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7. Effekter av inferenstrening blant norske sjetteklassinger

7.2 Undervisning i inferens

7.5.1 Resultater og problemstillinger

7.5.1.3 Betingelser for effekt

A literatura sobre análise de eficiência relativa e benchmarking não assume um consenso universal no conjunto de variáveis para a modelagem de concessionárias de distribuição de energia elétrica. Em sua revisão sobre estudos que avaliam a eficiência na transmissão e distribuição de energia elétrica, Jamasb e Pollitt (2001) apontam para a disparidade presente entre as variáveis usadas como um indicativo da ausência de um consenso acerca de como as funções básicas das concessionárias de energia eléctrica devem ser modeladas. O Quadro 1 sistematiza as variáveis utilizadas nos diferentes modelos.

Frente ao exposto, o Quadro 3 sintetiza as informações obtidas nessa etapa de fundamentação teórica, sistematizando as variáveis utilizadas nos estudos que avaliam o setor de fornecimento de energia elétrica com respaldo em DEA. As variáveis de input (I), output (O) e ambientais (A) foram agrupadas em quatro categorias: (i) Processo, que indica materiais ou recursos utilizados diretamente no processo de distribuição da energia; (ii) Financeiro, representado por indicadores monetários representativos desse segmento; (iii) Mercado, indicando medidas que avaliam e identificam o mercado atendido; e (iv) Serviço, em que as variáveis mensuram a produção do serviço prestado.

De acordo com Jamasb e Pollitt (2001), os insumos mais utilizados são os custos operacionais, número de funcionários, a capacidade dos transformadores e comprimento da rede de distribuição. Em consonância com a pesquisa de Jamasb e Pollitt (2001), a presente revisão indica que as variáveis de inputs mais frequentes são:

i. Custos operacionais: utilizado em uma modelagem mais tradicional de regulação por incentivo, no intuito de expressar o potencial de redução dos custos operacionais de cada concessionária (JAMASB et al, 2004; GIANNAKIS et al, 2005; ESTELLITA LINS et al, 2007; SOUZA et al, 2010a; SOUZA et al, 2010b; YADAV et al, 2010; SANTOS et al, 2011; YADAV et al, 2013);

ii. Extensão da rede de distribuição: funcionam como proxy do capital investido pela concessionária (RESENDE, 2002; SALEEM, 2007; RAMOS-REAL et al, 2009; PÉREZ-REYES; TOVAR, 2009; SANTOS et al, 2011; SIMAB; HAGHIFAM, 2012);

iii. Número de funcionários: utilizado como proxy para estimar o capital humano necessário para desempenhar as funções dentro do sistema (RESENDE, 2002; ESTELLITA LINS et al, 2007; RAMOS-REAL et al, 2009; PÉREZ-REYES; TOVAR, 2009; YADAV et al, 2010; YADAV et al, 2013);

iv. Perdas de Energia: remete a qualidade do sistema e do desperdício gerado, sendo um output indesejado do sistema e por vezes é modelado como input¸ a fim de ser eliminado (EDVARDSEN; FØRSUND, 2003; ESTELLITA LINS et al, 2007; RAMOS-REAL et al, 2009; PÉREZ-REYES; TOVAR, 2009; GROWITSCH et al, 2010);

v. Capacidade dos transformadores: também funciona como proxy do capital necessário para que as concessionárias possam desempenhar suas funções (RESENDE, 2002; SALEEM, 2007; BLÁZQUEZ-GÓMEZ; GRIFELL-TATJÉ, 2011; SANTOS et al, 2011).

Ainda, de acordo com Jamasb e Pollitt (2001), as variáveis mais utilizadas para expressar as saídas são a quantidade de energia distribuída, o número de unidades consumidoras atendidas e o tamanho da área de concessão. Essa revisão, no entanto, identifica os seguintes outputs como mais frequentes:

i. Extensão da rede de distribuição: variável utilizada para indicar a dispersão do mercado (EDVARDSEN; FØRSUND, 2003; JAMASB et al, 2004; GIANNAKIS et al, 2005; SALEEM, 2007; PÉREZ-REYES; TOVAR, 2009; RAMOS-REAL et al, 2009; GROWITSCH et al, 2010; SOUZA et al, 2010a; SOUZA et al, 2010b; YADAV et al, 2010; SANTOS et al, 2011; YADAV et al, 2013).

ii. Unidades consumidoras atendidas: mede diretamente o tamanho do mercado atendido (EDVARDSEN; FØRSUND, 2003; JAMASB et al, 2004; GIANNAKIS et al, 2005; PÉREZ-REYES; TOVAR, 2009; RAMOS-REAL et al, 2009; SOUZA et al, 2010a; SOUZA et al, 2010b; GROWITSCH et al, 2010; YADAV et al, 2010; BLÁZQUEZ-GÓMEZ; GRIFELL-TATJÉ, 2011; YADAV et al, 2013).

iii. Energia elétrica distribuída: mensura a quantidade de energia elétrica distribuída por cada concessionária (EDVARDSEN; FØRSUND, 2003; GIANNAKIS et al, 2005; RAMOS-REAL et al, 2009; PÉREZ-REYES; TOVAR, 2009; SOUZA et al, 2010a; SOUZA et al, 2010b; YADAV et al, 2010; YADAV et al, 2013).

As outras especificações requeridas para utilizar DEA também fogem de uma concordância entre os autores estudados, como pode ser observado no Quadro 4. Alguns utilizam retornos constantes de escala, argumentando que os operadores de rede podem otimizar sua escala, considerando ineficiências devido a um desvio da escala ótima (EDVARDSEN; FØRSUND, 2003; JAMASB et al, 2004; GIANNAKIS et al, 2005; SALEEM, 2007; PÉREZ- REYES; TOVAR, 2009; RAMOS-REAL et al, 2009; GROWITSCH et al, 2010; SOUZA et al, 2010b; YADAV et al, 2010; SANTOS et al, 2011; SIMAB; HAGHIFAM, 2012). Outros as avaliam sob a hipótese de que as concessionárias utilizam tecnologia que proporciona retorno de escala variável (ESTELLITA LINS et al, 2007; PESSANHA et al, 2007; SOUZA et al, 2010a; BLÁZQUEZ-GÓMEZ; GRIFELL-TATJÉ, 2011).

Frente ao exposto, a literatura apresenta uma ampla utilização da modelagem por retornos constantes. No entanto, existem pesquisas (BANKER, 2011; PINHO MATOS et al, 2012) com a utilização da modelagem associada para refletir a realidade da indústria de fornecimento de energia elétrica. A modelagem que considera retornos de escala variável tem sido mais adequadamente aplicada, por considerar os ganhos de produtividade decorrentes: (i) do crescimento do mercado atendido pela concessionária; (ii) do crescimento do consumo das unidades consumidoras existentes; (iii) pela ligação de novas unidades. Essas características dependem diretamente do tamanho da concessionária, da tecnologia que utiliza, da área de concessão atendida, dentre outros fatores associados. Deve-se considerar que as unidades analisadas podem adotar tecnologias com rendimentos de escala constantes, crescentes e decrescentes na construção de uma fronteira empírica em tais condições.

Com relação a orientação dos modelos, observa-se que os modelos orientados ao input são geralmente considerados mais adequados para concessionárias de distribuição de energia elétrica, visto que a demanda por seus serviços é uma demanda derivada e deve ser cumprida. A medida de eficiência, portanto, dependerá da habilidade do operador em minimizar as suas entradas, dado um vetor fixo de saídas (RESENDE, 2002; EDVARDSEN; FØRSUND, 2003; JAMASB et al, 2004; GIANNAKIS et al, 2005; SALEEM, 2007; ESTELLITA LINS et al, 2007; PÉREZ-REYES; TOVAR, 2009; RAMOS-REAL et al, 2009; GROWITSCH et al, 2010; SOUZA et al, 2010a; SOUZA et al, 2010b; YADAV et al, 2010; SANTOS et al, 2011; BLÁZQUEZ-GÓMEZ; GRIFELL-TATJÉ, 2011; YADAV et al, 2013).

Indicadores Qualidade Custos Evolução do Setor Resumo (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7) (8) (9) (10) (11) (12) (13) (14) (15) (16) (17) I O A

Proce

sso

Carregamento da rede I/A A 1 0 2

Quantidade de transformadores I 1 0 0

Capacidade do transformador I I I O O I 4 2 0

Tamanho da rede de distribuição A O I A/O A/O I O I I I I O O I 7 6 3

Número de funcionários I I I I I I 6 0 0

Quantidade de Subestações I 1 0 0

F

inan

ce

iro Custo Operacional I I I I I I I I I 9 0 0

Despesas Totais I I 2 0 0

Valor de substituição I 1 0 0

Investimento por consumidor A 0 0 1

Me

rc

ado

Caracterização da área de concessão A 0 0 1

Área de concessão de atuação O A 0 1 1

Número de unidades consumidoras I/A O O I I/A A/O O O O/A O O O O 2 11 3

Consumidor por área de concessão I 1 0 0

Consumo por consumidor I/A A 1 0 2

Serv

iço Frequência de Interrupção O I O 1 2 0

Energia elétrica distribuída A O O I O/A O/A O O O O O/A O O O O O 1 14 4

Perdas de Energia I I I I I 5 0 0

Fonte: adaptado de (1) Giannakis et al (2005); (2) Pessanha et al (2007); (3) Growitsch et al (2010); (4) Simab e Haghifam (2012); (5) Jamasb et al (2004); (6) Saleem (2007); (7) Souza et al (2010a); (8) Souza et al (2010b); (9) Resende (2002); (10) Edvardsen e Førsund (2003); (11) Estellita Lins et al (2007); (12) Ramos-Real et al (2009); (13) Pérez- Reyes e Tovar (2009); (14) Blázquez-Gómez e Grifell-Tatjé (2011); (15) Yadav et al (2010); (16) Yadav et al. (2013); (17) Santos et al (2011)

Autor Estágio Técnica associada Retorno de escala Orientação

IM SFA RN COLS MW C V NC ND I O

Resende (2002) - x x x

Estellita Lins et al. (2007) x x

x x

Pessanha et al. (2007) x x x

x x

Souza et al. (2010a) x x x

x x x Souza et al. (2010b) - x x x Ramos-Real et al. (2009) - x x x x Giannakis et al. (2005) - x x x x Pérez-Reyes e Tovar (2009) x x x x x x Blázquez-Gómez e Grifell-Tatjé (2011) - x x x Edvardsen e Førsund (2003) - x x x Yadav et al. (2010) - x x x Yadav et al. (2010) - x x x Saleem (2007) - x x x x Jamasb et al (2004) - x x Growitsch et al (2010) - x x Santos et al (2011) - x x x Simab e Haghifam (2012) - x x

Capítulo 5: Método de Pesquisa