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Intervju av eldre på seniorsenter

Assim como adotado na análise da autonomia, além dos vários questionários de percepções discentes aplicados durante todo o experimento, alguns instrumentos reforçam a análise dos achados e as conclusões obtidas neste trabalho, dentre estes instrumentos estão os pós-testes. Especificamente para a questão das habilidades de solução de problemas o pós-teste baseado no estudo de caso Titanic II serve de base de comparação entre as habilidades dos grupos de controle e experimental.

A Tabela 8 mostra o aproveitamento de cada grupo na solução do caso Titanic II. Lembrando que a atribuição de pontos a cada subgrupo se deu pela avaliação independente de três avaliadores e a nota final foi formada pela média das três notas atribuídas por estes avaliadores.

Tabela 8 – Análise das evidências pelos resultados do pós-teste – Estudo de caso Titanic II

Resultado do Pós-teste 2 - Estudo de Caso Titanic II - Notas de 0 a 10 * Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Média

PoT2 - Grupo B (Grupo de Controle) 4,01 3,51 3,14 3,60 3,60

Grupo 5 Grupo 6 Grupo 7 Grupo 8 Grupo 9 Média

PoT2 - Grupo A (Experimental) 7,35 6,76 4,11 4,63 3,77 5,30

* Média das notas atribuídas por três avaliadores

No estudo de caso Titanic II (Pós-teste 2 – PoT2) ao alinharmos para efeito de comparação os resultados dos trabalhos dos grupos da Turma B aos resultados da Turma A, notamos que esta turma, em sua maioria, se sobressaíram em relação aos integrantes da Turma B. Na média geral, os grupos não conseguiram obter grandes notas, mas se inserirmos esses resultados no

contexto de que até o momento em que este caso foi abordado nenhum aluno havia entrado em contato com o assunto de custeio baseado em atividades (Custeio ABC), podemos perceber algumas características relevantes para a análise da capacidade de solução de problemas. A primeira tendência que se verifica nos resultados, como já citado, é que os indivíduos que estiveram expostos ao aprendizado baseado em problemas obtiveram as melhores notas com destaque para os grupos 5 e 6 que tiraram notas ao redor de 7. No outro extremo, nos grupos 2 e 3 as notas foram mais baixas, tendo mostrado durante o processo de solução do caso, inclusive, grandes dificuldades de busca de material para estudos, de organização dos integrantes, e principalmente, de interpretação do material de estudo e do próprio estudo do caso.

É relevante dizer que ao longo do experimento, durante o processo de solução do problema, em todas as reuniões de orientação dos grupos, eram entregues os relatórios semanais de pesquisa onde os alunos relatavam as atividades desenvolvidas durante a última semana e também as dúvidas e dificuldades encontradas para a continuidade da solução do problema. Na segunda etapa do experimento, quando a Turma B estava submetida à ABP, uma observação constante por parte dos alunos deste grupo e descrita no relatório de pesquisa semanal era que se os mesmos tivessem a noção de busca de informação, noção das fontes e obtido as orientações que foram apresentadas na modalidade de ABP, certamente o resultado do estudo de caso Titanic seria outro.

E é neste ponto em que reside uma possível explicação nas diferenças de intensidade de percepções apresentadas pelos alunos nos questionários aplicados, fonte das coletas de dados. Ao se depararem com a dificuldade de solução de um estudo de caso e ao perceberem suas deficiências, a tendência de avaliação negativa do método tradicional foi potencializada, porém, logo em seguida ao serem instruídos de métodos e fontes de pesquisas, ao receberem incentivos para a busca do conhecimento com mais autonomia e perceberem as próprias habilidades, a tendência de avaliação positiva das características solicitadas nos questionários do processo de ABP foi potencializada, como podemos perceber não somente pelas respostas dos questionários ao quesito das habilidades de solução de problemas, mas também nos quesitos de autonomia e aprendizagem.

Pela perspectiva do desenvolvimento da pesquisa em que o desenho experimental possui duas etapas, a exemplo deste trabalho, nota-se que a seqüencia com que serão abordados, como

grupos de controle ou experimental, possui impactos nas percepções dos discentes à medida que quem fica primeiramente exposto a ABP tende a levar certas habilidades de pesquisa e manipulação de informação para a etapa seguinte, em que serão partes do grupo de controle na metodologia de ensino tradicional. Do lado oposto, a turma que foi primeira exposta à metodologia tradicional e em seguida lhe é oferecida um problema (como o caso Titanic II) no qual não possua os pré-requisitos necessários para a solução do problema tem maiores dificuldades para até mesmo dar os passos iniciais de interpretação do que é requisitado. E este fato é espelhado nas respostas dos questionários de suas percepções.

Para ilustrar essa colocação, recorre-se agora a um depoimento escrito por aluno no espaço de livre expressão reservado para este fim.

Não tenho dúvidas que o nosso conhecimento foi prejudicado em relação ao tempo curto para desenvolver este estudo de caso, pois deveria ter passado este problema no início do semestre para pesquisarmos mais. Acredito que se conquista o conhecimento através de tempo e experiência. Mas valeu por nos mostrar os caminhos, agora sei que nem tudo é culpa dos professores, mas sim de quem não tem interesse.

O problema mencionado pela aluna é o problema utilizado no tratamento experimental onde fica mais evidente que a seqüência de aplicação dos métodos influencia na percepção dos alunos quanto às habilidades adquiridas. A autora do depoimento citado participou da Turma B, grupo experimental na segunda etapa do experimento.

Quanto aos depoimentos escritos pelos alunos, é relevante neste momento focar os relatos específicos à capacidade de solução de problemas registrados no espaço de livre expressão de um dos questionários.

Quando perguntados sobre o aperfeiçoamento da habilidade em selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações, representados de diferentes formas para tomar decisões e enfrentar situações-problema, os alunos preponderantemente concordaram com essa afirmação. Os participantes da Turma B concordaram com mais ênfase e sem apresentar discordância nos quesitos relacionados à ABP. Adicionalmente em depoimentos, elementos dessa afirmação obtiveram certo destaque. Como exemplo, descrevemos abaixo uma citação vinda de um aluno quanto à presença desse argumento:

Foi legal aprender os seguimentos para resolver os problemas. Eu consegui absorver bem a situação, permitindo a leitura e procurando o entendimento sob a orientação do docente. Foi bom para o meu raciocínio para resolver o problema.

O comentário do aluno suscita a análise da questão que explora se os alunos haviam praticado a ação de subdividir o problema em problemas menores. O resultado mostra que apesar de haver uma pequena porcentagem de discordância nesta questão, o nível de concordância se encontra em patamares intermediários. Em comparação com os níveis de concordância de outras afirmações, esta não estaria em destaque pela sua unanimidade, mas vale destacar que para esta colocação a Turma B, submetida à ABP na segunda etapa do estudo, apresentou maiores índices de concordância, fazendo notar que o método, de certo modo, exigiu a postura de subdivisão de problemas dos participantes. Para a Turma A, a concordância ficou centrada em nível intermediário e já apresentando alguma discordância, o que não aconteceu com a Turma B. O Gráfico 23 reforça essa colocação.

0% 0% 57% 43% 0% 0% 22% 61% 13% 4% 0% 15% 30% 45% 60% 75% 1 2 3 4 5

Prática da subdivisão em problemas menores na ABP

Subdividir em problemas menores - ABP - Turma A Subdividir em problemas menores - ABP - Turma B

0% 9% 48% 26% 17% 0% 0% 43% 57% 0% 0% 15% 30% 45% 60% 1 2 3 4 5

Habilidades em selecionar, organizar, relacionar e interpretar informações na ABP

Selecionar, organizar, relacionar e interpretar informações - ABP - Turma A Selecionar, organizar, relacionar e interpretar informações - ABP - Turma B

Gráfico 23 – Características de ganhos de habilidade de solução de problema – prática da subdivisão em problemas menores e habilidade de selecionar, organizar, relacionar e interpretar informações na ABP

Em resumo, as percepções do desenvolvimento de habilidade de solução de problemas foram mais reforçadas nas turmas que estiveram expostas à metodologia de aprendizagem baseada em problemas. E ainda, o reforço dessa idéia pode ser visualizado nos resultados do estudo de caso Titanic II, aplicado como pós-teste.