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Implications of changes in the routines and the change within the relationship

Implications for resources and learning

8.3.2 Implications of changes in the routines and the change within the relationship

O Quadro 11 apresenta os pontos de satisfação e os pontos de insatisfação relacionados à Área coletiva, detectados após organização dos comentários positivos, negativos em tabelas – considerando todas as aplicações dos grupos focais (GF) e das entrevistas individuais (EI).

Quadro 11 - Pontos de satisfação e insatisfação – IG Área coletiva

IG ÁREA COLETIVA

IE SATISFAÇÕES FONTE

Lazer Gosta do salão de festas EI/GF

Privacidade Gosta da privacidade entre os blocos EI

Estacionamento

Gosta do bicicletário EI

Gosta do estacionamento rotativo EI

Satisfeito com a existência do estacionamento EI/GF Estética Gosta da aparência das edificações EI/GF

Gosta dos jardins EI/GF

Sem classificação Iluminação GF

Quadro 11 – Pontos de satisfação e insatisfação – IG Área coletiva (Continuação)

IG ÁREA COLETIVA

IE INSATISFAÇÕES FONTE

Lazer

Ausência/inadequação de lazer para adultos EI/GF Ausência/inadequação de lazer para crianças EI Ausência/inadequação de lazer para todos EI/GF Ausência/inadequação de quadra e/ou praça EI/GF Salão de festas deveria ser fechado (paredes) EI

Salão de festas pequeno EI

Privacidade Excesso de proximidade entre esquadrias EI Necessário película fumê ou cortina EI/GF

Estacionamento

Bicicletário subutilizado EI

Conflitos quanto ao uso das vagas EI

Discorda da venda ou aluguel de vagas EI

Não deveria ser a céu aberto EI

Quantidade de vagas insuficiente EI

Estética Não gosta que todos os blocos sejam iguais EI

Sem classificação

Calçadas estreitas e desniveladas (acessibilidade ruim) EI/GF Critica iluminação externa por sensor (escuro para

permanência) EI

Drenagem de águas pluviais (alagamentos internos) GF Falta iluminação em alguns pontos do condomínio EI Jardins pequenos não permitem arborização de grande

porte (proteção conta insolação) EI

Fonte: Pesquisa.

O Quadro 11 permite notar que, com relação ao lazer nos empreendimentos, apenas os salões de festas foram apontados como fatores de satisfação, ainda considerando os 28 participantes dos três empreendimentos envolvidos na pesquisa. Os salões de festas ainda tiveram aspectos apontados como insatisfações pelos respondentes; estes aspectos estão relacionados ao tamanho destes equipamentos, que seriam pequenos na visão de alguns participantes, e à ausência de vedações externas (limites), o que interfere na privacidade do uso do equipamento pelos moradores.

Os participantes citaram ainda outros pontos de satisfação relacionados ao lazer, como a ausência e/ou inadequação de equipamentos de lazer para todas as idades, inclusive crianças e adultos, ausência de quadra de esportes e praças internas aos empreendimentos. Vale ressaltar que, nos três casos estudados, as construtoras entregaram os empreendimentos munidos de equipamentos de lazer infantil (parquinho ou playground); entretanto, estes foram alvos de rápida depredação, sendo a maioria deles retirado. Desta forma, apenas um parquinho infantil foi encontrado no empreendimento B; sendo este o único remanescente de três entregues pela construtora. Segundo relatos dos moradores, os principais agentes de depredação são pré-adolescentes e adolescentes, que não encontram no empreendimento equipamentos de lazer adequados para sua faixa etária.

No caso do empreendimento B, onde há um campinho de futebol (Figura 23), não foram identificadas reclamações acerca de depredação deste equipamento. No entanto, este campinho de futebol foi desativado em função da sua localização, muito próxima dos blocos de apartamento; assim durante o uso, a poeira em suspensão adentrava as unidades próximas, o que foi julgado como prejudicial pelos moradores, que solicitaram que o campinho deixasse de ser utilizado, como relata o comentário abaixo.

Essa quadra aí... [apontando para a quadra do lado do salão de festas] Aí, que é para jogar e é em cima da sala. O lado negativo é que faz muita zoada, faz poeira. Tem bebê aí que adoece. E começam a jogar e aí sobe a poeira e não tem quem aguente. Eu só vivia no hospital (...) [sic] (informação verbal37)

Figura 23 – Campinho de futebol do empreendimento B

Fonte: Acervo da pesquisa.

Com relação à privacidade, alguns participantes apontaram que estão satisfeitos com a privacidade entre os blocos de apartamentos, sendo este o único apontamento positivo identificado para este item. Já outros moradores indicaram como ponto negativo do empreendimento o excesso de proximidade entre as esquadrias dos blocos imediatamente opostos; da mesma forma, outros afirmaram que utilizam películas fumês ou cortinas para manter a privacidade dos seus apartamentos. Considerando que a disposição dos blocos é semelhante nos três empreendimentos visitados, a variação de satisfação sobre esta questão parece ser fruto da diversidade de concepções pessoais dos participantes.

Ao se referirem ao estacionamento dos empreendimentos, alguns moradores apontaram a existência dele como um ponto positivo. Outros especificaram como positivo o fato de se tratar de um estacionamento rotativo. Além disso, as vagas para bicicletas (bicicletário) também foram elogiadas. Em oposição a esses apontamentos, alguns moradores informaram que o estacionamento não atente à quantidade necessária de vagas para automóveis e motocicletas, enquanto o bicicletário é subutilizado pelos moradores; nesse sentido, os participantes justificaram o comentário ao explicar que muitos moradores preferem guardar as bicicletas nos próprios apartamentos, seja por motivo de segurança, seja porque preferem utilizar a bicicleta para se locomover até o bloco onde está localizado o seu apartamento, ao invés de fazer esse percurso a pé após deixar a bicicleta no bicicletário.

Foram também registrados comentários negativos sobre a existência de conflitos de ordem geral sobre a utilização das vagas de estacionamento. Alguns participantes apontaram como negativo a falta de cobertas para proteger os veículos dos moradores do excesso de insolação, o que leva alguns proprietários financiarem a cobertura de algumas vagas, o que é considerada tentativa de privatização do espaço e, portanto, é condenado pela administração do condomínio. Por fim, alguns participantes apontaram como negativa a exigência de pagamento para a utilização das vagas, solicitado pela administração do condomínio como forma de selecionar aqueles que delas poderiam usufruir, visto que não haveria espaço para todos.

Em si tratando da estética dos empreendimentos, foram registradas divergência de opiniões entre os moradores. Se alguns participantes apontaram como positiva a aparência das edificações e dos jardins, outros consideraram negativo que as edificações sejam iguais, tanto entre si, quanto a outros empreendimentos do PMCMV.

Alguns participantes fizeram outros apontamentos sobre as Áreas coletivas que não puderam ser enquadrados na classificação preestabelecida pela pesquisa; estes, registrados como “sem classificação”. Dentro deste grupo de respostas, foram indicadas como

pontos positivos a iluminação das áreas coletivas e a presença de lixeiras para armazenamento do lixo até o momento da coleta sanitária realizada pelo município. Entretanto, a própria iluminação das áreas coletivas recebeu apontamentos negativos, seja em função da falta de iluminação em alguns pontos dos empreendimentos, seja por parte desta iluminação ser controlada por sensor de movimento, o que dificulta o uso das áreas externas pelos moradores durante a noite. Motivada por esta problemática, a participante A3 assumiu que adicionou um ponto de iluminação em frente ao seu apartamento (Figura 24).

Figura 24 – Ponto de luz adicionado pela participante A3.

Fonte: Acervo da pesquisa.

Além disso, foram indicados como pontos negativos: a largura e a falta de nivelamento das calçadas, o que prejudica a acessibilidade de portadores de necessidades especiais (PNE) e gera acidentes; a drenagem interna, que culmina em alagamentos internos aos empreendimentos em dias de chuva; tamanho reduzido de áreas para jardins, o que dificulta o cultivo de arborização de grande porte.