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4   Presentasjon av designprosessen

4.2   Innhold

Nos procedimentos metodológicos, propomo-nos a verificar as ocorrências dos dispositivos hipertextuais nos turnos interativos dos alunos em e-fóruns e em chats. Para isso, disponibilizamos, no quadro 3, abaixo, o número de vezes que cada recurso foi utilizado pelos participantes.

R REECCUURRSSOOSS HHIIPPEERRTTEEXXTTUUAAIISS TETFFÓÓRRUUMM ELLEEDDUUCC MSN F FÓÓRRUUMM M MOOOODDLLEE C CHHAATT M MOOOODDLLEE

Usaram links para outros sites ou

arquivos 0 0 1 3

Enviaram som: arquivos mp3 ou mp4 0 0 0 0

Enviaram som: chamada de atenção 0 1 0 4

Enviaram imagem (gifs) e fotos 0 0 1 0

Usaram imagens através de webcam 0 0 0 0

Enviaram arquivos 0 1 0 0

Usaram winks 0 0 0 0

Usaram emoticons 0 17 18 19

Quadro 3 – Recursos hipertextuais usados por alunos.

Através dos dados registrados no quadro 3, observamos que os alunos, assim como os tutores, também usaram pouco do potencial do hipertexto nas interações, no entanto, diversificaram um pouco mais os tipos de recursos: usaram links que levavam a outros sites, chamaram a atenção do interlocutor através de som, enviaram

emoticons com imagens estáticas e em movimentos, além de arquivos de dados para ser acessado pelo interlocutor durante as interações.

Ainda no quadro 3, percebemos que, apesar de ter sido usada uma maior variedade de dispositivos hipertextuais, continuou a predominância dos emoticons, provavelmente por motivos como os que seguem e que serão ilustrados durante esta seção: denotam a expressividade do interlocutor; simulam as expressões faciais e os gestos da comunicação face a face; são uma forma rápida, objetiva e dinâmica de o usuário expressar-se sobre cada momento de interação; tem um aspecto lúdico; pode ser acessado automaticamente pelos usuários que já costumam utilizar esse recurso, e, por vezes, já têm memorizadas teclas de atalho que servem de acesso mais rápido aos

emoticons. Tudo isso pode ter contribuído para a continuidade de predominância dos

emoticons também nas interações dos alunos, pois, assim como os tutores, certamente, eles compreendem que essa semiose é uma maneira de aproximação do “outro” na interação através do AVA. Dessa forma, os alunos reconhecem a importância do processo de interação para o seu aprendizado em ambientes virtuais.

E por falar em “aproximação”, os retornos dos questionários por parte dos estudantes mostraram que mais da metade deles não consideram frio o AVA que utilizam no curso, como confirmam as falas de alguns dos participantes:

(1) “O ambiente é para trocas educacionais. O tratamento que me é dado é de cortesia e educação. Nunca me senti ofendido ou desrespeitado.” (Citação_Questionário_Sujeito 1)

(2) “No caso dos cursos a distância, é justamente o contrário, aproxima alunos dos outros alunos e do tutor.” (Citação_Questionário_Sujeito 7) (3) “Quando há compromisso por parte das pessoas envolvidas no processo, os sistemas em referência não distanciam as pessoas e sim promovem uma perfeita interação.” (Citação_Questionário_Sujeito 9)

(4) “Acho que quem faz o ambiente é o usuário.” (Citação_Questionário_Sujeito 13)

(5) “A proximidade pode ser efetiva dependendo da forma com que os dois, tutor e aluno, conseguem dar emotividade na escrita, de como organizam com clareza, objetividade e alguma eloqüência o texto. Depende ainda de como conseguem tornar os textos virtuais em leitura com prazer. Nem sempre é fácil, se faz necessário o hábito de ler e escrever constantemente.” (Citação_Questionário _Sujeito 15)

Já dentre os que consideram frio o AVA que utilizaram no curso, notamos que um dos sujeitos preocupa-se com a interação para o aprendizado através do suporte digital; outro parece não estar aberto ao uso das novas TICs em educação; e, por fim,

um enfatizou a importância do letramento digital para o uso das ferramentas do AVA. Senão, vejamos:

(1) “O ambiente virtual é mais racional. Perde, de fato, bastante do calor humano que, penso, ajuda muito nas intervenções tutor-aluno.” (Citação_Questionário_ Sujeito 4)

(2) “Não acredito na didática totalmente virtual.” (Citação_Questionário_Sujeito 8)

(3) “A própria ferramenta é limitada e exige um certo domínio da tecnologia que nem todos possuem.” (Citação_Questionário_Sujeito 12)

Em relação aos alunos, ao contrário do que aconteceu com o quadro 2, dos tutores, o uso dos emoticons não se concentrou em um AVA, e sim está bem distribuído entre MSN, chat e e-fórum do Moodle. De acordo com os questionários respondidos pelos sujeitos pesquisados, em que a média de navegação é de 7 anos, a vivência deles na Internet é bastante significativa, o que facilitou o uso de emoticons e de outros dispositivos hipertextuais nas trocas de turnos com os colegas e com os tutores:

(1) “10 anos.” (Citação_Questionário_Sujeito 1) (2) “03 anos.” (Citação_Questionário_Sujeito 2 ) (3) “7 anos.” (Citação_Questionário_Sujeito 3)

(4) “Há mais de 10 anos.” (Citação_Questionário_Sujeito 7) (5) “Não lembro exatamente, talvez uns 9 anos.”

(Citação_Questionário_Sujeito 15)

Os dados nos permitem afirmar que, em virtude de a maioria dos usuários terem um grau de letramento digital adequado para manipular as ferramentas de interação próprias do meio digital (dentre elas os emoticons), eles utilizaram essa semiose naturalmente, tendo a certeza de que ela seria positiva para a comunicação com os demais colegas.

Vale ressaltar que, no AVA Teleduc, poucos dispositivos hipertextuais puderam ser flagrados durante as interações nos e-fóruns, tanto por aluno quanto por tutor. Enquanto no e-fórum do Moodle recursos de link e imagens ficaram registrados e puderam ser flagrados nas “falas” dos usuários durante a observação, no e-fórum do Teleduc isso não foi possível, pois não foi deixada nenhuma pista nas sessões, visto que os mecanismos hipertextuais só apareciam em forma de links, não para serem

registrados nas “falas” dos sujeitos, mas para serem usados na navegação de uma página a outra no fórum, ou para se alterar a forma de visualização da lista de participações dos alunos. Eram links internos, para navegação dentro do ambiente, e não links externos que direcionavam para outros sites.

Vale ressaltar que esses links são de extrema importância para que os usuários possam interagir dentro do AVA, pois é através deles que os tutores podem inserir questionamentos para iniciar discussões e para acessar os comentários dos alunos para fazerem intervenções durante a mediação. E, também, pelos cliques sobre os diversos links que os alunos podem participar das discussões e interagir com os colegas, postando idéias a respeito das contribuições dos outros.

Também é importante citar que as telas seguintes fazem parte das mesmas interações do chat do MSN, do chat e do e-fórum do Moodle, e do e-fórum do Teleduc já descritas na seção anterior, destinada aos tutores. Portanto, para evitar repetições, vamos direto às análises sem nos determos a explicar novamente o objetivo de cada curso nas diversas interações que ilustraremos, uma vez que isso já foi esclarecido na seção anterior.

Na seção que segue, descreveremos e exemplificaremos, com recortes dos turnos conversacionais entre tutores e alunos, as situações de uso dos recursos hipertextuais nos gêneros digitais em análise. Tais situações serão categorizadas ao final desta etapa do trabalho, após serem flagradas em cada interação ilustradas pelas telas capturadas durante as sessões de chats e de e-fóruns estudados.