3 Inventarliste
3.1 Hvilken informasjon om død får vi gjennom objektenes presentasjon?
de preparação que sentiam ter para o exercício da atividade docente em educação especial, procurando-se, deste modo, averiguar do possível impacto da formação no desempenho de funções docentes nesta modalidade educativa. As respostas dos entrevistados foram categorizadas segundo as apreciações de “não se sentir preparado”, “não se sentir totalmente preparado” e “sentir-se preparado” (figura 7).
Preparação para a educação especial (n=28)
Sente-se preparado (n=12) Não se sente totalmente preparado
(n=8)
No conjunto das respostas, destacou-se ligeiramente o grupo de entrevistados que afirmou sentir-se preparado com a formação recebida para o exercício da atividade docente em educação especial. No entanto, esta afirmação não é categórica na medida em que alguns entrevistados ressalvaram que a confirmação do grau de preparação só poderia ser verdadeiramente aferida numa fase posterior, aquando da experiência profissional nesta modalidade educativa. Por outro lado, outros entrevistados destacaram que a formação de professores para a educação especial lhes proporcionou a aquisição de instrumentos básicos para iniciar a atividade docente e que serão enriquecidos posteriormente com a experiência.
“Eu acho que preparada, na altura é que vamos poder dizer. É assim, teoricamente, supostamente, sim. Mas uma coisa é certa, depois em campo é que vão surgir as dificuldades. Teoricamente e supostamente, estarei preparada…” (EA1)
“Eu penso que sim, mas, lá está, só mesmo na prática é que uma pessoa tem a noção daquilo que faltou. Portanto, eu neste momento penso que sim.” (EA7)
“Ah, sim, sim. Sinto-me preparada. Sim. Até porque, é assim, nós antes de virmos fazer esta especialização, esta formação, eh… nós, nas nossas turmas normais, há sempre alunos com necessidades educativas. E nós, à partida, já temos que ter alguns conhecimentos prévios, não tão específicos como aqueles que aprendemos aqui, mas já temos que ter alguns conhecimentos para podermos trabalhar com eles.” (EB1)
“Não assim preparadíssima, porque isso acho que só mesmo depois com o tempo é que nós, lá está, na prática vamos sempre complementando e avançando. Mas sim, para iniciar, sim, sinto- me preparada.” (EB4)
“…eu acho que sim, que me sinto preparada… (…) Mas depois também parte um bocadinho da nossa forma de atuar e da nossa visão. Obstáculos? Vou ter muitos certamente. É preciso transpô-los e é preciso ir para a frente.” (EC3)
Outros entrevistados referiram não se sentir totalmente preparados para o exercício da atividade docente em educação especial, embora assumissem uma atitude proativa no sentido de, em contexto real, virem a adquirir experiência e procurarem ultrapassar os obstáculos.
“Sinto que estou sensibilizada para aquilo que eu tenho que fazer e depois, se vou ou não ser competente, acho que no momento só com muito esforço pessoal, com um trabalho em colaboração com outros colegas mais experientes, só aí é que realmente eu posso conseguir fazer um trabalho de qualidade. De outra forma, duvido.” (EA11)
“Serei uma estagiária numa primeira etapa rezando para que tenha um bom orientador no terreno.” (EA8)
“Sinto-me preparada com algumas limitações, se não forem muitas limitações! Porque é estes casos específicos que eu lhe digo, eu ainda não sei como abordar. Eu sei que isto depois só através da experiência é que nós lá vamos chegar, é como tudo, não é? Quando tiramos a carta também passámos no teste mas não temos a prática. E aqui é igual, passamos aqui na pós- graduação ou no mestrado mas depois temos que ver a prática. Mas é assim, acho que não estou totalmente preparada. Acho que não.” (EB8)
“…devo confessar que não me sinto plenamente preparado para assumir esse papel. No entanto, com aquilo que foram os conhecimentos, tudo aquilo que foi facultado por este curso, penso que pode ser útil para iniciar a atividade. Portanto, depois com a experiência, com o trabalho, com certeza que sentir-me-ei mais fortalecido e consistente na minha ação.”
Neste caso, os entrevistados destacaram os conhecimentos adquiridos e a sensibilização para esta modalidade educativa enquanto fatores determinantes para o início de desempenho de funções em educação especial, remetendo, também, para a importância do trabalho colaborativo com os restantes colegas como forma de aprendizagem prática e de resolução dos problemas.
Em ambas as dimensões “sentir-se preparado” e “não se sentir totalmente preparado”, os entrevistados remeteram para o posterior desempenho de funções docentes em educação especial enquanto mecanismo de aferição do grau de preparação proporcionado pela formação e, também, fonte de saber profissional e de aquisição de competências (Esteves, 2009), na ótica de complementaridade das aprendizagens realizadas em ambientes formais de formação.
Outros entrevistados sublinharam não se sentir preparados com a formação recebida para o exercício da atividade docente em educação especial, tal como ilustram os seguintes comentários.
“Preparada, não. Não. Acho que não. Acho que precisávamos ainda muito mais. Tenho umas luzes, umas ideias, claro. De todo eram as que tinha no início. Mas preparada, não sei, acho que não, acho que precisava ainda de muito mais para estar mais preparada.” (EA2)
“Não me sinto muito à-vontade para… A minha esperança é que quando chegar a uma escola, se alguma vez exercer, alguém esteja lá para me ajudar porque eu não me sinto muito à- vontade.” (EC4)
No cômputo geral, as referências indiciam que a formação de professores para a educação especial não corresponde totalmente às expectativas e às necessidades formativas dos indivíduos nem os capacita cabalmente para a assunção de funções autonomamente nesta modalidade educativa. Por outro lado, as referências dos entrevistados reforçam a importância da introdução de componente prática na formação de professores para a educação especial, proporcionando-lhes contacto com situações reais de atividade profissional, idênticas àquelas que irão encontrar no futuro, e, deste modo, garantindo uma adequada preparação para a docência nesta modalidade educativa.