Er du full av energi?
4. Intellectual property
modelo de Ciclo de Vida do Conhecimento (CVC). Este modelo distingue claramente a produção do conhecimento de integração do conhecimento e mostra como os dois processos são incluídos no comportamento de processamento do conhecimento.
O CVC, então é um modelo descritivo de como conhecimento é produzido e integrado na organização. Como tal, este não é um modelo normativo ou prescritivo. È um modelo do que é, e não do que deveria ser. È uma tentativa, portanto, de descrever um padrão natural associado com o aprendizado individual e coletivo no sistema social humano (FIRESTONE e McELROY, 2003 p.197).
Segundo McElroy (2003), pessoas iniciam o processo de aprendizado como resultado da sensação de hiato entre o estado atual e o pretendido. A vigência deste hiato constitui a emergência de problemas, que envolve a falta de conhecimento e de ações para atingir o estado pretendido. É o senso de problema que desencadeia a atividade de aprendizado a qual, por sua vez, leva a formulação dos postulados do
conhecimento, que “são conjunturas, reivindicações, argumento ou
teoria sobre como potenciais ações podem levar a desejáveis resultados, na tentativa de diminuir este hiato” (McELROY, 2003, p07).
Visando aprender e desenvolver novos postulados do conhecimento, algumas vezes indivíduos se atraem e formam grupos compartilhando informações, a fim de examinar e avaliar seus postulados para sua própria satisfação.
Fonte: Traduzido de FIRSTONE e McELROY (2003, p.52)
Este processo de formulação e avaliação de postulados do conhecimento pode ser visto como a produção do conhecimento, na qual ocorre o lado da demanda do conhecimento. A figura 12 demonstra a produção de conhecimento que envolve o aprendizado individual e grupal, a aquisição de informação, a formulação de postulados de conhecimento, sua codificação e validação. Como resultado do
falsificados e sobreviventes, bem como a correspondente meta, ou seja, postulados de conhecimento, todos componentes do conhecimento organizacional, que deve ser integrado.
Após a validação dos postulados do conhecimento, tentativas podem ser feitas para compartilhar seus conteúdos e valores com outros membros da organização. Este processo de compartilhamento e difusão do conhecimento gerenciado pode ser chamado de integração do conhecimento. Na integração do conhecimento ocorre o lado da oferta do conhecimento que engloba o ensino, o compartilhamento, a disseminação e a busca.
Com o conhecimento integrado através da organização, o processo se manifesta de duas maneiras, segundo Popper (1975):
Conhecimento subjetivo, ou o conhecimento capturado pela mente por indivíduos e grupos.
Conhecimento objetivo, ou o conhecimento capturado na forma de explicita expressão linguística expressa em artefatos.
McElroy (2003, p.08), em seu livro, utiliza a expressão cunhada por Joseph M. Firestone, Base de Conhecimento Distribuído (DOKB -
Distributed Organizational Knowledge Base) como o conhecimento
subjetivo e objetivo da organização. Portanto, pode-se afirmar que este conhecimento integrado pode ser manifestado em indivíduos ou artefatos.
O conhecimento integrado compõe a base de conhecimentos, fonte e destino final dos processos que utilizam o conhecimento, ou seja, todos os processos comportamentais de negócios dos agentes interativos. Esta base de conhecimento distribuído deve ser armazenada em repositórios para depois ser utilizada pela organização em seu ambiente de negócio.
Um dos fundamentos reforçados no CVC por McEnroy (2003) é o conceito de repositórios de conhecimento (knowledge containers), considerados como compilações de vários tipos de locais que armazenam partes de conhecimentos sobre os valores culturais, crenças, regras de um povo ou organização, por meio de mitos, músicas, danças, rituais e artefatos culturais. Os artefatos culturais podem ser vistos no conhecimento organizacional e nos fatores ambientais que motivam o comportamento.
O repositório de conhecimento é formado por expressões codificadas do conhecimento tácito (saber-como) e do conhecimento explicito (saber-o que), lembrando-se que a codificação do
conhecimento coletivo facilita sua transferência. A maior parte do conhecimento organizacional está expresso tanto no conhecimento tácito, quanto no explicito e que são contidos em vários tipos de repositórios. Alguns conhecimentos são expressos em formas linguísticas como os planos de negócios e manuais de procedimentos (conhecimento explícito e objetivo), enquanto outros estão nos processos de negócios, estruturas organizacionais, ou embutidas na cultura organizacional (conhecimento tácito, implícito e subjetivo). As organizações mais atualizadas possuem seus repositórios em sistemas informatizados, onde podem ser encontradas as histórias das organizações, padrões de comportamento e estilos de liderança, no entanto as organizações também possuem conhecimentos tácitos e implícitos que devem ser guardados. Portanto, as organizações, mesmo de maneira informal, devem possuir repositórios humanos para conservar conhecimento que não pode ser explicitado.
Os processos de negócios da organização utilizam o conhecimento organizacional estocado em repositórios e são compostos por ciclos de execução decisória, que produzem conhecimento regulatório. Quando esse conhecimento falha, um processo de tentativa e erro inicia o ciclo de vida de problemas, que, por sua vez, é composto de muitos ciclos decisórios, motivados pelo sistema de incentivos de aprendizagem e direcionados para o fechamento do ciclo, problema que inicia o novo ciclo. Este trabalho não se preocupará com o lado da oferta do conhecimento, centrando-se somente na produção do conhecimento e na sua combinação para a criação de conhecimento objetivo que será estocado nos repositórios, manifestado na forma de artefatos e manifestações visuais. No entanto, para a extração do conhecimento e sua posterior conversão num novo conhecimento, é necessário a identificação dos repositórios organizacionais do conhecimento, para tanto, será observado quais são as habilidades inerentes a cada repositórios no intuito de identifica-los.
Observa-se que o CVC é um ciclo de vida de problemas no contexto organizacional, formado de vários ciclos decisórios, que podem gerar novos problemas e originar ciclos de conhecimento de diversos níveis.
Firestone e McElroy (2003) acreditam que a meta da GC seja atingir e manter inovação sustentada no processamento do conhecimento. Para sua realização, as organizações precisam abertura no processamento do conhecimento, incluindo-se a abertura de todos os subprocessos do CVC.
“demanda” do conhecimento que reforça a condição na qual inovação e criatividade naturalmente ocorrem, ou seja, na produção do conhecimento cuja ênfase é dada na Nova Gestão do Conhecimento, e na qual este trabalho está centrado.