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K ONKLUSJON :   E N POTENSIELT VIKTIG AKTØR I NORSK EUROPAPOLITIKK

3.  DEN NORSKE EU‐DELEGASJONEN

3.6   K ONKLUSJON :   E N POTENSIELT VIKTIG AKTØR I NORSK EUROPAPOLITIKK

Na sequência das entrevistas, após identificar com os entrevistados o nível de participação no planejamento da Rede e a importância que atribuem a essa participação, passou-se a identificar a clareza que os sujeitos têm sobre as diretrizes

estratégicas da Rede, o grau de autonomia dos colégios para contribuir na definição dos indicadores e as afinidades existentes entre o planejamento da Rede e dos colégios.

Percebeu-se, na análise dos documentos, que as diretrizes são encaminhadas pela Rede Verzeri e que integram o planejamento dos colégios. Porém, nas entrevistas, foi possível constatar que apenas parte dos sujeitos tem conhecimento das diretrizes e metas da Rede, pois, ao serem questionados, apenas profissionais que atuam no nível estratégico conseguiram relatá-las, conforme demonstram algumas falas de entrevistados que ocupam cargo de gestão:

Sim, tenho clareza e vejo uma preocupação muito grande em manter a qualidade pedagógica e de inovação, que tem dentro das premissas da Rede e também a questão da sustentabilidade, que vem bem destacado ali nas premissas e que a gente tem que cumprir. (Entrevistado nº 1)

Sim, tenho clareza. A gente sempre faz um estudo no CAP (Conselho Administrativo Pedagógico), aí é passado todas essas diretrizes, aí a gente vai desdobrando por área e conforme os turnos. (Entrevistado nº 3)

Pelo que me lembro, as diretrizes referem-se a questão da sustentabilidade, a visão estratégica e seus indicadores. (Entrevistado nº 9)

O conhecimento e a clareza das estratégias são fundamentais para garantir a qualidade da implementação estratégica, porém a formação acadêmica dos gestores educacionais em Pedagogia, normalmente insuficiente para lhes aportar conhecimentos de gestão estratégica, e a complexidade crescente da realidade das escolas são alguns dos limitadores para se alcançar melhores resultados institucionais.

Além da clareza sobre as estratégias, foi possível identificar a opinião dos entrevistados sobre a autonomia que os colégios têm para contribuir na definição dos indicadores estratégicos da Rede. A compreensão sobre a autonomia ficou dividida entre os entrevistados, pois alguns entendem que ela existe enquanto outros não, conforme se percebe na fala de alguns dos entrevistados:

A gente tem autonomia em relação a nossa unidade específica para cumprir com o que a gente se propôs na Rede. Então, eu diria de nossa fatia do bolo para cumprir com nossa parte. (Entrevistado nº 1)

Acho que tem autonomia, tem voz ativa, por isso eu vejo que cada vez mais a direção tendo reuniões com a Mantenedora, e vejo um trabalho em Rede que vai colocando seu ponto de vista de acordo com a sua realidade. Não é que a escola tem autonomia para fazer o que lhe convém, mas tem abertura para colocar dentro de sua realidade o que é mais viável. (Entrevistado nº 2)

Não temos autonomia. Os indicadores são determinados e temos que cumprir com nossas metas. (Entrevistado nº 8)

Eu não vejo que a escola tem autonomia para mexer, mas a escola sempre argumenta e a Mantenedora sempre ouve. Mas entendo que o que a Mantenedora estabelece é o certo que deve ser mantido. (Entrevistado nº 12)

Para entender esse sentimento dúbio expressado pelos entrevistados em relação ao tema da autonomia, recorremos a Motta (1979), que esclarece que as instituições sem fins lucrativos não possuem a mesma racionalidade analítica das empresas privadas já que “[...] seus dirigentes normalmente não gozam das mesmas condições analíticas e de autonomia” (MOTTA,1979, p. 3). Por outro lado, Dalcorso (2012) reforça que, com a participação dos sujeitos ao planejar ações que envolvem intervenções no ambiente escolar, a escola tem ganhos no envolvimento das pessoas, criando-se um sentimento de pertença entre os membros, que assim passam a sentirem-se produtores de conhecimento, energizando-se para o comprometimento com as decisões estratégicas.

Por fim, foi analisado com os entrevistados se eles percebem afinidade entre o planejamento da Rede e o das escolas. Eles expressaram como extremamente importante esse alinhamento, pois entendem que fazem parte de uma Rede, de onde devem partir as estratégias. Além da importância que os entrevistados deram para a afinidade, referiram-se a ela como presente nos valores e princípios da escola, assim como na forma de educar conforme os preceitos da fundadora da Congregação: Santa Teresa Verzeri.

Algumas das falas referiram-se a essa afinidade da seguinte forma:

Identifico que a afinidade está principalmente na questão da própria missão tendo os princípios de Teresa Verzeri, apesar de ter suas peculiaridades na escola, na Rede e em outras escolas, mas acho que isso é o principal. (Entrevistado nº 1)

Como a escola faz parte de uma congregação, como afinidade temos os valores e os princípios em comum. Então a escola só vai atuar em conformidade com o que for definido pela Congregação. (Entrevistado nº 7) Sempre que a gente vai fazer o planejamento estratégico da escola, temos que ter as premissas que a Rede nos manda então a partir daí se busca essa afinidade. (Entrevistado nº 10)

Além dos valores e princípios, os entrevistados também se referiram à missão e à visão que as escolas têm em comum. Essa percepção citada por alguns dos entrevistados demonstrou a convergência das estratégias das escolas com as estratégias da Rede Verzeri. Uma dessas diretrizes refere-se à promoção dos princípios de Santa Teresa Verzeri e vivência dos valores. Da mesma forma, ao cotejar as falas com os documentos do planejamento das escolas, essa afinidade foi confirmada pela declaração da missão, visão e valores dos colégios serem comuns.

Assim, complementando a análise das entrevistas sobre a clareza, a autonomia e a afinidade que os sujeitos percebem sobre o planejamento estratégico da Rede, será verificado na próxima seção como ocorreu o desdobramento do planejamento estratégico ao longo da estrutura hierárquica dos colégios.

5.4.3 Percepções dos sujeitos sobre o desdobramento do planejamento