Verificar a presença de todos os alunos.
Abrir a lição e ditar o sumário.
Classificar os materiais em substâncias e mistura de substâncias.
Salientar que o termo “puro” não tem o mesmo significado na química e na linguagem do quotidiano, dando o exemplo do “azeite puro” que apesar de estar escrito puro no rótulo não significa que se trata de uma substância só, mas, sim, que não contém mistura de outros óleos ou aditivos. As esmeraldas têm cor verde devido às impurezas que existem na sua constituição.
Indicar que a maioria dos materiais que nos rodeiam são quase todos misturas de substâncias. Perante tão grande variedade de misturas torna-se necessário classificá-las quanto à composição química ser uniforme ou não.
Pegar num pau de giz e questionar os alunos se o giz tem sempre o mesmo aspeto? Se é possível distinguir a olho nu o tipo de componentes que o constituem? Como não é possível, explicar aos alunos que estamos perante uma mistura homogénea.
Mostrar uma garrafa de álcool etílico com 95% (V/V) e explicar que 100 ml dessa mistura tem 95 ml de etanol e o restante em água. Trata-se de uma mistura
homogénea.
Alertar os alunos para o prefixo Homo que quer dizer igual.
Referir que as misturas homogéneas também podem ser chamadas de soluções.
Caracterizar misturas heterogéneas, levando para a aula um pouco de areia, mostrando aos alunos que é possível distinguir a olho nu os materiais que a constituem.
Alertar os alunos para o prefixo Hetero que quer dizer diferente.
Ilustrar com água e azeite, como se forma o que se designa por emulsão.
Referir que existem, ainda, outro tipo de misturas que apesar de terem um aspeto uniforme não são homogéneas, mas sim coloidais. As partículas que constituem estas misturas só são possíveis de distinguir ao microscópio ótico.
Ilustrar diferentes misturas e pedir aos alunos para as classificarem.
Iniciar o estudo de soluções fazendo em sala de aula uma mistura de água com açúcar.
Reforçar que uma palavra mais vulgar para designar uma mistura homogénea é solução. Quando juntamos açúcar e água ele não desaparece, embora deixemos de o ver. Mesmo ao microscópio não conseguimos distinguir o açúcar da água. O açúcar fica dissolvido na água. O açúcar designa-se de soluto e a água por solvente.
Referir que como o solvente é a água a solução em causa diz-se aquosa. Os alunos acompanham e registam os conceitos na folha de registos.
Concluir que uma solução resulta da adição de um soluto a um solvente.
Indicar que também podemos ter um soluto no estado gasoso, como é o caso da água gaseificada, que é uma solução de um gás, CO2, em água, levar para a aula uma garrafa de água com gás.
Registar na folha de registos que o soluto, neste caso, é o CO2 e o solvente continua a ser a água.
Misturar num tubo de ensaio um pouco de sumo de laranja concentrado e água e perguntar qual é agora o soluto e qual é o solvente?
Anotar o soluto e o solvente na folha de registos.
Destacar que o soluto pode ser sólido, gasoso ou líquido, ressaltando que o solvente é sempre líquido.
Mencionar que além da água usam-se outros líquidos como solventes, especialmente para dissolver substâncias insolúveis em água, como por exemplo, o etanol e a acetona.
Clarificar que não existem só soluções líquidas, também existem soluções sólidas e gasosas mostrar diapositivo com os exemplos.
Interagir com os alunos de modo a que eles identifiquem qual é o solvente e qual(s) o(s) soluto(s) nos exemplos apresentados.
Concluir que o solvente é a substância que existe em maior quantidade e no mesmo estado físico que a solução e as outras substâncias são os solutos.
Referir que as amálgamas são um tipo de misturas com mercúrio e chumbo que durante muito tempo foram utilizadas pelos dentistas para a obstrução de dentes.
Pedir um aluno voluntário para continuar a adicionar açúcar à solução com água que tínhamos inicialmente.
Questionar os alunos sobre o que esperam obter?
Explicar que a adição excessiva de açúcar leva-nos a ter uma solução saturada. A partir de certa altura o açúcar fica no fundo.
Colocar a seguinte questão “Quando colocam muito chocolate no leite o que verificam?“. Os alunos deverão dizer que o chocolate deposita-se no fundo, obtendo-se, por isso, uma solução saturada.
Questionar se o açúcar se dissolve em álcool?
Pedir a um aluno para misturar açúcar num gobelé com álcool. Questionar o que se verifica? O açúcar é insolúvel em álcool.
Referir que um soluto pode ser solúvel num dado solvente e insolúvel noutro. Os alunos registam as observações na folha de registos.
Mencionar que existem vitaminas hidrossolúveis, como a vitamina C e lipossolúveis como a vitamina D que se encontra por exemplo, no salmão. A vitamina C é hidrossolúvel, ou seja, dissolve-se bem na água sendo facilmente eliminada pelo nosso organismo, através da urina, daí torna-se importante comermos bastantes vezes citrinos para mantermos esta vitamina no nosso organismo. Já as vitaminas lipossolúveis dissolvem-se bem nos lípidos/gorduras e por isso devem ser consumidas moderadamente pois ficam retidas no nosso organismo e o consumo exagerado faz-nos mal
Colocar a seguinte questão à turma “Vocês demoram mais tempo a dissolver o chocolate em leite frio ou em leite quente?” Com esta questão referir que a solubilidade de certas substâncias depende da temperatura. Em geral, a solubilidade de alguns solutos aumenta com a elevação da temperatura, mas existem casos em que ela diminui.
Definir concentração mássica.
Indicar as unidades com que se expressa a concentração mássica.
Alertar para o seguinte: a concentração mássica está definida como a razão entre a massa de soluto sobre o volume de solução e não sobre o solvente.
Questionar os alunos sobre qual a massa necessária de soluto para preparar 200 cm3 de uma solução de sulfato de cobre penta-hidratado com uma concentração aproximada de 0,02 g/cm3.
Ilustrar a preparação de uma solução de sulfato de cobre penta-hidratado. O professor indica o nome de todos os materiais que está a utilizar.
Pipetar da solução mãe 25 cm3 para um balão de 100 ml e 25 cm3 para um balão de 50 cm3.
Fazer as seguintes questões:
Comparar a cor das duas soluções?
concentração?
Completar e registar na folha de registos.
Mostrar diapositivo com a imagem do “Bem-u-ron xarope” e pedir identificarem os solutos do solvente
Interrogar o que significa 40 g/dm3
Fazer a conclusão da aula oralmente interagindo com os alunos sobre o que aprenderam na aula.