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Instruksjon til lærerne i eksperimentgruppen

7. Effekter av inferenstrening blant norske sjetteklassinger

7.2 Undervisning i inferens

7.2.3 Instruksjon til lærerne i eksperimentgruppen

No quadro que se segue são comparados elementos cons- tituintes das casas-grandes de fazenda e das casas urbanas estuda- das. Com base nesta pesquisa, pode-se afirmar que não existe uma planta padrão para as casas-grandes de fazenda, nem tampouco para as casas urbanas. Constata-se que sequer existem duas casas com a mesma planta. Essa realidade contradiz a máxima tão difundida de que: “quem viu uma casa brasileira já viu quase todas”. Outra infor- mação, disseminada ao longo do tempo, diz respeito à distribuição interna dos cômodos dessas casas, quando se afirma que dispunham de um corredor central com quartos nas laterais que se abrem para ele. Dentre as 24 casas estudadas, somente uma, a casa-grande da fazenda Cacimba do Meio, apresenta essa característica. Em 11 casas-grandes de fazenda, constata-se a existência de quartos com portas para a sala de visita ou para a saleta. O corredor é encontrado em oito das 12 casas-grandes de fazenda, enquanto nas casas urba- nas, aparece em seis delas. Em quatro casas-grandes de fazenda e em uma casa urbana, o corredor é central.

Entretanto, tais características ao se apresentarem isoladas, mas principalmente combinadas segundo padrões consistentemente delineados ao longo da amostra, definiu um partido arquitetônico específico conforme se buscou investigar e demonstrar ao longo desta pesquisa.

Apesar de se constatar a existência de características espe- cíficas encontradas somente em casas-grandes de fazenda ou exclusi- vamente em casas urbanas, observa-se que as características comuns prevalecem, principalmente no que concerne aos materiais e técnicas empregadas nas construções.

As casas-grandes de fazenda mantêm entre si semelhanças claras quanto à sua volumetria e aspectos exteriores, consequentes do partido arquitetônico adotado. Contam com telhado em duas águas, para frente e para trás, com inclinação acentuada. Nas casas urbanas não se observa, de imediato, a mesma unidade com relação

a esses aspectos, já que existe uma maior variação nas suas dimen- sões, além de se encontrarem, em sua maioria, com implantação conjugada ou com pequeno recuo lateral que não permite que se tenha uma visão de cada casa isoladamente; contudo, não obstante a existência da platibanda e ausência do alpendre, as casas urbanas apresentam volumetria semelhante à das casas-grandes de fazenda, quando ambas têm dimensões equivalentes.

O telhado do corpo principal da casa, em duas águas, para a frente e para trás, ocorre em vinte e três das vinte e quatro casas estudadas, só não se verificando na casa à rua da Matriz, 44. Portanto, é uma característica comum predominante.

O uso do arco abatido nas vergas dos vãos das fachadas é mais comum nas casas-grandes de fazenda do que nas casas urbanas. Enquanto nestas ocorre em seis das doze, naquelas a proporção é de dez para doze.

A implantação da casa em lote, cujo acesso se faz pela frente e pelos fundos, se verifica na totalidade das casas urbanas, bem como nas casas-grandes de fazenda, mesmo quando estas dis- põem de quintal ou muro.

Tanto as casas-grandes de fazenda quanto as casas urbanas, quando estas dispõem de recuos laterais, não apresentam telhado ultrapassando o paramento das empenas laterais. Ou seja, não exis- tem beirais nas laterais das casas. Com relação aos beirais frontais, nas casas urbanas, quando se supõe terem existido foram suprimidos pela adoção da platibanda. Já nas casas-grandes de fazenda, os bei- rais ocorrem em todas elas, contudo, sem qualquer esmero estético, não existindo sequer, seu arremate em beira e bica.

A construção da casa em platô, evitando-se a necessidade de batentes em seu interior, é uma característica encontrada em vinte e duas, das vinte e quatro casas analisadas, existindo somente duas casas urbanas onde não há batentes.

As casas-grandes de fazenda, bem como as casas urbanas, adotam a mesma relação de frente e fundo, na distribuição de seus cômodos, onde os setores social, íntimo e de serviço se distribuem

respectivamente na frente, no miolo e no fundo da casa, não impor- tando que orientação tenha sua implantação.

Com relação ao número de quartos, observa-se que há uma similaridade entre as casas-grandes de fazenda e as casas urbanas, já que três delas contam com dois quartos, e outras três, com quatro quartos. Com três quartos são quatro casas-grandes de fazenda e três urbanas, e com cinco quartos, são duas casas-grandes de fazenda e três urbanas.

A cozinha, apesar de se constituir num ambiente impres- cindível da casa, em geral, se localizava fora do corpo principal da mesma, devido principalmente à fumaça provocada pela queima da lenha usada no fogão. Em apenas três casas, nessa amostragem, todas rurais, a cozinha faz parte do arcabouço principal da edificação.

O sótão não é privilégio das casas-grandes de fazenda. Das oito casas que contam com ele, cinco são casas-grandes de fazenda e três são casas urbanas. Destas, duas apresentam recuo lateral, e a outra é de esquina, portanto não são conjugadas com suas vizinhas.

O paiol, apesar de existir em três das casas urbanas, ocorre com maior frequência nas casas-grandes de fazenda, das quais nove delas contam com ele. O mesmo se verifica com relação à existência de despensa. Contam-se oito entre as casas-grandes de fazenda e três entre as casas urbanas.

Uma das poucas preocupações que os construtores das casas-grandes de fazenda tiveram com relação à sua estética foi regis- trada nos pilares de madeira dos alpendres, bem como, nos ponta- letes da cobertura, que apresentam a mesma modenatura. Embora não seja factível de comparação, pois as casas urbanas não dispõem de alpendre, é importante ressaltar como característica marcante das casas-grandes de fazenda a existência de piso em pedra, no alpen- dre, em dez das doze casas analisadas, conferindo aos construtores o conhecimento de que, sendo a pedra um elemento resistente às intempéries, seu emprego ali é adequado. O piso interno das vinte e quatro casas analisadas foi confeccionado em tijoleira de barro. Outra particularidade encontrada somente nas casas-grandes de

fazenda é a existência de armário embutido entre as duas portas, na parede da fachada principal, voltado para a sala de visita. Além disso, todas as casas-grandes de fazenda constante dessa amostragem apre- sentam, em sua fachada principal, duas portas e nenhuma janela.

As diferenças existentes entre as duas modalidades; a casa- -grande de fazenda e a casa urbana, obtidas através desta pesquisa, se resumem basicamente a alguns elementos que ocorrem em uma das modalidades e não na outra. Como exemplo, observa-se, na casa urbana, a ocupação da largura total do lote, janela na fachada principal e platibanda, enquanto a casa-grande de fazenda dispõe de alpendre com seus elementos constituintes, além de duas portas e nenhuma janela em sua fachada principal.

A ausência de janela na fachada principal da casa-grande de fazenda é suprida pelo emprego de porta de duas bandas; a de baixo e a de cima. Enquanto a de baixo permanece fechada, e a de cima aberta, essa porta se transforma em janela, propiciando iluminação, ventilação do ambiente da casa e, até mesmo, visão para o exterior, não se constituindo, contudo, em local de permanência. No caso da casa urbana, embora exista porta de duas bandas em sua fachada principal, que, a exemplo da casa-grande de fazenda, poderia ser uti- lizada como janela, há também janela com ensutamentos na fachada principal.

Após a análise das vinte e quatro casas que constituem a amostragem deste estudo, pode-se concluir que apesar de guardarem algumas especificidades formais e funcionais tanto as casas-grandes de fazenda quanto as casas urbanas apresentam partidos arquitetôni- cos semelhantes, utilizando, em suas construções, os mesmos mate- riais e as mesmas técnicas construtivas.

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