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Innledning

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Dos sete ensaios realizados pelo INMETRO, conforme a norma técnica brasileira vigente, três ensaios não possuem requisitos normativos mínimos para a aplicação de conformidade ou não conformidade. São eles: estabilidade estática para frente, estabilidade estática lateral e características do percurso.

Os sete ensaios realizados pelo INMETRO foram: - Estabilidade estática para frente - Estabilidade estática nas laterais - Características de percurso

- Apoio para os pés-Resistência às forças descendentes - Ensaio em bengalas manípulos

- Ensaio de dois tambores - Ensaio de fadiga dos freios

Nos ensaios de estabilidade estática para frente, foi observada uma diferença de mais de 10º entre as cadeiras mais e menos estáveis. Para o ensaio de estabilidade estática lateral, a mesma diferença de 10º foi encontrada.

No ensaio de características de percurso, a cadeira que apresentou o pior resultado, quando impulsionada, percorre uma distância de 1155 mm à esquerda. O melhor resultado apresentou um desvio de 104 mm à direita. Nesta situação quanto maior o desvio maior é o esforço do usuário da cadeira para retornar ao percurso original.

As não conformidades de estabilidade podem estar relacionadas ao projeto do produto. Para Garvin (2002), conformidade é o grau em que o projeto e as características operacionais de um produto estão de acordo com padrões estabelecidos.

No ensaio em bengalas manípulos, quatro marcas apresentaram não conformidade. Esta situação significa que o manípulo pode ser desacoplado quando a uma segunda pessoa aplica uma força para movimentar a cadeira de rodas.

Os resultados dos ensaios de bengalas manípulos indicam a necessidade de controle de processo na montagem dos manípulos.

Paladini (2008) afirma que a qualidade deve ser gerada a partir das operações do processo produtivo.

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Os resultados dos ensaios de apoio para os pés mostram que em sete das marcas ensaiadas o apoio para os pés deformou-se, não sustentando a força de ensaio, o que pode gerar um mau posicionamento dos pés do usuário provocando lesões.

Conforme classificação de defeitos proposta por Paladini (2008), a não conformidade evidenciada nos ensaios de apoio para os pés pode ser considerada como defeito critico (quanto à importância) e de característica funcional (quanto à ocorrência), pois o defeito atinge diretamente a função essencial do produto.

No ensaio com dois tambores, apenas uma marca foi considerada Conforme, demonstrando que sete marcas não suportam os obstáculos encontrados por seus usuários na vida cotidiana.

Os resultados dos ensaios dos dois tambores mostraram uma variedade de Não Conformidades, ligadas à durabilidade do produto, indício da necessidade de um controle geral iniciando pelo planejamento e controle do produto.

Em seis marcas ensaiadas, quando os freios foram acionados, os mesmos soltavam facilmente. Em uma sétima marca o freio simplesmente parou de atuar após o ensaio, o que indica que o acessório possui um ciclo de vida menor do que o esperado para o produto.

As não conformidades evidenciadas nos ensaios dos dois tambores e ensaio de acionamento dos freios estão relacionadas com durabilidade do produto, indício da necessidade de um controle geral iniciando pelo planejamento e controle do produto.

Garvin (2002) define tecnicamente a durabilidade como o uso proporcionado por um produto até ele se deteriorar fisicamente. Com base no conceito exposto por Garvin verifica-se que o produto cadeira de rodas não atinge a durabilidade esperada.

Segundo Lima Silva (2007) uma cadeira de rodas pode ser considerada como uma extensão do corpo do seu utilizador, na medida em que lhe possibilita efetuar tarefas que de outra forma lhe estariam vedadas.

Considerando a cadeira de rodas como extensão do corpo do usuário cadeirante é importante verificar a percepção do usuário para agregar requisitos relativos à utilização cotidiana da cadeira de rodas, como: acessibilidade, dimensões e esforço físico.

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Para melhor entendimento, os requisitos de acessibilidade definidos na Norma NBR 9050foram divididos em cinco grupos básicos: Dimensões básicas da cadeira de rodas, Manobras com cadeira de rodas sem deslocamento, Manobras com cadeira de rodas em deslocamento, Alcance manual lateral e Transferência. Dimensões Básicas da Cadeira de Rodas

Figura 14 - Dimensões básicas da cadeira de rodas

Fonte: ABNT NBR 9050

Manobras com Cadeira de Rodas sem Deslocamento

Figura 15 - Manobras com cadeira de rodas sem deslocamento

Fonte: ABNT NBR 9050

Manobras com Cadeira de Rodas em Deslocamento

Figura 16– Manobras com cadeira de rodas em deslocamento

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Alcance Manual Lateral

Figura 17 — Alcance manual lateral - Relação entre altura e profundidade

Fonte: ABNT NBR 9050 Transferência

Figura 18 — Exemplos de transferência para bacia sanitária

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Um cadeirante passa a maior parte do tempo sentado em sua cadeira de rodas, por este motivo deve-se acrescentar aos requisitos de certificação critérios de ergonomia, na tentativa de minimizar dores físicas causadas em função do encosto e assento.

A posição sentada pode originar uma série de dores e complicações advindas da pressão exercida sobre os discos intervertebrais que pode ser 50% maior do que quando o indivíduo está em pé, apresentando assim uma maior carga à coluna vertebral do que a posição em pé. Quando o indivíduo está sentado, 50% do seu peso recai sobre as tuberosidades isquiáticas, 34% sobre a região posterior das coxas e 16% sobre a planta dos pés. (COUTO, 1996, Apud LIMA SILVA, 2007)

O simples fato de sentar coloca a coluna vertebral numa posição anormal. Quando se adota a postura sentada, a parte inferior da coluna, a lordose lombar é reduzida, sofrendo uma diminuição ou eliminação de sua curvatura fisiológica, ou seja, a curvatura lombar tende a se tornar reta ou chega mesmo a se inverter. Com isso, o espaço existente na porção anterior das vértebras diminui e o espaço da porção posterior aumenta, fazendo com que o núcleo pulposo, que estava no centro do disco, seja empurrado para trás quando se adota esta postura. (MORAES, 2002, Apud LIMA SILVA, 2007)

O assento é, provavelmente, uma das invenções que mais contribuiu para modificar o comportamento humano. Na vida moderna muitas pessoas chegam a passar mais de 20 horas na posição sentada e deitada. Diz-se até que a espécie humana, homo sapiens, já deixou de ser animal ereto, homo erectus, para se transformar no animal sentado, homo sedens. Portanto não há como falar em cadeira de rodas e deixar de mencionar as variáveis que constituem o assento, e no que elas interferem no posicionamento do usuário que permanece sobre ela. ( IIDA, 2003, Apud LIMA SILVA , 2007)

A largura do assento não deve permitir o deslizamento lateral da pelve, sendo que sua medida deve ser de 1 polegada a mais, de cada lado, que a largura total dos quadris. (COOPER, 1998 Apud LIMA SILVA, 2007)

Com base no estudo de Ferreira Silva (2009), descrito a seguir, deve-se considerar a necessidade de incluir parâmetros de esforço físico necessário para deslocar e manter uma cadeira de rodas em movimento aos requisitos de certificação do produto.

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Durante a fase de impulso, as musculaturas nos membros superiores e no tronco funcionam para impulsionar as rodas para frente, especialmente os flexores do tronco e ombros. No segmento do antebraço, a magnitude de ambas as articulações proximais e distais e da potência muscular proximal, aumentam com o tamanho dos aros manuais. Isto implica que os flexores do ombro e tronco aumentam suas contrações para propulsionar o aro manual, pois a potência gerada por estes dois maiores grupos muscular é transferida para o antebraço e mão, resultando em uma exigência de uma potência de saída maior para propulsionar o aro manual. Por esta razão o aumento do esforço dos flexores do ombro e tronco é a fonte do aumento da potência na articulação dos membros superiores. (FERREIRA SILVA, 2009).

Aparentemente, todas as considerações para o desempenho da cadeira de rodas e sua aplicabilidade à melhoria do desempenho estão relacionadas à posição do usuário com relação ao eixo da roda principal. (BRUBAKER, 1986, Apud FERREIRA SILVA, 2009)

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