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Innhold av informasjon og tjenester

7.3 Dan Hawthorn

7.4.3 Innhold av informasjon og tjenester

Por meio da coleta e análise das percepções discentes via questionários, mensuração do desempenho em solução de estudo de caso (Titanic II), e finalmente, por meio de depoimentos escritos pelos estudantes durante o experimento, a terceira hipótese desta pesquisa será enfocada com o intuito de ligar o referencial teórico aos achados expostos no

Capítulo 4, por intermédio da aplicação metodológica proposta no Capítulo 3, concluindo desta forma, a análise dos ganhos de habilidades de solução de problemas pelos alunos participantes desta pesquisa, comparativamente entre a ABP e o ensino tradicional.

Inicialmente é lembrada a terceira hipótese, que diz que a abordagem complexa da realidade no ensino da Contabilidade, por intermédio da metodologia de ABP, oferece melhor percepção e maior ganho de habilidade de solução de problemas aos estudantes, se comparada à abordagem de ensino tradicional com aulas expositivas. Espera-se nos próximos parágrafos relacionar os resultados obtidos na coleta dos dados às conclusões tendo em vista os objetivos, pergunta e hipóteses da pesquisa.

Quanto à dimensão das habilidades de solução de problemas, foi observado que os alunos avaliaram que a ABP oferece subsídios para a aquisição ou o aperfeiçoamento da habilidade de solução de problemas. O desenvolvimento ou aperfeiçoamento de habilidades analíticas; a exposição à prática de análise de problemas; a gestão de recursos disponíveis; o desenvolvimento da habilidade de seleção, organização e interpretação de informações para a tomada de decisões; formam um conjunto de artefatos para o qual os alunos envolvidos no experimento perceberam evolução satisfatória (quase com ausência de discordância) entre todos os grupos pesquisados (Turma A e Turma B) para a etapa de exposição à ABP. Com a mesma tendência observada no estudo das demais variáveis, a Turma A estabeleceu uma concordância menos acentuada se comparada à estabelecida pela Turma B. Este grupo quase não apresentou discordância a respeito das questões levantadas sobre a ABP, exceto para o item em que se afirma sobre a utilização de diagramas e esquemas para a solução do problema (29% para a escala 2 de discordância). Já a Turma A apresentou nível de discordância maior, porém, ainda assim, foi observado nível maior de concordância quanto aos temas sobre a ABP comparados com o ensino tradicional.

Comparando esses resultados com a percepção dos alunos quando estes estiveram expostos ao ensino tradicional percebemos que os mesmos, quando nessa etapa, não deram a mesma intensidade de concordância quanto à aquisição de habilidade solução de problemas. A Turma A que ficou exposta ao ensino tradicional na segunda etapa avaliou esta fase do curso de maneira positiva quanto às afirmações sobre os itens de desenvolvimento de habilidades de solução de problema, mas ainda assim, com intensidade menor dada à fase anterior baseada em ABP. Como já descrito em etapas anteriores, não é possível ser enfático quanto ao

isolamento dos efeitos que a primeira etapa, a fase de ABP, exerceu na segunda etapa sobre os alunos quando da aplicação do ensino tradicional. Ou seja, não é possível avaliar por meio do desenho experimental aqui empregado se, por exemplo, esses alunos do grupo A estivessem sido expostos primeiro ao ensino tradicional e depois à ABP os resultados obtidos das percepções fossem distintos. A questão da mudança de comportamento por parte dos alunos quanto ao aproveitamento melhor das fontes possíveis de informação e da quantidade de tempo dedicado ao curso foram observados durante o experimento em tempos distintos entre os grupos, sendo esta mudança de comportamento observada durante a aplicação da ABP. Em posição de comparação da variável de habilidade de solução de problemas, os dois métodos obtiveram níveis de percepção diferentes por parte dos alunos. Ficou caracterizado pela análise dos dados tanto da percepção dos alunos quanto pela avaliação do estudo de caso que a metodologia de ABP ofereceu com mais intensidade os elementos necessários ao ganho de habilidade de solução de problemas.

Nos depoimentos escritos pelos alunos a questão da habilidade de solução de problema está presente em diversos momentos. Os mais relevantes que abordaram este aspecto já foram descritos na análise das informações obtidas na coleta de dados, de tal forma que agora são destacadas as partes desses depoimentos que reforçam as percepções sobre a ABP no sentido de concluir sobre essa hipótese.

Algumas opiniões emitidas pelos alunos quanto à habilidade de solução de problemas projetaram percepções positivas sobre o método de ABP, em sua maioria. Dizeres propostos pelos alunos como “foi legal aprender os seguimentos para resolver os problemas”, enfatizam aspectos voltados à solução de problemas explorando suas características intrínsecas e ajudam a reforçar o que os questionários sobre percepção já captaram sobre a temática, ou seja, a concordância dos alunos quanto ao fato dessa metodologia fomentar o desenvolvimento ou o aperfeiçoamento da habilidade de solução de problema. Assim como nas demais variáveis, as opiniões sobre a ABP não apresentaram unanimidade para a aquisição e desenvolvimento da habilidade de solução de problema. A presença mesmo que pontual de posições contrárias a maioria dos estudantes participantes do experimento já nos faz resgatar mais uma vez a idéia de que a variedade de instrumentos e de metodologias de ensino se faz necessária para compreender uma gama maior de estudantes com suas variedades de estilos de aprendizagem (WOLK et al, op. cit.).

Finalmente, além das percepções discentes, um elemento de avaliação externa busca confirmá-las. Resultados obtidos pelos grupos no pós-teste fundamentado no estudo de caso Titanic II, cuja aplicação se deu ao final da primeira etapa da pesquisa, são abordados como parâmetros de comparações entre os grupos, assim como feito na variável de autonomia. Inicialmente, como já demonstrado na análise dos dados do capítulo 4, os testes estatísticos ofereceram indícios de haver diferença entre as médias dos grupos de controle (Turma B) e grupo experimental (Turma A) e complementarmente pela análise da média simples dos resultados dos grupos já é possível observar que os alunos que foram expostos ao método de ABP obtiveram desempenho superior aos registrados por aqueles que participaram do método de ensino tradicional.

É esperado que tais indivíduos tenham maior facilidade e melhor desenvoltura durante o processo de solução do problema mostrando capacidade analítica e de síntese, de criação de caminhos alternativos, estabelecimento de relações entre partes do problema (relação entre balanços patrimoniais e DRE, por exemplo), organização e interpretação de informações, entre outras habilidades inerentes à capacidade de solução de problemas. Ao retomarmos a idéia de que a abordagem complexa da realidade no ensino da Contabilidade, por intermédio da metodologia de ABP, oferece melhor percepção e maior ganho de habilidade de solução de problemas aos estudantes, se comparada à abordagem de ensino tradicional baseada em aulas expositivas, podemos dizer que do ponto de vista da variável habilidade de solução de problemas, quanto mais próximos os alunos chegassem da solução final do estudo de caso proposto como pós-teste, mais ficaria caracterizada a presença de tal habilidade dentro dos grupos. Pela ótica da avaliação externa aos alunos, ou seja, da qualidade da solução do estudo de caso, o resultado que foi obtido pelos grupos envolvidos no experimento fornece indícios suficientes de que os grupos expostos a metodologia de ABP foram mais bem sucedidos perante o problema proposto que os alunos sujeitos ao método tradicional. Pela percepção discente, os alunos referendaram a ABP com avaliações de concordância mais preponderantemente positivas se comparadas às dadas ao ensino tradicional, com aulas expositivas.