2.4 The Sustainability of the Greek Sovereign Debt
3.1.2 The Interlinked Crises of Greece and the Distress Premium
Nesta se¸c˜ao, ser˜ao descritas as medidas utilizadas nas an´alises que poder˜ao ser objeto de d´uvida. As medidas utilizadas aqui s˜ao essencialmente as mesmas utilizadas nas an´alises do mundo real, uma vez que o modelo apresenta, em escala reduzida, elementos semelhantes aos de economias reais. S˜ao elas:
a) PIB m´edio: ´e calculado com pre¸cos-base do equil´ıbrio inicial: ( · ) = XtXi(XBGi,t+ XBWi,t)Pi,1/T
b) ´Indice de pre¸cos m´edio: utiliza como cesta-base o consumo final (de consumidores e do governo) do equil´ıbrio inicial:
( · ) = Xt P
i(XBGi,1+ XBWi,1)Pi,t
P
i(XBGi,1+ XBWi,1)Pi,1
.
T
c) Valor agregado m´aximo - firmas: ´e obtido da maior soma, em um per´ıodo, dos valores l´ıquidos das firmas (o mesmo vale para os bancos):
( · ) = max
t
X
iFAi,t
d) Desemprego m´aximo (%): ´e calculado com base no n´umero total de trabalhadores da economia, definido no in´ıcio da simula¸c˜ao:
( · ) = maxt 100 1 − NWt/NWTI
e) Renda m´edia das fam´ılias: considera a renda l´ıquida das fam´ılias: sal´arios, custos fixos, dividendos de firmas e de bancos, descontados os impostos:
( · ) = Xt Xi(FWi,t+ FDFi,t) + X bFDBb,t− FTWGt . T +X iFXCi
f) Cr´edito comercial: ´e o valor agregado m´edio da soma dos empr´estimos comerciais concedidos, e equivale ao valor do consumo intermedi´ario agregado dos bens:
( · ) =XtXiFBCi,t/T
g) Base monet´aria no per´ıodo t: ´e a soma dos valores em caixa dos bancos, incluindo o valor do recolhimento compuls´orio, com o valor da moeda em poder do p´ublico: trabalhadores, governo e investidores (reservas de socorro).
( · ) =XbFCBb,t+ FCWt+ FCGt+ TRBFt+ TRBBt
h) Reservas banc´arias: ´e o valor m´edio das reservas banc´arias que excedem o valor do dep´osito compuls´orio:
( · ) =XtXi(FCBb,t− δFDEb,t)/T
i) N´ıvel de reservas de socorro a firmas - m´ınimo: ´e o valor m´ınimo da rela¸c˜ao entre as reservas de socorro ao final de um per´ıodo e o saldo que essas reservas devem ter, definido no per´ıodo inicial. Esse valor n˜ao ´e o valor da reserva logo ap´os a sua utiliza¸c˜ao para aportes, mas ap´os a recomposi¸c˜ao, depois da utiliza¸c˜ao. Quando esse indicador ´e menor do que 1, isso indica que n˜ao est´a sendo poss´ıvel recompor integralmente as reservas ap´os a utiliza¸c˜ao, e sinaliza uma poss´ıvel crise. O mesmo vale para reservas de socorro a bancos.
( · ) = mint TRBFt/TRBF1
j) Perdas financeiras de firmas - m´aximo: ´e o m´aximo valor agregado das perdas financeiras de firmas em um per´ıodo. As perdas financeiras s˜ao os valores n˜ao- recebidos pelas firmas no processo de compensa¸c˜ao, por default de firmas ou bancos. O mesmo conceito se aplica aos bancos.
( · ) = maxt XiTNRFi,t
k) Rela¸c˜ao entre perdas financeiras por cont´agio / perdas financeiras totais - m´aximo de firmas: nesta medida, ´e considerada a soma, para todas as firmas, dos valores n˜ao-pagos por firmas pelo fato de terem tido perdas (valores n˜ao-recebidos). Esse valor n˜ao-pago por uma firma ´e o valor que excede o c´alculo do valor n˜ao-pago pela firma obtido na primeira itera¸c˜ao do processo de compensa¸c˜ao; portanto, ´e o valor da perda causada por ela a outros agentes por ter sofrido perdas originadas em outros agentes. O valor agregado dessa perda em um per´ıodo ´e dividido pelo
valor das perdas financeiras agregadas causadas pelas firmas, calculado de forma semelhante `a das perdas sofridas pelas firmas no item anterior. Para bancos, vale o mesmo conceito.
( · ) = maxt P
i(TNPFi,t− TNPFOi,t) − auxi,t
P
iTNPFi,t
Sendo:
auxi,t = FBBi,t, se a firma i foi liquidada em t, e 0 caso contr´ario
l) Perdas no processo produtivo por restri¸c˜ao de fornecimento - m´aximo: ´e o m´aximo valor agregado dos bens n˜ao-produzidos pelas firmas em um per´ıodo. A quantidade de bens n˜ao-produzida ´e a diferen¸ca, a menor, entre a quantidade de bens produzidos e a meta de produ¸c˜ao da firma naquele per´ıodo. As firmas produzem a quantidade estipulada pela meta, a n˜ao ser que n˜ao consigam as quantidades de insumos que demandaram aos fornecedores.
( · ) = maxt
X
i(Y Gi,t− Yi,t)Pi,t
m) Perdas no processo produtivo por restri¸c˜ao na demanda - m´aximo: s˜ao o m´aximo valor agregado de um per´ıodo, de venda das mercadorias n˜ao-vendidas a clientes pelo fato de terem interrompido a produ¸c˜ao por atraso de pagamento. A estimativa usa os fornecimentos calculados no equil´ıbrio inicial. Na equa¸c˜ao a seguir, auxi,j ´e
a quantidade do bem j demandada pela firma i no equil´ıbrio, desconsiderando que alguns insumos s˜ao bens de capital.
aux = Xu · (y 1[1×NI]) (ver se¸c˜ao C.3.2)
A quantidade demandada dos bens de capital em equil´ıbrio ´e a parcela depreciada. Para bens de consumo, a deprecia¸c˜ao ´e igual a 1.
Xeq = (Xeqi,j) = auxi,j DEPRj
A matriz (Ind[NI×T-1]) indica se a firma i suspendeu a produ¸c˜ao no per´ıodo anterior.
Indi,t = ( 1, se STFi,t−1∈ {2, 3}, ou 0, caso contr´ario ( · ) = max t=2,··· ,T X j X
iXeqj,iIndi,t
Pi,t−1
agregado de um per´ıodo das mercadorias demandadas `as firmas e n˜ao-vendidas por insuficiˆencia de estoque.
( · ) = maxt=2,··· ,TXi(DYi,t− YSi,t)Pi,t−1
o) Ativos totais - firmas: para uma firma i, ´e a soma, em um per´ıodo t, das seguintes parcelas: disponibilidade em caixa, valor dos bens de capital de que disp˜oe, valor do estoque de produtos e valores a receber de empr´estimos comerciais em atraso. Os valores s˜ao calculados ao final de um per´ıodo.
( · ) = FCi,t + FKGi,t+ Y Ii,tPi,t+ LCPIDi,t
p) Ativos totais - bancos: para um banco b, ´e a soma, em um per´ıodo t, das seguintes parcelas: caixa do banco, valor principal dos empr´estimos banc´arios e interbanc´arios cedidos e valores em atraso a receber de firmas com pagamentos em atraso. Os valores s˜ao calculados ao final de um per´ıodo, por isso, n˜ao h´a saldo de juros a receber.
( · ) = FCBb,t+ FLCBb,t+ FLIb,t+ LBPIDb,t
q) Equity ratio - firma i no per´ıodo t: ´e o valor l´ıquido de uma firma dividido pelos seus ativos totais.
( · ) = FAi,t/(FCi,t+ FKGi,t+ Y Ii,tPi,t+ LCPIDi,t)