CHAPTER 4: DECISION-MAKING PROCESS USED BY THE COASTAL STATE ON
4.2 IMO’s Guidelines on Places of Refuge for Ships in Need of Assistance
Criado pelo MEC em 1997 como política pública do MEC, o PNLD visa subsidiar “o trabalho pedagógico dos professores das escolas públicas brasileiras por meio da distribuição de coleções didáticas de diferentes componentes curriculares” (JORGE, 2014, p. 74). o PNLD foi estabelecido a fim de:
a) Contribuir para socialização e universalização do ensino, bem como para a melhoria de sua qualidade, por meio da seleção, aquisição e distribuição de livros didáticos para todos os alunos matriculados nas escolas das redes públicas do ensino fundamental de todo o país, cadastrados no Censo Escolar;
b) Diminuir as desigualdades educacionais existentes, buscando estabelecer padrão mínimo de qualidade pedagógica para os livros didáticos utilizados nas diferentes regiões do país;
c) Possibilitar a participação ativa e democrática do professor no processo de seleção dos livros didáticos, fornecendo subsídios para uma critica consciente dos títulos a serem adotados no Programa;
d) Promover a crescente melhoria física e pedagógica dos livros, garantindo a sua utilização/reutilização por três anos consecutivos. (BRASIL, 2001)
O PNLD não é o único programa federal voltado para a ampliação do acesso ao LD, há também o Programa Nacional da Biblioteca Escolar (PNBE), o PNLD-Campo e o PNLD-EJA, que respectivamente distribuem livros para compor a bilioteca das escolas e dar apoio ao trabalho do professor, LDs específicos para a Educação do Campo e para a Educação de Jovens e Adultos (JORGE, 2014, p. 75). Segundo informativos do MEC, o PNLD já beneficiou mais de 33 milhões de estudantes desde a sua criação, em 1997. Após a publicação do edital, as editoras inscrevem seus livros para ser avaliados pela equipe de especialistas que compõem o comitê de avaliação e seleção. Ao final desse processo, é publicado o Guia do Livro Didático que é enviado a todas as escolas inscritas no programa. O guia reúne resenhas das coleções aprovadas para auxiliar professores e diretores na escolha da coleção que irá atender melhor ao contexto educacional dos alunos. A logística de distribuição do material é feita por meio de parceria entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Normalmente, os materiais são entregues aos alunos após o cumprimento dos trâmites necessários estabelecidos pelo edital, no início do ano letivo. Apesar de estabelecido desde 1997, somente em 2012 o LE no ensino médio passou a integrar o PNLD.
A imagem 1 a seguir foi elaborada para auxiliar a visualização do processo pelo qual o LD passa até ser distribuído aos alunos da rede pública de ensino no Brasil:
A inclusão do componente curricular Língua Estrangeira Moderna (LEM) no PNLD se deu a partir do edital de 2011 (livros para o 2º ciclo do Ensino Fundamental). Nesta pesquisa, serão considerados apenas os editais de 2012 e de 2015, pois ambos estabeleceram, pela primeira vez, os critérios para a seleção dos livros de LEM para o Ensino Médio. O Anexos 2 traz parte do edital de convocação para inscrição no processo de avaliação e seleção de obras didáticas do PNLD 2012 e 2015 – Ensino Médio. Na análise de conteúdo dos editais, observou-se a presença de critérios rigorosos com relação ao aspecto gráfico e a prioridade dada à cidadania e à preparação do aluno do Ensino Médio para a universidade e para o mercado de trabalho, além da valorização dos contextos locais durante o processo de aprendizagem. Jorge (2014) discute a importância de se criar condições para que o ensino de inglês e espanhol nas escolas públicas do Brasil seja culturalmente relevante para o contexto brasileiro. Várias questões já apontadas pelo edital 2012 foram retomadas no edital 2015 à respeito da cidadania, dos objetivos da educação no EM e também da integridade física do LD, entre as quais estão:
Observância de princípios éticos e democráticos, necessários à construção da cidadania ao convívio social republicano; Coerência e adequação da abordagem teórico- metodológica assumida pela obra no que diz respeito à proposta didático-pedagógica explicitada e aos objetivos visados; Respeito à perspectiva interdisciplinar na apresentação e na abordagem dos conteúdos; Observância das características e finalidades específicas do manual do professor e adequação da obra à linha pedagógica nela apresentada; Adequação da estrutura editorial e do projeto gráfico aos objetivos didático-pedagógicos da obra; Pertinência e adequação dos recursos multimídia ao projeto pedagógico e ao texto impresso (BRASIL, 2014).
Além de critérios gerais, os editais apresentam para cada disciplina orientações pedagógicas referentes aos seus conteúdos específicos e que devem ser observadas antes dos LDs serem submetidos à avaliação. Ambos os editais trazem orientações para o uso de imagens no LD, como mostra o quadro 2 a seguir.
Quadro 2: Editais
EDITAL PNLD 2012 (Página 21)
No que diz respeito às ilustrações, elas devem: 1) ser adequadas às finalidades para as quais
foram elaboradas; 2) ser claras e precisas;
3) retratar adequadamente a diversidade étinica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país; 4) quando, de caráter científico, respeitar as
proporções entre objetos ou seres representados;
5) estar acompanhadas dos respectivos créditos e da clara identificação da localização das fontes ou acervos de onde foram reproduzidas;
6) apresentar títulos, fontes e datas, no caso de gráficos e tabelas;
7) apresentar legendas, escala, coordenadas e orientação em conformidade com as convenções cartográficas, no caso de mapas e outras representações gráficas do espaço.
EDITAL PNLD 2015 (Página 43)
No que diz respeito às ilustrações, elas devem: 1) ser adequadas às finalidades para as quais
foram elaboradas; 2) ser claras e precisas;
3) retratar adequadamente a diversidade étinica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país; 4) quando, de caráter científico, respeitar as
proporções entre objetos ou seres representados;
5) estar acompanhadas dos respectivos créditos e da clara identificação da localização das fontes ou acervos de onde foram reproduzidas;
6) apresentar títulos, fontes e datas, no caso de gráficos e tabelas;
7) apresentar legendas, escala, coordenadas e orientação em conformidade com as convenções cartográficas, no caso de mapas e outras representações gráficas do espaço.
Além dessas orientações nos editais é utilizada, também, uma ficha avaliativa, geralmente divulgada no Guia do Livro Didático, que reúne critérios gerais e específicos cujo propósito é garantir aos avaliadores um instrumento para a análise e registro de suas observações sobre a coleção. O primeiro bloco da ficha de avaliação utilizada no guia do LD 2015 segue os critérios estabelecidos no edital e apresenta orientações sobre a disposição gráfica das imagens. Nela é reforçada a necessidade da adequada reprodução da diversidade cultural, desprovida de estereótipos, de discriminações e/ou preconceitos. Tais enfoques são reproduzidos no quadro a seguir:
Quadro 3: Critérios teórico-metodológicos gerais e de LEM
BLOCO I - COM RELAÇÃO AO PROJETO GRÁFICO-EDITORIAL, A COLEÇÃO:
[...]
4. Apresenta ilustrações com: 4.1 créditos?
4.2 clara identificação da localização das fontes ou acervos de onde foram reproduzidos? 4.3 títulos, fontes e datas, no caso de gráficos e tabelas?
4.4 respeito às proporções entre objetos ou seres representados no caso de possuir caráter científico? 4.5 legendas, escalas, coordenadas e orientação em conformidade com as convenções cartográficas, no caso de mapas e outras representações gráficas do espaço?
4.6 adequação às finalidades para as quais foram utilizadas? 4.7 clareza e precisão?
4.8 reprodução adequada da diversidade étnica, cultural e social da população brasileira?
4.9 reprodução da diversidade étnica, cultural e social das comunidades, regiões e países onde a língua estrangeira é falada?
Fonte: Guia do Livro Didático PNLD 2015 – Ficha de Avaliação Bloco I – página 15 e 16
Ao estabelecer editais rigorosos para a seleção dos LDs, o objetivo do PNLD é zelar pela constante melhoria da qualidade dos materiais que serão fornecidos aos alunos e escolas, pois se caracterizam como importantes instrumentos pedagógicos amplamente utilizados por alunos e professores, tanto dentro quanto fora da sala de aula. É nítida a preocupação dos editais em orientar que os LDs devem apresentar “conteúdo e atividades que favoreçam a aquisiçãoo do conhecimento, por meio da reflexão e da resolução de exercícios propiciada pela observação, pela análise e por generalizações, visando ao desenvolvimento da criatividade e da crítica (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2001). Esses objetivos foram estabelecidos com o intuito de empoderar o aluno a tornar-se participante ativo no seu processo pessoal de aprendizagem e auxiliar o professor na administração e condução desse processo. Dessa forma, o amadurecimento e a ampliação das orientações referentes ao ensino da LEM presentes nos editais do PNLD, a preocupação com o desenvolvimento da qualidade e com a viabilização do acesso aos materiais didáticos só têm a contribuir para que o sistema educacional brasileiro possa formar cidadãos críticos e conscientes de seu lugar na sociedade.
CAPÍTULO 2
A mágica da fotografia é metafísica. O que você vê não é o que foi visto no momento. A verdadeira habilidade da fotografia é a mentira visual organizada.
Neste capítulo, buscou-se uma reflexão que levasse ao entendimento acerca da diversidade e como esta pode ser contemplada através das análises sociocultural e étnica. Buscou-se, ainda, problematizar o que são os estereótipos e quais podem ser seus impactos e prejuízos para a construção de sentido sobre quaisquer culturas . As contribuições da semiótica e do LVC foram levantadas a fim de ampliar o entendimento sobre o que é uma imagem e como esta pode ser trabalhada de pelo viés das perspectivas críticas durante as aulas de línguas.