habiliteringstiltak i utlandet
Spørsmål 4. Gir intensiv trening av aktiviteter som inngår i dagliglivet bedre funksjon innen egenomsorg, forflytning og sosial fungering hos
O sistema de transportes e o uso do solo estão interligados, a separação espacial das atividades humanas criam necessidades de deslocações.
O sistema de transportes urbanos permite uma maior flexibilidade e mobilidade nas deslocações cujos motivos podem estar relacionados com o trabalho ou estudo, com outras atividades relacionadas com o funcionamento económico da cidade, que não o emprego, como seja a deslocação de mercadorias, os circuitos de recolha e distribuição de correio ou a recolha de resíduos, entre várias outras possibilidades. O progressivo abandono pela população dos centros urbanos para as periferias levou ao aumento das distâncias percorridas diariamente nas deslocações entre os lugares onde habitam e trabalham assim como dos hábitos e ocupações diárias, o que levou a um aumento da utilização de meios de transporte motorizados.
Na AML o sistema de transportes coletivos é assegurado por vários modos de transporte: ferroviário pesado que engloba as linhas urbanas de Lisboa: Sintra, Azambuja, Cascais e Sado, exploradas pela CP, o eixo norte/sul explorado pela Fertagus, e o Metropolitano de Lisboa. O modo ferroviário ligeiro (elétrico) na margem norte surge com a inauguração da primeira linha em 1873, procurou sempre proporcionar à população fixa e flutuante da cidade, uma mobilidade que desse satisfação às suas necessidades. Em 1901 iniciou-se o serviço de carros elétricos. Os anos seguintes foram assinalados pela eletrificação de toda a rede existente e o aparecimento de novas carreiras, como o crescimento da frota. Em relação ao modo ferroviário ligeiro na margem sul, o Metro Sul do Tejo é um metropolitano de superfície, elétrico, que circula desde 2007 com a entrada em funcionamento da linha entre a Cova da Piedade – Universidade.
O serviço de transporte público rodoviário, na cidade de Lisboa inicia-se com a Carris, para o exterior da cidade, inicialmente existia uma única empresa nacionalizada, a Rodoviária Nacional, cujo processo de privatização permitiu que gradualmente entrassem no mercado novos operadores para exploração de um conjunto de carreiras suburbanas, que operavam em áreas territoriais definidas. Atualmente existem na área
Joaquina Cachatra - setembro de 2013 94 metropolitana 12 empresas com carreiras concessionadas, que asseguram as ligações a Lisboa, ligações entre núcleos urbanos e ligações suburbanas. De salientar que este modo de transporte é maioritariamente assegurado por empresas privadas com exceção do existente na cidade de Lisboa, explorado por uma empresa de capitais públicos (Carris de Ferro, SA), e o serviço explorado diretamente pela Câmara Municipal do Barreiro, através de um serviço municipalizado de transportes (Transportes Coletivos do Barreiro – TCB) que exploram o transporte urbano no concelho do Barreiro (DGTT, 2000).
O transporte fluvial foi ao longo de décadas aquele que assegurava e possibilitava a ligação entre as duas margens do Rio Tejo, através de várias empresas que geriam as ligações de modo autónomo. O Governo de modo a permitir uma reestruturação e a coordenação das atividades operacionais deste modo de transporte, cria a empresa Transtejo, através do Decreto-Lei n.º 701-D/75, de 17 de dezembro, que associa todas essas empresas. Nestes moldes foi possível integrar o transporte fluvial do Tejo no serviço suburbano de Lisboa através das cinco carreiras fluviais do rio Tejo que permitem a ligação das diversas localidades da margem sul à margem norte da AML (site Transtejo).
De acordo com vários autores e investigações constata-se que o sistema de transportes não acompanhou o crescimento e a expansão demográfica da área metropolitana. O reforço das acessibilidades rodoviárias com a construção de novas vias, a complexidade, a morosidade e os transbordos associados ao transporte público, influenciou o comportamento da população a quem progressivamente obteve uma melhoria das condições de vida socioeconómicas, tornando a posse do automóvel cada vez mais acessível, transformou o transporte individual no modo de transporte dominante em Portugal e noutros países.
A Freguesia de Fernão Ferro à semelhança do que se tem registado ao nível do país, ao longo das últimas décadas, também tem sofrido uma evolução negativa nos seus padrões de mobilidade, cada vez mais marcada pela dependência do transporte individual em detrimento do transporte coletivo.
Joaquina Cachatra - setembro de 2013 95 É necessário contrariar esta conjuntura e repensar o sistema de transporte coletivo numa perspetiva de otimização da utilização de todos os modos existentes no concelho de forma integrada e em articulação com o desenvolvimento do território.
É necessário implementar soluções que promovam a redução do automóvel e fomentem a utilização do transporte coletivo rodoviário dentro da Freguesia de Fernão Ferro, através da criação de serviços de circuitos urbanos com mini autocarros, de modo a colmatar lacunas e insuficiências, dando resposta às necessidades da população, cada vez mais envelhecida.
Perante os factos relatados neste estudo verifica-se que a área em estudo enquadra-se no paradigma atual da mobilidade, em que a expansão do território e o aumento da população não foi planeado em conjugação com o sistema de transporte existente, como se demonstrou a oferta de transporte coletivo rodoviário não corresponde às necessidades efetivas da população.
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