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Investeringsrisiko

In document NORGES BANK (sider 94-98)

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Note 7 Investeringsrisiko

João Ventura refere que:

“Em Portugal não existe uma tradição de arquitectura de bibliotecas à qual possamos recorrer no sentido de procurarmos os protótipos ou arquétipos dos edifícios das novas bibliotecas públicas que começam a povoar as nossas cidades, contribuindo, a um nível, para a revitalização urbana e afirmação de novas centralidades e, a outro nível, mais profundo, para a recuperação da noção de lugar” (Ventura, 2002, p. 73).

Através da sua estrutura espacial e das suas funcionalidades, as bibliotecas expressam significados sociais que remetem para valores de democratização no acesso ao conhecimento e à informação. As suas missões e objectivos transparecem entre as suas formas híbridas.

Segundo Gascuel, “a biblioteca pode convidar a entrar, passar despercebida, ou afastar um público pouco motivado” (1987, p.16). O edifício da Biblioteca Municipal Rocha Peixoto “foi concebido como um grande cenário de vidro ondulante como a página de um livro em movimento” (Garcia, 1992, p. 13-19), que pela transparência que confere suscita curiosidade e despoleta o desejo de entrar e desvendar.

João Ventura descreve a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto do seguinte modo:

“No interior, o branco dos tectos e das paredes, o marmóreo dos pavimentos, as cores quentes das madeiras desencadeiam um discreto movimento de volumes que se distribui por três níveis. Daí que o jogo de planos, o ritmo das colunas e das clarabóias, os caprichos de luz e da sua ausência, se envolvam a estabelecer um intenso sentido cenográfico capaz de exercer fascínio bastante para que aconteça um lugar onde nos apeteça ir e permanecer” (Ventura, 2002, p. 76).

Ponto de partida para a descoberta da biblioteca, o átrio é um espaço de acolhimento e orientação dos leitores e utilizadores. Nele se situa o balcão de atendimento, lugar de passagem ou permanência breve dos livros que foram lidos e devolvidos, assim como onde se pode pedir qualquer informação útil. Ainda no grande átrio da entrada, o olhar atento de quem o invade mergulha na exposição montada.

Citando Eco, “… se a biblioteca é, como pretende Borges, um modelo do Universo, tentemos transformá-la num universo à medida do homem e, volto a recordar, à medida do homem quer dizer alegre, com a possibilidade de se tomar um café (…)” (Eco, 1983, p. 44). Neste sentido, existe, no seguimento da galeria de exposições, um bar aberto a todos os visitantes e utilizadores da biblioteca que pretendam tomar um café, conversar, ler, reflectir.

Depois, à direita, a zona dos jornais e revistas de informação geral e especializada, sempre actualizada. Para além da enorme variedade de publicações periódicas existentes nesta sala e disponíveis para leitura, também, aqui, se pode consultar o Diário da República e aceder à Internet.

A este lugar de informação segue-se a Sala de Audiovisuais. As imagens e sons descobrem- se neste espaço que possibilita o visionamento de filmes e a audição de música. Entre Spielberg e Manuel de Oliveira, o cinema está figurado com cerca de 5000 documentos em suporte VHS e 1500 DVD’s. A música está representada com, aproximadamente, 5700 títulos em suporte digital (CD’s).

Através de uma pequena rampa de acesso, chega-se a um sector dedicado a crianças e jovens até aos 14 anos, a Sala Infanto-Juvenil, que dispõe da transparência da fachada e se abre para um cenário verdejante e repousante. A pesquisa e consulta dos mais novos pode ser realizada em livros ou dossiers temáticos. Para facilitar a procura de informação, existem dois postos de Internet estritamente disponibilizados para a pesquisa do público infanto-juvenil. Em complementaridade com esta aprendizagem formal, são pensadas e realizadas actividades didácticas de animação com o objectivo de enriquecer os conhecimentos e fomentar o gosto pela leitura de forma lúdica.

Num nível superior, destinado a adultos e jovens a partir dos 15 anos, existem as Salas de Leitura Geral. Estantes abertas, em livre acesso, suportam um acervo bibliográfico muito diversificado. À direita, a Literatura, Linguística, Obras de referência e Monografias Regionais, à esquerda tudo o resto, fundos documentais que abrangem praticamente todas as áreas do conhecimento humano. A sua organização visa provocar o desejo de ver, sentir, saborear e saltar para a estante seguinte. Ou para o cais de partida para a navegação mais contemporânea em documentos audiovisuais e na Internet.

As Bibliotecas conservam e divulgam a memória do mundo, mas também têm como função recolher, tratar, explorar, conservar e divulgar a memória da sua vida local. O Fundo Local reúne todo o tipo de documentação e publicações referentes a uma determinada localidade, produzidas por essa comunidade ou com ela relacionadas. Referem-se aos mais variados aspectos da sua vida, história e actividades (Nunes, 1996). Assim, o Fundo Local, situado à esquerda do balcão de atendimento, disponibiliza aos seus leitores documentos sobre o Património Cultural e Natural da Póvoa de Varzim, bem como tudo o que diz respeito à comunidade poveira.

O nível inferior da biblioteca alberga três áreas distintas, a Ludoteca, o Auditório e o Depósito.

A Ludoteca é um lugar acolhedor, decorado para agradar aos mais pequeninos e com uma panóplia de materiais à disposição, incluindo uma pequena biblioteca.

Com capacidade para cerca de cem pessoas, através da realização de colóquios, ciclos de vídeo, encontros com escritores, palestras e exposições, o Auditório reforça a ligação da biblioteca aos cidadãos. Enquanto espaço público, a biblioteca assume uma função cultural muito importante na mediatização da informação. Neste sentido, a auditório serve como ponto de encontro para discussão de temas quer estritamente relacionados com o livro, quer com o restante mundo da Cultura e da Cidade.

“Porque há livros que precisam de constituir reserva e outros que, pelo peso da idade e da raridade, merecem descansar à espera de uma procura mais pausada, é comum a qualquer Biblioteca um Depósito” (Nunes, 1996). Este espaço situa-se no porão do edifício e alberga diversas obras, os documentos antigos e raros que não podem ser colocados nas estantes de livre acesso ou requisitados para leitura domiciliária. São passíveis de consulta, mas de modo mais condicionado.

“Os serviços têm de ser fisicamente acessíveis a todos os membros da comunidade. Isto pressupõe a existência de edifícios bem situados, boas condições para a leitura e o estudo, assim como o acesso a tecnologias adequadas e horários convenientes para os utilizadores. Implica igualmente serviços destinados àqueles a quem é impossível frequentar a biblioteca” (Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas, 1994).

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