O primeiro bebê, (Lucas) foi submetido ao pré-teste com 0;08(01) tendo passado por mais onze sessões experimentais. O objetivo desta atividade foi levar a criança a interagir com a EE recebendo e arremessando a bola de volta.
Obs.1. Lucas 0;08(01)4, várias bolas foram colocadas na sua frente e a
examinadora (EE) deixou que ele brincasse com elas um pouco livremente. Quando a EE o colocou sentado à sua frente e começou a jogar a bola para que ele pegasse e jogasse de volta, ele só ficou observando o movimento da bola com os olhos. A EE então repetiu o procedimento e o Lucas pegou a bola, mas não jogou de volta, ele a levou a boca. Após algum tempo ele se cansou, não demonstrando mais
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interesse pela atividade e não apresentando nenhuma mudança em seu comportamento. A atividade foi concluída.
Obs.2. Com 0;08(02) Lucas demonstrou mais interesse na atividade do que no dia anterior. O mesmo procedimento inicial foi realizado com ele antes da EE jogar a bola na sua direção e solicitar que ele a jogasse de volta. Ele pegou a mesma com uma mão e a levou à boca, depois a apertou e a deixou cair na sua frente.
Em seguida a EE jogou uma bola maior que a anterior e solicitou mais uma vez que ele a jogasse de volta. Lucas pegou a bola dessa vez com as duas mãos e logo em seguida deixou cair. A mesma coisa aconteceu várias vezes, até que na última tentativa ele a pegou, levou-a a boca e depois ficou observando como se estivesse fazendo uma análise da bola. Ficou então brincando com ela no chão, mas ainda não tentou jogá-la.
Obs.3. Aos 0;08(08), ao ver a EE com a bola, Lucas foi em sua direção para tentar pegá-la e brincar com ela. A EE deixou ele se distrair um pouco e em seguida sentou-se a sua frente e iniciou o procedimento de jogar a bola na sua direção com o intuito dele segurá-la, mas ele ficou observando o movimento e o percurso de ida e vinda que a bola realizava.
A EE esperou um pouco e reiniciou o procedimento. Lucas então pegou bola, levou-a a boca e depois ficou alguns segundos olhando para ela e em seguida jogou-a na direção oposta à da examinadora.
Perante a falta de mudança das reações da criança nas intervenções diárias, a observação 4, considerada importante, deu-se aos 0;08(23)
Obs.4. Com 0;08(23), a EE mudou o tipo de bola utilizado anteriormente. Neste dia foi utilizada uma bola de tênis, com o objetivo de prender mais a
atenção do Lucas, afinal esta bola quica quando jogada no chão, o que poderia aumentar o interesse dele em arremessar a mesma.
Depois de brincar um pouco com ele, para criar um ambiente agradável para a atividade, a EE sentou-se de frente para Lucas e jogou a bola em sua direção. Ele pegou-a, colocou na boca e depois jogou no chão. Neste momento ele ficou parado “impressionado”, pois a bola saiu quicando, o que aumentou muito o seu interesse pela atividade.
Ele saiu atrás dela e ficou tentando jogá-la na expectativa de que a experiência se repetisse, mas ainda não conseguiu neste dia.
Nesta observação, a criança limitou-se a colocar o objeto na boca explorando-o, mas apresentou interesse pelos movimentos de quicar da bolinha. Contudo, não foi capaz de devolver a bola a EE.
Obs.5. A quinta obs. aconteceu aos 0;08(29). Parecia que Lucas estava bem disposto para participar da atividade. Após alguns minutos sentada, somente observando as reações dele, a EE resolveu dar início à atividade, pois ele pegou uma das bolas da sala e ficou jogando para cima como se estivesse chamando-a para realizar a brincadeira. Neste momento ela deu início aos procedimentos.
Quando os dois estavam sentados um de frete para o outro, a EE jogou a bola na direção do bebê. Ele pegou-a e tentou apertá-la, depois levou- a à boca e ficou olhando para a bola, como se estivesse analisando. Em seguida jogou-a no chão e ficou analisando o seu percurso até que ela parasse para então sair engatinhando atrás dela e repetir o procedimento anterior.
Obs.6. Perante as reações em muito progresso, a sexta observação deu-se aos 0;09(01). Ao ver a EE chegar na sala neste dia, o bebê começou a sorrir para ela e neste momento fez-lhe uma grande “festa”. Então ela
resolveu iniciar a atividade realizando todos os procedimentos de sempre.
Quando a EE jogou a bola na direção do bebê ele pegou-a e levou-a à boca como sempre fazia; em seguida jogou-a para outro lado, o lado inverso ao da EE, mas ainda sem perceber que havia conseguido realizar os movimentos solicitados.
A EE continuou repetindo a atividade por mais uns quinze minutos enquanto ele continuou a pegar a bola e levá-la à boca e depois soltá-la. Na última tentativa, ele fez tudo que foi sugerido anteriormente. Além de apertá-la por algum tempo, jogou-a na direção da EE, que vibrou muito com sua conquista tentando repetir mais uma vez a atividade. Contudo o bebê já estava cansado e não demonstrou mais interesse pela atividade naquele dia.
Obs.7. Na sétima observação, aos 0;09(07), a EE iniciou a atividade jogando a bola várias vezes para cima com a intenção de prender a atenção do bebê e este ficou parado olhando o movimento da bola, rindo.
Após alguns minutos de brincadeira livre do bebê a EE deu início aos procedimentos da atividade. Quando um estava sentado de frente para o outro Lucas pegou a bola que havia sido lançada em sua direção e começou a amassá-la, levá-la a boca para, em seguida, jogá-la no chão. A EE parabenizou o Lucas por ter jogado a bola no chão e este sorriu, demonstrando felicidade pelo elogio.
A atividade continuou a acontecer e o bebê, parecendo mais animado, pegou a bola e jogou para cima, como a EE havia feito antes de iniciar a atividade do dia. Aproveitando o entusiasmo dele, a EE repetiu o procedimento de lhe jogar a bola e este a pegou, enquanto ela ficou pedindo que ele a jogasse de volta, como sempre fazia. Ele ficou olhando a bola e a jogou corretamente na direção da EE. Ela então bateu palmas e ficou elogiando-o, enquanto este ria para ela, demonstrando satisfação.
Obs.8. Após uma semana, aos 0;09(14), alguns progressos foram observados. Ao ver a EE entrar na sala foi engatinhando em direção às bolas. Ela então entrou na área onde ele estava e iniciou os procedimentos da atividade.
Nas primeiras vezes em que a bola foi jogada pela EE, na direção do bebê, este apenas segurava o brinquedo e levava-o a boca; e soltava-o no chão, mas com mais força do que fazia no início das intervenções, era como se ele arremessasse a bola no chão sem direcioná-la para frente.
Depois de cinco tentativas, o bebê segurou a bola, e ficou olhando e prestando atenção na EE que pedia que ele jogasse a bola de volta para ela. Então, conseguiu jogar a bola, com um pouco mais de força, na direção da EE e esboçou um enorme sorriso após observar o resultado de sua ação.
A atividade foi repetida mais quatro vezes e nas quatro ele continuou a fazer a mesma coisa, algumas jogadas mais fortes outras mais fracas, mas, ainda, sem conseguir imprimir um melhor direcionamento da bola para a EE.
Percebe-se claramente nesta observação que a criança, ainda, não tem consciência dos deslocamentos do objeto.
Obs.9. Aos 0;09(25) novos progressos foram observados. O bebê demonstrou muita alegria ao ver a EE entrar na sala. Ela retribuiu fazendo “festa” ao vê-lo. Após alguns minutos, para o clima se acalmar, a EE iniciou aos procedimentos das atividades experimentais. Quando a bola foi jogada em direção ao bebê este a pegou todo animado; jogou-a no chão e começou a empurrá-la de um lado para o outro como se fosse um jogo, não prestando atenção às solicitações da EE para que ele jogasse de volta para ela. Na realidade, o bebê estava explorando os
deslocamentos do adulto, sem, contudo direcioná-los à EE. A EE repetiu a atividade mais quatro vezes, mas Lucas segurava a bola, jogava-a no chão e saia engatinhando atrás dela para pegá-la.
Obs.10. No dia seguinte, aos 0;09(26) a EE tentou realizar a atividade de tal forma que o bebê conseguisse devolver a bola para ela, tal como no dia anterior.
Neste dia, ela iniciou a atividade jogando a bola para ele, que, para sua surpresa, segurou a bola devolvendo-a na primeira tentativa. A vibração tanto da EE quanto do bebê, foi muito grande. A atividade continuou a ser desenvolvida mais cinco vezes e em todas, ele foi bem sucedido. O bebê foi capaz de interagir com a EE.
Obs.11. Aos 0;09(28), o bebê estava muito bem disposto e tranqüilo. A EE iniciou a atividade jogando a bola para ele, que a pegou e, olhando de volta para a EE, sorriu, jogou a bola no chão e empurrou.
A EE repetiu a atividade mais cinco vezes e, em todas elas, ele segurava a bola, esperava a EE pedir que ele a jogasse de volta, agindo da forma correta. Cada vez que a atividade foi repetida percebeu-se que sua facilidade aumentava e seu prazer em fazê-la também.
Obs.12. No dia seguinte, aos 0;09(29), a EE sentou-se de frente para o bebê e jogou-lhe a bola, solicitando que ele a jogasse de volta. Ele segurou a bola, ficou olhando a EE solicitar a mesma de volta e, após alguns segundos, jogou a bola na direção da EE e esboçou um enorme sorriso.
Dado o sucesso do bebê esta avaliação representou a avaliação final da atividade sob forma de pós-teste.
Obs. 13 Esta avaliação foi realizada no mesmo dia da obs. 1 do sujeito experimental Lucas, sendo o pré-teste. Arthur 0;08(09), foi sentado entre várias bolas, assim como os bebês anteriores e foi se acostumando com as bolas, com o ambiente e com a presença da EE.
Depois de 10 minutos brincando, a EE sentou-se à sua frente e jogou uma das bolas em sua direção e pediu que ele fizesse o mesmo para ela. Arthur pareceu achar a brincadeira muito divertida, adorou, mas conseguiu apenas pegar a bola com as duas mãozinhas, sem conseguir jogá-la. Contudo, permaneceu atento durante toda a atividade.
Esta próxima observação foi uma avaliação em nível de pós-teste e foi realizada no mesmo dia da obs. 12, quando o Lucas foi submetido à nova intervenção apresentando algum progresso.
Obs. 14 Aos 0;10(06). A EE ficou algum tempo brincando com várias bolas, juntamente com ele, com o objetivo de criar um clima agradável no momento da atividade. Realizou essa brincadeira descontraída, por aproximadamente 15 minutos. Em seguida, sentou-se de frente para o bebê e jogou uma bola para ele, mostrando como se fazia e solicitando que ele jogasse a mesma de volta para ela.
Arthur pegou a bola com as duas mãos, segurou com muita firmeza e levou-a à boca. A EE ficou insistindo que ele jogasse a bola de volta, mas somente soltou a bola no chão a sua frente.
A EE repetiu a atividade mais três vezes e somente na última tentativa o bebê soltou a bola com um pouco de força, como se estivesse tentando jogá-la, mas ainda foi no chão à sua frente.
A observação 15, com o sujeito Augusto, realizou-se no mesmo dia da observação 24 com o sujeito de controle Júlia, sendo utilizada como pré-teste.
Obs. 15 Augusto com 0;09(02), estava bem animado. O procedimento realizado para iniciar a atividade depois que a EE sentou-se a sua frente e jogou a bola na direção dele, solicitando que este a pegasse e jogasse de volta. Ele ficou olhando um pouco a bola no chão, depois pegou, mas em seguida deixou cair.
A EE, então, trocou a bola por outra maior e repetiu o procedimento, mas ele relutou um pouco para pegar, apenas ficou olhando e rindo. A EE insistia com ele para que pegasse a bola e depois de alguns minutos, ele pegou e colocou-a no chão bem à sua frente e a empurrou na direção da EE.
A atividade foi repetida várias vezes e ele continuou a agir da mesma maneira: pegava-a com as duas mãozinhas, olhava para a EE como que esperando que lhe pedisse para jogar a bola para ela, mas colocava-a no chão e ficava brincando com e mesma, sem tentar jogá-la. O bebê estava, ainda, explorando os deslocamentos do objeto.
Obs. 16 Quatro dias depois, aos 0;09(06) o bebê ficou brincando um pouco com a EE antes de começar a atividade. A seguir, a EE sentou-se de frente para ele e jogou a bola em sua direção, mostrando com ações como ele deveria fazer para jogá-la de volta para ela.
Ele ficou olhando onde a bola iria parar; depois que ela parou perto dele, ficou olhando para ela e depois olhou para a EE. A seguir, pegou a bola levou-a à boca e depois jogou-a no chão.
A EE, então, jogou a bola mais uma vez para o bebê e solicitou que ele a devolvesse, ele ficou olhando para a bola novamente e depois pegou- a, ficou um pouco com ela e deixou-a cair.
A EE repetiu o procedimento mais duas vezes, mas a reação do bebê foi a mesma em todas as tentativas. Augusto permaneceu segurando a bola e soltando-a no chão.
Obs. 17 Após uma semana, aos 0;09(14), a EE iniciou a atividade jogando a bola em várias direções com o objetivo de que Augusto observasse como ela a arremessava. O bebê a ficou observando todo o tempo e rindo. Em seguida, a EE sentou-se de frente para ele e arremessou a bola na sua direção, solicitando que ele repetisse o mesmo movimento na sua direção. Ele ficou olhando a bola e depois olhou para a EE e sorriu. Em seguida, pegou a bola e jogou-a no chão à sua frente. Agora, em vez de rolar a bola, o bebê joga-a no chão a sua frente, sem ainda coordenar o arremesso na direção da EE.
A EE jogou a bola, mais uma vez, e ficou olhando-a rolar até chegar bem perto dele, que ainda não a pegou, ficando apenas olhando para a bola. Após alguns segundos, pegou a bola com as duas mãos e jogou-a mais uma vez no chão à sua frente.
O procedimento foi repetido mais três vezes e em todas as vezes, Augusto continuou a agir da mesma forma, segurava a bola e jogava-a no chão à sua frente.
Obs. 18 Após sete dias, com o bebê tendo já 0;09(21), a EE iniciou a atividade jogando uma bola ao lado de Augusto, que, por sua vez, saiu engatinhando atrás da bola para pegá-la. A EE, então, o colocou sentado de frente para ela e jogou a bola em sua direção, solicitando sempre que ele a devolvesse.
Augusto pegou a bola e ficou olhando cada detalhe, como se estivesse analisando-a, depois a soltou. Após alguns segundos, segurou a bola novamente por alguns instantes e depois a jogou no chão à sua frente. Augusto ainda não conseguiu jogar a bola na direção da EE quando solicitado, continuando a jogá-la no chão à sua frente.
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Obs. 19 Aos 0;09(28) o bebê apresentou disposição para participar da atividade, assim que viu a EE com a bola na mão; ficou todo sorridente, demonstrando satisfação.
A EE sentou-se de frente para ele e arremessou a bola na sua direção, solicitando que este a jogasse de volta para ela. Ele ficou acompanhando o movimento da bola, no chão, por alguns segundos; depois olhou para a EE, que solicitou que ele pegasse a bola e jogasse de volta para ela. Ele, então, pegou a bola e jogou, mas na direção contrária à da EE.
O arremesso na direção correta envolve muita coordenação de deslocamentos do objeto em sintonia com os deslocamentos do bebê. Portanto, é ainda prematura a reação.
A EE jogou mais uma vez a bola para o bebê, que a pegou, levou à boca e depois soltou no chão a sua frente, empurrando-a na direção da EE. Esta pegou a bola e jogou mais uma vez para ele, solicitando sempre que jogasse de volta. Augusto pegou e segurou a bola um pouco e, em seguida jogou-a no chão à sua frente sem, contudo, coordenar e arremessar na direção correta.
Obs. 20 Aos 0;10(00), a EE sentou-se de frente para Augusto e arremessou-lhe a bola, mostrando como deveria ser feita a atividade, solicitando que ele a jogasse de volta para ela. Ele pegou a bola olhou para a EE, sorriu e depois a jogou no chão à sua frente e ficou olhando-a rolar.
A EE, então, jogou, mais uma vez, a bola para ele, que a pegou, mas sem jogá-la de volta, ficando apenas brincando com ela no chão. A EE repetiu o procedimento e, dessa vez, ele pegou a bola, levou à boca e, em seguida, jogou-a, mas no sentido oposto ao da EE. A coordenação do arremesso e a direção jogada foi tarefa difícil.
Obs. 21 Após uma semana, com o bebê já com 0;10(07), a EE sentou-se de frente para o ele e jogou-lhe a bola, solicitando que ele a jogasse de volta para ela. Contudo, o bebê pegou a bola e ficou apertando-a comas
duas mãos; depois a jogou no chão e ficou olhando seus deslocamentos de um lado para o outro. A EE pediu que ele pegasse a bola e a jogasse de volta para ela, mas ele pegou-a e segurando-a engatinhando em direção à EE entregando-lhe em suas mãos.
A EE voltou à posição anterior e mais uma vez jogou a bola para ele e solicitou que ele a devolvesse. O bebê pegou e apertou a bola. Em seguida,conseguiu, pela primeira vez, arremessá-la em direção à EE. Ela tentou repetir a atividade mais algumas vezes, mas Augusto não quis mais participar.
Os deslocamentos do objeto, em média, são conservados somente na quinta fase de 12 à 18 meses com as reações circulares terceárias.
Obs. 22 Após uma semana, aos 0;10(14), a EE iniciou a atividade sentando-se de frente para ele e jogando a bola na sua direção, sempre conversando com ele sobre a atividade e solicitando que ele a jogasse de volta. Este a pegou comas duas mãos, ficou segurando e sorrindo, depois a jogou no chão à sua frente.
A EE repetiu o procedimento inicial mais algumas vezes e, na última, ele segurou a bola, ficou apertando a mesma entre as mãos e, em seguida, olhou para a EE e arremessou a bola na direção dela, esboçando um enorme sorriso. O bebê conseguiu coordenar os deslocamentos do objeto com a direção esperada.
Obs. 23 Após quatorze dias, aos 0;10(26), a EE como de costume sentou-se de frente ao Augusto e arremessou-lhe a bola solicitando que a jogasse de volta . Ele segurou a bola com as duas mãos, olhou para a EE e sorriu; depois jogou a bola no chão à sua frente.
A EE repetiu mais quatro vezes: nas duas primeiras ele apresentou a mesma ação da primeira tentativa, mas nas duas últimas, ele jogou a bola, apesar da pouca força do arremesso em direção à EE.
Mediante o sucesso objetivado pela criança na observação 23, foi considerado como uma avaliação do fechamento dessa atividade, ou seja o pós teste, que foi realizado com o bebê de controle Júlia na observação 25.
Obs. 24 Julia 0;08(23) foi colocada diante de várias bolas para se adaptar-se à nova situação, brincando livremente. Em seguida, a EE sentou-se de frente para ela e começou a jogar-lhe uma bola, solicitando que jogasse de volta contando com a interação da criança.
Júlia ficou concentrada por certo período de tempo. Inicialmente, pegou a bola com muito ânimo, mas não percebeu que era para jogar-lhe de volta, limitando-se a segurá-la e levá-la à boca. A seguir, foi se desanimando, querendo ir para o colo e não querendo mais realizar a atividade.
Obs. 25 Aos 0;10(21), a EE submeteu a bebê a alguns momentos de adaptação a sua presença. A seguir, sentou-se de frente para ela e jogou a bola na sua direção, sempre conversando com ela sobre a atividade e solicitando que jogasse a bola de volta para a EE.
Júlia, então, segurou a bola com ambas as mãos e ficou olhando para a EE, que solicitava que ela lhe devolvesse a bola, Júlia colocou a bola na boca e, depois de algum tempo, apenas soltou a bola à sua frente.
A EE repetiu a atividade e Júlia segurou a bola, levou à boca e depois soltou com força, como se estivesse jogando a bola, à sua frente. A bebê limitou-se a explorar o objeto e soltá-lo à sua frente.
Interessante que todas as crianças experimentais apresentaram essa reação de jogar a bola com força sobre o solo, não tendo, ainda, consciência de seu poder de deslocamento mediante impulso.
Diante das diferenças de reação, o tempo decorrido entre o pré-teste e o pós-teste dos dois bebês controle não foi suficiente para eles coordenarem os deslocamentos do objeto na direção esperada. Logo, a atividade experimental realizada com os bebês experimentais, Lucas e Augusto, respondeu pelo seu sucesso nos pós-testes 12 e 23.