como amostra A ou amostra B em ordem aleatória, intra-sujeito, determinada por sorteio. Assim, o sujeito 1 teve como Amostra A o áudio DEPOIS da intervenção e Amostra B o áudio ANTES da intervenção. Quanto ao sujeito 2, a Amostra A se referiu ao áudio ANTES intervenção e a Amostra B ao áudio DEPOIS da intervenção. Seis fonoaudiólogos com experiência na área de voz profissional foram solicitados a realizar esta fase. Quanto ao procedimento de análise, esses juízes ouviram as gravações e

responderam: Após ouvir as duas gravações do sujeito X compare-as. São iguais ou diferentes? Justifique sua avaliação (Anexo 4).

Análise dos dados

1. Autopercepção dos atores:

Sensação da voz DEPOIS

Escuta da voz: comparação ANTES e DEPOIS Sujeito 1 A voz ficou mais fácil de

sair, a sonoridade ficou melhor, ficou mais limpa. A dicção melhorou, mesmo que ainda travando no “r”. Talvez se eu tivesse feito a vibração com a língua e não com o lábio isso tivesse

melhorado. A

articulação das palavras ficou melhor para mim.

A voz ficou mais clara, suave, limpa, parecia que falava de uma outra forma. As palavras ficaram mais audíveis. E o texto ganhou uma outra vida. Ouvindo a gravação não percebi as travas enquanto falava.

Sujeito 2 Acho que saiu mais forte, mais potente, mais aquecida. A projeção ficou até melhor também.

A primeira estava mais contida, parece pouco articulada. na segunda, estava mais forte, mais potente, mais articulada e mais aquecida, ficou até melhor de ouvir.

2. Percepção da Plateia Sujeito 1 Comparação ANTES e DEPOIS Sujeito 2 Comparação ANTES e DEPOIS P1 No depois, a articulação

das palavras, foi mais claro o texto e a voz estava mais suave e disposta. A voz ocupou toda a sala (projeção).

Depois – voz mais alta, mais projetada, melhora na articulação.

P2 Senti sua voz mais limpa

e mais suave apos o exercício.

No depois, percebi sua voz mais nítida, sem ter que fazer esforço para isso acontecer.

3. Avaliação perceptivo-auditiva do material coletado

Sujeito 1 Sujeito 2

Amostra A DEPOIS ANTES

Amostra B ANTES DEPOIS

Sujeito 1 Comparação entre Amostras ADepois e BAntes

Sujeito 2

Comparação entre as Amostras AANTES e

BDepois

Fonoaudiólogo 1 Diferentes. Na segunda gravação a ressonância está mais equilibrada (menos nasal); diminuiu

Diferentes. Maior projeção na segunda

gravação (ou

um pouco a velocidade de fala, mais precisão articulatória.

Fonoaudiólogo 2 Diferentes. A amostra A parecia que a voz estava mais harmoniosa e fluída com o texto. Mesmo com alguns momentos de aspereza, a amostra A parece estar mais conectada com o texto que a B, que apresentou uma articulação mais fechada, menor intensidade e hesitações. Diferentes. A segunda amostra apresenta mais intensidade, articulação e projeção, assim como o texto ficou mais fluido.

Fonoaudiólogo 3 Diferentes. Na primeira, maior projeção, maior intensidade, melhor articulação, menos hesitação.

Diferentes. A segunda está melhor, maior intensidade x maior projeção.

Fonoaudiólogo 4 Diferentes. A gravação 1 está melhor, pois a voz está mais projetada, a ressonância mais equilibrada e a respiração mais coordenada com a fala.

Diferentes. Na gravação 2, o loudness está mais forte

Fonoaudiólogo 5 Na gravação A2 há

alteração na

coordenação

São duas gravações, mas há pouca ou

pneumofônica; a gravação A1 apresenta melhor articulação clara e melhor coordenação ar x fala.

nenhuma diferença nas emissões.

Fonoaudiólogo 6 A primeira fala sugere escape lateral/ceceio leve e no segundo momento está mais limpa.

No primeiro momento a voz está mais fraca/ dispersa e no segundo

momento houve

elevação de pitch.

Fase 2:

A partir das justificativas das respostas dos juízes da etapa 1, um instrumento detalhado foi elaborado pela autora com os parâmetros vocais levantados na leitura das justificativas para que outros três juízes fonoaudiólogos dêem uma nota de 1 a 5 para cada parâmetros apresentado (Anexo 6).

ANEXO 5

INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO PERCEPTIVO-AUDITIVA

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