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5.1   Multimodal koherens i applikasjonen

5.1.4   Dialog

O hipertexto tem atraído a atenção de muitos autores, de modo que a discussão acadêmica acerca do assunto já é bastante acirrada. Lendo McKnight et al (1991), verifica-se a existência de autores como Beeman et al (1987)15 que defendem que o hipertexto trará um desenvolvimento substancial para educação, e outros como Marchionini & Shneiderman (1988)16, cujas idéias sustentam que a aplicação de

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Para maiores detalhes, consulte-se a página http://www.uol.com.br/mundodigital/beaba/manual.html

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BEEMAN, W. O. et al. Hipertext and pluralism: from lineal to non-lineal thinking. Proceedings of Hipertext’ 87. University of North Carolina, Chapel Hill. 1987. pp. 67-88.

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MARCHIONINI, G. & SHNEIDERMAN, B. Finding facts versus browsing knowledge in hipertext systems. Computer. January, 1988. pp. 70-80.

computadores [na educação, por exemplo,] aperfeiçoará a performance cognitiva, mudando o modo de pensarmos (McKnight et al, 1991: 06).

Xavier (2002), em sua tese de doutoramento, também elenca uma série de autores que segue uma perspectiva similar (Cf. Landow, 1992; Tumam, 1992; Lanhan, 1993;)17. Sendo o hipertexto complexo, e relativamente novo, é natural que a posição de uns seja de deslumbramento e de outros seja de moderação (Snyder, 1998; Burbules, 1998). Enquanto os primeiros vêem o hipertexto como o caminho certo para a trans e a interdisciplinaridade, os últimos têm observado e estudado o hipertexto como um meio de informação, ou, nas palavras de Snyder (1998: 126), uma estrutura composta por blocos de textos conectados por links eletrônicos, os quais oferecem diferentes caminhos para os usuários. No bojo desse debate, há quem defenda, como é o caso de McKnight et al, (1991) que o hipertexto deveria ser visto como o próximo estágio na evolução das tecnologias de comunicação e como um possível agente de um aumento em nossa sofisticação intelectual e tecnológica (p. 06).

No Brasil, a Lingüística Textual tem buscado adotar, também, uma postura de moderação (Cf. Xavier 1999, 1999a, 2001, 2002; Marcuschi, 2000, 2000b; Koch, 2002). Marcuschi (2000), por exemplo, acredita que as visões eufóricas e deslumbradas sobre as potencialidades do hipertexto, mesmo estando ele na sua infância, têm sido desmesuradas. Este autor julga perigosas as visões sobre o hipertexto na educação e, por isso, dá destaque ao grande risco de banalização do hipertexto não só na sua concepção e uso, mas no seu emprego indevido no próprio ensino. [O autor crer] que é na educação e confecção de softwares hipertextuais para o ensino que mora o perigo maior (p.02).

Em Marcuschi (2000), a caracterização do hipertexto não se reduz à não- linearidade, a qual é questionada como “eixo definidor de hipertexto”. Um texto impresso também apresenta uma estrutura hipertextual se se considerar a não- linearidade como critério de análise. Basta que se atente para os recursos, como as notas de rodapé, os gráficos, os índices e outros que tiram o leitor da seqüencialização da atividade de leitura. Seguindo, então, a proposta de autores como Snyder (1998),

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LANDOW, G. Hipertext 2.0:the convergence of contemporany crytical theory. Baltimore and London: John Hopkins University Press, 1992. / TUMAM, M. Literacy online: the promise (and peril) of reading and writing with computers. London: University of Pittsburgh Press, 1992. / LANHAN, R. The electronic word: democracy, technology and arts. Chicago Press, 1993.

Burbules (1998), entre outros, Marcuschi (2000) considera como elementos básicos e como critérios mais pertinentes de caracterização hipertextual os links e os nós textuais que se escondem atrás deles.

Parece que o ponto de maior divergência entre o texto impresso e o hipertexto, no que concerne às orientações dadas ao leitor, é que naquele o leitor tem uma atitude mais passiva, quando precisa seguir, pelo menos a priori, a rigidez da linearidade e da seqüencialização do texto, enquanto que neste, o hiperleitor (para usar o termo de Xavier, 1999a) rompe com essa postura, construindo, ele próprio, os caminhos da hiperleitura no uso dos elementos hipercoesivos (os links) do hipertexto. Este fato também é observado por Lévy (2001) quando afirma que

o suporte digital apresenta uma diferença considerável em relação aos hipertextos anteriores à informática: a pesquisa nos índices, o uso dos instrumentos de orientação, de passagem de um nó a outro, fazem-se nele com grande rapidez, da ordem de segundos (p. 44).

É preciso, no entanto, dizer que os links também não podem ser reduzidos a veículos que servem, apenas, de condução do internauta de um nó a outro ou de um local a outro dentro do ciberespaço. Por detrás do ato de clicar está o que Burbules (1998) chama de movimentos retóricos e Xavier (2001) chama de uma forma digital de fazer referenciação, pois os links não são apenas engenhocas digitais com mera função estética dentro da home page, isto é, não são vazios de sentido.

Ainda que todos tenham em comum o ato do clik, os links se diferenciam nas distintas relações sêmicas que estabelecem dentro do hipertexto. Burbules defende que o link é a estrutura elementar que representa um hipertexto como uma teia sêmica de relações de significados (p. 105). O fato de Burbules afirmar que os links são instrumentos de retórica, deve-se à associação que o autor faz dos interconectores às figuras de retórica como a metáfora, a metonímia, a sinédoque, a hipérbole, etc. São do autor as seguintes palavras:

estou usando a linguagem dos tropos [...] para descrever tipos de links, a fim de ressaltar sua variedade e significação não neutra. Quero mostrar que os links, como movimentos retóricos, podem ser

avaliados e questionados por sua relevância. Eles implicam escolhas, revelam suposições (Burbules, 1998: 110).

Não iremos fazer aqui uma descrição desses links, como o faz Marcuschi (2000) ao resenhar Burbules. Nosso objetivo é, tão somente, o de mostrar como esses autores (Snyder, 1988; Burbules, 1998; Marcuschi, 2000) compreendem a dinamicidade da natureza hipertextual e de como não elegem a não-linearidade como critério-mor de hipertextualidade, ainda que essa deva ser vista como o caminho que o internauta, no caso do hipertexto internetiano, escolhe no ato do clik.

Como vimos, tais autores têm legado ao link vários valores, entre estes o de caracterizar e definir o hipertexto. Faz-se necessário, no entanto, que reflitamos um pouco mais sobre o eixo definidor da hipertextualidade. Parece que tal definição anda longe de encerrar um consenso entre os pesquisadores. Snyder (1998: 126), por exemplo, mostra que o som, a imagem (com ou sem animações) e a escrita são considerados partes constitutivas da estrutura hipertextual. Estas linguagens (som, imagem e escrita), também chamadas de hipermídia (Cf. Demétrio, 2000), amalgamadas em um mesmo suporte (a tela do computador)18, são consideradas por Xavier (2002) como um modo de enunciação digital, cuja representação se dá pelo que o autor designa de equação enunciativa, como evidencia a figura 01.

FIGURA 01