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Objetivos do primeiro encontro: propiciar um momento de integração entre os participantes, e em seguida, discutir as expectativas iniciais com relação à proposta do curso.

Dos dez participantes convidados compareceram ao primeiro encontro seis profissionais: E1, P1 e M1 (grupo da manhã) e E2, A1, A2 (grupo da noite).

Por meio da dinâmica “Meu crachá” os participantes, incluindo as coordenadoras, fizeram uma breve apresentação pessoal:

• E1 (enfermeira) desenhou um sol no seu crachá, afirmando sua disposição e prazer em ajudar as pessoas: “precisamos brilhar onde estivermos”;

• P1 (psicóloga), desenhou uma árvore como símbolo de sua profissão: o tronco e a raiz representam a segurança que pode dar ao paciente; a copa, a sombra e o aconchego humano que o profissional pode proporcionar; e os frutos, que representam o crescimento do paciente;

• A1 (assistente social) desenhou um sol porque diz acreditar no amanhecer, num novo dia, numa nova vida – “é o recomeço”. Falou de dificuldades familiares e afetivas, representando o sol como um incentivo para uma nova fase de sua vida. Relatou que se sentia feliz por estar ali no grupo, principalmente porque este tipo de atividade também lhe ajuda à superar problemas particulares;

• E2 (enfermeira) desenhou como seu símbolo uma flor, representando a alegria: “É

impossível você olhar para uma flor e não sentir algo bom, algo gostoso”:

• A2 (assistente social) desenhou como símbolo pessoal um pássaro. O pássaro para ela representa a liberdade que almeja: “almejo voar um pouco mais, estou me

sentindo um pouco presa, tanto profissionalmente quanto em questões familiares”;

• C2 (aluna bolsista/ coordenadora) desenhou no crachá algumas rugas simbolizando o envelhecimento e diversos pontos coloridos simbolizando os vários aspectos da saúde.

• C1 (pesquisadora/ coordenadora) desenhou vários sorrisos representam seu interesse e disponibilidade em conhecer o outro "um sorriso é para mim o começo,

o início de uma interação".

Foi comentário de todos os participantes que quando não estão trabalhando, estão engajados em compromissos familiares de rotina: “Não dá mais tempo, né? Cada dia

pior” – A1. Atividades outras de lazer, tais como caminhar, tocar violão, ir ao cinema, são

colocadas em segundo plano.

Finalizada a apresentação foram retomados os objetivos de integração da atividade realizada e ressaltado que a cada encontro, por meio de atividades propostas e das exposições pessoais, nos conheceríamos melhor.

Posteriormente, o programa do curso foi apresentado aos participantes, explicitando a proposta e os objetivos. Também foi solicitado aos participantes que escrevessem perguntas relacionadas aos temas de cada encontro. Esta solicitação objetivou proporcionar condições para que manifestassem suas opiniões e expectativas sobre o curso.

Os participantes fizeram comentários, questões e apontaram os aspectos de cada tema que gostariam de abordar e discutir. A saber:

Tema - MULHERES COM CÂNCER DA MAMA: GÊNERO, SEXUALIDADE E DOENÇA

• O que sente a paciente diante do diagnóstico do câncer da mama? (A1);

• A mulher tem a mama como órgão de excitação sexual, com toda simbologia. É difícil

para ela expor ao profissional as mudanças ocorridas com relação à sexualidade, mesmo por uma questão cultural. Na ocorrência da doença, o emocional coloca em cheque muitas questões da vida da paciente: o eu como pessoa, mulher, mãe... Como o profissional pode ajudar a paciente a lidar com este momento?; É preciso valorizar a vida, a pessoa e ajudá-la a desenvolver potencialidades que vão além da doença (A2);

• Quais as reações das mulheres diante do diagnóstico do câncer da mama? (E1);

• Que argumentos posso usar para auxiliar uma mulher diante do câncer da mama a

tornar o mais natural possível seu relacionamento sexual? (E2);

• Identidade da mulher: como lidar com o parceiro após a mastectomia? (P1). Tema - ENFRENTAMENTO DE MULHERES COM CÂNCER DA MAMA

• Após a mastectomia, como fazer com a vergonha, o medo e os sentimentos de

inferioridade da paciente? (A1);

• Temos pacientes que evitam conversar sobre a doença, mesmo com muitos

contatos com o profissional e supostamente tendo ocorrido empatia entre ambos. Temos pacientes que relatam várias situações problemáticas (familiares na sua maioria), mas não conversam sobre a doença, negam-se ao enfrentamento (A2);

• Como identificar que o paciente tem problemas de enfrentamento?; Como

enfrentar de forma menos traumática o câncer ao longo do tratamento e da espera da morte? (E1);

• Como ajudar a mulher a trabalhar com a mutilação? (E2);

• Como a Psicologia pode ser um instrumento facilitador do enfrentamento da

paciente? Quais são os métodos e critérios de avaliação? (M1);

• que pode motivar a paciente a enfrentar a doença? (P1). Tema - IDENTIDADE PROFISSIONAL

• Quem sou neste serviço? O que eu espero de mim neste trabalho? E o que a

equipe, os paciente esperam de mim? Responder estes questionamentos nos auxiliará a nos percebermos enquanto profissionais? (A2);

• Gostar do que faz, ter prazer no que realiza, faz parte da minha identidade

(E2);

• Existe vocação ou adaptação à prática da Oncologia nas suas diversas sub-

áreas?; Como distinguir, lidar, integrar os aspectos objetivos e subjetivos da prática profissional? (M1);

• Preconceito do profissional na forma de olhar a paciente; Autoconhecimento

do profissional para conhecer o seu limite – isso seria um princípio para a interação profissional e paciente? (P1).

Tema - INTERAÇÃO PROFISSIONAL DA SAÚDE E PACIENTE

• Relacionamento profissional da saúde e paciente: quais são as nossas

afinidades e diferenças? (A1);

• Quais são os artifícios para tornar mais proveitosa a interação profissional e

paciente? (E2);

• A relação profissional da saúde e paciente: o contexto compulsório de

atendimento, o contexto facultativo de atendimento e a importância deste discurso na instituição (M1);

• Até que ponto o vínculo profissional – paciente é positivo ou negativo? (P1). Tema - O PROFISSIONAL DA SAÚDE DIANTE DE SITUAÇÕES ESTRESSANTES

• Quais são as situações mais estressantes em relação ao paciente, ao grupo e

estressante e os números incontáveis de casos atendidos? (E1);

• Como lidar de uma forma mais amena com situações estressantes? (E2);

• Estresse profissional: aspectos positivos, aspectos negativos, ganhos pessoais e

ganhos emocionais (M1);

• Estresse dentro do trabalho e a liberação deste nas relações interpessoais por

falta de auto conhecimento (P1).

Tema - COMPETÊNCIAS INTERPESSOAIS

• Como direcionar e harmonizar diferentes habilidades, competências de um

grupo para um mesmo fim? (E1);

• O que é empatia? Como ser empático apesar das situações estressantes? (M1). Tema – TRABALHO EM EQUIPE

• Como atuar em equipe sem desprestígio de profissional algum? (E1);

• Por que há dificuldade entre os profissionais para sentar juntos, traçar metas e

realizar propostas? (E2);

• Discurso e a prática da interdisciplinariedade, um desafio institucional e

curricular; A definição do método e de critérios de avaliação de uma prática holística (M1).

Com base nas questões dos participantes podemos constatar a manifestação de interesse em melhorar o atendimento à clientela e as condições de trabalho em equipe.

Importante registrar que: a) A3, E3, F1 e M2 não compareceram ao primeiro encontro, apesar de terem confirmado presença; b) nem todos os participantes fizeram observações a respeito de cada tema proposto para os próximos encontros.

Ainda neste dia foram estabelecidos alguns acordos: horário de início e de término dos encontros, gravação dos encontros e consentimento para utilização dos relatos, para efeito de pesquisa e divulgação científica.

Formação continuada de profissionais da saúde – Interação profissional da saúde e pacientes com câncer da mama Objetivo geral: Identificar e discutir as principais características biopsicossociais de mulheres com câncer da mama

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ETAPAS OBJETIVOS

ESPECÍFICOS PROCEDIMENTOS

INSTRUMENTOS E

MATERIAIS AVALIAÇÃO DURAÇÃO

INTRODUÇÃO

Apresentar os registros das expectativas dos participantes sobre cada

encontro

Apresentar os registros de cada participantes e solicitar que os mesmos discutam e complementem com outras informações

Registros por escrito das expectativas dos participantes

sobre cada encontro Transparências

15 min

a) Solicitar a elaboração, em grupo, de um caso de uma mulher (M) com diagnóstico de câncer da mama. Cada participante ajudará a compor a

história de uma mulher com câncer da mama

30 min

DESENVOLVIMENTO

Proporcionar condições para que os participantes possam

relatar sobre suas idéias, concepções, opiniões a respeito das

mulheres que são acometidas pelo câncer

da mama

b) Solicitar que cada participante identifique no caso de “M” o momento que mais lhe chamou a atenção, relatando o porquê e apontando o que faria enquanto um profissional da saúde diante

de tal situação

Instruções para elaboração em grupo do caso "M" (parte a e b)

45 min

a) Introduzir elementos de conhecimento teórico por meio da apresentação: de duas letras

de músicas e de slides que retratam a condição social da mulher

Letras das músicas: “Mulheres de Atenas” e “Maria a Maria” , slides, aparelho de som, CDs

10 min Apresentar elementos

de conhecimento teórico que possam ser

somados ao conhecimento dos participantes sobre o

tema do encontro

b) Apresentar aspectos históricos, biológicos e sociais que caracterizam de maneira geral o "ser

mulher" e aspectos biopsicossociais da mulher com câncer da mama

Textos da referência bibliográfica Transparências 30 min CONCLUSÃO Coletar informações que possam ser parâmetro de avaliação

do encontro

Solicitar que os participantes respondam às questões de avaliação do encontro

Questões de avaliação do encontro (1) Folha sulfite e caneta

Observação da participação dos membros do grupo nas atividades propostas 20 min (1) Questões de avaliação do encontro: a) Na sua opinião, quais foram os principais pontos de discussão deste encontro?; b) De que maneira o que foi discutido neste encontro pode contribuir para sua prática profissional?