The 14 Members of the Division Review Panels
6 RCN Performance
6.4 Instruments
6.5.1 Análise de cobertura (valores mensais)
Apresenta-se, na Figura 92 e na Figura 93, a reunião de todos os resultados mensais obtidos nos diversos estudos de análise de cobertura realizados para o sistema português, em escala logarítmica e linear, respectivamente. Qualquer das figuras permite inferir a grande variabilidade da relação entre o LOLE e o índice de cobertura mensal, ICmês.
É possível verificar ainda que os maiores valores do índice LOLE ocorrem para
ICmês < 1,05, apesar de se encontrarem alguns valores da LOLE superiores a 1 h/mês na
zona 1,05 < ICmês < 1,10 e, mesmo para quando ICmês > 1,20, ainda há situações em que
LOLE > 0,1 h/mês.
Figura 93 – Valores mensais obtidos para todos os anos simulados (escala linear).
Na Figura 94 apresenta-se uma ampliação da zona 1,10 < ICmês < 1,30, para uma
análise mais detalhada. Nesta zona são notórios alguns valores da LOLE mais elevados, num enquadramento geral de situações de risco inferior a 0,1 h/ano. Poderia afirmar-se que, se o operador de sistema se sentisse confortável com a definição ICmês = 1,10, teria
que admitir um nível de risco mensal da ordem de 4 h/ano, ocasionalmente maior. Já para ICmês = 1,15, poderia inferir-se que o nível de risco aceitável rondaria 0,2 h/mês.
6.5.2 Análise de reserva operacional (valores mensais)
Repetindo o exercício descrito na secção anterior para os resultados obtidos no âmbito da análise de reserva operacional, foi possível construir a Figura 95 e a Figura
96, desta feita relacionando o ICREE com o LOLE operacional.
Figura 95 – Valores mensais obtidos para todos os anos simulados (escala logarítmica).
Para os mesmos valores de ICREE analisados na secção anterior, parecem manter-
se os mesmos padrões identificados: os valores mais elevados da LOLE parecem ocorrer para ICmês < 1,05 (LOLE > 2 h/mês), havendo um número significativo de
situações em que LOLE > 1 h/mês na zona 1,05 < ICmês < 1,10. Mesmo para valores
elevados de ICmês, observam-se vários pontos em que LOLE > 0,1 h/mês.
Figura 96 – Valores mensais obtidos para todos os anos simulados (escala linear).
Ampliando a zona 1,10< ICmês < 1,30 (Figura 97), poderia afirmar-se que, caso o
nível de risco mensal da ordem de 0,5 h/ano, algumas vezes maior. Para ICmês ≥ 1,15, o
risco mensal admissível seria um pouco inferior, rondando 0,25 h /mês.
Figura 97 – Valores mensais obtidos para todos os anos simulados (detalhe).
6.5.3 Análise de cobertura (valores anuais)
Contrariamente ao que sucedeu no caso de Espanha, o conjunto de pontos resultante da reunião dos diversos resultados anuais da análise de cobertura efectuada para o sistema português apresenta uma grande variabilidade, conforme se pode observar na Figura 98 e na Figura 99.
Verifica-se que, para valores de ICano inferiores a 1,10, ocorrem diversos valores
da LOLE superiores a 4 h/ano, havendo inclusivamente três situações em que este índice ultrapassa 8 h/ano, para ICano < 1,05.
Figura 99 – Valores anuais obtidos para todos os anos simulados (escala linear).
Na ampliação da zona 1,10 < ICano < 1,15 (Figura 100), pode verificar-se que,
para esta gama de valores de ICano, apenas ocorrem duas situações em que o valor anual
do índice LOLE ultrapassa 0,2 h /ano mas, em ambos os casos, LOLE > 0,5 h/ano.
Figura 100 – Valores anuais obtidos para todos os anos simulados (detalhe).
Deve salientar-se no entanto que a análise realizada é condicionado ao reduzido número de pontos utilizado.
6.5.4 Análise de reserva operacional (valores anuais)
Apresenta-se, na Figura 101 e na Figura 102, os resultados anuais obtidos no âmbito da análise de reserva operacional. Estas figuras permitem retirar conclusões semelhantes àquelas descritas anteriormente para a análise de cobertura exposta na secção anterior, embora os valores de LOLE obtidos sejam superiores, analogamente ao que sucedeu no caso da análise dos valores mensais.
Figura 101 – Valores anuais obtidos para todos os anos simulados (escala logarítmica).
Observa-se que, para ICano < 1,05, ocorrem diversas situações em que o índice LOLE operacional ultrapassa 7 h/ano, em especial no cenário com as condições mais desfavoráveis, ∆HEM.
Na ampliação da zona entre 1, 10 < ICano < 1,15, representada na Figura 103,
pode ver-se que apenas surgem duas situações em que LOLE operacional > 0,20 h/ano, embora o risco tenha atingido, no cenário ∆M, um valor de LOLE igual a 1,65 h/ano.
Figura 103 – Valores anuais obtidos para todos os anos simulados (detalhe).
Salienta-se no entanto que a análise realizada é condicionada ao reduzido número de pontos utilizado.
6.6 Conclusões
O estudo apresentado neste capítulo evidencia uma grande diversidade de situações de ocorrência dos índices LOLE e LOLE operacional, para valores semelhantes de ICmês ou ICano. Esta diversidade é mais notória na análise mensal do que
na análise anual, dada a disponibilidade de um maior número de resultados no primeiro caso, confirmando a importância de proceder a uma análise de risco detalhada, no sentido de distinguir situações em que o índice de cobertura é semelhante mas a probabilidade de perda de carga é diferente.
Esta realidade não invalida no entanto que, a partir de valores de ICmês ou ICano
que os operadores de sistema entendam ser confortáveis para os seus sistemas, seja possível inferir, ainda que de forma difusa, os níveis de risco traduzidos pela LOLE que estariam a ser aceites implicitamente. A este respeito, foram apresentados vários exemplos desta dicotomia ao longo das secções 6.4 e 6.5.
Deve salientar-se que comparação dos resultados entre os dois países revela valores de LOLE tipicamente mais elevados no sistema português, situação que é explicada pela maior dimensão do sistema espanhol e dos seus grupos de produção, que lhe conferem uma maior robustez em termos da sua fiabilidade.