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Inequality discourses within the field of teacher education

Apesar dos caracóis serem essencialmente espécies noturnas, é frequente que eles saiam dos seus abrigos durante o dia, maioritariamente após a ocorrência de chuvas ou nos períodos de orvalho. Sendo animais de sangue frio, tornam-se bastante sensíveis a mudanças de temperatura e humidade do meio ambiente (25). Os seus hábitos noturnos devem-se assim principalmente às condições de humidade e temperatura associadas a esse período, mas também à baixa luminosidade (1,21). Excetuando os períodos mais frescos e húmidos, como a manhã e o final do dia, os caracóis manifestam geralmente pouca atividade locomotora, nutritiva e sexual durante as restantes horas diurnas, permanecendo principalmente em repouso (5).

Mesmo que possam ser encontrados em quase qualquer parte na natureza, os caracóis preferem habitats que ofereçam abrigos, zonas húmidas, abundância de alimentos e terrenos de pH neutro, que lhes permitam escavar, e ricos em cálcio, ou próximos a

11 qualquer outra fonte de cálcio alternativa (1,2). Um elevado teor de matéria orgânica nos terrenos também contribui favoravelmente para o seu crescimento e desenvolvimento. Os jardins, madeiras, campos, muros, paredes, planícies e áreas próximas a reservas de água doce ou do mar, são alguns exemplos dos locais e estruturas usualmente usados pelos caracóis como abrigos (2,21).

Embora os intervalos de humidade relativa e temperatura sejam diferentes para as diversas espécies de caracóis, em função dos respetivos ciclos biológicos e atividade, os meios mais propícios ao seu desenvolvimento têm, regra geral, elevados teores de humidade relativa (75% a 95%), associados a um clima temperado, com temperaturas entre os 15°C e os 25°C. Especificamente em relação aos solos que habitam, uma humidade a rondar os 80% é a mais indicada (2).

O fotoperíodo e o tempo ótimo de exposição à luz também são determinantes na vida e atividade destes animais, nomeadamente no que se refere à sua reprodução e crescimento (26).

Na procura de alimento em múltiplos contextos, também os hábitos alimentares dos caracóis podem variar com as espécies e as regiões, embora a sua dieta seja essencialmente vegetariana, predominando a ingestão de flores, folhas e vegetais suculentos, mas também, os seus resíduos ou materiais decompostos, alguns frutos e uma vasta variedades de plantas (1,2). Os caracóis mais jovens são mais propensos à ingestão de rebentos e material tenro, enquanto os mais velhos adotam gradualmente também a ingestão de detritos, como folhas caídas ou os alimentos em decomposição (25). Apenas em 24 horas, um caracol adulto pode ingerir 10%, e ocasionalmente até 20%, do seu peso corporal em alimentos, quando inserido nas condições mais prósperas. Caso os caracóis ativos permaneçam privados de alimentos, podem perder até um terço do seu peso corporal antes de sucumbirem, após 8 a 12 semanas (2).

As variações dos fatores ambientais diários e sazonais impostas pela natureza, como por exemplo a luminosidade, a humidade e a temperatura, podem afetar um conjunto de parâmetros vitais. A adaptação dos caracóis em resposta a essas flutuações torna-se muito importante e reflete-se na utilização de mecanismos endógenos face ao meio envolvente, os quais determinam padrões comportamentais, nomeadamente a alternância entre períodos de maior e menor atividade, incluindo a dormência (26).

Em épocas ou situações extremas, de condições ambientais e climatéricas adversas ou de falta de recursos alimentares, os caracóis tornam-se assim bastante adaptáveis e

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possuem a capacidade de fechar a abertura da sua concha através da formação de uma membrana de muco calcificado, designado por epifragma, que irá prevenir a sua desidratação e protegê-los das condições exógenas, levando a que seja adotado um comportamento de estivação ou hibernação. Este estado de dormência pode permanecer durante anos, até que as condições ambientais voltem a tornar-se apropriadas (1).

A estivação é o termo referido à latência induzida pela falta de água ou devido a climas demasiado secos ou quentes, enquanto a hibernação se associa a baixas temperaturas desfavoráveis. Ambos se caracterizam-se pelo entorpecimento dos caracóis de forma a gastar menos energia e a sobreviver às condições adversas e falta de alimento enquanto se protegem no interior da sua concha (2,5).

Na hibernação, denota-se uma grande alteração no metabolismo do caracol, havendo um declínio das taxas metabólicas e funções biológicas. A sobrevivência depende das reservas de gordura e glicogénio, que são então utilizadas a um ritmo bastante desacelerado (21). No entanto, o processo de estivação, essencialmente associado às regiões de Verão bastante quente e seco, caracteriza-se principalmente pela inatividade do caracol remetido no interior da concha enquanto as reservas de água e energia são mais rapidamente esgotadas do que na hibernação, já que as taxas de respiração e do processo cardíaco são mantidas (5).

Normalmente, o processo de hibernação é preparado antes do Inverno, através da construção de um buraco onde o animal se irá cobrir com auxílio do muco e de outras matérias como folhas secas, permanecendo enterrado até estações mais quentes como a Primavera. O processo de hibernação pode também ocorrer em outros abrigos, como fendas, debaixo de pedras, madeiras ou outros recursos disponíveis. Também o processo de estivação pode ocorrer nesses mesmos e noutros variados locais, entre os quais, troncos, postes e outras estruturas e objetos em redor (21).

Para grande número de espécies de caracóis terrestres, a temperatura ideal encontra- se a cerca de 21°C. Abaixo de valores próximos dos 7°C, ocorre a hibernação, e subindo gradualmente acima dos 28°C, desencadeia-se a estivação (2).