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PART III: STUDIES UNDERTAKEN FOR THIS REPORT 6. A quantitative study of IMF’s recent PRGFs

8. The case studies

8.1. Introduction to the case studies Bangladesh

Os indicadores são utilizados como parâmetros para análise, tanto quantitativa quanto qualitativa, de um campo científico.

São instrumentos de medição ligados à gestão, uma vez que uma medição nunca deve ser realizada sem um fim específico.

No cenário internacional, as formas de avaliação e o uso de indicadores tem sido constantemente debatidos. Abramo et al (2008) defendem que os mecanismos de avalição são necessários para a alocação eficiente de recursos públicos, que estão se tornando cada vez mais escassos se comparados às necessidades de pesquisas face ao desenvolvimento das nações. Em contrapartida, os governos estimulam o aumento dos níveis de produtividade em pesquisas dos beneficiários dos recursos. Citam como exemplo de alocação de recursos considerando a produtividade dos programas, ou seja, baseado nos indicadores de produtividade, os casos da Europa, citando o sistema de avaliação por exercício da Grã- Bretanha, o sistema de avaliações Trienais na Itália (Triennial Research Evaluation) e o Observatório de Ciência e Tecnologia da Holanda. Fora da Europa citam-se os exemplos da Nova Zelandia (Performance-based Research Fund) e Austrália (Excellence in Research for Australia).

Os autores defendem que na Itália esse sistema de alocação de recursos tem sido motivo de debates quanto ao uso de indicadores e questionam se a revisão por pares seria tão eficiente quanto o uso de indicadores bibliométricos naquele país. Chegaram à conclusão de que o ideal seria a utilização de indicadores múltiplos, considerando as particularidades das ciências duras e das sociais, uma vez que os indicadores puramente estatísticos são incapazes de mensurar a dimensão do impacto socioeconômico das atividades de pesquisa. (ABRAMO et al, 2008).

O ato de medir está presente na vida do homem, tornando-se uma atividade rotineira na cultura humana. Geralmente as medições são subsídios para os processos de avaliação. Para avaliar a atividade científica são utilizados além das revisões por pares, os indicadores baseados na análise estatística dos dados fornecidos pela atividade científica (IGAMI, 2011).

Mugnaini et al. (2006), complementando a afirmação anterior, citam que as técnicas de medição são utilizadas para se entender a evolução da ciência como forma de expressar o conhecimento humano. Os estudos métricos da informação servem de apoio para criar ou fortalecer indicadores capazes de delimitar um perfil de uma comunidade científica, tanto no âmbito nacional, quanto internacional.

A finalidade dos indicadores, conforme Santos e Kobashi (2005), em uma primeira instância, é definir dados estatísticos usados para avaliar as potencialidades, monitorar oportunidades e identificar atividades e projetos mais promissores em C&T, de modo a

auxiliar os gestores da política científica e tecnológica nas tomadas de decisões e proporcionar à comunidade científica o conhecimento do sistema no qual está inserida.

Schwartzman (1997) detalha os três tipos de indicadores propostos por Cuenim, (1968): Os indicadores simples, os indicadores de desempenho e o indicador geral. Os indicadores simples são aqueles expressos em números absolutos, cujo objetivo é fornecer uma descrição relativamente sem vieses, de uma situação ou processo. Esse indicador também é conhecido como estatística gerencial. Exemplos são: dados do tipo número de estudantes, de professores, área construída, número de vagas, etc.

Indicadores de desempenho são indicadores relativos, e não absolutos como os simples. Implicam num marco de referência, como um padrão, um objetivo, uma avaliação ou uma comparação. Tem a propriedade de, quando indicarem uma diferença em uma direção, significar que a situação é melhor, enquanto que, se a diferença for na direção oposta, significará que a situação é menos favorável. A maneira de se interpretar os dados não deve permitir qualquer tipo de ambiguidade (SCHWARTZMAN, 1997).

Por último, tem-se o indicador geral que é originado de fora da instituição e é baseado geralmente em opiniões ou estatísticas gerais. No caso brasileiro, o mais conhecido desse tipo de indicador seria a avaliação da pós-graduação feita pela CAPES e a avaliação da graduação realizada pela Editora Abril. Esses indicadores podem eventualmente ser convertidos em indicadores de desempenho (SCHWARTZMAN, 1997).

2.2.1 Indicadores de Input e Output

Noronha e Maricato (2008) afirmam que a avaliação da produção científica envolve dois grandes momentos, que caracterizam os indicadores de Input (insumos), que combinam fatores que tornam viável a produção de determinada quantidade de bens ou serviços, neste caso, o Output (produtos).

A figura 2 ilustra o fluxo da produção científica sob a abordagem dos indicadores de input e output:

Figura 1: Fluxo da Comunicação Científica Fonte: Noronha e Maricato (2008, p.119)

Taylor (2010), afirma que a discussão sobre a melhor forma de medir o desempenho das universidades pela produtividade dos programas estende-se por 20 anos. Corroborando com Abramo et al (2008), o autor defende que o centro da discussão é a escassez de recursos públicos para financiamento das atividades científicas e fato de que o uso de indicadores direciona tais recursos. Em seu trabalho cita que os indicadores de output são limitados, uma vez que não há um índice capaz de avaliar a qualidade dos livros, capítulos de livros ou outras formas de publicação, senão os artigos.

Segundo Población et al (2009), no processo de construção da ciência, os recursos humanos, a infraestrutura, os financiamentos e a política científica como um todo são considerados inputs e a forma de produzir o conhecimento e divulgá-lo, ou seja, os artigos, teses, dissertações, livros, patentes, produção tecnológica, dentre outros, são tidos como outputs.

Para Kobashi e Santos (2004), a construção de indicadores referentes à produção científica - os indicadores de output, é uma tarefa bastante complexa, uma vez que cada área tem características próprias em relação aos métodos de divulgação de seus resultados. Assim, qualquer modelo de avaliação deveria considerar tais diferenças. Não se pode medir o desenvolvimento da área de ciências exatas ou biológicas com os mesmos parâmetros com que se avaliam as ciências sociais.

2.2.2 Indicadores de produção, citação e ligação

Os indicadores se classificam também em indicadores de produção, citação e ligação ou cooperação. Sobre essa classificação, Santos e Kobashi (2005) explicam os mesmos da seguinte forma: os indicadores de produção são construídos por meio da contagem de publicações de um determinado tipo de documento (livros, artigos, publicações científicas, relatórios, etc.), por instituição, área de conhecimento, país, etc.; os indicadores de citação refletem o número de citações recebidas por uma publicação e o impacto ou visibilidade dos artigos, autores e periódicos junto à comunidade acadêmica; já os indicadores de ligação dão suporte na elaboração de mapas de estruturas de conhecimento entre instituições e países e são construídos pela coocorrência de autoria, citações e palavras (SANTOS; KOBASHI, 2005).

Os indicadores de cooperação podem ser estabelecidos de diversas formas entre as instituições e os pesquisadores por diversas razões. Para Lima et al (2007) os fatores que influenciam na cooperação são de ordem econômica, cognitiva e social. Os econômicos, ligados ao custo do projeto de pesquisa, levam os pesquisadores a buscar a colaboração que viabilize financeiramente os projetos pela partilha dos custos. Os cognitivos referem-se ao acesso ao conhecimento, em que o intuito da cooperação é complementar e agregar conhecimentos para a execução de seus projetos. Os sociais são os fatores ligados à rede de relacionamento dos pesquisadores, levando-os a buscar cooperação com colegas com os quais mantenham relações tanto profissionais como pessoais, ou por afinidade temática, emocional ou ideológica.

Este estudo aborda os indicadores de cooperação, por meio da análise da formação das bancas de defesas dos programas, sob o ponto de vista da cooperação social.