• No results found

for pressens observerende deltakelse

4.6 Ingen berettiget interesse tilsier hemmelighold

66 |Braquiterapia Prostática: Morbilidade Urinária e Sexual

mínimo). As variáveis quantitativas foram fundamentalmente caracterizadas através do valor da média e do desvio padrão. Para as variáveis qualitati- vas, não fazendo sentido a utilização daquelas medidas de localização e dispersão, optou-se pela análise de frequências e determinação da moda. Sempre que dispúnhamos de variáveis medidas em escala ordinal optou-se também pela determinação do valor da mediana.

São usadas representações gráficas diversas de modo a tornar mais ime- diata e simples a interpretação de algumas características dos indivíduos ou do seu comportamento ao longo do tempo. Salienta-se a utilização de grá- ficos de barras, histogramas, diagrama de extremos e quartis, e gráficos de linhas para evidenciar o comportamento de variáveis ao longo do tempo.

As técnicas estatísticas de inferência possibilitam a caracterização de uma ou mais populações a partir do estudo de amostras. É particularmente útil a utilização de testes de hipóteses quando se pretende verificar (probabilisticamente), a partir da(s) amostra(s), determinadas afirmações feitas sobre características da população em estudo.

Neste trabalho recorreu-se, em particular, à utilização dos seguintes testes de hipóteses:

Paramétricos (pretende-se validar afirmações feitas sobre parâmetros da

população em estudo): igualdade de variâncias, igualdade de valores médios e igualdade de proporções

Não paramétricos (pretende-se validar afirmações feitas sobre outras

características da população em estudo): Mann-Whitey, Qui quadrado de Homogeneidade, Teste de Ajustamento Kolmogorov-Smirnov

Dos testes anteriormente referidos importa distinguir os que são utili- zados para responder mais directamente a questões de investigação colo- cadas e os que são utilizados para verificação de pressupostos, que não se verificando impossibilitam a aplicação de determinado teste estatístico. Na primeira situação encontram-se os testes sobre igualdade de valores médios, igualdade de proporções, Mann-Whitey e Qui-Quadrado de Homogeneidade. No segundo encontram-se os testes sobre igualdade de variâncias e Teste de Ajustamento Kolmogorov-Smirnov.

Para a aplicação do teste sobre igualdade dos valores médios é neces- sário dispor-se de:

1. Variáveis medidas numa escala métrica (intervalo ou razão)

2. Variáveis com distribuição de probabilidade Normal (teste de ajustamento de Kolmogorov-Smirnov em que H0: a variável tem distribuição Normal) ou amostras com dimensão superior ou igual a 30 observações, sendo deste modo possível aproximar-se a distribuição da estatística de teste a uma Normal (Teorema Limite Central).

67 |Material e Métodos

3. Informação sobre a homocedastecidade ou heterocedastecidade das variâncias populacionais (teste de Levene sobre igualdade de variâncias) 4. Amostras independentes

5. Define-se a hipótese nula, hipótese a testar, do seguinte modo:

Para a aplicação do teste sobre igualdade de proporções é necessário dis- por-se de:

1. Dados sob a forma de frequências

2. Possibilidade de aproximação da estatística de teste à distribuição Normal (verificação das condições de aproximação da Binomial à Normal) 3. Define-se a hipótese nula, hipótese a testar, do seguinte modo:

O teste de Mann-Whitney constitui uma alternativa não paramétrica ao teste sobre igualdade de valores médios para duas amostras independen- tes. Este teste não paramétrico utiliza-se sempre que se pretende compa- rar dois grupos independentes e a característica a comparar está medida numa escala pelo menos ordinal, ou utiliza-se quando não se verificam as condições de aplicabilidade do teste sobre comparação de dois valores médios. Este teste é largamente utilizado ao longo deste trabalho, quer pela natureza das variáveis dos questionários, quer pela difícil verificação das condições necessárias à aplicação do teste de diferença de valores médios. A forma como este teste está construído torna-o particularmente sensível às possíveis diferenças de localização entre os dois grupos.

Define-se a hipótese nula, hipótese a testar, do seguinte modo: os dois grupos são idênticos relativamente à característica em estudo.

O teste do Qui Quadrado de Homegeneidade é utilizado quando se pretende comparar dois ou mais grupos independentes relativamente a uma caracterís- tica de natureza qualitativa. Para a aplicação deste teste é necessário que: 1. A variável (característica a comparar) seja qualitativa ou esteja transfor- mada em qualitativa

2. As categorias da variável sejam exaustivas e mutuamente exclusivas 3. Os dados disponíveis estejam sob a forma de frequências

4. Se tenham dois ou mais grupos independentes

A hipótese nula ou hipótese a testar define-se do seguinte modo Os grupos são homogéneos relativamente à característica em estudo.

A utilização de testes estatísticos impõe a tomada de decisão relativa- mente à afirmação definida em H0. Neste trabalho utiliza-se como critério de

decisão a comparação entre valor p(1) (valor de probabilidade determinado

à posteriori) e o nível de significância a(2) (valor de probabilidade definido

à priori e que neste trabalho é 0,05).

(1) Corresponde,

num teste bilateral, a duas vezes o valor de probabilidade que se encontra à direita do valor da estatística de teste. O valor p pretende medir a probabilidade do resultado obtido ter resultado do acaso. Assim, se este valor de probabilidade é muito pequeno, menor ou igual ao nível de significância, rejeita-se a hipótese nula, assumindo-se a hipótese alternativa. (2) Corresponde à probabilidade de rejeitarmos a hipótese nula e ela ser verdadeira (erro tipo I)

71 |Resultados

F

oram definidos diversos sub-grupos de pacientes, consoante algumas

características habitualmente referidas como factores de risco para a morbilidade do tratamento de braquiterapia prostática, com o objectivo de analisar a influência daqueles factores no risco de morbilidade urinária e sexual.

Avaliou-se, em cada grupo, a evolução do IPSS, frequência de retenção urinária, frequência de ressecções prostáticas após o implante e evolução do BSFI. Procedeu-se à comparação entre os diversos grupos para avaliar o impacte dos factores referidos na morbilidade.

Os factores de prognóstico clínicos não foram descritas na análise dos

resultados uma vez que o objectivo era avaliar o risco de morbilidade.

quadro 4.1_ Grupo 1

Braquiterapia em Monoterapia (MONO) versus

Braquiterapia associada a Radioterapia Externa (BCOMB)

MONOTERAPIA (MONO) RADIOTERAPIA EXTERNA (BCOMB) Braquiterapia em monoterapia

[inclui doentes submetidos a hormonoterapia e com antecedentes de cirurgia prostática (RTU-P ou prostatectomia)]

Braquiterapia combinada com Radioterapia Externa, 2 meses depois

(inclui doentes submetidos a hormonoterapia e com antecedentes de cirurgia prostática (RTU-P ou prostatectomia)

72 |Braquiterapia Prostática: Morbilidade Urinária e Sexual

quadro 4.2_ Grupo 2

Próstatas volumosas versus Próstatas não volumosas

VOLUME >50 ml VOLUME <50 ml Braquiterapia em monoterapia

ou combinada com Radioterapia Externa

Braquiterapia em monoterapia

ou combinada com Radioterapia Externa

quadro 4.3_ Grupo 3

Hormonoterapia (HORM) versus Sem hormonoterapia (NHORM)

HORMONOTERAPIA SEM HORMONOTERAPIA Braquiterapia em monoterapia

ou combinada com Radioterapia Externa

Braquiterapia em monoterapia

ou combinada com Radioterapia Externa

quadro 4.4_ Grupo 4

IPSS elevado versus IPSS baixo

IPSS elevado (>18) IPSS baixo (<18) Braquiterapia em monoterapia

ou combinada com Radioterapia Externa

Braquiterapia em monoterapia

73 |Resultados

RESULTADOS: GRUPO MONO (GERAL DE