MARKEDSMAKT I OPPSTR0MSNÆRINGEN
4.1 SUKSESSIV MARKEDSMAKT
4.1.3 Integrasjon i oligopolistiske markeder og integrasjon 80m en beslutningsvariabel
Realizando-se uma análise conjunta de todas as respostas apresentadas, sob o embasamento
teórico da Nova Sociologia Institucional, é possível construir um cenário real, que tende a ser
generalizável, de como a contabilidade, em sua vertente gerencial, contribui para a tomada de
decisão atual dos gerentes médios mineiros e traçar perspectivas de sua aplicação em um novo
marco regulatório.
As respostas indicaram um ambiente no qual foram implementadas ferramentas de gestão e
monitoramento de indicadores de resultado social que, atualmente, fazem parte da rotina de
gestores de médio e alto escalões do governo. Nesse ambiente, as decisões apresentam-se, ao
que tudo indica, concentradas nos órgãos centrais e nos gestores de maior nível hierárquico do
governo. A estrutura ambiental estabelecida não favorece uma descentralização de ações, com
alta participação e responsabilização dos gestores médios nas decisões, como proposto pela
Nova Administração Pública e que foi exposto por Hood (1991), o que acaba por explicitar
um alcance restrito do modelo do Choque de Gestão. As informações contábeis/financeiras e
a disponibilização de recursos são utilizadas pela alta gerência como instrumentos de
avaliação e de priorização de atividades a serem desenvolvidas.
Nesse contexto, as regras do jogo estão determinadas, existe um sistema comum de
significado que dá sentido à atuação dos gerentes, conforme visto em Scott (2008), que é de
execução dos recursos disponibilizados. A forma como eles serão avaliados já é conhecida e
os resultados são previsíveis, o que garante uma estabilidade do ambiente institucional,
segundo argumentos de Berger e Luckmann (1964). No ambiente apresentado não existem
incentivos para que os gestores se preocupem com a eficiência do gasto de recursos públicos e
efetividade de suas ações diretas para a sociedade, mas sim com a eficácia no atendimento dos
produtos pactuados, transmitindo uma tendência ao isomorfismo caracterizado por DiMaggio
e Powell (1991). Tudo isso acaba por diminuir a necessidade de utilização de relatórios
gerenciais pelos gestores médios, uma vez que a gestão do projeto se resume à preocupação
com o alcance da meta, ou seja, a informação torna-se dispensável.
Fica evidente, ademais, que existem organizações dentro desse contexto geral que
institucionalizaram uma valorização do modelo de gestão diferenciada do todo, que buscaram
estabelecer uma filosofia gerencial mais efetiva. Entretanto, essas organizações também são
contaminadas pelo modelo geral institucionalizado, já que elas sofrem interferência dos
órgãos centrais que atuam de outra forma.
A contabilidade, em toda a sua amplitude de aplicações, cumpre um papel secundário como
um instrumento gerencial para os gerentes médios, representando mais um mecanismo de
adequação às regras formais estabelecidas, em linha com os argumentos de Zucker (1987). A
disponibilidade do orçamento é, praticamente, uma obrigação de gasto.
Tudo isso posto e sabendo que alguns dos pressupostos da Nova Administração Pública são:
a) Prática do gerencialismo profissional no setor público; b) Grande ênfase no controle de
produção; c) Mudança para a desagregação de unidades no setor público; e d) Ênfase na
disciplina e parcimônia no uso dos recursos públicos; é possível inferir que tais pressupostos
não foram, até então, aplicados com êxito no ambiente governamental mineiro. Dessa forma,
existe a probabilidade de que uma mudança regulatória contábil, seja incorporada como mais
um ritual a ser cumprido, do que como uma ferramenta altamente valorizada para a tomada de
decisão.
De acordo com a visão de Guerreiro et al. (2005), uma mudança que alçasse a contabilidade
do patamar atual para um status mais amplo de ferramenta gerencial representa a necessidade
de um esforço, uma vez que corresponderia à construção de um novo significado social e
cognitivo para o uso da informação, visto que para os gestores atuais, ela representa uma
informação complementar. A visão de uma ampla reestruturação é corroborada pelo exemplo
australiano, no qual a reformulação normativa contábil esteve inserida em um contexto geral
de reforma que buscou fortalecer a função de gerente, com foco em treinamento,
descentralização de atividades e responsabilização (CARLIN, 2003; DIAMOND, 2002).
Relatórios gerenciais contábeis passaram a fazer parte do dia a dia dos gestores e as decisões
em nível médio passaram a serem avaliadas de acordo com o respaldo técnico apresentado
(GUTHRIE, OLSON, HUMPHREY, 1999).
Os gestores do setor público entrevistados se mostraram receptivos a relatórios contábeis
gerenciais voltados para o seu dia a dia e acreditam que é relevante a informação de custos,
contudo, para a sua real utilização, a partir da Nova Sociologia Institucional (SCOTT, 2008;
VIEIRA; CARVALHO, 2003; POWELL; DIMAGGIO, 1991), é necessário que a informação
contábil disponível e os relatórios gerenciais atendam a interesses individuais (pilar
regulador), seja uma regra formal (pilar normativo) e apresentem significado legitimado no
dia a dia (pilar cognitivo), posições que não foram identificadas entre os gestores
entrevistados neste estudo.
5 CONCLUSÃO
Em um contexto de reforma gerencial em que os governos nacionais optaram pelo
estabelecimento dos pressupostos da Nova Administração Pública, a qual valoriza a gestão
por resultados, implementação de ferramentas originárias do setor privado e uma
responsabilização maior dos gestores, a Contabilidade Aplicada ao Setor Público passou por
modificações que destacaram o seu papel como ferramenta gerencial para auxiliar os gestores
na condução de seus projetos.
Sob a ótica da teoria institucional, pode se considerar a contabilidade gerencial uma
instituição, uma vez que ela representa um conjunto de regras capazes de influenciar o
comportamento das pessoas, tanto na rotina de preparação dos dados e na produção de
informações aos usuários quanto na tomada de decisão. As informações contábeis gerenciais
são utilizadas para controle, avaliação e compensação no setor privado e também para os
governos e órgãos públicos.
As mudanças em padrões institucionalizados, de acordo com a Nova Sociologia Institucional,
requerem a integração de diversos fatores para se concretizarem, com ações nos pilares
institucionais regulador, normativo e cognitivo.
Nesse sentido, as alterações na legislação contábil em países dados como exemplo de adoção
dos pressupostos da Nova Administração Pública, como Austrália, Nova Zelândia e
Inglaterra, não foram realizadas de forma isolada, mas estiveram envolvidos em um rol de
ações que buscaram preparar o ambiente para a nova proposta a ser implementada. Dessa
forma, através dos incentivos gerados, conforme estudos realizados na Austrália comprovam,
a utilização de relatórios contábeis gerenciais pelos gestores para a tomada de decisão se
tornou viável e concreta.
No Brasil, foi estabelecida pelo governo federal a mudança do marco legal contábil para
adequação às Normas Internacionais de Contabilidade do Setor Público, as quais
representaram uma alteração significativa nos padrões de ação existentes. Além disso, as
mudanças na estrutura legal permitiram uma ampliação da informação contábil gerencial
disponível, o que pode auxiliar os gestores na condução de seus programas governamentais.
Publicações oficiais do governo indicam Minas Gerais como um Estado brasileiro onde se
buscou implementar os pressupostos da Nova Administração Pública, principalmente a gestão
por resultados, o que gera uma expectativa de ambiente apto para acolher as alterações na
legislação contábil e proporcionar bons relatórios contábeis gerenciais para auxiliar seus
gerentes na tomada de decisão.
Sob essa ótica, o objetivo deste trabalho foi identificar a existência, a compreensão e a
utilização dos relatórios contábeis gerenciais pelos gestores públicos do nível médio do
governo de Minas Gerais, diante de um contexto de gestão para resultados e de
implementação das novas normas brasileiras de contabilidade do setor público.
Foi possível identificar que o governo de Minas Gerais aplicou ferramentas utilizadas no setor
privado, como o Acordo de Resultados e o Gerenciamento de Projetos, os quais são
identificados facilmente pelos gestores e fazem parte da rotina da maioria daqueles próximos
aos órgãos da administração central.
Contudo, verificou-se, também, que, para os gestores entrevistados o foco dos instrumentos é
a produção de informação para tomada de decisão dos gerentes de alto escalão do governo,
em detrimento da disponibilização de informações para o auxílio aos gerentes médios.
Constatou-se que, na visão dos gerentes entrevistados, o governo estadual centraliza as
decisões, principalmente orçamentárias. Ações estas contrárias aos pressupostos da Nova
Administração Pública.
Nesse sentido, o ambiente atual do governo não incentiva a responsabilização dos gestores
médios, da mesma forma que não cria incentivos para a utilização de relatórios gerenciais
devido à centralização das decisões e à falta de clareza quanto as variáveis utilizadas para
essas decisões.
A ausência de uma política efetiva e eficaz para a seleção e a qualificação dos gerentes
médios também enfraquece o uso de informações contábeis gerenciais, uma vez que a
interpretação e a compreensão da aplicabilidade dessas informações pelos gerentes possui
grande variabilidade.
Entende-se que este trabalho descreveu o ambiente institucional na visão dos gestores
entrevistados e apresentando como as mudanças institucionais acontecem segundo a Nova
Sociologia Institucional, buscou proporcionar uma visão de que ações governamentais são
necessárias para se usufruir, da melhor forma possível, dos benefícios que poderão ser
gerados pela aplicação das Normas Brasileiras de Contabilidade para o Setor Público. Além
disso, o relatório utilizado para o pré-experimento, juntamente com as sugestões apresentadas,
enquadra-se como um parâmetro de informações identificadas como necessárias pelos
gestores para auxiliá-los na condução de seus programas.
Destaca-se que o processo de difusão e fortalecimento do uso da informação contábil
gerencial, sob uma ótica institucionalista, carece de uma ação mais efusiva e contundente da
alta administração do governo, de um modelo que priorize a descentralização e
desconcentração de decisões e de ações de conscientização e treinamento nos demais níveis
da hierarquia governamental.
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Vertikal integrasjon i oljeindustrien : teoretiske og empiriske vurderinger
(sider 110-130)