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4. Resultat

4.3 Informasjon

Segundo Vitruvio (2007, p. 384):

... os que exercem sacerdócio segundo os ritos dos egípcios mostram que todas as coisas se baseiam no poder do elemento liquido. Daí que quando a água é levada numa hidria ao templo e ao santuário com puro sentimento religioso, eles se prostrem em terra e, erguidas as mãos para o céu, dêem graças à liberdade divina por essa ação criadora.

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As concepções da ciência geográfica são fundamentais na elaboração de políticas publicas, pois o entendimento da Geografia na relação natureza- sociedade contribui para a determinação de alternativas e soluções para os problemas territoriais (CUSTÓDIO, 2006).

Considera-se a água, enquanto recurso natural, uma categoria socialmente construída, pois sua exploração e utilização dependem do conhecimento científico e da tecnologia aplicada, assim como das condições econômicas envolvidas na sua exploração e no modo de vida da sociedade (VARGAS, 1999).

Segundo Selborne (2001, p.23):

A água, respeitada e valorizada em todas as religiões e culturas, tornou-se também um símbolo social, pois a crise da água é, sobretudo de distribuição, e não de escassez absoluta.

Segundo Vargas (1999) essa idéia deve ser aprofundada, conjugando os aspectos sociais e ambientais, procurando uma correlação que melhor represente a relação recursos hídricos x sociedade nas suas interações ambientais, sociais, culturais e espaciais no meio urbano.

O homem sempre colocou a natureza à sua disposição, e quando o homem tem o controle e domínio da natureza com a agricultura, se torna sedentário. Nessa situação se justifica a existência do Estado, com a implantação de leis e da ordem, para evitar o primado da natureza, e considera primitivos os povos que não têm Estado (GONÇALVES, 1989).

Segundo Gonçalves (1989, p. 26):

Além disso, a expressão dominar a natureza só tem sentido a partir da premissa de que o homem é não-natureza. Mas se o homem é também natureza, falar em dominar a natureza é falar em dominar o homem também.

O filósofo René Descartes justificou essa concepção, quando colocava o homem como sujeito e a natureza como objeto, onde o homem, na concepção cartesiana,

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passava a ser o mestre e senhor da natureza (VIEIRA, 1989). Segundo Vieira (1989, p. 5):

A concepção cartesiana vai influenciar, profundamente nos últimos séculos e que encontra sua expressão máxima na Revolução Industrial. Seguindo a trilha aberta por Descartes, o pensador Francis Bacon, tempos depois, afirma que o homem deve domar a natureza como se domina uma mulher. Na sua concepção, a natureza é feminina, enquanto que a dominação do homem sobre a natureza é o elemento masculino.

Atualmente rejeita-se a oposição homem-natureza, e cada vez mais se propaga a idéia da necessidade de pensar sociedade e natureza de uma forma integrada, porém o que se vê, é o tratamento diferenciado desses dois elementos do binômio (VIEIRA, 1989).

A natureza é considerada de maneira diferente nas diversas sociedades e culturas.

É pensamento comum nas sociedades desenvolvidas de hoje as teorias que colocam o homem e a natureza como partes de um todo, e esse todo são forças que interagem entre si e estão em constante transformação.

O desafio global atual é repensar os modos e estilos de vida, em busca da sustentabilidade, criando uma nova forma de existência com o ambiente (VIEIRA, 1989).

Em uma reportagem da revista Veja de 28/11/2007, chamada “O apelo exótico da selva”, é citada a água mineral Equa, que é retirada do solo da Amazônia e será distribuída nos EUA. A Equa é extraída de uma fonte da Floresta Amazônica brasileira, e as análises da água dessa fonte, feitas em laboratórios americanos, mostraram que essa é a água mineral mais pura do mundo.

Outra reportagem relatou que após descarregar óleo cru nos portos da Amazônia, petroleiros do Oriente Médio abastecem seus tanques com até 250 milhões de litros de água, cada um, sem pagar ao Brasil. A água armazenada em um desses

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petroleiros, daria para abastecer uma cidade de 1,5 milhões de habitantes, por meio dia (FARFAN, 2004).

Esses roubos, chamados hoje de hidropirataria, ocorrem na foz do rio Amazonas (FARFAN, 2004).

A foz do Amazonas tem 320 km de extensão com uma profundidade média de 50 m, e deságua no Oceano Atlântico um volume próximo de 200 milhões de litros de água por segundo. Esse volume, aliado ao fato de uma falta de legislação e da falta de fiscalização, favorece a hidropirataria, sem despertar suspeitas (FARFAN, 2004).

Mesmo contendo um resíduo de óleo, essa água pode ser tratada pelas empresas engarrafadoras com um custo muito inferior aos processos de dessalinização de águas subterrâneas ou oceânicas (FARFAN, 2004).

Vários países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Kuwait e Israel utilizam águas salinizadas extraídas do subsolo para seus abastecimentos, pois essa é a única fonte disponível. A separação da água e do sal nela presente é feito por osmose reversa, e é um processo extremamente caro (FARFAN, 2004).

No Oriente, onde mais de 20 países sofrem grave crise de água, o custo da dessalinização gira em torno de US$ 1,5 por metro cúbico, enquanto o tratamento da água retirada da foz do Amazonas, que implica somente na retirada da turbidez, fica em torno de US$ 0,30, gerando grandes lucros para os engarrafadores (FARFAN, 2004).

A Agência Nacional de Águas (ANA), responsável por esse tipo de fiscalização, nada tem feito, pois até agora nenhuma denúncia formal foi registrada (FARFAN, 2004).

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Sistema Custo (US$/1000M3)

Captação de rios (só armazenamento) 123 a 246

Osmose reversa (água salobra) 120 a 397

Eletro diálise 276 a 537

Reuso de esgoto domestico 200 a 485

Captação de água subterrânea (poços tubulares) 80 a 88

Fonte: Rebouças, 2006

Tabela 6 – Custos Internacionais da Água em US$/1000 m3 (não inclusos seu transporte)

As águas brasileiras estão na Constituição Federal, definidas como bens da União. Os rios e quaisquer correntes de água no território nacional, inclusive o espaço do mar territorial, pertencem à União, conforme a Lei 9.433 (BRASIL, 1997), que trata da Política Nacional de Recursos Hídricos. Essa lei estabelece ainda que a água é um recurso limitado, dotado de valor econômico, e determina que o poder público seja responsável pela licença para uso dos recursos hídricos, como derivação ou captação de parcela de água (vide item 2.2.5).

Um aumento considerável da presença estrangeira na Amazônia tem sido notado nos últimos anos, visando seus recursos naturais, e o Sistema de Vigilância da Amazônia (SIVAM) não tem sido um instrumento eficiente para conter o avanço de contrabandistas, biopiratas, hidropiratas (ARAUJO, 2010).

A Global Bussines Network em um relatório publicado pelo Pentágono em 2004 aponta que o rio Amazonas será objeto de conflitos muito em breve, em função do volume e da qualidade das suas águas, conforme já citado na introdução deste trabalho (CUNHA, 2007).

Segundo Ribeiro (2008, p.21):

Países com elevada disponibilidade hídrica não estão equipados para defende-los.

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4 O REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREATICO

Diversas obras de engenharia civil necessitam de escavações abaixo do lençol freático. Na construção de subsolos de edifícios, barragens, túneis e galerias, as escavações abaixo do lençol podem exigir uma drenagem ou um rebaixamento do mesmo. Existem vários métodos para se executar essas escavações sem a interferência da água existente no subsolo (Figura 7) (LOZANO, 2007).

Fonte: Vitor, 2009 Figura 7 - Esquema de Rebaixamento de lençol freático.

Para o controle das águas subterrâneas normalmente se utiliza o isolamento das águas por meio de paredes ou cortinas, ou se promove a sua drenagem por meio de sistema de rebaixamento. Esses dois métodos podem ser utilizados separadamente ou em conjunto, e dependem de uma série de fatores, tais como, a permeabilidade do solo, posição natural do lençol freático, profundidade de escavação, condições da obras e das suas fundações situadas próximas ao rebaixamento, dentre outros.

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Os métodos a serem empregados em um rebaixamento de lençol freático, só podem ser definidos após estudos baseados em uma série de ensaios do solo .

Os principais objetivos de um rebaixamento de lençol freático são:

- interromper a percolação e rebaixar o lençol freático;

- garantir que o solo no fundo da escavação mantenha suas características de compactação, e evitar sua liquefação;

- reduzir os empuxos de terra e pressões hidrostáticas sobre paredes de escoramento;

- evitar escorregamento de taludes,

- reduzir a umidade de solos para garantir as suas condições de compactação; e

- reduzir as pressões de ar comprimido quando esse processo é utilizado na escavação de túneis, fundações etc. (MARANGON, 2004).

Os custos de um rebaixamento de lençol freático dependem de vários fatores, como a área, o tempo de rebaixamento, a profundidade, entre outros.

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