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4.3.4 Innspill fra kommentarfelt

NUNES (2005) apresentou formulação analítica para a determinação do momento fletor máximo (flexão pura) que leva à instabilidade lateral de vigas de perfil I de aço em situação de incêndio natural. Considerou que a referida instabilidade lateral esteja em regime elástico tendendo o perfil a se flexionar em relação ao eixo menor de inércia.

(4.23) Onde: ( ) ( ) 2( ) 2 1 2 1 2 1 2 2 2 4 2 b v cr i i b L E E I h M E E E E E C L h    +    = − + + +   

49

cr

M Momento fletor crítico

b

L Comprimento da viga sem travamento lateral

1

E Módulo de elasticidade do aço da mesa superior

I Momento de inércia

v

h Distância do meio da mesa superior ao meio da mesa inferior

2

E Módulo de elasticidade do aço da mesa inferior

C Constante torcional reduzida

Importante ressaltar que a formulação acima permite considerar o aquecimento desigual das mesas se aproximando do comportamento real e, consequentemente, estimando com melhor verossimilhança o momento crítico de FLT.

4.3.4.2 CAMPÊLO (2008)

Em sua dissertação CAMPÊLO (2008) propôs formulação analítica para a definição da carga crítica concentrada que leva à instabilidade lateral de vigas de perfil I de aço em situação de incêndio natural. Da mesma forma que NUNES (2005), considerou que a referida instabilidade lateral esteja em regime elástico tendendo o perfil a se flexionar em relação ao eixo menor de inércia.

(

)

(

)

(

)

(

)

(

)(

)(

)

1 1 2 2 2 2 2 2 2 2 3 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 3 3 1 2 2 48 6 6 48 2 1 v cr b v b v b E I h fI E E P L I E E I h L E I h fI E E E C E C E C E E L      − + +      = +  +   − +  +  + + + + +      (4.24) Onde: cr

P Carga crítica concentrada

b

L Comprimento da viga sem travamento lateral

1

E Módulo de elasticidade do aço da mesa superior

I Momento de inércia

v

h Distância do meio da mesa superior ao meio da mesa inferior

f Distância do ponto de aplicação da carga ao eixo horizontal do flange inferior

2

50 3

E Módulo de elasticidade do aço da alma

1

C Constante torcional reduzida da mesa superior

2

C Constante torcional reduzida da mesa inferior

3

C Constante torcional reduzida da alma

Identicamente a NUNES (2005), a formulação acima permite considerar o aquecimento desigual das mesas se aproximando do comportamento real e, consequentemente, estimando com maior acurácia o momento crítico de FLT.

4.3.4.3 RODRIGUES (2013)

RODRIGUES (2013) desenvolveu formulação analítica para a determinação da máxima carga uniformemente distribuída que conduz à instabilidade lateral de vigas de perfil I de aço em situação de incêndio natural. Considerou, semelhantemente a NUNES (2005) e a CAMPÊLO (2008), que a referida instabilidade lateral esteja em regime elástico tendendo o perfil a se flexionar em relação ao eixo menor de inércia.

(

)

( ) ( )

(

)

( ) 4 2 4 2 2 2 1 1 1 1 1 1 2 2 2 4 4 1 45 60 30 45 b total cr v total v total v i i i b L EI q E I h f EI E I h f EI E I E I h E C L     =  +    =  − + +  +  +  

 (4.25) Onde: cr

q Carga crítica uniformemente distribuída

b

L Comprimento da viga sem travamento lateral

1

E Módulo de elasticidade do aço da mesa superior

1

I Momento de inércia, em relação ao eixo z local, referente à mesa superior

f Distância do ponto de aplicação da carga ao eixo horizontal do flange inferior

v

h Distância do meio da mesa superior ao meio da mesa inferior

total

EI )

( Rigidez total equivalente do perfil

2

E Módulo de elasticidade do aço da mesa inferior

2

I Momento de inércia, em relação ao eixo z local, referente à mesa inferior

51

Consoante NUNES (2005) e CAMPÊLO (2008), a formulação exposta anteriormente permite considerar o aquecimento desigual das mesas estimando com melhor precisão o momento crítico de FLT.

PARAMETROS RELEVANTES AO FENÔMENO DA FLT

Compilando os parâmetros e uniformizando as simbologias presentes nas formulações e fatores influenciadores apresentadas nesse capítulo, é possível afirmar que as variáveis relevantes à determinação do momento crítico, em regime elástico, causador do fenômeno da FLT em situação de incêndio são:

(4.26)

Onde:

cr

M Momento crítico de flambagem lateral por flexo-torção elástica

a

E Módulo de elasticidade do aço da que compõe a viga a 20 ⁰C

y

f Resistência ao escoamento do aço a uma temperatura a 20 ⁰C

b

L Comprimento da viga sem travamento lateral

 Temperatura ambiente da viga ,

y

k Fator de redução do limite de resistência ao escoamento do aço ,

E

k Fator de redução do módulo de elasticidade do aço

y

I Momento de inércia em relação a eixo de menor inércia

v

h Distância do meio da mesa superior ao meio da mesa inferior J Constante torcional f t Espessura da mesa f b Largura da mesa w

c Constante de empenamento da seção transversal

r

 Tensão residual

imp

l Imperfeição longitudinal

O correto entendimento do fenômeno da FLT e seus fatores influenciadores em conjunto com os parâmetros presentes nas formulações permitirá a aplicação da Teoria da Semelhança. Será visto no capítulo 5, que a aplicação da citada teoria exige um conhecimento físico qualitativo muito claro da natureza do fenômeno a ser estudado.

(

, , , , , , , , , , , , , , ,

)

cr a y b y E y v f f w r imp

52

5 TEORIA DA SEMELHANÇA

INTRODUÇÃO

Nesse capítulo serão explanados os principais conceitos da Análise Dimensional e da Teoria da Semelhança e dos Modelos Físicos. Serão esclarecidas as definições de leis de escala, variáveis adimensionais, semelhança geométrica, semelhança física, protótipos e modelos. Serão citadas as suas aplicações em diversos ramos da ciência e, principalmente, comentado o seu emprego ao escopo desse trabalho relacionado ao fenômeno da FLT em vigas de aço em situação de incêndio.

A grande motivação para uso da Teoria da Semelhança é a economia de custos relacionados aos estudos dos fenômenos pesquisados (MURPHY, 1950), (LANGHAAR, 1951), (EMORI e SCHURING, 1977), (CARNEIRO, 1993), (COUTINHO, BAPTISTA e RODRIGUES, 2016). As avaliações de um fenômeno em escala natural, ou seja, em tamanho real é na maioria das vezes, como no caso da engenharia estrutural ou aeronáutica, bastante onerosa financeiramente e, também, com razoáveis dúvidas da viabilidade técnica de sua construção.

Desse modo, a utilização da teoria da semelhança e dos modelos físicos oferece a possibilidade de realizar experimentos em escala reduzida com o fito de prever o comportamento de um determinado fenômeno com baixos custos. Será possível a realização de vários ensaios em número suficiente para obtenção de resultados julgados aceitáveis.

Com informações dos capítulos 3 e 4, serão eleitos os parâmetros relevantes ao estudo da FLT de vigas de aço em situação de incêndio e definida a sua lei de escala. Ao final, serão feitas observações à aplicação da lei de escala na construção de modelos visando representar adequadamente o comportamento dos protótipos analisados no capítulo 9.

HOMOGENEIDADE DIMENSIONAL E CONCEITOS BÁSICOS