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2 VENTELISTEGARANTIEN

2.12 Informasjon til pasientene

Os traços especificamente humanos são adquiridos no domínio da cultura por meio da interação social uns com os outros. As pessoas constroem-se como seres sociais a partir das trocas culturais, comunicacionais com semelhantes; agrupam-se, constituem comunidades, redes, sociedades baseadas em instrumentos e signos.

Cândido e Abreu (2005) definiram o termo rede, de modo geral, como um sistema integrado de elos.

Já Castells (1999) define a rede como estruturas abertas, compostas por um conjunto de nós interconectados que podem se expandir ilimitadamente, desde que esses nós consigam se comunicar dentro dessa rede. Para tanto, a rede necessita manter um código único de comunicação entendido por todos os nós da rede. Nesse contexto, a intensidade e frequência da interação entre esses nós é que irá definir o tipo de estruturação de cada rede social.

As redes podem criar valores que são imitáveis e insubstituíveis além de trazer recursos tanto para a rede quanto para seus integrantes (GULATI, 1999) e pode ser definida como um conjunto de dois elementos: atores (pessoas, instituições ou grupos) e suas conexões (WASSERMAN, FAUST, 1994, DEGENNEE, FORSÉ, 1999).

Para Garton, Haythornthwaite e Wellman (1997), a abordagem de rede é importante

1. Necessidade de Informação

2. Coleta 4. Disponibilização

porque enfatiza as conexões entre os indivíduos no ciberespaço.

Para Nolan (1999), as redes sociais são muito eficazes para a coleta de informações de qualidade quando bem desenvolvidas. Cunha (2006) corrobora afirmando que as redes sociais objetivam a interação entre pessoas que necessitam de informação com aquelas que detêm a informação.

Segundo Marteleto (2001, p.72), as redes sociais podem ser definidas como um “conjunto de participantes autônomos, unindo ideias e recursos em torno de valores e interesses compartilhados”.

Downes (2005, p.411), por sua vez, compreende que “uma rede social é um conjunto de indivíduos ligados entre si por um conjunto de relações”. As redes ainda podem ser entendidas como o conjunto das relações sociais existentes entre conjuntos de atores e também entre estes atores individualmente (COLONOMOS, 1995 apud ACIOLI, 2007).

Somente recentemente, os profissionais de Inteligência Competitiva reconheceram a importância das redes interpessoais ou sociais como veículos de coleta e disseminação eficiente de informações. É por meio delas que as informações são obtidas e que o conhecimento tácito, mais difícil de ser transmitido, é difundido nas organizações.

Segundo Tomaél (2007, p. 12):

A proliferação da informação em grupos é comum nas redes, isto em virtude dos atores aproximarem-se de indivíduos que lhes inspirem confiança, ou que tenham relações de amizade e em muitos casos relações profissionais também.

Neste contexto, o indivíduo se caracteriza por possuir múltiplas relações, que podem ser motivadas pela amizade, pelas relações de trabalho ou pela simples troca de informações.

Para que essas redes sociais se desenvolvam é necessário haver interação entre seus atores e que estes se comuniquem. Essa interação propicia ainda a diminuição de custos de produção e comercialização quando for o caso.

A partir do final do século XX, a popularização do acesso à Internet fez com que o ciberespaço passasse a ser partilhado por um número crescente de pessoas tendendo à sua universalização.

Antes da criação da Internet, o relacionamento social em comunidades se dava em um território físico bem definido. Naquele momento, não se tinha ideia das modificações que ocorreriam na forma de se relacionar na sociedade humana.

Tal afirmação é ratificada por Bauman (2003, p.18-19):

Exatamente essa fissura nos muros de proteção da comunidade se torna trivial com o aparecimento dos meios mecânicos de transporte; portadores de informação alternativa (ou pessoas cuja estranheza mesma é informação diferente e conflitante com o conhecimento internamente disponível) já podem em princípio viajar tão rápido, ou mais, que as mensagens orais originárias do círculo da mobilidade

humana ”natural”. A distância, outrora a mais formidável das defesas da comunidade, perdeu muito de sua significação. O golpe mortal na “naturalidade” do entendimento comunitário foi desferido, porém, pelo advento da informática; a emancipação do fluxo de informação proveniente do transporte dos corpos. A partir do momento em que a informação passa a viajar independente de seus portadores, e numa velocidade muito além da capacidade dos meios mais avançados de transporte (como no tipo de sociedade que todos habitamos nos dias de hoje), a fronteira entre o “dentro” e o “fora” não pode mais ser estabelecida e muito menos mantida

A territorialidade passa a não encerrar em si seu caráter físico ou geográfico: passa a ter uma conotação simbólica, principalmente nos dias atuais, como elos de união entre os membros de uma comunidade propiciando a criação e potencialização de vínculos. Perde expressão como território físico quando comparado às modernas e comtemporâneas comunidades.

Nesse sentido, independente do caráter físico das comunidades, o ser humano nutre o desejo de segurança e de pertencimento a um ou mais grupos em que possa compartilhar sentimentos e sentir-se seguro como consequência.

As comnunidades, portanto, sofrem alterações conceituais significativas segundo Recuero (2006, p. 110):

Haveria, assim, uma transição do sentido do conceito de comunidade, de uma organização social baseada em parentesco, em relações mais orgânicas, para um novo tipo de organização social, voltada para a mobilidade, o aparecimento de grupos mais fluídos e pontuais. Esses novos conceitos, diferenciados dos conceitos utópicos, trabalham com diferentes princípios de coesão entre os seus elementos constituintes, como o contraste entre parentesco e território, sentimentos e interesses.

A partir do momento em que se internaliza a virtualidade da Internet, o deslocamento do conceito de comunidade, tradicionalmente aceito, é de extrema relevância.

O conceito de comunidade tem evoluído com o tempo. Idéias de pertencimento, de localização numa mesma área geográfica, ou de uma estrutura social formada, já revelaram o seu significado. Hoje esse conceito já abrange outro significado: o das comunidades virtuais. Com o incremento das redes telemáticas (a união das telecomunicações com a informática), essas novas comunidades puderam surgir, trazendo a união dos seus participantes não por localização geográfica, mas pela conexão com a rede. As proximidades intelectuais passam a ser mais importantes do que proximidades físicas (COSTA, 2008, p.1).

Alguns autores (RECUERO, 2006; MCLUHAN, 1996; CASTELLS, 2003) entendem que a mudança acerca do conceito de territorialidade não surgiu com a web. Uma diversidade de outros meios como cartas, telefone, telégrafo, por exemplo, já exerciam esse papel. A Internet encarregou-se de potencializar e sedimentar os espaços para além do geográfico apresentando novas formas de interação e comunicação.

Uma das primeiras mudanças importantes detectadas pela comunicação mediada por computador nas relações sociais é a transformação da noção de localidade geográfica das relações sociais, embora a internet não tenha sido a primeira responsável por esta transformação. O processo de expansão das interações sociais começa com o surgimento dos meios de transporte e de comunicação como assinala McLuhan (1964). O início da aldeia global é também o início da desterritorialização dos laços sociais (RECUERO, 2006, p. 120).

A criação das redes sociais, a partir de softwares que permitem a gravação de perfis, com dados pessoais, que são utilizados para a interação pessoal e para o compartilhamento de arquivos textos, imagens, fotos, vídeos entre outros, abriu-se um espaço de interação social fora do território físico.

Recuero (2007) chama a atenção para que não haja confusão entre software (ou sistema) e grupo social. Lembra que o sistema sem o grupo limita-se a site/software, mas que o grupo continua sendo um grupo mesmo que não haja sistena. E completa que tratar os sistemas como comunidades ou como redes é um risco, visto que nem todos os sites possuem um grupo social associado assim como nem todo grupo social associado constitui-se numa comunidade virtual.

Lemos (1999) afirma que os sistemas de Comunicação Mediada por Computador (CMC) oferecem vantagens ‘fundamentais’ às pessoas que dela se utilizam, pois extrapolam o conceito de território e da presença e assim possibilitam efetivação e consolidação de relações sociais mantidas à distância. Estas relações são produzidas, conservadas e têm, na web, um espaço a mais de interação. Isso significa que tanto as pessoas conhecem-se por meio das ferramentas de comunicação da internet, como podem consolidar relacionamentos que têm seu início presencialmente. Além destes, tem o caso das pessoas para as quais a internet é mais um canal de comunicação e vivência. Mas mesmo que exista este leque de diversidade, critérios e possibilidades, a natureza social das relações na Internet é evidente, uma vez que estas interações, colaborações e intercâmbios ocorrem entre pessoas.

São estes grupos de pessoas conectados a outros grupos é que formam redes sociais. Na

Internet, estas conexões são potencializadas pelo rompimento da barreira de tempo e espaço.

Softwares de mensagem instantânea, rede de relacionamentos, simuladores de vida real e repositórios on line de informações podem constituir redes sociais à medida em que seus atores interagem uns com os outros, criando vínculos, projetos comuns e formas de comunicação específicas daquele espaço.

Segundo Nelson (1984) essas redes são compostas por atores que interagem entre si e, dependendo do tipo de interação entre seus atores, podem ser classificadas como fortes ou fracas, formais ou informais, com caráter emocional forte ou podem ser utilizadas exclusivamente para ganhos comerciais e financeiros.

Prescott e Miller (2002) identificam dois tipos diferentes de redes sociais utilizadas para fomentar a IC nas organizações: as redes de coordenação rigorosa (desenvolvimento de relações estreitas, alto nível de confiança, número limitado de pessoas e utilizada em projetos complexos para a transferência de conhecimentos tácitos) e as redes descentralizadas utilizadas quando os

usuários da IC possuem interesses diversificados (permite buscar rápida e amplamente informações e conhecimentos explícitos).

Hoje, mais do que preconizava Negroponte (2006, p. 218) em relação às crianças, todo cidadão pode se libertar, pela Internet, do requisito de proximidade geográfica para desenvolver amizades, colaborações e se divertir. Mais recentemente, com a interatividade trazida pela Web 2.0, surgem as comunidades virtuais.

As comunidades virtuais são formadas pelas redes sociais virtuais e hoje são comuns e populares em todo o mundo. É fácil encontrar pessoas usuárias dessas redes sociais que utilizam uma ou mais dessas redes, um recurso inclusive utilizado por empresas para divulgação de serviços, devido ao grande número de usuários conectados.

Rheingold (1996, p. 44) afirma:

Na comunidade tradicional, fazemos amigos procurando o círculo de vizinhos, os colegas de profissão, os conhecidos de conhecidos de modo a encontrarmos os mesmos valores e interesses. Já em uma comunidade virtual, podemos ir diretamente ao lugar onde os assuntos preferidos são discutidos e conhecer alguém que partilhe dos mesmos gostos ou use palavras de uma maneira atraente.

O território, no caso das comunidades tradicionais, pode ser considerado limitador de possibilidades de relacionamento, mas pode também criar vínculos mais fortes entre as pessoas, pois o integrante da comunidade tradicional, em princípio, se expõe ao relacionamento de forma mais ampla do que ocorre com as comunidades virtuais (RHEINGOLD, 1996).

O convívio entre integrantes de uma comunidade tradicional se dá de forma mais constante, muitas vezes de forma alheia à vontade das pessoas. Encontram-se, veem-se, cumprimentam-se pelo simples fato de dividirem um espaço físico comum. Diferentemente das comunidades virtuais, as pessoas tendem a se conhecer melhor e os laços tendem a ser mais estruturados, uma vez que estão associados a laços culturais e de linguagem. O contato é pessoal, abrindo espaço para a espontaneidade, a pessoalidade, o improviso, a subjetividade.

Negroponte (2006, p. 135) dá continuidade a essa ideia:

A palavra falada carrega vasta quantidade de informação além das palavras em si. Ao falarmos, podemos transmitir paixão, sarcasmo, exasperação, ambiguidade, subserviência e cansaço: tudo isso por intermédio das mesmas palavras. [...] São essas características que tornam a fala mais rica que a digitação.

Negroponte (2006) comenta sobre a necessidade do contato direto entre os indivíduos na conversa, diferentemente das redes sociais onde não se tem um contato direto e a conversa é totalmente digitalizada, deixa claro que no contato pessoal a transmissão de emoções, sentimentos e desejos ficam mais explícitos. Já no contato virtual fica difícil a identificação dessas emoções.

Para Capra (1996, p. 227), numa conversa humana, nosso mundo interior de conceitos e de ideias, nossas emoções e nossos movimentos corporais tornam-se estreitamente ligados numa complexa coreografia de coordenação comportamental. Análises de filmes têm mostrado que toda conversa envolve uma dança sutil e, em grande medida, inconsciente, na qual a sequência detalhada de padrões da fala é sincronizada com precisão não apenas com movimentos diminutos do corpo de quem fala, mas também com movimentos correspondentes de quem ouve. Ambos rítmicos, sincronizados com precisão e a coordenação linguística de seus gestos, mutuamente desencadeados, dura enquanto eles continuam envolvidos na conversa.

A comunicação em uma comunidade envolve um extenso conjunto de sinais, conforme destaca Santaella (2004, p. 160-162):

Embora, via de regra, as conversações sejam tomadas como objeto de estudo dos linguistas e analistas do discurso, sempre mais interessados nos elementos verbais da comunicação, os aspectos semióticos envolvidos na interação conversacional são fundamentais. A postura do corpo, sua tensão ou distensão, o nível de proximidade ou distância que os falantes mantêm entre si, as paisagens do rosto e os infindáveis sentidos que transmitem, o ar de interesse ou tédio [...], os risos e as meias palavras, as interjeições, tudo isso compõe um conjunto complexo de sinais e signos sem os quais a interatividade não seria possível.

No caso do ambiente virtual, passa-se a ter maior controle sobre a exposição de sua imagem. Seus integrantes podem, caso queiram, não mais participar das comunidades, pois podem simplesmente desaparecer virtualmente. O usuário não é obrigado a permanecer nessas redes sociais virtuais, ou seja, tem-se o livre arbítrio de se retirar quando lhe for conveniente.

Facultando aos membros de suas comunidades a decisão sobre como se expor, usando os aspectos apontados acima por Santaella (2004), o espaço virtual permite a manipulação das identidades, conforme observa Rheingold (1996, p. 43):

Como não podemos nos ver uns aos outros no ciberespaço, o sexo, a idade, a nacionalidade, e o aspecto físico não transparecem a menos que pretendamos tornar públicas essas características. Quem tem dificuldade de fazer novas amizades devido a deficiências físicas descobre que nas comunidades virtuais é tratado como sempre desejou: como um ser racional, transmissor de ideias e sentimentos e não um recipiente carnal com determinada aparência.

O espaço virtual torna-se um local de inclusão social, como comenta Rheingold (1996), é o local onde todos são tratados igualitariamente sem distinção de cor, raça, idade, sexo ou limitações físicas é um espaço acolhedor a qualquer indivíduo, o que permite que todos sejam iguais.

Sendo limitadas no tempo e no espaço, as redes tradicionais não permitem, com facilidade, que seus membros compartilhem conhecimento, informações sobre suas inquietações, dificuldades, carências e ideias sem que estejam fisicamente próximos.

Por sua vez, o espaço virtual libera os membros de suas comunidades daquelas amarras das redes tradicionais, permitindo que a comunicação ocorra em zonas de proximidade, outrora impossíveis de se contatar, mas hoje facilmente acessíveis.

Segundo Recuero (2001), as comunidades virtuais não são nada mais do que junções sociais que surgem na Internet a partir de interesses comuns.

As redes são montadas pelas escolhas e estratégias de atores sociais, sejam indivíduos, famílias ou grupos sociais. Dessa forma, a grande transformação da sociabilidade em sociedades complexas ocorreu com a substituição de comunidades espaciais por redes como formas fundamentais de sociabilidade (CASTELLS, 2003, p. 107).

As novas possibilidades de CMC estão superando as limitações de relacionamento caracterizadas pelas dificuldades de locomoção e pela comunicação ‘um a um’, agora substituídas pelas potenciais possibilidades da comunicação ‘muitos a muitos’. As comunidades tradicionais tendem a ser estruturadas dentro de uma visão cultural menos diversificada, enquanto as comunidades estruturadas em ambiente virtual possibilitam a participação de pessoas de diferentes culturas. Isso, em alguns aspectos pode enriquecer os relacionamentos. No entanto, em alguns outros aspectos, pode ser um gerador de dificuldades. Nesse sentido, o tempo é outro diferencial entre as comunidades tradicionais (físicas) e virtuais. Esta última permite maior reflexão nos atos relacionais possibilitando o controle da espontaneidade e, por consequência, da forma de construir relações. Existe a possibilidade de pensar e compor uma resposta exibindo-a do modo que melhor aprouver ao interlocutor; mas, por outro lado, a demora excessiva pode tirar desse tipo de comunicação o caráter interativo.

Jungblut (2004, p.108) confirma essa colocação:

Assim, o processo de compreensão responsiva na comunicação síncrona mediada por computadores, tomando o aspecto do tempo de efetivação da resposta, corresponde quase que totalmente ao do diálogo oral sendo como que uma simulação deste. Todavia, há que se considerar que, por esse tipo de comunicação eletrônica em tempo real ocorrer da forma escrita, o processo de compreensão responsiva não deixa de sofrer significativas alterações na forma que se dá. Já foi referido que sendo as mensagens, nesse tipo de comunicação, trocadas sob forma de textos escritos, ocorre a possibilidade de um maior controle reflexivo sobre o conteúdo destas e isso facilita a confecção de uma melhor resposta, já que há uma melhor compreensão reflexiva [...]. A resposta escrita, editada por computador e por ele enviada toda vez que adquirir um formato satisfatório é mais econômica e tem mais chances de corresponder plenamente aos termos autorizados pela compreensão responsiva do que a resposta construída com recursos das oralidades.

A forma escrita da palavra, o que ocorre nos ambientes digitais, é de mais fácil compreensão. Para se escrever, pensa-se e escreve-se, sendo de melhor entendimento para o receptor dessa mensagem.

Contudo, a linguagem escrita nas comunidades virtuais ou nas redes sociais não garante por si só melhoria na qualidade das comunicações interpessoais.

Existe um forte questionamento sobre o que resulta dessas relações que surgem no ciberespaço sobre o fato de essas relações efetivamente contribuírem para aproximar as pessoas. Para Costa (2005, p. 45-46):

É exatamente essa ambiguidade produzida pelo conceito de 'comunidade' que a noção de 'rede social' vem contornar. Não se trata mais de definir relações de comunidade exclusivamente em termos de laços próximos e persistentes, mas de ampliar o horizonte em direção às redes pessoais. É cada indivíduo que está apto a construir sua própria rede de relações, sem que essa rede possa ser definida precisamente como 'comunidade'.

Nessa interatividade, a Comunicação Mediada por Computador (CMC) possibilita a ampliação das relações, dos diálogos e da dialogicidade contribuindo para a construção de relações colaborativas e amistosas entre os seres humanos; mas pode também, ao contrário, gerar certa fragilidade nos laços. Segundo Castells (2005, p. 445), a Internet “[...] favorece a expansão e a intensidade dessas centenas de laços fracos que geram uma camada de interação social para as pessoas que vivem num mundo tecnologicamente desenvolvido [...]", e pode também colaborar para construção do ambiente social do indivíduo gerando uma interação do mesmo para com as demais pessoas.

Um segundo questionamento recai sobre os novos problemas que a sociedade enfrenta a partir de intenso relacionamento social proporcionado pela CMC. Nesta, cada um pode se apresentar como quer e não como é realmente.

Outro ponto: podem tais agrupamentos ser realmente considerados ‘comunidades’? Quanto a isso, Castells (2005, p. 445-446) conclui que:

[...] são comunidades, porém não são comunidades físícas, e não seguem modelos de comunicação e interação de comunidades físicas. Porém não são irreais, funcionam em outro plano da realidade. São redes sociais interpessoais em sua maioria baseadas em laços fracos, diversificadíssimas e especializadíssimas também capazes de gerar reciprocidade e apoio por intermédio da dinâmica da interação sustentada.

De acordo com Wasserman e Faust (1994), a ligação existente entre dois atores em uma rede social é denominada laço social.

Uma rede social é possível a partir dos softwares e sistemas que lhe dão origem. Esses sistemas funcionam com o primado fundamental da interação social, ou seja, buscando conectar pessoas e proporcionar sua comunicação e, portanto, podem ser utilizadas para forjar laços sociais. (RECUERO, 2004, p. 3).

Um laço é composto por relações sociais, que por sua vez, são constituídas por interações sociais. Uma interação social é a ação que tem reflexo comunicativo entre o indivíduo e seus pares. Trata-se de uma manifestação de caráter comunicativo (WATZLAVICK, BEAVIN; JACKSON, 2000), com reflexo social. Essas interações repetidas constituem relações sociais.

Laço relacional é o laço social constituído a partir das relações e interações sociais. Breiger (1974) classifica os laços sociais de acordo com a existência ou não de interação entre