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A primeira área de estudo compreende parte da Bacia Hidrográfica do Córrego do Lajeado, localizada no Município de Corumbataí, porção centro-leste do Estado de São Paulo, a aproximadamente 200 km de São Paulo. A área está situada entre os meridianos 47º 37' 00" e 47º 45' 00" W, e paralelos 22º 15' 00" e 22º 20' 00" S, totalizando aproximadamente 40 km2 (Figura 3).

2.1.1. Geomorfologia

A área estudada, localizada nas proximidades das Cuestas Basálticas, insere-se dentro da unidade geomorfológica da Depressão Periférica e apresenta um relevo suave, em forma de colinas. A altitude caracteriza-se por uma grande amplitude, com valores variando entre 560 e 865 m.

7530 7531 7532 7533 7534 7535 7536 7537 7538 7539 221 222 223 224 225 226 227km 7530 7531 7532 7533 7534 7535 7536 7537 7538 7539 SÃO PAULO CORUMBATAÍ 40 0o 10o 25o o 20 o 30 45o 65o 35 o o Canais de drenagem Limite da área de estudo Bacia do Córrego do Lajeado Legenda

Área de Estudo

2.1.2. Clima

A região tem clima subtropical do tipo Cwa, seguindo a classificação de Köppen, caracterizado por ser um clima tropical de altitude, com chuvas no verão e seca no inverno. No Município de Corumbataí, os valores médios aproximados de temperatura para o mês mais quente e para o mês mais frio são, respectivamente, 28 e 15°C.

2.1.3. Substrato Rochoso

A litologia do substrato rochoso da área de estudo é da Formação Pirambóia. Esta formação ocorre na forma de faixa irregular e descontínua com direção NE-SSE, aflorando próximo na porção mais inferior das Cuestas Basálticas e se estendendo para a unidade da Depressão periférica. Abrange toda a área de estudo.

É constituída por arenitos de granulometria variada, predominando a textura média a fina e muitas vezes com matriz silto-argilosa. Localmente observam-se quantidades significativas de finos (silte e argila), podendo chegar a teores de argila acima de 20%. Os grãos tendem a arredondados, com superfícies polidas. A coloração é variável exibindo tons de vermelho, alaranjado e marrom avermelhado.

Predomina a estratificação plano-paralela, destacada pela alternância de laminas mais ou menos ricas em argila e silte e as estratificações cruzadas planares de pequeno porte e mais raramente estratificações cruzadas acanaladas.

2.1.4. Pedologia

Quanto à classificação pedológica da área de estudo, foram identificadas seis classes de solo: Neossolos, Neossolos Quartzênicos ou Areias Quartzosas, Neossolos Litólicos, Podzólico com textura amarela, Latossolo vermelho-amarelo arenoso e Neossolos Aluviais, que estão descritas abaixo.

2.1.4.1. Neossolos

Segundo o Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, esta é a ordem de solos constituídos por material mineral, ou por material orgânico, com menos de 30 cm de espessura, com pequena expressão dos processos pedogenéticos, os quais não conduziram, ainda, a modificações expressivas do material de origem que permitam a ocorrência de um horizonte B diagnóstico. Em geral, são solos originados de depósitos arenosos, apresentando textura arenosa ou arenosa franca ao longo de pelo menos 2 m de profundidade. São constituídos essencialmente de grãos de quartzo, praticamente destituídos de minerais primários pouco resistentes ao intemperismo.

2.1.4.2. Neossolos Quartzênicos (Areias Quartzosas)

Esse tipo de solo é caracterizado por ser muito profundo. A principal característica desses solos, no entanto, é ser completamente constituído por areia (na proporção de 85% ou mais), nesse caso por grãos de quartzo. O quartzo é o mineral mais resistente ao intemperismo e desprovido de nutrientes. Os poucos nutrientes que existem neste tipo de solo estão

concentrados na matéria orgânica, sendo que sua cor avermelhada é consequência da presença de hematita (Fe2O3).

Os neossolos quartzênicos são muito homogêneos, a única diferença entre os horizontes desses solos é devida à presença de matéria orgânica nos primeiros 10 ou 15 cm. O horizonte A é seguido diretamente pelo horizonte C, já que o alto teor de areia não permite formação de horizonte B.

2.1.4.3. Neossolos Litólicos

São solos minerais não hidromórficos, pouco desenvolvidos, muito rasos ou rasos, com textura variável, frequentemente arenosa ou média, podendo ocorrer textura argilosa e raramente siltosa. São também heterogêneos quanto às propriedades químicas e ocorrem sob vegetação Campestre, de Cerrado e Floresta, em locais com forte declividade, como encostas de morros e bordas de chapadas. Como limitações para esse tipo de solo pode-se citar: a pequena espessura do solo; a frequente ocorrência de cascalhos e fragmentos de rocha no seu perfil; a grande susceptibilidade à erosão; e a ocorrência, normalmente, em áreas de relevo acidentado.

2.1.4.4. Podzólico amarelo com textura arenosa

A classe podzólico amarelo com textura arenosa compreende solos minerais com horizonte B textural, não hidromórficos, com argila de atividade baixa, devido ao material do solo ser constituído por sesquióxidos, argilas do grupo 1:1 (caulinitas), quartzo e outros materiais resistentes ao intemperismo e de saturação de bases baixa, isto é, inferior a 50%. São solos, em geral, fortemente ácidos e de baixa fertilidade natural. Podem ser considerados como solos bem desenvolvidos, com exceção de rochas efusivas, como basalto e diabásio, podem ser derivados de inúmeros materiais geológicos.

2.1.4.5. Latossolo vermelho-amarelo arenoso

No Sistema Brasileiro de Classificação de Solos, é a classe de solos constituída por material mineral profundo com horizonte B latossólico extremamente desenvolvido. São solos encontrados imediatamente abaixo de qualquer tipo de horizonte superficial, exceto hístico, dentro dos primeiros 2 m de profundidade ou dentro dos primeiros 3 m de profundidade caso

o horizonte A apresente espessura maior que 0,50 m. São, em geral, profundos, sempre ácidos, nunca hidromórficos. Podem ser eutróficos ou distróficos. Estão geralmente associados à laterização. Os Latossolos Vermelho-Amarelos são os latossolos que possuem cor laranjada, com matiz Munsell entre 2,5YR e 5YR.

2.1.4.6. Neossolos Aluviais

Os aluviões são solos minerais, pouco evoluídos, formados em depósitos aluviais recentes, nas margens de cursos d‟água. Estes solos são constituídos por um horizonte superficial “A”, sobrejacente a camadas de composição física e química distinta, transportada pelo rio e que não guardam entre si nenhuma relação pedogenética.

2.1.5. Hidrografia

A área estudada está localizada dentro da bacia do Córrego do Lajeado, e esta, inserida na Bacia do Corumbataí.

2.1.6. Vegetação

É possível verificar a existência de vegetação nativa nas margens e nas proximidades dos canais de drenagem. As faixas de vegetação em torno dos canais não ultrapassam 50 m e são constituídas por árvores de porte médio e por arbustos, com pouca presença de árvores de grande porte.