4. PRESENTASJON OG DISKUSJON AV DATA
4.5 I NNSATS I FORHOLD TIL SKOLEARBEIDET
4.5.1 Innsats før dysleksidiagnosen
Antes da intervenção pedagógica. De acordo com as experiências que já realizou anteriormente na sala de aula, Sílvia manifesta que tem uma opinião positiva sobre a actividade de resolução de problemas e o trabalho de grupo. Relativamente à resolução de problemas, concorda totalmente quanto ao gosto de resolver problemas na aula de matemática porque “a resolução de problemas é importante para o meu dia-a-dia e para a minha aprendizagem; assim sei aplicar os conteúdos, pratico a matéria e posso tirar dúvidas” (Q). Exprime o mesmo grau de concordância quanto ao trabalho de grupo nas actividades da aula, destacando como vantagens deste método de trabalho a possibilidade de “ajudar uns aos outros e trabalha-se com mais vontade” (Q), e como desvantagens o “barulho que alguns membros inquietos fazem” (Q).
Com esta opinião, Sílvia denota sentido de responsabilidade, o que corrobora quando se refere à resolução de tarefas na sala de aula: “gosto de resolver exercícios na aula quando há silêncio” (Q). Dos diferentes tipos de tarefa, os exercícios e os problemas foram os que, nos seus estudos escolares, predominaram na sua actividade na disciplina de Matemática em detrimento de tarefas de investigação, sobre as quais não tem opinião.
Durante a intervenção pedagógica. O tema das Funções foi abordado com recurso à resolução de problemas quer para introduzir novos conceitos quer para consolidar conceitos aprendidos. Na resolução dos problemas que foram propostos no estudo deste tema, Sílvia evidencia a utilidade que esta actividade tem na sua aprendizagem, principalmente para “consolidar os conceitos” (REA3) e clarificá-los, como foi o caso da distinção que efectua entre “Funções e não Funções que aprendi a interpretá-las” (REA3).
Com o decorrer da intervenção pedagógica, Sílvia parece compreender que através dos problemas pode adquirir novos conceitos. Por exemplo, na introdução do conceito de extremos de uma função, da análise que faz de um gráfico da vida real, a aluna, para além de aplicar alguns conhecimentos prévios de Funções, adquire o conhecimento de novos conceitos quando afirma: “apliquei o que aprendi e reparei que uma função tem um valor máximo e um valor mínimo” (REA5).
Para além de aplicar o que aprende na resolução de problemas, Sílvia valoriza outros aspectos desta actividade:
Na tarefa com os sensores, o que mais me desafiou foram os problemas que cada grupo colocou a outro. (…) Os desafios foram concluídos maioritariamente com sucesso, claro que com algumas imperfeições. Gostei desta actividade, (…) conseguimos assimilar melhor a matéria, porque desperta mais o nosso interesse o facto de estarmos envolvidos de forma directa no problema. O conceito mais abordado foi sem dúvida as Funções e a forma como elas podem ser representadas, nomeadamente na forma de gráficos, utilizamos quase sempre a distância em função do tempo. No último exercício que fizemos, onde tínhamos de definir um segmento de recta do gráfico, voltamos a abordar matéria de Geometria, nomeadamente, a equação reduzida, o cálculo de vectores e as condições. (REA4)
Os aspectos que a aluna valoriza dizem respeito ao interesse que os problemas lhe despertam quando tem a oportunidade de os formular para os restantes colegas; ao seu
envolvimento directo na simulação dos atributos do problema; ao uso das diferentes representações dos conceitos que aprende; e às conexões que estabelece entre os conceitos que aprende em diferentes temas matemáticos. Um outro aspecto que a aluna destaca é o grau de desafio inerente à actividade da resolução de problemas: “este problema foi interessante, deu para pensar bastante e eu gosto disso, porque assim percebo o que faço” (REA17).
A aplicação do que aprende na disciplina de Matemática, a situações do dia-a-dia, faz com que Sílvia dê novos sentidos à utilidade da resolução de problemas, principalmente por lhe permitir compreender melhor “situações na vida real (…) afinal a matemática pode ser aplicada na vida real” (REA16).
Após a intervenção pedagógica. Da análise retrospectiva às actividades que desenvolveu no estudo das Funções, Sílvia salienta as actividades que favorecem a aprendizagem com compreensão, tais como a resolução de problemas e o trabalho de grupo.
Relativamente à resolução de problemas, Sílvia considera que esta actividade lhe permite “aprender melhor e aplicar a matéria, porque se nós não a aplicarmos não conseguimos encaixá-la” (E). Para além de valorizar a resolução de problemas para se aperceber do que aprendeu, a aluna também valoriza as estratégias de ensino que partem da resolução de problemas para introduzir os novos conceitos: “é mais importante primeiro o problema e depois a matéria. (…) Em princípio, nós não conseguíamos fazer o problema se não soubéssemos a matéria, mas assim conseguimos ir por outras formas e eu acho que isso é bom” (E).
A actividade que a aluna desenvolveu com a resolução de problemas leva-a a considerar que se tornou mais persistente perante as dificuldades com que se depara na resolução de tarefas, quando afirma que: “eu agora quando pego num exercício e não consigo, vou ver a matéria e não desisto” (E). Também considera que o hábito que desenvolveu em justificar as suas respostas e os seus processos a ajudou nos seus momentos de estudo “em casa, olhava para o que fiz e não percebia se não estivesse justificado” (E).
Quanto ao trabalho de grupo, na resolução de problemas, Sílvia destaca a oportunidade que teve de “discutir as ideias (…) acho que até é uma forma melhor de nós aprendermos, porque às vezes estar sempre no quadro a ditar a matéria é um bocado aborrecido para nós porque depois não aplicamos e esquecemos” (E). A aluna destaca assim a importância do trabalho de grupo por poder confrontar a diversidade de estratégias delineadas pelos seus
colegas e de entre elas poder usar a que melhor se adequa à situação: “se fossemos sozinhos, provavelmente iríamos por uma maneira e podia não ser assim” (E).