• No results found

Identifying Why the NYD Youth Become Members of an Organization There are eleven member organizations in NYD working with different issues concerning

5 RESULTS AND DISCUSSION

5.3. Identifying Why the NYD Youth Become Members of an Organization There are eleven member organizations in NYD working with different issues concerning

A escola onde decorreu este estudo situa-se no distrito de Braga e recebe alunos das várias freguesias vizinhas. No ano lectivo em que decorreu este estudo, a população estudantil era de 1877 alunos. Como é uma escola secundária com 3.º ciclo, 567 alunos eram do ensino básico e 1310 do ensino secundário. Relativamente ao ensino básico, 405 desses alunos eram do ensino regular, 108 eram alunos dos cursos EFA e 54 dos cursos CEF. Do ensino secundário, 519 alunos frequentaram o ensino regular dos cursos científico-humanístico, 457 o ensino profissional e 334 os cursos EFA.

Tendo em conta as características da população escolar, a oferta educativa/formativa da escola era abrangente e procurava articulá-la com as necessidades das empresas envolventes, no sentido de proporcionar aos seus alunos uma formação adequada em contexto de trabalho, com probabilidade de saídas profissionais (Projeto Educativo da Escola). Apesar da direção da escola se ter mostrado receptiva à realização deste estudo, o mesmo não aconteceu com a maioria dos professores da turma. Apenas a Professora de Português acedeu a participar em duas aulas. As razões apresentadas para a recusa dos outros professores prenderam-se com a falta de tempo, a realização de exames, ou a inadequação dos programas da disciplina com a temática deste estudo.

Das duas turmas da escola que tinham a disciplina de MACS, optou-se pela que apresentava um maior número de alunos. Tratava-se de uma turma com vinte alunos, do curso de Línguas e Humanidades, dos quais cinco eram de sexo masculino e quinze do sexo feminino, com uma média de idades de 17 anos. Dos vinte alunos da turma, apenas dois apresentavam uma retenção no seu percurso escolar. Ao serem questionados sobre as razões de frequentarem este curso, 15 alunos referiram razões relacionadas com a continuação dos estudos na universidade, enquanto que 5 afirmaram que essa opção se deveu ao facto de não gostarem dos outros cursos. Quanto ao seu aproveitamento a Matemática ao longo do seu percurso escolar,

dois alunos consideravam-se bons alunos a esta disciplina, onze alunos classificaram-se como sendo alunos médios e sete alunos referiram que tinham muitas dificuldades. Em relação às estratégias de resolução de problemas, 10 alunos referiram que costumavam ler o problema várias vezes, enquanto que outros 10 alunos, afirmavam recorrer a esquemas ou desenhos. Quanto tinham dificuldades nessa resolução, 18 alunos admitiam que tentavam várias vezes antes de pedir ajuda à professora, no entanto 3 deles, quando sentiam dificuldades, recorriam logo à ajuda da professora. Sobre a utilidade de resolverem situações relacionadas com o dia a dia, 17 alunos admitiram que é muito útil e apresentaram como exemplo, os saldos, enquanto que 3 deles referiram que não viam qualquer utilidade. Em relação à forma de trabalhar nas aulas de Matemática, 7 alunos afirmaram que gostavam de trabalhar em grupo, 4 mostravam preferência pelo trabalho individual, enquanto que 9 responderam que dependia do tipo de trabalho. Fora da sala de aula, todos estes alunos indicaram preferir trabalhar individualmente, porque se conseguiam concentrar melhor. Relativamente aos benefícios de trabalharem em grupos, os alunos apontaram razões relacionadas com a maior facilidade de tirarem dúvidas e verem outras formas e métodos de resolverem problemas. Quanto a desvantagens, os alunos apontaram o excesso de barulho, o mau funcionamento e o fraco empenho de alguns colegas.

Sobre o trabalho de projeto, os alunos foram unânimes em afirmar que já tinham realizado, no 10º ano, um trabalho de projeto sobre estatística. Questionados se gostariam de voltar a fazer um trabalho de projeto a Matemática, 16 responderam que sim, dois responderam que não e dois afirmaram que dependia do projeto. Quanto ao conhecimento do tema de grafos, 12 alunos admitiram nunca ter ouvido tal palavra, enquanto oito afirmaram já ter ouvido a palavra de grafos, mas não sabiam o que é.

Relativamente aos alunos da turma e no que toca à disciplina de MACS, dezasseis alunos referiram que gostavam desta disciplina, enquanto quatro alunos afirmaram não gostar. Independentemente da simpatia que nutriam pela disciplina de MACS, os alunos, com exceção de um deles, mostraram intenção de seguir estudos no ensino superior. O sentido de responsabilidade que a prossecução de estudos requer dos hábitos de trabalho dos alunos tende a não se verificar nesta turma, visto que apenas oito deles costumam estudar regularmente. A maioria dos alunos reconhece que semente estuda na véspera dos testes. Globalmente, a turma apresentava um comportamento irrequieto, falador e muito desconcentrado na maior parte das disciplinas.

Os alunos da turma foram organizados em cinco grupos de quatro elementos e permaneceram assim até ao final do estudo. Apenas um dos grupos perdeu um dos seus elementos por este emigrado para a Suíça. Todos os alunos demonstraram vontade de participar na investigação, razão pela qual a investigadora só selecionou os grupos que constituem os estudos de caso após o final do ano lectivo. Esta tomada de decisão foi considerada para não se ferirem susceptibilidades dos alunos e para que se mantivessem empenhados e motivados até ao final do estudo, de forma a investigadora poder recolher informação de todos os grupos constituídos. Dos cinco grupos formados, foram selecionados três deles para a realização dos estudos de caso com base nos seguintes critérios: (i) a área de residência (procurou-se que os alunos fossem provenientes da mesma freguesia); (ii) o valor da média obtida pelos alunos no final do 1.º período; (iii) a pertinência da informação recolhida por cada grupo. Atendendo ao desempenho dos alunos no 1.º período, três dos grupos foram considerados satisfatórios, um grupo foi designado de bom e o outro de fraco desempenho. Destes grupos, foram selecionados um dos grupos satisfatórios (Grupo de Sande S. Martinho), o grupo bom (Grupo de Brito) e o grupo fraco (Grupo Airão Sta. Maria).