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2   TEORI

2.1   I MPLEMENTERING

2.1.3   Implementeringskvalitet

A proposta desta abordagem é oferecer alguns standards e regras claras para a construção e a análise de modelos.

A percepção individual de administradores no tocante às suas organizações difere completamente e uma das tarefas resultante da criação de modelos é gerar um fórum que faça com que estes possam trocar experiências e impressões, para chegar a um senso comum em relação a como sua organização está estruturada e organizada. Somente desta maneira interativa é que o perfeito entendimento pode ser criado de maneira apropriada.

A Construção do Modelo

Qualquer estudo sobre sistemas dinâmicos deve ser baseado em uma causa definida a qual deverá ser estudada.

O ideal é que tal problema cuja causa será estudada deverá ser especificado em termos de comportamentos indesejados do sistema e estes comportamentos, por sua vez, são definidos como comportamentos de referência para o sistema (WOLSTENHOLME, 1992).

A definição do problema e sua causa são de grande importância, uma vez que os mesmos ditam o formato e as fronteiras do modelo.

Na prática, os modelos de dinâmica de sistemas são construídos de duas formas básicas, que normalmente são aplicadas de forma conjunta.

Estes modos de aplicação podem ser utilizados ao se identificar as estruturas ou loops de feedback que são responsáveis pelo modo de comportamento de referência do sistema (a abordagem do loop de feedback), ou por se identificar exemplos específicos dos componentes implícitos de dinâmica de sistemas, ou seja, exemplos de processos, informação, atraso, estratégia ou limites organizacionais relacionados á causa do problema (WOLSTENHOLME, 1992). Este método será chamado aqui de abordagem modular. A seguir serão definidas estas duas abordagens.

A Abordagem do Loop de Feedback para a Construção de Modelos

Segundo RICHMOND et al., 1987 (citado por WOLSTENHOLME, 1992), é bastante sabido na dinâmica de sistemas, que certos loops de feedback simples causam alguns tipos de comportamento nos sistemas. Dito isto, é possível que, uma vez conhecido o modelo de comportamento de referência do sistema, seja possível se inferir os tipos de loops que o compõem.

Por exemplo, se um sistema apresenta um crescimento lento, é possível que exista um loop dominante positivo presente, porém este provavelmente está sendo contido por um negativo. Da mesma maneira, um sistema que esteja decrescendo lentamente provavelmente é constituído por um loop degenerativo positivo, cujo efeito é moderado pela imposição de um número de políticas de controle de um loop negativo.

Alternativamente, um comportamento de crescimento do tipo senoidal ou dente de serra, pode ser indicativo de um loop positivo que é dominante a maior parte do tempo, porém é suplantado ocasionalmente por uma influência negativa. De maneira similar, um crescimento em S pode indicar uma alternância na dominância, de um loop inicial de crescimento positivo para um loop de controle negativo.

Este método de construção de modelo envolve identificação dos loops e a agregação dos mesmos. A estrutura dos loops é então definida identificando as variáveis intermediárias e classificando estas em taxas, níveis e variáveis auxiliares (WOLSTENHOLME, 1992).

Este é um ponto importante e difícil de ser feito, porém necessário, pois deixa explícita a diferença entre fluxo físico e fluxo de informações, o que é um passo necessário em direção ao modelo quantitativo (WOLSTENHOLME, 1992).

A Abordagem Modular na Construção de Modelos

O segundo método de construção de modelos é exatamente o oposto ao apresentado anteriormente. Neste, é necessário se iniciar com uma ou duas variáveis chaves associadas à causa do problema e então, tentar relacionar exemplos de processos, informações, atrasos, estratégias, ou organização ao mesmo (WOLSTENHOLME, 1992).

Qual dos componentes será utilizado como ponto inicial da abordagem modular vai depender do motivo da investigação e do tipo de sistema.

Por exemplo, em um estudo originado de uma reorganização de responsabilidade administrativa ou de gestão, é mais lógico iniciar com as novas fronteiras da organização e então estudar como os processos implícitos serão afetados. Ao se estudar novos sistemas de informação, seria importante, por exemplo, iniciar com os fluxos de informação. Ao se estudar estrangulamentos de fluxos, seria apropriado estudar o processo físico atuante no sistema. Dados, por exemplo, um número de alternativas de estratégias ou políticas, seria sensível começar com as variáveis que estão sendo controladas por estas.

Por fim, se o modo de referência destaca exemplos extremos de uma variável fora de seu estado natural, os atrasos inseridos no processo provavelmente seriam o melhor ponto de partida (WOLSTENHOLME, 1992).

Cada um dos componentes do método de dinâmica de sistemas serão considerados separadamente, a seguir, de forma a melhorar o entendimento sobre a abordagem modular.

Estrutura do Processo

Os processos em um determinado sistema não são facilmente visíveis e, de forma a ter uma boa perspectiva dos mesmos, é necessário ficar afastado do sistema e analisa-lo sob a ótica de um espaço de tempo e nível apropriado de agregação.

Por exemplo, se o problema a ser estudado for a disponibilidade de casas para as pessoas idosas, é importante não focar de maneira muito detalhada nas necessidades dos indivíduos em particular ou na taxa média nacional de idade para idosos, mas sim verificar o número de pessoas que tem casas em uma determinada unidade de tempo e, depois, analisar periodicamente o fluxo de pessoas que entram e que saem destas casas.

A abordagem da dinâmica de sistemas para a criação de estruturas de processos de sistemas é reconhecer que o processo fundamental em qualquer sistema natural ou administrativo é a conversão de 6recursos entre estados distintos (WOLSTENHOLME, 1992).

Um estado de um recurso pode então ser definido como um acúmulo do recurso que é útil à solução do problema e, por sua vez, ao objetivo do modelo. Os estados podem também ser chamados de níveis ou estoques do sistema. São quantidades mensuráveis de qualquer recurso do sistema, em qualquer ponto do tempo e suas dimensões são em unidades de recursos.

Se uma fotografia estática for tirada do sistema, então os estados dos recursos ainda estarão presentes e esta técnica fornece uma boa maneira de se identificar tais variáveis.

O quadro a seguir fornece alguns exemplos de recursos e seus estados:

6 A palavra recurso aqui deve ser tratada no seu sentido mais amplo e pode incluir materiais, pessoas, dinheiro, pedidos, bens, conhecimento, etc...