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I NNSAMLING AV DATA

In document Samhandling og måloppnåelse i FLO (sider 34-37)

3.2.1 Papel assumido pelo professor e alunos durante a realização do trabalho

No início dos trabalhos os professores ressaltaram que se tratava de um projeto de pesquisa, e que o pesquisador atuaria como observador do desenvolvimento das atividades.

Ressaltaram que os conceitos abordados estavam de acordo com a proposta pedagógica da escola, e que somente a abordagem dos mesmos estava diferente da proposta contida nos cadernos fornecidos pelo Estado como material de apoio. Deixaram claro que o processo teria influência nas menções bimestrais de cada aluno e os conteúdos abordados estariam presentes nas avaliações durante o bimestre.

Notamos certa “euforia” dos alunos, visto alegarem ser a primeira vez que participavam de trabalho como esse.

Os professores organizaram os alunos de acordo com a estratégia proposta em cada atividade, explicando cuidadosamente o objetivo proposto em cada tarefa.

O professor Paulo solicitava aos seus alunos a leitura cuidadosa da questão antes do inicio da resolução e qualquer dúvida que porventura viesse a surgir, solicitasse atenção.

As dúvidas foram atendidas a duplas ou individualmente. Quando o professor Paulo percebia que a dúvida quanto ao significado da palavra era relativamente coletiva, procurava dirimi-la em voz alta, chamando a atenção da turma.

A professora Carla preferiu ler em voz alta com sua turma, já explicando alguns termos que julgou necessário. No entanto, notamos que boa parte dos alunos, durante estas considerações, mantiveram-se na leitura, pouco atentos a explanação da professora.

Esta “dispersão” gerou algumas perguntas como: − “professora o que é grandeza mesmo”?

“professora não sei o que é razão”. nunca ouvi falar de tripé!

Praticamente a cada item da atividade respondido, os alunos solicitavam a presença do professor para que verificasse se estava correto ou não.

Esta postura, normal aos alunos, gerava nos professores certa ansiedade em apresentar uma explicação do conteúdo como definição, elementos, propriedades.

Esperávamos esta situação, uma vez que procuramos argumentar com os professores durante os encontros que “via de regra”, não é comum na investigação de conceitos matemáticos, verificar os conhecimentos que os alunos disponibilizam durante as aulas, instigando-os a explorarem seus pensamentos e ideias, disponibilizando tempo para que encontrem possíveis soluções.

Observamos atitudes distintas dos professores nesta situação:

O professor Paulo, solicitou aos alunos que aguardassem os demais colegas terminar para que discutisse com a sala os resultados. A professora Carla confirmava ou não a exatidão da resposta. No caso de resposta errada auxiliava seus alunos na resolução, sem fornecer a resposta, buscando inferir novas perguntas de maneira a facilitar a compreensão do aluno.

Todas as aulas puderam ser desenvolvidas conforme as projeções previstas na elaboração da THA.

Notamos ainda que, apesar da nossa presença na sala de aula, com o passar das aulas, o caráter “novidade” do projeto de pesquisa passou, com muitos alunos dispersos, requerendo interferências do professor colaborador.

Atividade no laboratório de informática (4.1)

Os dois professores Paula e Carla, embora um pouco apreensivos com a atividade, mostraram-se confiantes pelo fato de considerarem a atividade relativamente simples, além de poderem contar com a participação do monitor do laboratório na organização da turma em duplas nos terminais e para a instalação da atividade nos computadores.

Os alunos sentiram-se motivados, visto declararem nunca terem participado de atividades nas aulas de Matemática utilizando computador.

Foi necessário solicitar ao monitor o bloqueio de acesso à internet, pois algumas duplas insistiam em abandonar a atividade e conectavam-se a sites, normalmente os de relacionamento.

3.2.2 Dificuldades ocasionadas por desconhecimento de conceitos e/ou procedimentos matemáticos

Pelo fato de ter sido previamente discutidas as atividades com os professores e lhes foi entregue o material com nossa expectativa de resolução, os dois professores Paulo e Carla, não tiveram dificuldades relacionadas ao desconhecimento de conceitos ou procedimentos, se bem que ambos, em caso de dúvidas dos alunos, basearam-se exclusivamente em nossa perspectiva de resolução.

Notamos que os alunos mostravam-se menos inibidos no desenvolvimento de atividades e sua exploração quando trabalhavam em dupla ou em grupo, porém observamos pouco questionamento entre os integrantes do grupo quanto à solução que determinado aluno tenha efetuado.

A maior dificuldade observou-se na atividade 6.3, visto os alunos terem como parte da atividade a identificação no texto, dos parâmetros para estabelecer a proporção.

Nesta atividade observamos grande envolvimento professores colaboradores, diante das manifestações por vezes acaloradas, dos alunos na busca pela solução.

Os dois professores colaboradores recorreram à lousa no intuito de auxiliar os alunos a encontrarem a proporção entre as duas escalas termométricas.

Um ponto marcante a observar é que os alunos, após substituir uma grandeza por determinado símbolo passam a efetuar os cálculos aritméticos, sem considerar o contexto em que o símbolo foi criado parecendo-lhes vazio o resultado.

Nossa hipótese para tal situação é que normalmente os alunos, não são estimulados a validar o resultado de suas operações aritméticas. Evidência desta hipótese pode ser notada em tarefas que contemplam a contextualização com outras disciplinas (esta atividade em especial com a Física) em que normalmente não estão habituados a colocarem, após o resultado numérico da operação, as unidades de medida da grandeza avaliada.

O resultado obtido é somente mais um número, com pouco ou nenhum significado.

O estabelecimento do significado dos parâmetros a e b na função polinomial do 1º. Grau escrita sob a forma y = ax + b, e suas interferências no respectivo gráfico, foi outro ponto em que apresentaram ainda certa dificuldade.

3.2.3 Interesse despertado por situações contextualizadas e possíveis influências na aprendizagem

Apesar de ficarem interessados na solução das situações propostas, pelo fato de conseguirem dar significado ao que lhes era proposto a resolver, os alunos encontraram dificuldades no entendimento dos textos, principalmente os mais extensos, em que declararam que as informações numéricas estavam muito dispersas.

Os alunos sempre questionavam e faziam explorações de como desenvolver a atividade, comparando os resultados encontrados entre as duplas ou individualmente, auxiliando os colegas quando apresentavam dificuldades que julgavam terem sido superadas para si. Notamos um agradável clima de interação entre os alunos e os professores.

Ao final do desenvolvimento das atividades, mesmo precisando de interferências mais efetivas dos professores, um número considerável de alunos conseguia efetuar observações pertinentes durante a socialização dos resultados efetuada pelos professores colaboradores.

Na atividade efetuada no laboratório de informática, declararam de aspecto desafiador, visto lançarem um número qualquer em uma coluna da planilha e a necessidade em “desvendar” qual/quais operações, o aplicativo efetuou a partir do número escolhido. Contudo as duas últimas planilhas, que adiciona ou subtrai um valor fixo, da operação mostraram dificuldades em perceber a regularidade.

Esta dificuldade apresentada atuou como agente desafiador entre os alunos, pois chegaram a disputar quem conseguiria “desvendar” a relação entre as grandezas, em todas as planilhas mais rapidamente.

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APÍTULO

4

NOVOS CONHECIMENTOS ADQUIRIDOS APÓS A THA

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