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Veículos Moto Carro ônibus Caminhão vans camionete c. de som

Total 80 762 80 32 272 40 4

Dentro da sala de aula, a passagem dos ônibus registrou picos de energia superiores a 70 dB (A), enquanto que as vans, em número excessivo, registraram picos maiores que 65 dB (A). Em 1 hora de medida foi possível anotar um tráfego de 272 vans e 80 ônibus.

Em medida realizada na frente da escola, a 8m de distância da pista, ônibus, moto, camionete e vans registraram níveis superiores a 82 dB (A), enquanto que um caminhão ultrapassou os 90 dB (A). Tal fluxo produz um nível de pressão sonora equivalente Leq= 76,4 dB (A), nível superior aos 50 dB (A) indicado pela norma.

As outras escolas pesquisadas são menos “contaminadas” pelo ruído advindo do tráfego terrestre, uma vez que estão mais afastadas de ruas e avenidas. Pela tabela 5 e figura 3 é possível verificar que os níveis de pressão sonora no interior das salas de aula são mais discretos.

As Escolas 5, 7 e 8, são escolas que estão localizadas em uma região devidamente planejada – RA I, sofrendo influências exteriores muito menores. Verifica-se que os valores de ruído de fundo encontrados no recesso escolar estão todos abaixo do limite estabelecido pela norma.

Quanto à avaliação do ruído de fundo com as escolas em atividade normal, é possível verificar que os níveis de pressão sonora superam os limites estabelecidos pela norma, revelando pouca preocupação com a acústica do ambiente escolar. Embora este fato possa ser constatado, é importante ressaltar que não há nenhum

item na norma que faça referência a discriminação entre as duas modalidades de ruído de fundo abordadas nesta pesquisa.

De acordo com a tabela 5, verifica-se que a Escola 4, escola de Ensino Médio pertencente à SEDF, apresenta um nível de pressão sonora Leq = 68,9 dB (A) bem maior do que aquele registrado no recesso escolar Leq = 51,5 dB (A). Essa diferença é explicada pelo excessivo número de alunos fora de sala durante o período normal de aulas. Foi possível constatar que muitos estudantes ficavam circulando nas dependências da escola em função da falta de professores. Durante uma semana de observação, não houve um só dia em que pelo menos um professor não faltasse.

Tempo de reverberação

Concomitante ao nível de pressão sonora, o tempo de reverberação é uma importante característica de ambientes fechados. Tanto baixos como altos valores prejudicam a qualidade acústica das salas de aula e interferem diretamente no entendimento da fala.

A combinação de altos níveis de pressão sonora com altos tempos de reverberação prejudica a inteligibilidade da fala, acarreta prejuízos de entendimento e resulta numa pobre comunicação entre professores e alunos. Bradley (2002), afirma que esta combinação determina em longo prazo altos custos sociais e econômicos para aqueles que passam vários anos estudando em salas de aula acusticamente inadequadas.

Com o intuito de avaliar as condições acústicas das salas de aula e verificar a sua influência sobre a compreensão da fala, mediu-se o tempo de reverberação em cada escola, escolhendo-se para tanto a mesma sala de aula onde foram medidos os níveis de pressão sonora. Para uma mesma escola, as salas apresentam características arquitetônicas semelhantes, de forma que o TR não varia muito de uma sala para outra.

A figura 4 expressa os tempos de reverberação medidos em salas desocupadas para as freqüências de 250, 500, 1000 e 2000 Hz.

FIGURA 4 – Tempo de reverberação (t60) para salas desocupadas – 250, 500, 1000 e 2000 Hz

De acordo com o Decreto 20.769/99 da SEDF, o tempo de reverberação máximo indicado para a boa compreensão da fala é 0,6s.

Uma análise criteriosa permite verificar que o tempo de reverberação variou de 0,6 a 2,2s. Comparando os resultados encontrados, percebe-se que das nove

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escolas analisadas, apenas a Escola 6 apresenta resultados compatíveis com a legislação vigente. Todas as outras estão acima ou muito acima do valor recomendado, revelando total desacordo com os padrões estabelecidos pela SEDF. Apesar dos valores encontrados nas escolas 8 e 9 serem ligeiramente maiores do que aquele estabelecido no Decreto, tem-se ainda uma situação considerada satisfatória. O fato é que estas escolas apresentam salas com volumes menores, 113m3 e 124m3, respectivamente, e forros suspensos feitos com placas de materiais mais absorventes (gesso e PVC). No caso da Escola 6, cujo volume da sala é de 123m3, o forro do teto é feito com um material de papelão prensado.

TABELA 8

Volume das salas de aula

ESCOLAS VOLUME (m3) 1 183 2 275 3 124 4 134 5 151 6 123 7 128 8 113 9 124

As escolas do Ensino Médio e Fundamental por admitirem maior número de alunos por sala, necessitam conseqüentemente de salas de aula com dimensões maiores.

Das salas pesquisadas a que possui maior volume é a da Escola 2, com um valor aproximado de 275m3. São salas destinadas ao Ensino Médio, que não apresentam nenhum tipo de preocupação com materiais absorventes. O teto, as paredes e o chão são constituídos de materiais desprovidos de tratamento acústico, ditos “duros”, que apresentam baixos coeficientes de absorção. São condições que comprometem a mensagem da fala e influenciam negativamente o processo ensino- aprendizagem.

De acordo com a figura 4, o tempo de reverberação das salas de aula da Escola 2 para a freqüência de 1000 Hz supera em 1,1s o tempo máximo estabelecido pela norma. Embora os TR das salas de aula desta escola não estejam adequados à finalidade, há que se ressaltar a vantagem destas salas em relação às das Escolas 1, 3, 5 e 7, que além de um tempo de reverberação elevado, apresentam acentuadas diferenças entre os TRs para as freqüências consideradas, fato que prejudica ainda mais a percepção do ouvinte.

Segundo a equação de Sabine, t60 = 0,161*V/A, quanto maior o volume de uma sala e menor o coeficiente de absorção dos materiais, maior será o tempo de reverberação de um dado ambiente. É exatamente o que ocorre com as salas das escolas 1 e 2.

No caso da Escola 7, a freqüência representativa (1000 Hz) apresenta valor bem acima daquele considerado ideal, uma vez que supera em 0,9s, o máximo estabelecido pela legislação. Isto por si só já seria prejudicial, mas a situação se agrava quando se verifica que esta escola trabalha com deficientes auditivos. Para esta classe de estudantes o tempo de reverberação não deveria exceder 0,3s (BERG, 1993 apud RUSSO, 1999, p.219).

Apesar do TR está muito acima do considerado ideal, a escola conta com salas de aula pequenas, poucos alunos em sala e está localizada numa região livre de incômodos externos (tráfego urbano), o que aumenta a relação sinal/ruído e melhora a inteligibilidade da fala.

Embora esta seja uma situação positiva, o que se percebe, em geral, são altos TRs combinados com altos níveis de pressão sonora. Degrada-se o processo ensino-aprendizagem, interferindo diretamente na inteligibilidade da fala. Para se ter idéia, uma sala de aula com 1,5s de TR e + 10 dB de S/R terá aproximadamente 75% de inteligibilidade. Se a relação S/R cai para 0 dB e o TR é de 1,5s, a inteligibilidade da fala cai dramaticamente para 30% (SEEP et al., 2002). Apesar deste trabalho não medir a relação sinal/ruído, é possível constatar que as condições das escolas pesquisadas não estão adequadas à finalidade a que se destinam. São jovens e crianças estudando em ambientes acusticamente inadequados, sujeitos a custos sociais e culturais que ainda não são devidamente estudados. Neste tipo de ambiente, altera-se a performance, o comportamento e a saúde de professores e alunos.

Pesquisa com professores e alunos

Para verificar a percepção dos professores acerca das condições de trabalho e saúde nas escolas, foi aplicado um questionário fechado, baseado em um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da UFBA. O questionário abordou questões relativas ao ambiente de trabalho e a alguns sintomas normalmente observados pelos profissionais. Questões como idade, tempo e turno de trabalho, também foram consideradas.

Do total pesquisado 60% situavam-se na faixa de 20 a 35 anos de idade, caracterizando uma população jovem. Em relação ao tempo de trabalho, a minoria, ou seja, 28% atuavam a mais de quinze na profissão. Quanto ao turno de trabalho, 50% atuavam no período matutino, 20% no período vespertino e 34% atuavam nos turnos matutino e vespertino. A pesquisa englobou professores do Ensino Infantil, Fundamental e Médio.

A última análise considerada na primeira parte fez menção ao exame audiométrico. Dos entrevistados, 59% nunca fizeram o exame, revelando pouca preocupação com este tipo de acompanhamento. Dos 41% restante, a maioria pertencia a SEDF, visto que as escolas particulares não exigem tal exame.

Condições de trabalho e saúde

As queixas mais freqüentes a respeito das condições de trabalho foram: ritmo acelerado de trabalho (71%), ambiente intranqüilo e estressante (73%) e barulho (90%).

TABELA 9

Principais queixas sobre as condições de trabalho

sim não

Barulho 90% 10%

Ambiente intranqüilo e estressante 73% 27%

Ritmo acelerado de trabalho 71% 29%

O resultado mais expressivo está relacionado com o barulho (figura 5), isto porque, os valores de níveis de pressão sonora durante as aulas variaram de 42,3 a 118 dB (A).

FIGURA 5 – Queixas com relação às condições de trabalho: barulho

Segundo Berglund & Lindvall (1995), a partir de 55 dB (A), limiar do desconforto auditivo, começa-se a ativação nervosa, desencadeando estresse leve, mantendo-se o ser humano preocupado sem uma razão específica e com agitação motora estéril, afetando o sistema nervoso central como um todo.

Os altos níveis de pressão sonora em sala de aula acabam por trazer conseqüências ao dia-a-dia dos profissionais. De acordo com a pesquisa realizada junto aos professores, 73% dos entrevistados consideram o ambiente escolar intranqüilo e estressante.

Ainda de acordo com o estudo, 28% dos professores entrevistados estão a mais de quinze anos no exercício de suas funções. É possível que muitos estejam sendo acometidos por males desencadeados pelo excesso de ruído nas escolas.

A tabela 10 apresenta a percepção dos professores das escolas públicas e privadas do DF acerca de suas condições de saúde.

♥❈♦✺♣ q ♦r♣ s✉t✇✈②①✣③④✇⑤✖⑥✎⑦✄⑧⑩⑨❷❶✉⑤❸t ❹ ⑦✄⑥❺❶❦❻❫❼❷t❇❽✟⑥❺⑤✄❾❿❶✉④✶③✸s✇⑦ ①✎❶✇⑦✍①➀⑦✒➁✣③➂✣③④➃⑦✒④✇⑤✄① ✈✉➄✒t➅s❷t❦✈➆①✣③④✇⑤➇⑥❅⑦✆⑧ ⑨✉❶❷⑤❧t ❹ ⑦✄⑥❺❶❦❻❫❼❷t ❽✟⑥❺⑤✄❾❿❶❷④➃③s❦⑦➈①✎❶❦⑦✒① ⑦✒➁✣③➂✣③④➃⑦✍④➉⑤✆①

TABELA 10

Principais queixas relativas à saúde

sim não

Cansaço mental/estresse 76% 24%

2.Dor de garganta 63% 37%

Dor nas pernas 62% 38%

Irritação/nervosismo 60% 40%

Rouquidão 54% 46%

Dor nas costas 54% 46%

Insônia 32% 68%

Em relação aos problemas de saúde destacaram-se as seguintes queixas: dor de garganta (63%), dor nas pernas (62%), irritação/nervosismo (60%) e cansaço mental/estresse (76%) como a mais expressiva.

Segundo referencial teórico levantado, o ruído não é causa direta de doenças mentais, mas presume-se que acelera e intensifica o desenvolvimento de desordens mentais latentes.

Quanto aos efeitos no comportamento, Job (1993), afirma que as pessoas podem sentir uma variedade de emoções negativas quando expostas ao ruído: raiva, distração, agitação, exaustão etc. Segundo o autor a exposição por si só não é suficiente para produzir agressão, mas a combinação com provocação ou raiva pode desencadear o processo. Um número satisfatório de evidências mostra que o ruído acima de 80 dB (A) está associado com o comportamento agressivo – nervosismo. A literatura confirma os resultados da pesquisa, visto que 60% dos entrevistados disseram se sentir irritados ou nervosos. Os elevados níveis de pressão sonora encontrados durante o período de aulas revelam que o ambiente de sala de aula não

é necessariamente um ambiente tranqüilo, reforçando a pesquisa feita junto aos professores.

A quarta e última parte da pesquisa buscou obter informações acerca das condições de trabalho em sala de aula. Em suma as questões abordaram os prejuízos causados pelo excesso de ruído à comunicação verbal entre alunos e professores.

Como mencionado anteriormente, das escolas pesquisadas, as que mais sofrem os impactos do ruído advindo do tráfego urbano são as Escolas 1 e 10. A pesquisa feita junto aos professores confirma a situação preocupante face aos efeitos potenciais sobre a saúde e o processo ensino-aprendizagem.

TABELA 11

Principais queixas feitas pelos professores quanto ao andamento das aulas – Escola 1

Perguntas a b c

O barulho externo prejudica suas aulas? (avião, carro etc). 0% 26% 74%

Você tem costume de aumentar o tom de voz em sala de aula? 6% 47% 47%

O barulho prejudica sua comunicação verbal com os alunos? 5% 51% 44%

Você sente dificuldades de raciocínio ou de concentração? 23% 67% 10%

NOTA: legenda: a) raramente b) às vezes c) constantemente

Dos resultados encontrados, o de maior destaque se relaciona ao barulho proveniente do tráfego urbano (ruas e avenidas adjacentes). De acordo com a pesquisa, 74% dos professores admitiram constante interrupção em suas aulas devido ao barulho externo (carros, aviões, buzinas, caminhões, motocicletas etc). Do restante, 26% sentiram – se incomodado algumas vezes, e absolutamente ninguém admitiu nunca ter sido interrompido pelo ruído urbano.

A figura 6 ilustra o resultado de maior destaque com relação às condições de trabalho em sala de aula.

FIGURA 6 – O barulho externo prejudica o andamento de suas aulas?

O excesso de ruído prejudica a comunicação em sala de aula, levando os professores a sentirem dificuldades de concentração e obrigando-os a esforços constantes para se fazer entender. Segundo Evans & Maxwell (1993), o ruído induzido pode melhorar a performance em tarefas mais simples, mas deteriora substancialmente a performance em tarefas mais complexas (tarefas que requerem atenção contínua ou que demandam uma grande capacidade de memória). Entre as perdas, as mais fortemente afetadas pelo ruído são: raciocínio, leitura, concentração, resolução de problemas, compreensão etc.

Segundo Russo (1999, p 219), “o ruído excessivo e indesejável é um problema acústico comumente encontrado em salas de aula”, o que mostra falta de preocupação quanto a esta modalidade de poluição. São escolas mal localizadas dentro da malha urbana, que acabam por ter suas dependências “contaminadas” pelo ruído externo. Situação que impossibilita um processo educacional adequado e de boa qualidade. Nesta escola, 44% dos professores admitiram que o barulho prejudica constantemente sua comunicação verbal com os estudantes, enquanto

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que 51% disseram se sentir prejudicados algumas vezes. Somente 5% afirmaram não perceber nenhum tipo de incômodo.

Desse modo, é importante considerar a relação entre a intensidade da voz do professor e o ruído que chega aos ouvidos, principalmente das crianças em sala de aula. Com níveis de pressão sonora variando de 78 a 83 dB (A), as salas de aula desta instituição exigem do profissional um esforço vocal muito acima do normal. Nesse ambiente a voz do professor deve exceder aproximadamente + 15 dB (A) o nível de ruído em sala para proporcionar uma boa compreensão por parte dos alunos; níveis que são encontrados somente na voz gritada.

Os profissionais que trabalham na Escola 10, escola que também tem suas dependências fortemente afetadas pelo ruído advindo do tráfego urbano, também reclamam da dificuldade de comunicação com os estudantes. Da população pesquisada, 76% admitiram que o barulho prejudica sua comunicação verbal com os alunos. Em função deste prejuízo, 44% dos entrevistados têm o costume de aumentar o tom de voz em sala de aula, ou seja, se esforçam constantemente para se comunicar com os estudantes.

TABELA 12

Principais queixas feitas pelos professores quanto ao andamento das aulas – Escola 10

Perguntas a b c

Você tem costume de aumentar o tom de voz em sala de aula? 4% 52% 44%

O barulho externo prejudica suas aulas? (avião, carro, etc). 24% 57% 19%

O barulho prejudica sua comunicação verbal com os alunos? 15% 76% 9%

Você sente dificuldades de raciocínio ou de concentração? 48% 52% 0%

NOTA: legenda: a) raramente b) às vezes c) constantemente

De maneira semelhante à Escola 1, a figura 7 ilustra o resultado mais expressivo da pesquisa feita junto aos professores.

FIGURA 7 – Você tem o costume de aumentar o tom de voz em sala de aula?

Além das Escolas 1 e 10, as Escolas 4 e 5 chamaram a atenção. A Escola 5, localizada em Brasília, região devidamente planejada, apresentou resultados satisfatórios. Foi possível perceber que os incômodos advindos do tráfego urbano são menores. Verificou-se que 43% da população pesquisada não observam ruídos provenientes de carros, aviões, caminhões, motocicletas etc e apenas 5% admitiram constante prejuízo ao andamento de suas aulas em função do barulho advindo do tráfego urbano.

No tocante à Escola 4, escola situada no Núcleo Bandeirante, a maior contribuição para altos níveis de pressão sonora advém do trânsito interno de alunos. Dos professores entrevistados, 71% disseram que o barulho prejudica a sua comunicação com os alunos. Constatou-se, que em decorrência deste trânsito, a grande maioria, 63%, tem o costume de aumentar o tom de voz em sala de aula, ou seja, se esforça para se comunicar com os estudantes.

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Salas de aula com excesso de ruído interferem na inteligibilidade da fala, resultando na redução do entendimento e, portanto, na redução da aprendizagem.

O esforço vocal do professor, na tentativa de se fazer entender, pode trazer efeitos nocivos à sua saúde. Estudos realizados por fonoaudiólogos constataram disfunções vocais para aqueles profissionais que têm a voz como instrumento de trabalho.

Segundo Pinto e Furck (1988, p. 12), “os sintomas de fadiga vocal, perda da intensidade da voz, que os indivíduos tentam superar provocando um esforço ainda maior na musculatura faríngea, aliados ao fator psicológico, causam as rouquidões e até as afonias. Com o decorrer do tempo, os exames otorrinolaringológicos revelam freqüentes nódulos, edemas e pólipos”.

No que se refere aos problemas de saúde, a tabela 10 revela que 63% dos pesquisados disseram sentir dor de garganta e 54% observaram rouquidões. Esses dados apontam para um grande esforço dos órgãos envolvidos no mecanismo da fala, tendo o excesso de barulho nas salas de aula como o principal motivo desses sintomas.

Os efeitos potenciais levantados nesta pesquisa são compatíveis com alguns casos de doença diagnosticados por uma pesquisa encomendada pelo Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro – DF). Segundo o Sinpro, o diagnóstico médico mais freqüente estava relacionado com estresse/estafa.

TABELA 13