• No results found

Individuals’ and groups’ meaning making processes

In document 19-01194 (sider 40-44)

Believable at source

2.7 Individuals’ and groups’ meaning making processes

MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU: BUSCA PELA AUTONOMIA E INDEPENDÊNCIA MAS TAMBÉM POR TRADIÇÃO

2.1 "Somos brasilienses". O início dos Móveis na cena brasiliense e a identificação com a tradição musical da cidade

[...] e depois não paramos mais também. Mas sempre nos preocupando com Brasília, em manter uma rotina de shows aqui. (Fábio Pedroza, baixista dos Móveis34)

Figura 22 - Post no blog da banda após a ocupação do Congresso Nacional em Junho de 2013

Fonte: Moveis coloniais de acaju.

Acredito na mudança. Nada é permanente. O fim e o começo dançam constantemente sobre nossas vidas. Em todo passo, existe um término e um começo. Um ponto de partida e outro de chegada.

Nessa caminhada, redescobrimos amores, verdades, vontades, vocações, relações. Ontem, redescobri o sentido de Democracia. Ocupamos as ruas para nos apoderar de nossas próprias vidas. Do nosso lar, da nossa cidade, de nosso país.

Vamos assumir a responsabilidade pelo que é nosso. Nos assegurarmos de que nossos valores não serão deturpados pela necessidade de poder de quem quer nos governar. Eles não nos representam. Nossas causas devem ser defendidas por nós mesmos. Vamos nos despir do medo e da desilusão, para sermos o eixo da nossa própria revolução! Revolução de si para o todo. Do indivíduo para a sociedade. Revolução na diversidade.

34 Post no blog da banda Disponível em: http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br Acesso em 30 jul. 2013.

Somos muitos. De vontades, desejos e deveres diversos. Somos diferentes, mas dependemos uns dos outros. Há aquele que me alimenta. Há aquele que me ensina. Há aquele que me conduz. Há aquele que me diverte. Há aquele que me questiona. O Brasil precisa mudar e possibilitar que cada um cumpra com sua função na sociedade. Qual é o seu lugar nesse país? Ocupe-o.[sic]35

O post do vocalista André Gonzales, um dia após a manifestação que ocupou o Congresso Nacional, evidencia algumas características sobre os Móveis. Ativistas pró-cultura e pró-Internet, universitários, jovens, artistas, agentes culturais, empresários e, antes de tudo, brasilienses. O legado candango tem grande importância na formação da banda do cerrado brasileiro.

Capital da nação, a cidade de Brasília é o berço de algumas das mais notórias bandas desde a década de 80. O legado do cerrado brasileiro inclui bandas de grande expressão no mercado, como Legião Urbana, Paralamas do Sucesso e Capital Inicial, além das mais recentes, como Maskavo, Natiroots e Raimundos, já posteriores aos anos 90. As bandas brasilienses não ficaram restritas ao Rock dos anos 80, do qual tanto a Legião Urbana quanto Capital Inicial são representantes, mas passaram também por Reggae e rap, com o Câmbio Negro, que chegou até a ter videoclipe na programação da MTV na época. Há, na cidade, uma tradição na produção de bandas locais e de continuidade de uma cena que já dura mais de 30 anos. Há um sentido de "continuidade predisposta", como descrito por Williams (1979). A cidade foi, por muito tempo, um celeiro de bandas que seriam contratadas pelas gravadoras, detentoras do "forma dominante" do mercado musical no Brasil e no mundo, como já descrito no capítulo anterior. Os Móveis são representantes de uma "forma emergente" (Williams, 1979), baseado em uma produção, distribuição e promoção utilizando as plataformas digitais e as redes sociais na Internet, além de ser independente, sem contrato com gravadoras, e promove essa maneira de trabalho como uma possibilidade no mercado musical, o que será discutido ainda neste capítulo.

Nesta cidade de tradição musical, cenário fértil e uma cena consolidada, os Móveis iniciaram a banda em 1998, com a proposta de tocar um gênero apreciado pelos integrantes e pouco trabalhado no mercado, o Ska, que iniciou na Jamaica, na década de 60, como uma junção do pop, R&B americano e alguns dos ritmos locais. O Ska jamaicano ganhou projeção internacional com duas bandas inglesas. Em 1976, na cidade inglesa de Camdem, surgiu a banda Madness, que emplacou, logo em 1979, a canção The Prince na lista das 20 mais britânicas. O auge da banda ocorreu ainda na década de 80 com a gravação do disco The Rise

35 Post do vocalista André Gonzales disponível em: http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br Acesso em 30

and Fall e foi contratada pela Geffen nos Estados Unidos, ganhando exposição na MTV e tendo uma coletânea dos sucessos anteriores lançada pela nova gravadora como forma de capitalizar o sucesso.

Outro grande expoente do Ska, na Inglaterra e no mundo, foi a banda The Specials, que teve início em 1977 como The Automatics, em Coventry na Inglaterra. A banda ganhou repercussão com a canção A message to you Rudy, do álbum que leva o mesmo nome da banda, The Specials. O disco de estreia alcançou o sétimo lugar na parada britânica de álbuns mais vendidos.

Tanto Madness quanto The Specials foram inspirados pela banda jamaicana The Skatalites, que remonta à origem do Ska da ex-colônia Inglesa no Caribe. Os Skatalites são uma boa amostra da formação de uma banda de Ska, com vários músicos e presença de instrumentos de sopro como saxofone, trombones, trompetes, flautas, entre outros. Segundo o site oficial da banda, The Skatalites era liderada por Thomas ‘Tommy’ McCook, no tenor e flauta. A seção de metais incluía Don Drummond no trombone, Rolando Alphonso no tenor, Lester ‘Ska’ Sterling no Saxofone alto, e Johnny ‘Dizzy’ Moore no trompete. A seção rítmica era liderada por Lloyd Knibb na bateria e incluía Lloyd Brevett no baixo, Jerome ‘Jah Jerry’ Haines na guitarra e Donat Roy ‘Jackie’ Mittoo no piano e órgão. Esses nove músicos eram os The Skatalites originais. Skatalites teve passagem em show na capital brasileira em abril de 2009 e contou com a participação do projeto The F. Ska All Stars, que tem membros dos Móveis.

O Ska ainda teve outros importantes representantes na década de 90, como o Mighty Mighty Bosstones, banda estadunidense de Cambridge, Massachussets, que, em 1997, emplacou seu single The impression that I get como número um na lista da Billboard de Rock moderno, além de ter o álbum Let’s face it como disco de platina naquele ano. Além da banda de Cambrige, o Save Ferris, oriundo de Orange County, na Califórnia, e também dos Estados Unidos teve alguma expressão naquela década, chegando a figurar na parada da Billboard.

Figura 23 - Capa do disco da banda The Skatalites

Fonte: SKA-Talites.

Figura 24 - Capa do disco da banda The Specials

Fonte: The Specials.

Figura 25 - com a banda The Mighty Mighty Bosstones

Fonte:The Mighty Mighty Boostones.

É válido frisar que todos os precursores do Móveis, surgidos da década de 70 em diante, sejam bandas do Ska como o Skatalites ou Specials e os precursores da cena de

Brasília como Legião Urbana ou até mesmo os mais recentes como Maskavo e Raimundos estavam na forma "dominante" (Williams, 1979) das majors. Todas as bandas eram contratadas de uma das grandes gravadoras. O surgimento dos Móveis, coincide com um momento onde uma seqüência de "acontecimentos" (Certeau, 1994) como o surgimento do Napster e a popularização dos formatos digitais como o MP3, já descritos no primeiro capítulo desse trabalho, abala o mercado musical. Em pararelo, no Brasil a Internet começava também a se popularizar quando os grandes portais aparecem em 1996. Os Móveis surgem em meio a um cenário digital que florescia no país.

Figura 26 - Ensaio com a banda Móveis

Fonte: Moveis Coloniais de Acaju.

A banda Móveis é o resultado da reunião de dez integrantes oriundos da Universidade de Brasília, a UnB. A banda é formada por André Gonzáles, no vocal; Fernando Jatobá, na guitarra; Beto Mejía, na flauta transversal; Eduardo Borém, na gaita cromática e nos teclados; Esdras Nogueira, no sax barítono; Fábio Pedroza, no baixo; Fabrício Ofuji, na produção; Gabriel Coaracy, na bateria; Paulo Rogério, no sax tenor; e Alexandre Bursztyn, no trombone. Todos os membros da banda têm formação na Universidade de Brasília, como o vocalista André Gonzales, que é formado em design, e o saxofonista Alexandre Bursztyn, que é formado em música. Outros membros passaram pela banda ao longo dos anos, caso do baterista Renato Rojas, do guitarrista Leonardo Bursztyn e, na mais recente troca, o guitarrista BC.

A influência da Universidade de Brasília é clara na formação do grupo. A instituição de ensino brasiliense é, além de ponto de encontro e vivência dos integrantes da banda, um local de fomento para a arte e a música na cidade de Brasília. Para Williams (1979), é fundamental avaliar os grupos culturais, as formações e as instituições que os grupos integram. As instituições formais, como é o caso da UnB, têm papel fundamental na socialização para o autor e seus valores são incorporados pelos indivíduos. Assim, a universidade, que promove

festivais de bandas numa cidade que tem uma forte cena musical, tornou-se forte influência para a banda, assim como é para a cena brasiliense. O primeiro festival que a banda venceu e que deu maior exposição ao grupo foi o l Finca, que promove e valoriza a produção musical autoral da UnB, deixando clara a valorização dos artistas da universidade. Para Williams (1979):

Instituições formais têm evidentemente uma profunda influência no processo social ativo. O que na sociologia ortodoxa é abstraído como socialização é na prática, em qualquer sociedade, um tipo específico de incorporação. Sua descrição como socialização, o processo social e abstrato do qual pode se dizer que dependem todos os seres humanos é um meio de evitar ou esconder esse conteúdo ou intenção específica. Qualquer processo de socialização inclui coisas que todo ser humano deve aprender, mas qualquer processo específico amarra este aprendizado necessário num conjunto de significados, valores e práticas necessárias que na proximidade em que manifesta sua aproximação com a aprendizagem necessária, constitui os verdadeiros fundamentos do hegemônico. (Wlilliams, 1979: 120)

É importante também avaliar os Móveis como uma formação identificada com o parecer de Williams: “[...] aqueles movimentos e tendências efetivas na vida artística e intelectual que têm algumas vezes influência decisiva no desenvolvimento ativo de uma cultura” (Wlilliams, 1979: 120). Avaliando a formação da banda, observa-se, como já citado acima, uma coleção de diferentes profissões entre seus componentes, como designers, músicos, publicitários e economistas. O processo de composição do grupo mostra, também, a descentralização da banda e a ausência de uma liderança clara o que temos visto em outros grupos ou formações com predominância de jovens como foi o caso do Movimento Passe Livre, um dos grandes protagonistas dos protestos de 2013 ou dos jovens que compõem os Rolezinhos, como já citado no primeiro capítulo desse trabalho.

O músico Leoni, ex-integrante do Kid Abelha e parceiro da banda na composição de Dois Sorrisos, single lançado em 2011, esclarece as características de trabalho da banda em post de 16 de Junho daquele ano no blog dos Móveis.

Foi aí que eu entrei em contato com o efervescente e caótico processo criativo dos 10 Móveis. Eu nunca vi nada parecido. Em geral, músicos preferem cuidar das melodias e harmonias e os cantores das letras. Em quase todas as bandas há um núcleo criativo para as composições. Nesse caso não há núcleo, não há responsável, nem líder. Todos opinam sobre tudo e mandam igualmente. Cada ideia que eu tinha era comentada independentemente por uns 5 deles, mas as mensagens eram enviadas para mim sem que tivessem se falado sobre elas. Uma mesma palavra podia ser adorada por dois e detestada por 3. Eu não sabia como lidar com essa enxurrada de palpites e achei que nossa parceria nunca chegaria ao fim. Um dia fizemos uma sessão de composição via Skype, mas nem todos puderam comparecer. Deu para adiantar um pouco e eles criaram um Google Doc para trabalharmos virtualmente nas partes da letra que haviam ficado indefinidas. Eu viajei e as coisas ficaram bastante paradas porque eles andavam ocupadíssimos.

Um dia apareceu a oportunidade de nos encontrarmos porque eu estava indo a Brasília para uma audiência com a Ministra da Cultura junto com Frejat e Dado Villa-Lobos como representantes do GAP – Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música. O Beto me pegou na frente do Ministério e fomos almoçar num restaurante colado no estúdio/escritório deles.

É impressionante o que trabalham esses caras. O escritório é simultaneamente um galpão de material para camisetas, brindes, CDs Slim etc. Cada um tem uma função, ou várias, além de compor e tocar. Toda a carreira é imaginada, gerenciada e tocada por eles. Fui conhecendo todo mundo e entendendo o que tocavam. O André não pode ir porque estava cuidando do filho recém-nascido.

Negociei com eles as coisas que eu mais gostava na letra em troca de tirar o que eles menos gostavam e, nessa parte, tudo andou muito mais rápido do que eu esperava. A confusão aconteceu mesmo na hora de imaginar o arranjo. Aqui vai uma observação: nunca uma parceria minha chegou nesse estágio. Normalmente quem vai gravar decide como arranjar a canção, mas essa não é a ideia que eles tem de colaboração. A coisa é integral! Mas é ótimo. Foram horas de idas e voltas em estilos e levadas sem que nada parecesse vingar. Mas eles estavam satisfeitos então eu confiei. Tive que ir embora e nada estava decidido.

Continuamos a mandar ideias de arranjo via e-mail uns pros outros até que recebi a demo para colocar a minha voz e, de repente, todo o processo fez sentido. No meio desse processo ainda tive a chance de tentar me encontrar com eles em Brasília mais uma vez quando fui à Audiência Pública da Câmara dos Deputados sobre o ECAD, mas demorou tanto – e ainda rolou problema com a passagem – que acabamos apenas nos falando por telefone. Só encontrei o Fábio para entregar umas encomendas dele que estavam no Rio.

Foi aí que eu soube da promoção de Dia dos Namorados, mas confesso que só entendi tudo no domingo. Fui filmado na minha casa para poder participar das serenatas para os namorados escolhidos. No dia fiquei muito emocionado com a última em que houve até pedido de casamento.

Minha voz foi gravada em casa. Foram 4 tracks, dois com interpretações um pouco diferentes da música e dois com vocais que foram enviados por YouSendit e inserido na mixagem por eles. Achei que tinha feito bastante! Foi só quando vi o clipe pronto é que deu para perceber o tamanho da produção e da disponibilidade da galera. O que são as fantasias? Mas nenhuma supera a odalisca do Gabriel! Há uma cena perto do fim que concorre mas, na minha opinião, não tem como vencer nos quesitos “cara-de-pau” e “coragem”. É o clipe mais divertido e amoroso dos últimos tempos.36

Essa é mais uma das alterações da formação das "materialidades" (Wiliams, 1979) de uma forma "emergente" (Williams, 1979), onde ao invés de gravar absolutamente todo um disco ou todas as faixas num estúdio, dois artistas colaboram via Intenet, cada um em um ponto do país, em tempos diferentes, em oposto ao que se faz geralmente como processo de produção, gravando um disco todo num estúdio com diversos artistas.

A banda não define um estilo ou gênero único para as suas músicas e já utilizou o termo feijoada búlgara para descrever a mescla de estilos, ritmos e gêneros das suas composições. Em entrevista para o jornal O Diário do Aço, de Ipatinga – MG, o vocalista André Gonzales explicita as influências do grupo e a identidade brasiliense.

Brasília é uma cidade muito dinâmica, múltipla. A década de 80 foi um grande marco representativo para cidade. Brasília foi desenvolvendo muitas posturas em

36 Post do do cantor e compositor Leoni disponível em: http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br Acesso em

torno do rock. Na década de 90 nasceu outro estilo que nega o anterior, com letras mais esculachadas. Nós começamos a frequentar essa cena no final da década de 90. O Hard Core e Ska foram nosso ponto de partida. A banda é muito grande e todos os integrantes têm voz. Assim dinamizamos a nossa estética. Misturamos Ska, o som do Leste europeu e muita coisa brasileira. A nossa essência é Brasília.37

A influência do Ska e a formação com músicos tocando instrumentos de sopro, como já citado no início desse capítulo, ficam claras na disposição do grupo. São nove indivíduos que tocam - uma vez que o produtor Fabrício Ofuji é considerado parte da banda, mas não toca nenhum instrumento - e 5 deles são músicos do naipe de metais, fundamental para uma banda de ska, que é uma das principais influências da banda.

As composições da banda tratam de temas variados em suas letras, como cotidiano, consumo, relações amorosas e a transição para a vida adulta, que remetem a uma das mais importantes bandas de Brasília, a Legião Urbana; são temas possíveis de identificar na canção Perca Peso, dos Móveis.

Móveis Coloniais de Acaju - Perca Peso38

Você tem alergia, micose, passa mal Toma sempre um melhoral

A crescente agonia do seu ser denuncia O seu cheque especial

Três por cento sobre a taxa do seguro total Lhe parece ser banal

Acrescente Elyseé Belt à lista de Natal E dá mais de três mil pau

No cheque especial

São tantas coisas pra lembrar Tantos filhos pra criar Dá-lhe shampoo anticaspas Dois comprimidos pra jantar

Não esqueça o perfume da mulher que tu tem

Nem procure desculpas pra dizer à sua filha que o Noel não vem Papai Noel não vem

Deixe de lado o jogo de faca dos seus sonhos E vá buscar seu cachorro no cabeleireiro Não esqueça o dia de casamento Não esqueça a data de vencimento

Não esqueça o presente de sua cunhada (ai ai) E perca peso agora

Perca peso agora

Se hoje seu café amanhecer gelado

37 Post do vocalista André Gonzales disponível em: <http://www.moveiscoloniaisdeacaju.com.br>. Acesso em:

30 jul. 2013.

38 YOU TUBE. Móveis Coloniais de Acaju. Perca Peso. Disponível em:

Se hoje sua mulher dormir do lado errado Podia estar mal, mas está pior

E a tendência é se agravar Não é melhor se engravatar? Eis que faltou

Aquele motivo pra pirar

Mas não há por que se preocupar A sua hora vai chegar

E você vai se encontrar

Bebe água, dorme, não troca a cueca Acorda, defeca e Amém

Olha, gosta, compra Perde, vende, troca ou aluga Sua calvície nasce prematura Como você se atura?

Bêbado se dorme, cueca não se troca Decora e afeta sua mente

Ira, tira, tora a tara, atura

Não esqueça a mulher do perfume, tenta o quê?

Nem procure sua filha pra dizer que Noel, desculpa, não vem Eu disse, ele não vem

Deixe seus sonhos de lado Use as facas para o jogo

E vá morar com o cabeleireiro, seu cachorro Não esqueça o vencimento da data

Não esqueça o casamento da chata

Não esqueça a cunhada do seu tormento (ai ai) E perca peso agora

Perca peso agora Perca peso agora Perca peso agora Perca peso agora Perca peso agora Perca peso agora

Legião Urbana - O mundo anda tão complicado39

Gosto de ver você dormir

Que nem criança com a boca aberta O telefone chega sexta-feira Aperto o passo por causa da garoa Me empresta um par de meias A gente chega na sessão das dez Hoje eu acordo ao meio-dia Amanhã é a sua vez

Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver O mundo anda tão complicado Que hoje eu quero fazer tudo por você. Temos que consertar o despertador

39 Musica do disco V da banda Legião Urbana. WIKIPÉDIA. Legião Urbana. Álbum V. Disponível em:

E separar todas as ferramentas Que a mudança grande chegou

Com o fogão e a geladeira e a televisão Não precisamos dormir no chão

Até que é bom, mas a cama chegou na terça E na quinta chegou o som

Sempre faço mil coisas ao mesmo tempo E até que é fácil acostumar-se com meu jeito Agora que temos nossa casa

é a chave que sempre esqueço Vamos chamar nossos amigos A gente faz uma feijoada Esquece um pouco do trabalho E fica de bate-papo

Temos a semana inteira pela frente Você me conta como foi seu dia E a gente diz um pro outro: - Estou com sono, vamos dormir! Vem cá, meu bem, que é bom lhe ver O mundo anda tão complicado Que hoje eu quero fazer tudo por você

In document 19-01194 (sider 40-44)